Deviloof traz o metal extremo do Japão ao Porão do Rock

O DEVILOOF está de volta ao Brasil. Após uma passagem pelo Jai Club (São Paulo) em 2024, a banda será uma das atrações do Porão do Rock em Brasília no dia 22 de maio, com um sideshow no La Iglesia, também em São Paulo, dois dias depois. Formado em Osaka em 2015, o DEVILOOF se consolidou rapidamente como um dos nomes mais extremos e comentados da cena pesada japonesa contemporânea. A banda ganhou notoriedade por levar o visual kei (movimento japonês que une rock/metal a uma estética visual teatral e marcante) a um território pouco explorado, combinando deathcore, brutal death metal, metalcore e elementos do black metal em uma proposta sonora marcada pela agressividade e pelo impacto visual. Desde o lançamento do primeiro single, Ruin, em 2015, o grupo passou a chamar atenção no circuito independente japonês. O material de estreia alcançou a 12ª posição nas paradas independentes do país, um feito significativo para uma banda com sonoridade tão radical. A repercussão abriu caminho para convites em festivais maiores e levou o DEVILOOF a representar o Japão no Metal Battle Global, competição que resultou em uma apresentação no Wacken Open Air, um dos festivais mais importantes do metal mundial. A discografia da banda inclui os álbuns Devil’s Proof, de 2017, Oni, lançado em 2019, e Dystopia, de 2021. Este último marcou um salto na projeção internacional do grupo, figurando em rankings de metal em diversos países e ampliando o alcance do DEVILOOF para além do público japonês. O reconhecimento fora da Ásia foi impulsionado tanto pela produção sonora extrema quanto pela construção visual da banda, que se tornou um de seus principais diferenciais. Segundo dados do Spotify, das cinco cidades que mais ouvem a banda, três ficam na América Latina (Cidade do México, Santiago e São Paulo) e uma na Europa (Londres). No palco, o DEVILOOF é conhecido por apresentações de alta intensidade, com vocais guturais extremos, riffs técnicos e uma performance física agressiva. Essa combinação transformou faixas como Devil’s Proof, Damnation e Newspeak em referências do metal japonês moderno. Vídeos oficiais e registros ao vivo viralizaram em plataformas como YouTube e TikTok, ajudando a consolidar uma base de fãs global. Nos últimos anos, a banda intensificou sua atuação fora do Japão, participando de turnês e festivais internacionais. Em 2024, realizou sua primeira passagem pela América do Sul, com shows bem recebidos pelo público brasileiro. O retorno ao país acontece em meio à Inherited Blasphemy Tour, fase que reafirma o DEVILOOF como um dos principais representantes do metal extremo japonês na atualidade. A sua primeira apresentação em festival no Brasil simboliza mais um passo na expansão internacional do grupo e reforça o interesse crescente do público ocidental por propostas extremas vindas do Japão, colocando o DEVILOOF no centro desse intercâmbio entre cenas distintas, mas conectadas pela busca por experiências sonoras cada vez mais intensas.

Garotos Podres leva clássicos do punk ao Sesc 24 de Maio neste domingo

O domingo de aniversário de São Paulo terá trilha sonora de protesto e distorção. No dia 25 de janeiro, o Sesc 24 de Maio recebe o show “Mais Podres do que Nunca” da banda Garotos Podres. Um dos maiores ícones do punk rock brasileiro dos anos 80 sobe ao palco às 18h. Liderada pelo vocalista Mao, único integrante da formação original, a banda promete uma viagem nostálgica e enérgica. O repertório revisita o álbum de estreia de 1985, que ultrapassou a marca de 50 mil cópias vendidas e se tornou um marco do gênero no país. Raízes operárias e engajamento A história do Garotos Podres se confunde com a luta social no ABC Paulista. A banda, originária de Mauá, estreou nos palcos em 1983 com um propósito claro: apoiar o Fundo de Greve dos Metalúrgicos do ABC. Mais de quatro décadas depois, o grupo mantém essa essência combativa e irreverente. A formação atual que se apresenta em 2026 conta com Mao (vocal), Rinaldi (guitarra), Uel (baixo) e Negralha (bateria). Os fãs podem esperar hinos que atravessaram gerações, como Johnny, Liberdade (Onde Está?) e a sátira atemporal Papai Noel Velho Batuta. Transporte gratuito Uma dica importante para quem vai ao show: o Sesc 24 de Maio oferece serviço de van gratuito para o retorno. O transporte leva até as estações de metrô República e Anhangabaú. Aos domingos, as saídas ocorrem a cada 30 minutos, das 18h às 21h. Serviço Garotos Podres – show “Mais Podres do que Nunca”

Tutti Frutti e Lucinha Turnbull promovem reencontro histórico no aniversário de SP

O aniversário de 472 anos de São Paulo ganhará uma celebração à altura da história do rock nacional. Neste domingo (25), a lendária banda Tutti Frutti, liderada pelo guitarrista Luiz Carlini, sobe ao palco do Blue Note SP para um show especial. A apresentação, marcada para as 19h, traz um presente inestimável para os fãs: a participação de Lucinha Turnbull. Considerada a primeira guitarrista mulher do Brasil, ela reencontra a banda no palco pela primeira vez desde 1974. A química que fundou o rock brasileiro Este reencontro acontece mais de 50 anos após a separação original, resgatando a química que ajudou a moldar a sonoridade do rock nos anos 70. Vale lembrar que Carlini e Lucinha foram cofundadores da Tutti Frutti e parceiros essenciais de Rita Lee na fase mais explosiva de sua carreira. Juntos, eles criaram arranjos e riffs que se tornaram hinos da música brasileira. O repertório da noite promete incendiar a Avenida Paulista com clássicos obrigatórios como Agora Só Falta Você, Ovelha Negra, Jardins da Babilônia e Esse Tal de Roque Enrow. Um time de peso no Tutti Frutti Para essa noite histórica, Luiz Carlini (vocais e guitarra) comanda uma formação que mistura sangue novo e veteranos. O destaque fica para a presença dos irmãos gêmeos Rubens e Gilberto Nardo (backing vocals), que participaram das gravações originais e turnês clássicas da banda. * Serviço Tutti Frutti convida Lucinha Turnbull

Edgard Scandurra estreia trio no Sesc Belenzinho

No próximo dia 30 (sexta-feira), Edgard Scandurra sobe ao palco da Comedoria do Sesc Belenzinho para apresentar seu novo projeto: o Edgard Scandurra Trio. Se você é fã, fique atento ao relógio: a venda de ingressos online começa hoje (20), a partir das 17h. Para quem prefere comprar pessoalmente, as bilheterias das unidades do Sesc iniciam as vendas amanhã (21), no mesmo horário. Família de Edgard Scandurra e formato power trio Para esta empreitada, o eterno guitarrista do IRA! aposta na força e na crueza do formato trio. Ele é acompanhado por Rodrigo Saldanha na bateria e por seu filho, Daniel Scandurra, no baixo. A ideia nasceu de uma parceria com a Balaclava Records, que convidou essa formação em 2025 para abrir o show dos britânicos do Supergrass em São Paulo. A química funcionou tão bem que virou um projeto fixo. “Sempre gostei de trio. Minhas maiores referências na guitarra tocavam assim, nesse formato que traz simplicidade e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de cada músico preencher o seu espaço integrado ao todo”, explica Scandurra. O que esperar do repertório? O show promete ser um prato cheio para os fãs de todas as fases do músico. O setlist percorre: Serviço Edgard Scandurra Trio no Sesc Belenzinho

Arctic Monkeys lança música nesta quinta em prol da War Child

Os fãs do Arctic Monkeys já podem comemorar, e por uma causa nobre. A banda de Alex Turner confirmou que vai lançar uma música inédita nesta semana. A faixa chega às plataformas na próxima quinta-feira (22). O objetivo do lançamento é arrecadar fundos para a War Child, organização sem fins lucrativos que trabalha para proteger e educar crianças afetadas por guerras ao redor do mundo. O fim dos rumores envolvendo o Arctic Monkeys As especulações começaram no início deste mês, quando a organização postou nas redes sociais sobre um “grupo de artistas trabalhando em algo importante”. Os fãs mais atentos ligaram os pontos rapidamente. O produtor de longa data da banda, James Ford, compartilhou a publicação. Pouco depois, o baterista Matt Helders também postou a atualização em seus Stories antes mesmo do perfil oficial da banda se manifestar. Agora, a gravadora War Child Records confirmou: Alex Turner e sua equipe lideram esse novo projeto musical. O legado do álbum “Help” A ação carrega um peso histórico. O projeto destaca que, nos 35 anos desde o lançamento do lendário álbum beneficente Help (que reuniu nomes como Oasis, Radiohead e Blur nos anos 90), o número de crianças afetadas por conflitos quase dobrou. “Nova música do Arctic Monkeys e mais informações sobre nosso próximo projeto para apoiar crianças que vivem em meio à guerra”, diz o comunicado oficial. Horário do lançamento no Brasil A faixa será liberada globalmente às 15h GMT. Para os fãs brasileiros, isso significa que a música estará disponível a partir do meio-dia (12h, horário de Brasília) desta quinta-feira. A banda convida os fãs a se inscreverem no site da organização para serem os primeiros a ouvir.

Bring Me The Horizon anuncia filme-concerto histórico gravado em São Paulo

O Brasil está oficialmente marcado na história do Bring Me The Horizon. A banda britânica anunciou hoje (20) o lançamento de um novo filme-concerto “imersivo” intitulado LIVE in São Paulo. A produção chegará aos cinemas de todo o mundo em março. O longa registra o maior show da carreira do grupo até hoje. A apresentação histórica ocorreu no final de 2024, no Allianz Parque, quando Oli Sykes e companhia tocaram para um público de 50 mil fãs com ingressos esgotados. Naquela ocasião, o Bring Me The Horizon também se apresentou na Audio, em São Paulo. Uma experiência visual expandida do Bring Me The Horizon O projeto leva o subtítulo de Live Immersive Virtual Experiment (Experiência Virtual Imersiva ao Vivo). O objetivo é expandir o universo visual da série POST HUMAN. A produção combina filmagens cinematográficas com múltiplas câmeras, tomadas aéreas de drones e até videoclipes enviados pelo próprio público. Além da música, o filme conta com participações especiais de personagens do “lore” da banda, como EVE, Selene e M8. “Os fãs poderão desfrutar de uma experiência imersiva e com múltiplos ângulos que reflete a energia da noite”, promete o comunicado oficial. Setlist de peso e novidades nos games O repertório do filme abrange toda a evolução do catálogo do BMTH, passando pelos clássicos de Sempiternal (2013) e That’s The Spirit (2015) até a fase pop-metal de Amo (2019) e a atual saga POST HUMAN. Além do filme, a banda divulgou um teaser de um novo remix para o videogame Ghost Of Yōtei. A faixa também estará presente no novo álbum do DJ e produtor ILLENIUM. Datas e ingressos para o filme do Bring Me The Horizon Atenção para não perder a oportunidade: LIVE in São Paulo ficará em cartaz nos cinemas por apenas dois dias. As exibições acontecem em 25 e 28 de março. A venda de ingressos começa no dia 11 de fevereiro. Fique ligado no site oficial da banda para garantir o seu lugar na sala de cinema. Serviço Filme: LIVE in São Paulo (Bring Me The Horizon)

Violet Grohl homenageia David Lynch em single etéreo

Hoje, terça-feira (20), o mundo da arte recorda o nascimento do visionário David Lynch. Para marcar a data, Violet Grohl decidiu transformar a saudade em música e lançou o single What’s Heaven Without You. A faixa chega como um tributo direto ao falecido diretor. Enquanto Violet canta sobre a necessidade de estar com um parceiro, a homenagem a Lynch se torna evidente na sonoridade. Sua voz flutua sobre uma atmosfera instrumental misteriosa, criando um som que é, ao mesmo tempo, “lynchiano” e ousadamente original. Luto e criação após os incêndios em LA A composição nasceu de um momento de vulnerabilidade coletiva. Segundo Violet Grohl, a música surgiu logo após o caos dos recentes incêndios em Los Angeles. “Esta música foi escrita em memória de David Lynch, juntamente com dois dos meus colaboradores favoritos no mundo, Persia Numan e Justin Raisen. Alguns dias após a devastação dos incêndios em Los Angeles, nos unimos em nossa tristeza e luto e deixamos que isso transbordasse nesta música”, explicou a artista em comunicado. Ela completa reforçando o legado do cineasta: “O impacto que ele deixou na arte é verdadeiramente mágico, sentimos sua falta, David”. Carreira solo de Violet Grohl em ascensão Este lançamento consolida o caminho solo de Violet Grohl. A novidade chega apenas um mês após a divulgação de seus primeiros singles, THUM e Applefish, mostrando que a artista vive um período prolífico de produção. A colaboração com Justin Raisen também chama a atenção, já que o produtor tem trabalhado com nomes de peso da vanguarda, como Kim Gordon (cujo novo álbum Play Me também conta com produção dele). Ouça What’s Heaven Without You abaixo. What's Heaven Without You de Violet Grohl

Entrevista | Jéssica Falchi – “Subir ao palco com o Tool me deu a certeza de que tocar guitarra é o que eu quero fazer da vida”

A guitarrista Jéssica Falchi vive um momento de afirmação artística com o lançamento de seu primeiro EP instrumental, que marca uma nova fase da carreira após anos de estrada em bandas e projetos de destaque no metal. Conhecida pela técnica apurada e pela versatilidade, ela apresenta um trabalho autoral que transita entre o metal moderno, o progressivo e influências clássicas do rock instrumental, apostando em atmosferas diversas e identidade própria. Mas, apesar de usar seu sobrenome no projeto, ela deixa bem claro: “Nós somos uma banda”. O EP reúne quatro faixas que refletem diferentes facetas da guitarrista, incluindo uma participação especial de Aaron Marshall, da banda canadense Intervals, uma das maiores referências do metal instrumental. O lançamento também impulsiona uma nova etapa nos palcos, com shows já realizados e outros confirmados, além de ações internacionais, como a presença no NAMM Show, nos Estados Unidos. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Jéssica Falchi fala sobre o nascimento do projeto solo, os desafios da música instrumental e momentos marcantes da carreira, como o convite para tocar com o Tool e os perrengues da estrada. Seu projeto solo, com o lançamento do EP, marca uma nova fase. O que motivou a decisão de seguir esse caminho? Nunca foi minha intenção ter algo solo. Tanto que o projeto leva só o meu sobrenome, não é “Jéssica Falchi”, porque pensei que as pessoas que não me conhecem poderiam entender como o nome de uma banda, e não associar diretamente a uma pessoa. No começo do ano passado, eu fui convidada para participar de um podcast da MG, que é um dos meus patrocinadores, e achei que seria interessante levar uma música instrumental. Só que eu não tinha nada pronto, apenas uma demo com algumas ideias. Comentei isso com o Jean Patton, e ele sugeriu que produzisse a música comigo. Quando a gente se reuniu para finalizar a composição, a nossa vibe bateu muito. Foi algo muito natural. Quando a música ficou pronta, a gente simplesmente continuou compondo. No fim, nem cheguei a ir ao podcast, porque voltei para tocar no Lollapalooza, mas acabei lançando um EP inteiro. Foi um processo muito orgânico. Não era algo que eu almejava desde sempre. A experiência de compor, pensar no conceito e chamar amigos para participar foi tão legal que pensei em lançar tudo da melhor forma possível. E por que sustentar o trabalho instrumental, em vez de uma banda “tradicional”? Quando comecei a tocar guitarra, cresci tocando música instrumental. Meu professor tinha uma banda cover de Joe Satriani e sempre me passava esse tipo de repertório. Depois descobri esse universo mais a fundo e virei consumidora do gênero. Steve Vai, Liquid Tension (projeto com membros do Dream Theater) Experiment, Intervals, Plini, Night Verses são coisas que eu escuto muito. Então faz total sentido ser instrumental, porque é algo que eu realmente consumo e gosto de ouvir. Agora com o EP lançado, quais são as principais expectativas? Quero continuar compondo, agora com a banda completa. No começo era só eu e o Jean, mas hoje tenho músicos incríveis comigo. O Luigi, o João Pedro, com quem já toquei anos atrás, e o Guilherme, guitarrista do Mystifier. A ideia é trazer eles cada vez mais para perto, porque isso traz novas influências e ideias. Também queremos tocar bastante. Já temos um show anunciado com o Katatonia e outras coisas fechadas que ainda não foram divulgadas. No ano passado tocamos no Amplifica Fest, do Rafael Bittencourt, e ali tive a certeza de que a vibe bateu muito. Tocar ao vivo é completamente diferente de só lançar música. A gente gosta dessa energia de palco e até dos perrengues, porque tocar também é isso. Falando em perrengue, como foi passar por um furacão nos Estados Unidos? Foi péssimo. Uma experiência muito estranha. Você nunca imagina que algo assim vai acontecer. O trailer da banda foi destruído, mas ninguém se machucou. Mesmo assim, a turnê não parou, porque o prejuízo financeiro seria enorme. Como todo mundo estava bem, seguimos em frente. Foi terrível, mas também mostrou o quanto a estrada exige resiliência. Com um EP de quatro faixas, como funciona o repertório ao vivo? Geralmente o tempo de set é curto, cerca de meia hora. Minha vontade é não tocar covers, quero tocar o EP inteiro, o que dá mais ou menos 20 minutos. Existe uma música nova em forma de demo que talvez entre no repertório, olha, em primeira mão, viu? Mas isso ainda está sendo decidido. E qual sua expectativa do público brasileiro a um show instrumental? Era um receio real, porque não temos tantas bandas instrumentais de metal no Brasil. Mas fui surpreendida positivamente. As pessoas abraçaram a ideia e estão apoiando bastante. Muita gente brinca dizendo “solta um vocal”, mas, no geral, a recepção foi muito boa. Acho que é mais uma questão de costume. Lá fora, bandas instrumentais fazem turnês e festivais o tempo todo. Aqui o metal já é um gênero mais de nicho, e o instrumental é ainda mais específico. Como está sendo o planejamento e estratégia de divulgação do EP, especialmente no exterior com a participação no NAMM? Lanço o EP no dia 23 e no dia 24 tenho uma sessão de autógrafos na Richter, que é a marca de correias que me patrocina. Vou fazer um meet and greet no estande deles no NAMM Show mesmo. Vou levar CDs físicos, algo que me deixa muito feliz, porque sempre quis ver esse trabalho materializado. Queria muito fazer um vinil de 10 polegadas, mas ainda estou procurando uma empresa que viabilize isso. Por enquanto, fica no CD mesmo. Quatro músicas, quatro filhos, né? Existe um filho favorito nesse EP? É muito difícil escolher, porque todas são muito diferentes entre si. “Moonlace” tem uma pegada mais moderna, flertando com bandas como Vola. A segunda faixa é mais progressiva, com influência de Pink Floyd. A terceira é mais thrash. E a próxima, com a participação do Aaron Marshall, é completamente diferente de todas. Cada música representa uma

Morre Rob Hirst, baterista do Midnight Oil, aos 70 anos

Rob Hirst, baterista original e fundador do Midnight Oil, morreu aos 70 anos. O músico lutava há três anos contra um câncer no pâncreas. A banda confirmou a notícia através de sua página oficial no Facebook, destacando a coragem do companheiro durante o tratamento. “Após lutar heroicamente por quase três anos, Rob agora está livre da dor, ‘um vislumbre de luz no deserto’. Ele faleceu em paz, cercado por seus entes queridos.” Mais tarde, os integrantes remanescentes, Jim Moginie, Martin Rotsey e o vocalista Peter Garrett, completaram a homenagem: “Estamos devastados e de luto pela perda do nosso irmão Rob. Por agora, não há palavras, mas sempre haverá canções.” Rob Hirst era o coração do Midnight Oil Hirst não foi apenas o baterista, ele foi o coração rítmico do grupo desde o início. Ele formou o Midnight Oil em Sydney, em 1976. Sua presença foi constante e vital. Rob tocou em todos os 13 álbuns de estúdio da banda, desde a estreia homônima em 1978 até o derradeiro Resist, de 2022. Sua bateria impulsionou hits globais como Beds Are Burning, Blue Sky Mine e Forgotten Years. Além das baquetas, Hirst contribuía com vocais de apoio e, ocasionalmente, assumia o vocal principal. Sua última atividade com o grupo ocorreu em outubro de 2022, quando o Midnight Oil encerrou sua emotiva turnê de despedida. Uma batalha difícil Rob Hirst revelou publicamente sua doença em abril do ano passado. Na época, ele comentou que já havia tentado “praticamente todos os tratamentos conhecidos pelo homem”. Infelizmente, essa é a segunda grande perda recente para a família Midnight Oil. O baixista de longa data, Bones Hillman, também faleceu vítima de câncer em novembro de 2020, aos 62 anos. Os fãs que desejarem prestar homenagens podem fazer doações para a Pankind (Fundação Australiana de Câncer de Pâncreas) ou para a Support Act.