Perry Bamonte, guitarrista e tecladista do The Cure, morre aos 65 anos

O guitarrista e tecladista do The Cure, Perry Bamonte, morreu aos 65 anos “após uma doença recente em casa, durante o Natal”, segundo publicação da banda nesta sexta-feira (26). “Quieto, intenso, intuitivo, confiável e imensamente criativo, ‘Teddy’ era uma parte vital e de coração quente da história do The Cure”, afirma o comunicado. O músico tocou com o grupo britânico entre 1984 e 1989, mas só se tornou um membro integral em 1990. Até 2005, tocou guitarra, baixo de seis cordas e teclado em discos como Wish e Wild mood swings e se apresentou em mais de 400 shows. Depois, Bamonte voltou à banda em 2022 e participou de mais 90 apresentações. Na lista de shows recentes, Bamonte também participou da apresentação no Primavera Sound, em São Paulo, em 2023.
Assista ao novo videoclipe de Supla, “Jovem Brasileiro”

O Supla lançou nesta sexta-feira (26) o videoclipe da faixa Jovem Brasileiro, presente no álbum Nada Foi em Vão, que marca o 20º trabalho de estúdio do artista em uma trajetória de 40 anos na música. Jovem Brasileiro é definida por Supla como “uma balada de peso que cutuca uma ferida”. Ele conta que a canção foi criada numa ‘jam session’ com Os Punks de Boutique e a letra foi composta por ele, Teodoro Suplicy e Henrique Cabreira”. “A música é inspirada nos jovens brasileiros que, frente à a desigualdade, buscam um futuro e algo para acreditar nessa vida”, afirma Supla. “Todos nós queremos andar pelas próprias pernas”, completa o músico. Com direção de Victoria Brito e edição de Gustavo Araújo, Jovem Brasileiro integra a série de registros audiovisuais que acompanham o álbum Nada Foi em Vão. Das 15 faixas presentes no disco, Jovem Brasileiro é a 11º a ganhar videoclipe.
Manu Chao anuncia turnê acústica com cinco datas no Brasil

Manu Chao está de volta ao Brasil. O músico anunciou cinco datas no país entre janeiro e fevereiro de 2026. O ícone da música latina vem com uma nova turnê acústica e intimista. Os shows do Manu Chao no Brasil acontecem em Porto Alegre, no Araújo Vianna (23 de janeiro), em Florianópolis, no Vereda Tropical (28 de janeiro), em São Paulo, no Cine Joia (1 de fevereiro), em Ribeirão Preto, no Armazém Baixada (8 de fevereiro), e no Rio de Janeiro, no BCO (11 de fevereiro). Os ingressos já estão à venda no Sympla. Viva Tu, o último álbum de Manu Chao, foi uma viagem ao coração dos homens, onde as emoções não enganam. Guia de um mochileiro cujo único passaporte é a música, aquela que une corações e supera diferenças. Viva Tu foi menos um retorno do que uma confirmação: Manu Chao continuará fazendo o que lhe der na telha. Viaja de um continente a outro, toca aqui e ali, em salões lotados e em povoados que mal aparecem no mapa. E, quando decide gravar novas canções, não o faz por uma agenda, mas pelo desejo de testemunhar um pedaço de vida — a sua e a das almas que cruza ao acaso em suas peregrinações. Liberdade total. Em A me mi piace, um aceno para Me gustas tú, colaborou com Alfa, o artista italiano. Em Solamente, dirige-se ao México para um dueto com Santa Fe Klan, o rapper originário de Guanajuato. E, com Viajando por el Mundo, presenteia com o tempo de uma canção ao sol, um momento de comunhão no álbum da estrela colombiana Karol G. Hoje, ele apresenta um novo EP de sete faixas, La Couleur Du Temps. Nele estão incluídas duas faixas de Viva Tu, Tom & Lola e La Couleur du Temps, em suas versões originais e, em seguida, remixadas por Mariano Mellino, o jovem prodígio da cena eletrônica argentina. Passamos do acústico, do sussurro, para um sopro sintético, um baixo com redondezas aveludadas e um ritmo que marca o compasso perfeitamente. O remix de La vie à 2, publicado em 1998 em seu primeiro álbum solo, Clandestino, nos transporta para o passado para escrever melhor o presente. “É meia-noite em Tóquio, são 5 da manhã no Mali, que horas são no paraíso?”, canta ele. Esta canção trata de um amor que se consome na intimidade, de carícias e despedidas. Manu Chao desfia seus remorsos e lembranças em uma atmosfera quase apagada, como se sussurrasse sentimentos que se desvanecem. Aqui, Demayä, o DJ e produtor, nos revela um remix intrépido, uma imersão no coração de uma boate sem porteiros nem áreas reservadas, onde os corpos se esquecem de si mesmos dançando, suados e cúmplices, apesar dos porquês. Em seguida, temos a alegria de reencontrar Sénégal Fast Food e sua harmônica esperançosa, com Amadou e Mariam, de 2004 — um hino aos deslocados, àqueles que viajam impulsionados pela miséria, uma canção que ressoa dolorosamente em 2025, em uma época de discursos retrógrados e desinibidos… — e L’Automne est las, retirada de seu álbum gravado inteiramente em francês em 2004, Sibérie m’était contée, um pop com uma magia melancólica e mil cores, um aceno à poesia de Jacques Prévert, quando as folhas caem e a chuva anuncia o fim do verão. Por fim, a faixa Où tu veux, on y va marca a gravação conjunta de Manu Chao e Gambeat, seu amigo e baixista de longa data. Inspirada no dub, no reggae e em um espírito sem fronteiras, a canção encarna a essência de Manu Chao: uma mistura de gêneros e a vontade de superar todas as barreiras para celebrar livremente os prazeres simples da vida. É um táxi sem destino, que compreendeu que o terminal importa menos do que o caminho percorrido e que uma aventura só é bonita quando se avança juntos. É inevitável pensar no falecido Amadou quando Manu e Gambeat revivem a memória de um táxi em Bamako… É uma faixa luminosa e reconfortante, uma mão estendida para partir longe, lá onde a humanidade ainda respira.
Samwise lança versão de Here We Go, do Carbona; ouça!

A Samwise, quarteto pop punk do cast da Repetente Records, lançou sua versão para Here We Go, música originalmente gravada pelo Carbona em 1998 no álbum Go Carbona Go. O lançamento chega simultaneamente às plataformas de streaming e em lyric video, funcionando como um primeiro vislumbre do tributo à banda carioca que será apresentado em 2026. O convite para participar do projeto surgiu após o primeiro show do grupo no ano, realizado na Mutante (estúdio e rádio), em Americana. A proposta partiu de Kako, idealizador do tributo, que reúne versões do repertório do Carbona do período em que a banda cantava em inglês. A Samwise recebeu liberdade total para reinterpretar a faixa, condição que orientou o arranjo e a abordagem escolhidos. Mantendo a velocidade e o espírito punk da gravação original, a versão da Samwise incorpora elementos do pop punk, com quebras rítmicas, breakdowns e levadas mais fragmentadas, sem descaracterizar a canção. A letra, que trata da vida na estrada, dialoga diretamente com o momento vivido pela banda, que realizou 16 shows ao longo de 2025. Here We Go marca ainda a segunda música lançada com a nova formação da Samwise, que conta com a entrada de Vinícius Rhein no baixo e Matheus Silvério na guitarra. Completam o quarteto Thiago Silva (vocal) e Thiago Quina (guitarra). Gravada ao longo de 2025, a faixa foi captada, mixada e masterizada por Gabriel do Vale. Além de antecipar o tributo ao Carbona, o lançamento de Here We Go também funciona como um registro simbólico da estrada percorrida pela Samwise em 2025 e um lançamento de fim de ano pensado como presente para fãs, amigos e produtores que acompanharam a banda ao longo do ano. “O convite para participar desse tributo saiu lá da Mutante e fez todo sentido pra gente desde o primeiro minuto. Carbona sempre esteve por perto e agora fazemos parte dessa homenagem”, comenta a Samwise.
Unto Others anuncia primeira apresentação no Brasil

Formada na cidade de Portland em 2017 (inicialmente sob o nome Idle Hands) por ex-integrantes da banda de heavy metal Spellcaster, o Unto Others é uma das revelações mais bem-quistas do rock com sua mistura de peso e molodia. A banda, cuja sonoridade remete a nomes como Sisters of Mercy, Type O Negative e Paradise Lost, vem pela primeira vez ao Brasil em 2026 com show único em São Paulo, em 28 de março no Burning House. Rapidamente o Unto Others se tornou conhecido por suas apresentações impactantes e cheias de carisma. Ao longo de quase uma década de atividade, a banda já dividiu palco com grandes nomes do metal, como King Diamond, Arch Enemy, Carcass e Behemoth, além de ter excursionado pelos Estados Unidos e pela Europa. Strength, de 2021, o disco de estreia sob o nome Unto Others, traz uma fusão poderosa de heavy metal tradicional e goth rock, com produção marcante e elementos que crescem a cada audição. Já Never, Neverland, de 2024, lançado pela gigante Century Media Records, é ainda mais coeso e acessível, com melodias cativantes, performances vocais marcantes e diversidade de estilos. Unto Others em São Paulo Data: 28 de março de 2026 (sábado) Local: Burning House – Av. Santa Marina, 247 – Água Branca, São Paulo (ao lado da estação Água Branca da CPTM – Linha 7 Rubi) Abertura da casa: 23h Ingressos