Tosco lança EP Brasil é o Crime, com faixa inédita e três covers

A banda santista Tosco, cuja sonoridade agressiva é um híbrido e furioso crossover de thrash metal com hardcore, lançou o EP Brasil é o Crime. O novo trabalho do grupo traz uma faixa inédita e três versões para clássicos do Sacred Reich, Slayer e S.O.D. As três releituras nunca haviam sido lançadas digitalmente, mas podem ser encontradas como faixas “escondidas” nas versões físicas dos álbuns Revanche (2018) e Sem Concessões (2020). Por fim, Piece by Piece entrou no tributo Blood Painted Blood: A Brazilian Tribute to Slayer. A outra novidade é a entrada do baixista Carlos Diaz (ex-Vulcano, ex-Chemical Disaster, ex-Hierarchical Punishment), que já gravou a faixa Brasil é o Crime, no lugar de Ivan Pellicciotti, que atuará daqui para frente somente como produtor devido logística, já que agora o músico e produtor reside em Curitiba. Brasil é o Crime foi gravada no estúdio Play Rec, em Santos, por Fernando Bassetto, e produzida, mixada e masterizada por Ivan Pellicciotti, no estúdio O Beco, em Curitiba. “Essa nova música é um manifesto por todos nós, cidadãos brasileiros de bem, que infelizmente convivemos diariamente com o crime em todos os sentidos e em todas suas faces cruéis”, comenta Osvaldo Fernandez. “Foi a primeira música que fizemos para o terceiro álbum, antes da pandemia, e ela é muito influenciada pelo Black Sabbath e Slayer. Queríamos criar uma atmosfera pesada para que o Osvaldo pudesse encaixar a letra também bem forte”, finalizou Ricardo Lima. Em janeiro de 2023, a banda seguirá os mesmos passos que a gravação de Brasil é o Crime“, e voltará ao estúdio Play Rec, em Santos/SP, partindo depois para a produção no O Beco, em Curitiba, tendo como previsão de lançamento do novo álbum, já com título definido como Agora é a sua Vez, para o primeiro semestre. Na quinta (15), através do canal internacional do Hardcore Worldwide, a banda promoverá o lançamento exclusivo do lyric video de Brasil é o Crime, criado pelo designer e músico Wanderley Perna (Genocídio). O Tosco é formado atualmente por Osvaldo Fernandez (vocal), Ricardo Lima (guitarra), Carlos Diaz (baixo) e Paulo Mariz (bateria).
Patriota do Caminhão vira paródia em clipe do cantor Lucas Sfair

O cantor e compositor curitibano Lucas Sfair estreou em carreira solo com o single Merda, que chega acompanhado de um clipe bem-humorado inspirado no meme do Patriota do Caminhão. A música apresenta sonoridade pop com pitadas indie e tem produção musical de Jards, que também tocou e gravou todos os instrumentos. A letra, composta por Sfair, é um relato pessoal e prato cheio para quem sabe rir de si mesmo. Lucas Sfair conta que a ideia de recriar o meme do ano é uma metáfora visual sobre agir de forma inconsequente. Para o autor, “essa situação é engraçada principalmente porque, apesar de perigosa, acabou terminando sem maiores danos”. Sobre o processo de gravação do clipe, complementa: “sou bastante detalhista, mas não abro mão da espontaneidade, a técnica tem que estar sempre aliada à diversão”. A direção é de Bernardo Tomsons e Jonathan van Thomaz. Esse conceito descontraído deve se estender para os próximos lançamentos de Sfair, previstos para 2023, com dez faixas inéditas que serão apresentadas individualmente e, posteriormente, compiladas em um álbum completo. Merda já está disponível nos principais aplicativos de música e seu videoclipe pode ser assistido no canal oficial do artista no YouTube.
Ana Cañas revive Belchior com Monólogos das Grandezas do Brasil

Um ano após o lançamento do álbum Ana Canta Belchior, que conta com os clássicos do cantor e compositor cearense Belchior pelo vocal de Ana Cañas, a artista apresenta o single Monólogo das Grandezas do Brasil, primeiro a ser revelado de seu DVD, que tem lançamento previsto para o início de 2023. A faixa já está disponível nas plataformas de streaming e vem acompanhada de um videoclipe disponível no YouTube a partir de quinta-feira (15). Entre o contemporâneo e o clássico, Ana Cañas reinventa importantes faixas da MPB com a proposta de criar uma experiência musical, trazendo uma nova roupagem para as canções de Belchior. A brincadeira em mudar as sonoridades vem através de arranjos e idealizações da cantora: “Eu tirei a música no violão e assim nasceu a gênese do arranjo. Posteriormente, inseri mais dois violões (Fabá Jimenez e Rovilson Pascoal) e fiz um arranjo de cordas especial que acrescentam no lirismo da mensagem”, explica a artista e, segundo ela, esta faixa é uma das mais intimistas do DVD. Monólogo das Grandezas do Brasil foi lançado pela primeira vez em 1982, baseado em crítica social sobre a realidade do povo brasileiro e se mantém atual, sendo comparada ao cenário atual político e social brasileiro. “Em apenas uma letra, ele traz o cenário da realidade brasileira de forma única. O diálogo através do tempo se mantém, pois o nível de sua poesia transcende e atravessa o tempo”, completa Ana. “Belchior, sempre afiado e conhecedor das mazelas, as expõe destemidamente e oferece o caminho alvissareiro: a estrada é uma estrela pra quem vai andar“, completa. Ana se conecta com Belchior de diversas maneiras, e sua admiração pela lírica e performances do músico são marcantes na reprodução de sua própria musicalidade, mas o apreço vai além da arte. “Acredito que nos encontramos na intensidade, visceralidade e amor pelas pessoas. Aprendo diariamente com ele, a cada show e verso que atravessa o meu coração”.
Pernambucano Martins fecha ano com o single Passa; ouça!

Um dos grande nomes da música contemporânea, o pernambucano Martins fechou 2022 com chave de ouro. Ele lançou o single Passa (Igor de Carvalho), música que já estava com ele há um tempo, após ser cedida pelo amigo Igor para receber os últimos retoques. Depois de já ter uma composição gravada por Ney Matogrosso, esse ano foi a vez de Simone, Margareth Menezes e Daniela Mercury interpretarem canções de sua autoria. Ele também rodou o Brasil com seu show e com o projeto Almério & Martins, em parceria com Almério. Martins achou que a canção estava pronta e guardou para um dia gravar. Passaram-se meses, veio a pandemia, as vacinas, a eleição de um novo presidente e a hora de registrá-la em estúdio chegou. “A letra traz esperança e realidade. Diz ‘tudo o que faz mal passa e tudo o que faz bem também’. Acho que a música tem uma mensagem muito direta, uma melodia que sugere uma calma, uma sutileza”, comentou Martins. “Até quando fui gravar, escolher os instrumentos e tal, foi tudo pensando para gerar ese efeito de tranquilidade, e bem estar”, finaliza.
Crítica | Tubarão: Mar de Sangue

Engenharia do Cinema Sem dúvidas estamos falando de mais um filme de terror que provavelmente vai funcionar apenas em uma noite de sábado descompromissada, onde não há mais nada para se assistir no streaming. “Tubarão: Mar de Sangue” consegue ter um roteiro bastante pífio e clichê, com uma camada de atuações canastronas, pelas quais só são salvas por conta do diretor James Nunn. A história gira em torno de um grupo de amigos, que está passando suas férias em uma praia mexicana. Ao saírem para andar de jet ski, um acidente acaba deixando alguns deles feridos e ambos totalmente danificados. Além de terem lutar para conseguirem sobreviver neste cenário caótico, eles terão de enfrentar um tubarão sedento por sangue. Imagem: Paris Filmes (Divulgação) O roteiro de Nick Saltrese realmente capta todos os tipos de situações já conhecidas do gênero, que vão desde o perfil dos personagens, traições e até mesmo um antagonista totalmente imortal (realmente, o tubarão se assemelha a um exterminador do futuro, e não a um peixe do grupo dos condrictes). Embora tenhamos várias atuações clichês, quando há cenas envolvendo os ataques e mutilações, elas funcionam bastante por causa da atmosfera desenvolvida por Nunn. Inclusive o impacto do gore envolvendo alguns arcos chegam a deixar o espectador realmente impactado (já que não existe pudor em mostrar fraturas expostas, dentre outras coisas). Só que ele se perde no quesito principal, ao sequer se preocupar em fazer com que o espectador se preocupe com os personagens e não os veja apenas como um pedaço de carne. “Tubarão: Mar de Sangue” é mais um filme clichê sobre tubarões, que só serve para passar o tempo e pegar no sono, caso você esteja com um tempo hábil e sem absolutamente nada para fazer.