Somos Rock Festival chega a Curitiba com Echo & The Bunnymen e Paralamas

A organização do Somos Rock Festival confirmou a expansão do evento, que já tem data em São Paulo, e escolheu Curitiba como sua próxima parada. O encontro de gerações acontece no dia 26 de abril de 2026 (domingo), ocupando um dos palcos mais emblemáticos do país: a Pedreira Paulo Leminski. O festival mantém sua proposta original de unir diferentes fases do rock em um ambiente confortável e plural. Para a edição curitibana, a curadoria montou um line-up que mistura nostalgia internacional e clássicos do rock brasileiro. As atrações confirmadas no Somos Rock Festival Curitiba O público viverá uma experiência completa com grandes nomes. A escalação internacional traz o pós-punk lendário do Echo & The Bunnymen, o som alternativo dos anos 90 com Spin Doctors e Smash Mouth, além do post-grunge do Candlebox. O time nacional joga em casa com a mesma grandiosidade. O palco receberá a história viva d’Os Paralamas do Sucesso, a energia do Detonautas e o peso do Raimundos. É um evento desenhado para pais, filhos e amigos cantarem juntos. Ingressos já à venda A expectativa para o evento é alta e as vendas começaram oficialmente ontem, 16 de janeiro. Os fãs podem adquirir as entradas através do site da Ticketmaster. O festival oferece opções de meia-entrada, ingresso solidário e combos promocionais. Confira o serviço completo abaixo e garanta seu lugar na Pedreira. Serviço Somos Rock Festival 2026 em Curitiba

Mitski anuncia álbum “Nothing’s About to Happen to Me” e lança clipe caótico

A cantora Mitski confirmou hoje o lançamento de seu oitavo álbum de estúdio. Intitulado Nothing’s About to Happen to Me, o disco chega às plataformas no dia 27 de fevereiro, via Dead Oceans. Para apresentar a nova era, a artista liberou o single e videoclipe de Where’s My Phone?. A nova faixa é uma canção de rock ruidosa que dá pistas da energia do álbum. Na letra, Mitski repete obsessivamente a busca pelo aparelho perdido, criando uma tensão palpável. Inspiração gótica e literária O videoclipe, dirigido por Noel Paul, é um destaque à parte. A produção buscou inspiração no clássico romance gótico We Have Always Lived in the Castle (Sempre Vivemos no Castelo), de Shirley Jackson. No vídeo, Mitski interpreta uma mulher paranoica que tenta proteger a irmã dentro de uma casa gótica. Ela enfrenta obstáculos humanos cada vez mais absurdos e intrusos que culminam em um pandemônio total. A estética utiliza um estilo de filmagem lúdico e primitivo para criar um caleidoscópio emocional. Uma narrativa sobre reclusão O conceito do álbum gira em torno de uma personagem central: uma mulher reclusa em uma casa desarrumada. A narrativa explora uma dualidade interessante: fora de casa, ela é vista como uma desviante; dentro de casa, ela é livre. Musicalmente, o trabalho dá continuidade à linha estabelecida no aclamado The Land Is Inhospitable and So Are We (2023). Mitski gravou as faixas com o suporte de sua banda de turnê e uma orquestra completa. As sessões ocorreram nos estúdios Sunset Sound e TTG Studios, com produção de Patrick Hyland. Os arranjos orquestrais ficaram a cargo de Drew Erickson. Confira abaixo a capa (uma pintura de Marc Burkhardt), a tracklist e o novo vídeo. Tracklist de Nothing’s About to Happen to Me:

Death To All inicia turnê no Brasil celebrando clássicos

A banda Death To All desembarca no Brasil na próxima semana para uma série de shows. A turnê começa já na próxima terça-feira (20) e passa por cinco cidades. O grupo, formado por ex-membros da lendária banda norte-americana Death, tem uma missão especial. Eles celebram ao vivo dois marcos da discografia de Chuck Schuldiner: os álbuns Spiritual Healing (que completa 35 anos) e Symbolic (que faz 30 anos). Um time de lendas do metal A banda conta com Gene Hoglan (bateria), Steve DiGiorgio (baixo) e Bobby Koelble (guitarra). Para completar o time e honrar o legado de Chuck, Max Phelps (Exist, ex-Cynic) assume a guitarra e os vocais. O baterista Gene Hoglan destacou a importância dessa celebração dupla. “Chegou a hora de comemorar alguns marcos do catálogo do Death… São 30 anos de Symbolic e 35 anos de Spiritual Healing! Duas eras muito diferentes, mas igualmente importantes. Será uma noite incrível homenageando o grande Chuck Schuldiner”, declarou o baterista. Dois álbuns, duas eras do Death to All Lançado em 1990, Spiritual Healing marcou a transição lírica da banda. As letras abandonaram o horror visceral para abordar problemas sociais, enquanto os riffs ganharam mais técnica. Já Symbolic (1995) representa o auge da progressividade do grupo. O disco trouxe estruturas elaboradas e melodias marcantes em faixas como Crystal Mountain e 1,000 Eyes. Datas e ingressos para shows do Death to All A produtora Overload organiza quatro das cinco datas. A turnê passa pelo Sul e Sudeste. Confira abaixo o serviço completo e garanta seu lugar nessa celebração do legado de Chuck Schuldiner. Serviço Porto Alegre/RS (20/01 – Terça) Curitiba/PR (21/01 – Quarta) São Paulo/SP (24/01 – Sábado) Belo Horizonte/MG (25/01 – Domingo)

Gorillaz anuncia álbum “The Mountain”, single com Bizarrap e tributo a Tony Allen

A banda virtual Gorillaz, liderada por Damon Albarn, lançou duas faixas inéditas que mostram os extremos emocionais de seu próximo trabalho. De um lado, a moderna Orange County, com participação do produtor argentino Bizarrap; do outro, a comovente The Hardest Thing, que traz a voz do lendário baterista Tony Allen. As músicas antecipam o nono álbum de estúdio do grupo, intitulado The Mountain. O disco chega ao mercado no dia 27 de fevereiro de 2026, inaugurando o novo selo da banda, o KONG. Luto, esperança e um épico de 8 minutos As duas faixas funcionam como peças complementares. Damon Albarn escreveu The Hardest Thing como uma exploração do luto. A música abre com a voz de Tony Allen, amigo de longa data e pioneiro do afrobeat, falecido em 2020. “Você sabe que o mais difícil é dizer adeus a alguém que você ama, isso é o mais difícil”, ecoa a letra, conectando-se diretamente com a segunda faixa. Já Orange County traz uma energia diferente. Produzida pelo Gorillaz em parceria com Bizarrap (vencedor de quatro Grammys Latinos), a canção conta com os vocais da poeta Kara Jackson e a cítara de Anoushka Shankar. Os fãs podem ouvir as músicas separadamente ou experimentar a peça completa de 8 minutos, conforme o conceito original da banda. Uma lista estelar de convidados The Mountain promete ser um vasto panorama sonoro com 15 faixas. Como de costume, Albarn reuniu um time impressionante de colaboradores vivos e memórias de amigos que já partiram. A lista inclui nomes de peso do rock e da música alternativa atual, como IDLES, Johnny Marr, Gruff Rhys e Paul Simonon. Além disso, o álbum utiliza gravações de vozes de ícones como Bobby Womack, Dennis Hopper e Mark E. Smith. O conceito do disco explora a fronteira entre este mundo e o que vem a seguir. Turnê e imersão em Los Angeles O Gorillaz também confirmou a The Mountain Tour. A excursão começa oficialmente em Manchester, no dia 20 de março de 2026, e passará por grandes arenas do Reino Unido e Irlanda. O destaque fica para o show no Tottenham Hotspur Stadium, em Londres, no dia 20 de junho, que será a maior apresentação da banda no país até hoje. Antes disso, o grupo invade os Estados Unidos com a exposição imersiva House of Kong. A atração ficará em Los Angeles entre 26 de fevereiro e 19 de março. Para celebrar, a banda fará dois shows exclusivos no Hollywood Palladium, tocando o novo álbum na íntegra.

Kim Gordon anuncia álbum “Play Me” e lança clipe de “Not Today”

A eterna baixista do Sonic Youth, Kim Gordon, continua desafiando paradigmas e acaba de anunciar seu terceiro álbum solo. O disco se chama Play Me e a Matador Records agendou o lançamento para 13 de março. Para oficializar a novidade, Kim Gordon liberou a faixa Not Today. A música evidencia uma tensão poética inédita em sua voz e chega acompanhada de um curta-metragem dirigido por Kate e Laura Mulleavy, fundadoras da grife Rodarte. Moda, ruído e cinema No vídeo, Gordon veste um vestido de tule de seda tingido à mão, uma peça de arquivo feita sob medida para ela pelas irmãs Mulleavy anos atrás. “Ela era nossa ídola… Quando começamos a conceituar o vídeo, Kim sugeriu usar o vestido, o que sabíamos que era perfeito para a ideia”, contam as diretoras. Sonoramente, Play Me expande a paleta de Gordon. O trabalho mantém a colaboração com o produtor Justin Raisen (Charli XCX, Yves Tumor), mas agora incorpora batidas mais melódicas e o impulso motorik do krautrock. Gordon define o som como “mais focado e talvez mais confiante”, priorizando músicas curtas e orientadas pelo ritmo. Crítica ácida aos bilionários e à IA Se The Collective (2024) trouxe o peso industrial, Play Me processa os danos colaterais da era moderna. As letras atacam a classe bilionária, o fascismo tecnocrático e o achatamento cultural impulsionado pela Inteligência Artificial. A artista não poupa alvos específicos: “Fiquei pensando: será que meu próximo chefe vai ser um chatbot de IA? Nós seremos os primeiros cujas luzes vão se apagar — não os bilionários da tecnologia”, reflete Gordon. A faixa-título também ironiza a cultura do streaming, sobrepondo nomes de playlists do Spotify a um groove trip-hop, criticando a “cultura da conveniência” que tenta prever nosso humor antes mesmo de sentirmos algo. Assista ao clipe de Not Today abaixo.