Vanguart leva novo álbum Estação Liberdade aos palcos neste domingo

O Vanguart volta a São Paulo este domingo, 18 de janeiro, para apresentar ao vivo o show da turnê de lançamento do álbum Estação Liberdade, no Teatro Liberdade. O disco guia o setlist da noite, que reúne as novas composições da banda em um formato pensado especialmente para o palco. Assinado por Helio Flanders e Reginaldo Lincoln, atual formação do Vanguart, Estação Liberdade é descrito como o repertório mais consistente da trajetória da dupla. O álbum percorre temas como partidas e chegadas, vida e morte, sonhos e a aspereza do cotidiano, construindo uma narrativa que funciona como uma longa viagem de trem. Ao longo desse percurso, as músicas alternam momentos de leveza e melancolia, com arranjos que ampliam o caráter emocional das canções. Entre as faixas do novo trabalho, lançado pelo selo Deck Disk, estarão no repertório os destaques: Luna Madre de La Selva, que resgata a latinidade cuiabana presente nos primeiros discos, O Mais Sincero, com seu apelo pop próximo dos grandes sucessos da banda, a lúdica Rodo o Mundo Todo no Meu Quarto e Pedaços de Vida, apontada como o momento mais denso do álbum. Os singles A Vida É Um Trem Cheio de Gente Dizendo Tchau e a faixa-título Estação Liberdade também integram o set. Além do material recente, o Vanguart revisita músicas marcantes da carreira, como Demorou Pra Ser, Meu Sol e Nessa Cidade. Os shows de lançamento realizados em São Paulo e no Rio de Janeiro no fim do último ano reuniram fãs de diferentes fases da banda e consolidaram a boa recepção ao novo álbum. Para a apresentação no Teatro Liberdade, Helio e Reginaldo sobem ao palco acompanhados por Tetel di Babuya no violino, Bianca Predieri na bateria e Rafael Stanguini na guitarra e teclado, além da participação especial de Lígia Cardoso na flauta. A expectativa é repetir a energia das datas anteriores e entregar mais uma noite marcante na trajetória do Vanguart. SERVIÇO: Data: 18 de janeiro  Horário: 20h Local: Teatro Liberdade – R. São Joaquim, 129, São Paulo – São Paulo Ingressos: Sympla

Jay Weinberg deixa o Suicidal Tendencies para focar na família e projetos

O baterista Jay Weinberg deixou o Suicidal Tendencies. De acordo com o músico, a decisão ocorreu de forma totalmente amigável e planejada. Weinberg, que assumiu as baquetas da banda em março de 2024, encerra este ciclo após pouco menos de dois anos de estrada. Paternidade e novos rumos para Jay Weinberg O principal motivo para a saída envolve uma grande mudança de vida. Jay revelou que será pai pela primeira vez ainda este ano. Portanto, ele decidiu priorizar a chegada do bebê e dedicar mais tempo à sua família neste momento especial. Além disso, o baterista tem planos artísticos ambiciosos. Ele citou o projeto Portraits of an Apparition, uma série crescente de colaborações, e a construção de um espaço criativo adequado em sua casa. Misterioso, ele também mencionou que trabalha em “novos projetos em desenvolvimento” que ainda não pode anunciar. Gratidão e a mensagem de “You Can’t Bring Me Down” Em seu comunicado oficial no Instagram, Jay demonstrou profunda gratidão aos companheiros de banda. Ele agradeceu nominalmente a Mike Muir, Dean Pleasants, Ben Weinman e Tye Trujillo. O músico destacou como o grupo o acolheu em um momento delicado de sua carreira (logo após sua saída do Slipknot). Segundo ele, a banda permitiu que ele sentisse na pele a mensagem do clássico You Can’t Bring Me Down quando ele mais precisava. “Mike, Dean, Ben e Tye: vocês apoiaram um amigo quando ele estava em baixa… Sou imensamente grato por isso e mal posso esperar para ver o que vocês farão a seguir”, escreveu o baterista. Repercussão e legado Colegas como Ra Diaz, Greyson Nekrutman e Branden Steineckert enviaram mensagens de apoio nos comentários da publicação. Jay finalizou sua despedida reafirmando seu amor pelo legado do grupo e pelos fãs que conheceu em seis continentes. Ele encerrou o texto com a frase que resume seu sentimento: “ST para sempre!”.

Morre Matt Kwasniewski-Kelvin, cofundador do Black Midi, aos 26 anos

Matt Kwasniewski-Kelvin, guitarrista e cofundador da banda britânica Black Midi, faleceu aos 26 anos. A família confirmou a notícia através de um comunicado divulgado pela gravadora Rough Trade. Segundo a nota oficial, o músico enfrentava uma “longa batalha contra problemas de saúde mental”. Infelizmente, ele sucumbiu à doença, apesar de todos os esforços para sua recuperação. A formação de uma sonoridade única Matt Kwasniewski-Kelvin desempenhou um papel crucial na criação da identidade sonora do Black Midi. Ele conheceu seus companheiros de banda, Geordie Greep, Cameron Picton e Morgan Simpson, na Brit School, em Londres. Juntos, eles lideraram a vibrante cena do sul da cidade, frequentando a famosa casa de shows Windmill, em Brixton. Matt se destacava por alternar riffs delirantes de post-hardcore com ruídos abstratos e improvisados. Essa energia definiu o aclamado álbum de estreia do grupo, Schlagenheim (2019). Afastamento e legado de Matt Kwasniewski-Kelvin O guitarrista deixou a banda em 2021, pouco antes do lançamento do segundo disco, Cavalcade. Na época, ele explicou aos fãs que precisava se afastar para cuidar de sua mente. O restante do grupo seguiu como um trio até anunciar uma pausa indefinida em 2024. Mesmo longe dos grandes palcos, Matt continuou a criar. Ele fez uma participação especial no álbum de Wu-Lu em 2022 e lançou gravações solo recentemente, abordando temas políticos. O apelo da família A família descreveu Matt como um “músico talentoso e um homem gentil e amoroso”. O comunicado termina com um pedido comovente e necessário para todos nós: “Por favor, reserve um momento para verificar como estão seus entes queridos para que possamos impedir que isso aconteça com nossos jovens.”

Vapors of Morphine e Dean Wareham unem legados em show único em São Paulo

A cidade de São Paulo recebe no dia 9 de maio, no Cine Joia, um encontro que reúne dois capítulos fundamentais da história do rock alternativo norte-americano. Vapors of Morphine e Dean Wareham sobem ao palco em uma noite que conecta o legado dos Morphines a um set especial dedicado ao Galaxie 500, bandas que ajudaram a redefinir os limites estéticos do indie entre o fim dos anos 1980 e a década de 1990. A produção é da Maraty, com ingressos à venda pela Fastix. Ativos no mesmo período histórico, Vapors of Morphine e Dean Wareham representam vertentes distintas, mas complementares, de reinvenção do rock alternativo. Enquanto o Morphine construiu uma linguagem própria baseada em minimalismo, sensualidade e atmosfera urbana, o Galaxie 500 estabeleceu uma estética etérea e melancólica que viria a influenciar profundamente o indie contemporâneo. São duas matrizes sonoras que seguem reverberando em diferentes gerações de artistas. Formado em Massachusetts no fim dos anos 1980, o Galaxie 500 construiu uma reputação sólida mesmo com uma discografia enxuta. Os álbuns Today, On Fire e This Is Our Music estabeleceram um novo vocabulário para o rock alternativo, marcado por guitarras carregadas de reverberação, tempos lentos e uma melancolia deliberadamente contida, distante de qualquer apelo espetacular. À frente do grupo, Dean Wareham foi decisivo para deslocar o indie do nervosismo pós punk para um território mais contemplativo, abrindo caminho para movimentos como o dream pop e o slowcore. Sua influência pode ser percebida em nomes como Slowdive, Yo La Tengo, Beach House e The National. No mesmo período, o Morphine ocupou um espaço singular dentro do rock alternativo. Liderada por Mark Sandman, a banda de Boston rompeu com a formação tradicional ao eliminar a guitarra e construir seu som a partir do saxofone barítono, baixo de duas cordas e bateria. O resultado foi uma sonoridade densa, hipnótica e profundamente urbana. Discos como Good, Cure for Pain e Yes consolidaram o grupo como um dos cultos mais duradouros dos anos 1990, exercendo influência sobre artistas de diferentes vertentes, de Radiohead e Nick Cave a Queens of the Stone Age e Arctic Monkeys. Após a morte de Sandman, em 1999, o saxofonista Dana Colley encontrou no Vapors of Morphine uma forma de manter vivo e em movimento esse repertório singular. Ao lado de Jeremy Lyons e Tom Arey, o projeto preserva a essência do Morphine ao mesmo tempo em que amplia suas possibilidades, reafirmando a relevância de um catálogo que segue atual dentro da música alternativa. Serviço Vapors of Morphine + Dean Wareham em São PauloData: 9 de maio de 2026 (sábado)Horário: 20h (abertura da casa)Local: Cine JoiaEndereço: Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, São PauloIngressos: Fastix

Rodox voltará aos palcos para shows nas principais capitais brasileiras

O Rodox confirmou o retorno aos palcos em 2026 com a reunião de seus integrantes originais para uma turnê nacional. O anúncio marca o reencontro da banda após mais de 20 anos desde o encerramento de suas atividades e recoloca em evidência um dos nomes mais relevantes do rock pesado brasileiro do início dos anos 2000. A informação foi confirmada ao Blog N’ Roll pela assessoria do cantor Rodolfo Abrantes, que também informou que detalhes sobre datas, cidades e locais dos shows ainda serão divulgados oficialmente. Formado no início dos anos 2000, o Rodox surgiu após a saída de Rodolfo do Raimundos e rapidamente chamou atenção pela sonoridade pesada, letras intensas e identidade própria que ia do hardcore ao nu metal. Apesar do curto período de atividade, a banda construiu uma base fiel de fãs e deixou registros que se tornaram referência para a cena nacional, com músicas como “Olhos Abertos”, “Dia Quente” e “De Uma Só Vez”. O grupo encerrou suas atividades poucos anos após a estreia, em 2004, o que contribuiu para o status cult que conquistou ao longo do tempo. Desde então, o Rodox passou a ser constantemente citado por fãs e músicos como uma banda à frente de seu tempo, com influência que se manteve viva mesmo fora dos palcos. A confirmação da turnê reacende o interesse em sua discografia e abre a possibilidade de um reencontro histórico entre banda e público. A formação terá, além de Rodolfo, os membros Fernando Schaefer, que vinha prestando tributos à banda, Patrick Lapan e Pedro Nogueira.