Morre Francis Buchholz, baixista da era de ouro do Scorpions, aos 71 anos

Francis Buchholz, o lendário baixista que sustentou o ritmo da era mais bem-sucedida do Scorpions, faleceu aos 71 anos, na última quinta-feira (22). A confirmação veio através de um comunicado emocionante de sua família. Buchholz lutava de forma privada contra um câncer. “As cordas silenciaram” Nascido em Hanôver, na Alemanha, em 1954, Francis partiu cercado pela família. Em nota oficial, seus entes queridos agradeceram o carinho dos fãs. “É com imensa tristeza e o coração pesado que compartilhamos a notícia do falecimento do nosso amado Francis… Durante toda a sua luta contra o câncer, permanecemos ao seu lado… Embora as cordas tenham silenciado, sua alma permanece em cada nota que ele tocou e em cada vida que ele tocou.” A banda Scorpions também prestou sua homenagem nas redes sociais. “Seu legado com a banda viverá para sempre, e sempre nos lembraremos dos muitos bons momentos que compartilhamos juntos. Nossos corações estão com Hella, sua família e amigos. Descanse em paz, Francis.” Francis Buchholz foi o arquiteto do groove alemão Buchholz não foi apenas um músico de apoio, ele foi parte fundamental da arquitetura sonora do Scorpions entre 1973 e 1992. Sua entrada na banda aconteceu após uma fusão com o grupo Dawn Road (onde tocava com Uli Jon Roth). A partir daí, ele esteve presente na escalada global do grupo, tocando nos álbuns multi-platinados Love at First Sting e Crazy World. Seu baixo pode ser ouvido em hinos que definiram gerações, como… Após sua saída em 1992, devido a desentendimentos gerenciais, ele continuou na ativa, colaborando posteriormente com o Michael Schenker Group e o Temple of Rock.
Poppy consolida fase pesada no novo álbum Empty Hands

Poppy chega ao seu novo álbum, Empty Hands, no momento mais sólido de sua trajetória. Depois de transitar por pop, experimentalismo e diferentes abordagens do rock pesado, a artista finalmente parece ter encontrado seu verdadeiro som. A cantora, que se apresentou recentemente no Brasil tanto solo quanto como abertura para o Linkin Park, apresenta uma fusão consistente de metalcore com metal moderno, sustentada por riffs pesados, produção densa e vocais que alternam com naturalidade entre melodias acessíveis e screams agressivos. É um disco que soa seguro, confiante e alinhado com a identidade que Poppy vinha construindo nos últimos lançamentos. Empty Hands reforça essa evolução ao apostar em uma sonoridade direta, menos fragmentada e mais coesa. As músicas caminham entre explosões agressivas e momentos de respiro melódico sem perder intensidade, mostrando uma artista confortável dentro do peso. A produção ajuda a dar unidade ao álbum, valorizando tanto a força das guitarras quanto a performance vocal, que segue sendo um dos grandes diferenciais do trabalho. Poppy não apenas canta, ela conduz o disco com personalidade e controle emocional. Ainda assim, o álbum não escapa de algumas limitações. Em determinados momentos, a estrutura das músicas se apoia em fórmulas já bastante conhecidas do metalcore atual, o que pode gerar uma sensação de previsibilidade. O peso é eficiente, os refrães funcionam, mas nem sempre há espaço para riscos maiores ou surpresas que levem o disco além do que já se espera do gênero. A produção polida demais em alguns trechos também tira parte da aspereza que poderia tornar certas faixas mais marcantes. Mesmo com essas ressalvas, Empty Hands cumpre um papel decisivo na discografia de Poppy. O álbum não busca reinventar o metal moderno, mas confirma que a artista encontrou um território onde sua voz, sua estética e sua intensidade emocional fazem sentido. Mais do que chocar ou dividir por contraste de estilos, Poppy entrega um trabalho que consolida sua fase mais pesada e estabelece, de vez, sua identidade dentro do metal contemporâneo.
HELP(2), álbum beneficente une Arctic Monkeys, Olivia Rodrigo e direção de Jonathan Glazer

Se o lançamento do single Opening Night pelo Arctic Monkeys já havia agitado a sexta-feira (23), os detalhes completos sobre o álbum HELP(2) revelam um projeto de magnitude histórica. Com lançamento marcado para 6 de março via War Child Records, o disco não apenas resgata o espírito do lendário álbum de 1995, mas propõe encontros musicais inéditos e um conceito visual revolucionário liderado por um vencedor do Oscar. Encontros de Titãs no Abbey Road Gravado majoritariamente em uma única semana frenética em novembro de 2025 no Abbey Road Studios, sob a supervisão do produtor James Ford, o álbum promoveu colaborações espontâneas que prometem entrar para a história: “Por Crianças, Para Crianças”: o olhar de Jonathan Glazer A direção criativa do projeto está nas mãos do cineasta Jonathan Glazer (Zona de Interesse, Sob a Pele). Ao lado de Mica Levi, Glazer desenvolveu um conceito simples e poderoso: entregar as câmeras às crianças. Durante as gravações no Abbey Road, crianças operaram as câmeras e filmaram os artistas sem restrições. Paralelamente, equipes na Ucrânia, Gaza, Iêmen e Sudão coletaram imagens filmadas por crianças vivendo nessas zonas de conflito. O resultado visual busca conectar a música diretamente a quem ela pretende ajudar. A urgência humanitária de HELP(2) começa com Arctic Monkeys O álbum original HELP (1995), que teve colaborações de Oasis, Radiohead e Paul McCartney, foi uma resposta à guerra na Bósnia. Na época, 10% das crianças do mundo viviam em zonas de conflito. Hoje, esse número dobrou para quase 1 em cada 5 (520 milhões). O Arctic Monkeys, que abriu os trabalhos com o single Opening Night, reforçou o compromisso. “Temos orgulho de apoiar o trabalho inestimável que a War Child realiza e esperamos que o disco faça uma diferença positiva na vida de crianças afetadas pela guerra.” Já Jarvis Cocker, do Pulp (que doou o dinheiro do Mercury Prize para a causa nos anos 90), manteve o mistério sobre a participação de sua banda. “Há trinta anos, entregamos nosso Mercury Prize… Este ano, demos mais. Quanto a mais? Você vai ter que esperar para ver…” ‘HELP(2)’ tracklist:
The Adicts anuncia último show no Brasil para março

O The Adicts confirmou um show de despedida em São Paulo no dia 18 de março de 2026, no Carioca Club. A apresentação integra a Adios Amigos Tour, que marca o encerramento da trajetória de quase 50 anos de uma das bandas mais emblemáticas do punk rock britânico. A turnê passa pela América Latina como um adeus oficial aos palcos, reunindo fãs de diferentes gerações. Formada no fim dos anos 1970, a banda ganhou destaque não apenas pela sonoridade direta e energética, mas também pela identidade visual inspirada no filme Laranja Mecânica. Ao longo das décadas, o The Adicts se consolidou como um nome cult dentro do punk, mantendo relevância mesmo após mudanças no cenário musical e no próprio gênero. O show em São Paulo deve reunir um repertório focado nos principais clássicos da carreira, como Viva la Revolution, Bad Boy, Chinese Takeaway e Johnny Was A Soldier, músicas que ajudaram a construir a reputação da banda ao redor do mundo. A performance do vocalista Keith Monkey Warren segue como um dos pontos altos das apresentações, marcada pelo carisma, interação com o público e clima festivo no palco. A última passagem do The Adicts pelo Brasil aconteceu em 2019, com shows bem recebidos pelo público. Agora, a despedida em 2026 ganha contornos históricos, não apenas pelo peso do nome da banda, mas também pelo simbolismo de encerrar uma carreira longeva em um país que sempre demonstrou forte conexão com o punk rock internacional. Foto da capa: Flávio Santiago SERVIÇO | The Adicts em São Paulo Data: 18 de março de 2026 (quarta-feira) Horário: 19h (abertura da casa) Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899, Pinheiros – São Paulo/SP) Ingresso: https://fastix.com.br/events/the-adicts-em-sao-paulo
The Damned lança Not Like Everybody Else e traz Rat Scabies de volta ao estúdio após 40 anos

O lendário The Damned lançou hoje (23) seu novo álbum, intitulado Not Like Everybody Else. O disco é uma coleção de covers profundamente pessoal e celebratória. O trabalho carrega duas grandes notícias. A primeira é o retorno histórico de Rat Scabies. O baterista original se reuniu com a banda em estúdio pela primeira vez em 40 anos, completando o time ao lado de Dave Vanian (vocal), Captain Sensible (guitarra), Paul Gray (baixo) e o tecladista de longa data Monty Oxymoron. Tributo a Brian James em Not Like Everybody Else, do The Damned A segunda notícia é o motivo emocional por trás do disco. O álbum é dedicado à memória de Brian James, guitarrista fundador da banda, que faleceu em 6 de março de 2025. Gravado em apenas cinco dias de “emoção e fogo criativo” no Revolver Studio, em Los Angeles, o álbum busca reconectar a banda com a energia bruta de seu início. De Pink Floyd a Rolling Stones O repertório passeia por clássicos que formaram o DNA do grupo. O disco abre com There’s A Ghost In My House (R. Dean Taylor) e passa por versões de See Emily Play (Pink Floyd) e When I Was Young (The Animals). O encerramento, no entanto, é o ponto alto da emoção. A banda escolheu The Last Time, do Rolling Stones, para fechar o disco. A faixa conta com a participação do próprio Brian James, retirada de sua última performance ao vivo com o The Damned e remixada carinhosamente para este lançamento. Ouça álbum completo abaixo.
Hurtmold lança single “Sabo” e antecipa álbum ao vivo pelo Selo Sesc

A banda Hurtmold, uma das mais respeitadas da cena paulistana, lançou hoje o single Sabo nas plataformas digitais. A faixa é o primeiro aperitivo do álbum Sessões Selo Sesc #17: Hurtmold. O disco completo tem data marcada para chegar aos streamings na próxima semana, dia 30 de janeiro. O registro de 25 anos Este lançamento carrega uma carga histórica importante. O material traz o registro de um dos shows realizados em 2023 no Sesc Santana, época em que a banda celebrava seus 25 anos de estrada. Formado em 1998 por amigos de escola em São Paulo, o Hurtmold construiu uma identidade única, transitando com fluidez entre o rock, o jazz e a experimentação sonora. Clássicos como Sabo no repertório do Hurtmold O novo álbum ao vivo promete revisitar a discografia da banda com a energia do palco. Além de “Sabo”, o repertório confirmado traz faixas essenciais que marcaram essa trajetória, como Mestro, Kampala, Olvecio, Bica e a icônica Música Política para Maradona Cantar. Para quem acompanha a cena independente há duas décadas, ouvir Sabo nesta nova versão é uma viagem no tempo com a maturidade técnica que o grupo adquiriu. Ouça o single abaixo e já faça o pré-save do álbum completo.
Conheça o Esquema Símio, rock baiano inspirado em distopias literárias

A cena rock da Bahia ganha um novo e intrigante capítulo com a chegada da Esquema Símio. O trio, que nasceu em 2023, está chamando a atenção não apenas pela sonoridade que flerta com o trip-hop e o rock alternativo, mas pela bagagem intelectual que carrega: a banda é fruto direto de experiências sinestésicas com a literatura distópica. Formada atualmente por Yuri Bonebreaker (bateria), M. M. Injúria (voz e baixo) e Lucas Moreira (voz e guitarra), o grupo acaba de lançar o single Sebo. De Aldous Huxley a Will Self A gênese do projeto partiu de Lucas Moreira. Inquieto após leituras densas de clássicos da ficção científica e distopias, ele canalizou essas sensações para a música. O nome da banda, inclusive, surgiu durante a leitura de Grandes Símios, de Will Self. As palavras “esquema” e “símio” se repetiam na narrativa de forma tão marcante que batizaram o grupo. Além de Self, a atmosfera da banda bebe de fontes como O Macaco e a Essência (Aldous Huxley), Sonham os Androides com Carneiros Elétricos (Philip K. Dick) e Cows (Mathew Stokoe). Sonoridade híbrida do Esquema Símio Musicalmente, o Esquema Símio não se prende a rótulos rígidos. As referências vão do rock melancólico do Radiohead e Jeff Buckley ao peso nacional de Titãs, O Rappa e Chico Science & Nação Zumbi. Anteriormente, a banda havia revelado Funcionário do Mês, que sintetiza bem essa mistura. A faixa traz o estilo “repiado” (falado/rap) de M. M. Injúria na voz principal, contrastando com os refrões aveludados de Lucas. Tudo isso é sustentado pela bateria de Yure Bonebreaker, que aposta em uma batida trip-hop orgânica e envolvente. Antes deste lançamento, a banda já havia apresentado o single Oxalá (em outubro), ainda em um formato one-man band de Lucas, mas que já apontava a direção criativa do projeto. Onde ouvir
Nine Lives resgata a energia do Goldfinger, mas capa vira alvo de protestos

Com mais de três décadas de carreira, o Goldfinger retorna ao centro do debate com Nine Lives, seu nono álbum de estúdio. Lançado hoje (23), o disco funciona como uma tentativa clara de reconectar a banda com a energia que a transformou em um dos nomes mais populares do ska punk nos anos 1990, sem ignorar o cenário atual e suas contradições. Nine Lives aposta em músicas diretas, refrões fáceis e um clima que alterna entre a leveza pop punk e momentos mais reflexivos. Faixas como Chasing Amy recuperam o espírito radiofônico que sempre foi uma das marcas do grupo, enquanto outras músicas trazem letras mais pessoais e maduras, refletindo o tempo e a experiência acumulada pelos integrantes. A presença de convidados conhecidos ajuda a dar variedade ao álbum. Destaque para nomes como El Hefe (NOFX), Mark Hopus (Blink-182) e Jim Lindberg (Pennywise). Porém as collabs não tiram o foco da identidade central do Goldfinger. Musicalmente, o disco não busca reinventar o gênero. Pelo contrário, Nine Lives soa confortável em sua própria fórmula, apostando na nostalgia como principal motor criativo. Para parte do público, isso funciona como um retorno bem-vindo às origens e, de certo modo, irá agradar por isso. Porém, para os mais críticos, o álbum carece de ousadia e soa excessivamente seguro, reforçando a sensação de que a banda prefere olhar para trás em vez de avançar. Polêmica na capa de Nine Lives, do Goldfinger Um ponto negativo está na capa. Logo após o lançamento, fãs passaram a acusar o Goldfinger de ter utilizado inteligência artificial na criação da arte. A suspeita ganhou força nas redes sociais e em fóruns, com protestos online de ouvintes que consideraram o possível uso de IA incompatível com a ética e a estética do punk, tradicionalmente associadas ao faça você mesmo e à autoria humana. A polêmica acabou se tornando parte da narrativa de Nine Lives, ampliando o debate para além das canções. Mesmo sem ofuscar completamente o conteúdo musical, o episódio evidenciou como questões tecnológicas e artísticas hoje caminham lado a lado, especialmente em bandas com um público fiel e atento a cada detalhe. No fim, Nine Lives não é um disco revolucionário, mas cumpre seu papel ao reafirmar que o Goldfinger ainda sabe escrever boas músicas e manter relevância em um cenário que mudou drasticamente desde seus primeiros passos. Entre acertos, controvérsias e nostalgia, o álbum confirma que, em 2026, o Goldfinger continua vivo no debate cultural, para o bem ou para o mal.
Harvey lança Ecos do Silêncio e amplia presença na cena independente

A banda Harvey, de Botucatu, interior de São Paulo, lançou hoje (23) o álbum Ecos do Silêncio, trabalho que marca uma nova fase criativa do grupo dentro do rock alternativo nacional. O disco reúne composições escritas ao longo de anos e transforma experiências pessoais, sentimentos atravessados e silêncios cotidianos em canções de forte carga emocional. Disponível nas plataformas digitais, Ecos do Silêncio parte de temas como amadurecimento, deslocamento emocional, escolhas e a necessidade de seguir em frente quando permanecer deixa de fazer sentido. As letras adotam uma abordagem aberta à interpretação, convidando o ouvinte a encontrar seus próprios significados a partir das vivências apresentadas pela banda. Musicalmente, a Harvey dialoga com o rock alternativo contemporâneo, combinando peso, melodia e introspecção. As influências passam por nomes do rock brasileiro como Charlie Brown Jr., CPM 22 e Scalene, além de referências internacionais como Foo Fighters, Red Hot Chili Peppers e Silverchair. O álbum foi lançado pela gravadora independente Yellowtone Music e gravado nos estúdios da Midas Music, selo fundado por Rick Bonadio e responsável por projetos marcantes do rock nacional. Entre os destaques do trabalho estão os singles Janela do Quarto, que aborda isolamento e observação interna, e Outro Caminho, faixa que trata do desgaste de insistir em situações que já não fazem sentido. Formada por Renan Piovan no vocal e guitarra, Pablo Oliveira na guitarra e backing vocal, Gustavo Tija no baixo e Eduardo Rossi na bateria e backing vocal, a Harvey segue ampliando sua presença no circuito independente, apostando em shows que priorizam conexão e entrega ao público. Ouça Ecos do Silêncio, do Harvey