Avenged Sevenfold e Bring Me The Horizon confirmados no Rock in Rio 2026

O “Dia do Rock” da próxima edição do maior festival do mundo já tem donos, e eles representam a renovação do peso. Nesta terça-feira (3), a organização do Rock in Rio 2026 confirmou que o dia 5 de setembro será liderado por dois gigantes do metal contemporâneo: Avenged Sevenfold e Bring Me The Horizon. Enquanto os americanos do A7X retornam para fechar a noite no Palco Mundo, os britânicos do BMTH fazem sua aguardada estreia no festival, trazendo um vocalista que já se sente (e vive) em casa. Retorno do Avenged e estreia do Bring Me The Horizon Após um show elogiado na edição de 2024 e protagonizar o maior show solo da carreira, no último sábado, no Allianz Parque, em São Paulo, o Avenged Sevenfold foi escalado novamente como headliner. A banda liderada por M. Shadows vive uma fase criativa intensa, impulsionada pelo álbum experimental Life is But a Dream… (2023) e pelo single mais recente, Magic, lançado em 2025 em parceria com a franquia Call of Duty. Com mais de 12 milhões de discos vendidos e uma reputação de integrar tecnologia de ponta aos shows, o grupo promete um espetáculo visualmente ainda mais ambicioso para 2026. Oli Sykes (o “quase” brasileiro) A grande novidade, no entanto, é a primeira vez do Bring Me The Horizon no Rock in Rio. A banda é, indiscutivelmente, um dos nomes mais inovadores do rock atual, transitando do deathcore para o pop-rock e eletrônico com facilidade. Mas o show ganha um sabor especial pela relação do vocalista Oliver Sykes com o país. Morador do Brasil e apaixonado pela cultura local (sim, ele tem CPF e toma café na padaria), Sykes finalmente levará a energia caótica da banda para o Palco Mundo. Novidades na Cidade do Rock Além do line-up, o festival anunciou melhorias estruturais. O Palco Mundo terá uma cenografia inédita, com 2.400 m² de painéis de LED cobrindo toda a estrutura frontal. O evento também confirmou o retorno do espetáculo aéreo The Flight, com manobras acrobáticas e fogos diurnos. O Rock in Rio 2026 acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro. Outros nomes já confirmados incluem Elton John, Stray Kids, Maroon 5 e Jamiroquai. A data da venda geral de ingressos será anunciada em breve.
Lollapalooza Brasil divulga o lineup separado por palco

O Lollapalooza Brasil 2026 divulgou a programação dos palcos nesta terça-feira (03), exclusivamente por meio de seu aplicativo oficial. O lineup completo, dividido por localização, antecipa parte da experiência para o público mais atento e reforça a estratégia de engajamento direto com os fãs antes do anúncio da grade oficial com ordens e horários. A separação das atrações por palco ajuda a desenhar melhor o mapa musical do evento, tradicionalmente conhecido por equilibrar grandes nomes internacionais, artistas em ascensão e representantes fortes da cena brasileira. A organização mantém a curadoria diversa como marca registrada, distribuindo estilos e propostas ao longo dos diferentes espaços do Autódromo de Interlagos. Os palcos principais são o Budweiser, que recebe o principal artista da noite, e o Samsung Galaxy, que recebe o sub-headliner. Completam a festa o Perry’s by Fiat, dedicado ao eletrônico, e o Flying Fish, que recebe artistas em ascenção. A revelação antecipada no app, portanto, funciona como um primeiro panorama do festival, abrindo espaço para especulações, apostas do público e a construção de expectativas até que a programação detalhada seja anunciada. Se você vai só pelas atrações de Rock, preparamos um guia exclusivo com todas as bandas relacionadas ao gênero que estarão no Festival. Confira abaixo o lineup do Lollapalooza Brasil separado por dia e palco: Sexta 20.03 BudweiserSabrina CarpenterDoechiiBlood OrangeNegra Li Samsung GalaxyDeftonesInterpolViagra BoysTerraplana Perry’s By FiatKygoBen BohmerBrutalismus 3000DJ Diesel Aka ShaqHorsegirlAline RochaATKÖBruna StraitCamila Jun Flying FishEdson GomesRuelScaleneWorst Sábado 21.03 BudweiserChapell RoanLewis CapaldiMarinaAgnes NunesJadsa Samsung GalaxySkrillexCypress HillFoto em GrupoVarandaHurricanes Perry’s By FiatBrutalismus 3000MU540Bunt2HollisN.I.N.A.HamdiFebre 90sBlackhatCrizin da Z.O.Marcelin O BraboArtur Menezes Flying FishTV GirlRiizeMen I TrustThe WarningCidade Dormitório Domingo 22.03 BudweiserTyler The CreatorTurnstileDjoMundo Livre S/APapisa Samsung GalaxyLordeAddison EraRoyel OtisNina MaiaJonabug Perry’s By FiatPeggy Gou¥ØU$UK€ ¥UK1MAT$UROZZopelarIdlibraAlirioAnaluEntropia Flying FishKatseyeFBCBalu BrigadaOruãPapangu
Bijoux Cone (The Gossip) antecipa novo álbum em show no Sesc Paulista

Se você acompanha os palcos dos grandes festivais mundiais, talvez já tenha visto Bijoux Cone comandando os teclados da lendária banda The Gossip. Mas, no dia 13 de fevereiro (sexta-feira), a artista norte-americana desembarca em São Paulo para mostrar que sua força solo é tão impactante quanto seus projetos colaborativos. Bijoux se apresenta no Sesc Avenida Paulista, às 20h. E atenção: a venda de ingressos online começa nesta terça-feira (3), às 17h. Minha diva interior gritando O show promete ser um divisor de águas na relação da artista com o Brasil. Pela primeira vez, ela traz ao país uma formação completa de banda, incluindo dois percussionistas, para apresentar músicas inéditas de seu aguardado próximo álbum. “O show no SESC será minha diva interior gritando. Estou muito animada para levar novas músicas e performance art ao palco… vou apresentar bastante material inédito durante o set”, adianta a artista. Quem é Bijoux Cone? Natural de Portland, Bijoux é uma artista multidisciplinar (com formação em Arte Conceitual) e mulher trans, cuja obra explora temas de identidade e sobrevivência através de uma ótica queer. Sonoramente, o público pode esperar uma mistura dançante e dramática: synth-pop melodramático, baladas New Wave e glam space rock. Seus álbuns anteriores, Magnetism (2020) e Love Is Trash (2023), foram elogiados pela crítica americana pela introspecção crua e imersão espiritual. 🎫 Serviço: Bijoux Cone no Sesc Avenida Paulista Ingressos Valores
Ney Matogrosso anuncia data da turnê “Bloco na Rua” na Vibra São Paulo

Se 2025 foi o ano em que Ney Matogrosso lotou estádios e viu sua vida retratada nas telas de cinema com o filme Homem com H, 2026 segue com o pé no acelerador. Aos 84 anos, o artista confirmou uma nova apresentação da aclamada turnê Bloco na Rua na capital paulista. O show acontece no dia 14 de junho (domingo), na Vibra São Paulo, a partir das 19h. Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Uhuu.com e nas bilheterias físicas. Repertório de memórias e descobertas Diferente da turnê anterior (Atento aos Sinais), que focava em sons mais pop e modernos, Bloco na Rua é um mergulho na diversidade da música brasileira, selecionada enquanto Ney excursionava. “Não é um show de sucessos meus, mas quis abrir mais para o meu repertório. Dessa vez eu misturei coisas que já gravei com repertório de outras pessoas”, explica o cantor. O setlist vai de Eu quero é botar meu bloco na rua (Sergio Sampaio) a clássicos do rock nacional como A Maçã (Raul Seixas) e O Beco (Paralamas do Sucesso). Há também resgates históricos, como Mulher Barriguda, do primeiro álbum dos Secos e Molhados (1973), e duas pérolas do compacto gravado com Fagner em 1975: Postal do Amor e Ponta do Lápis. Visual e banda Como é tradição nas produções de Ney, o visual é protagonista. O figurino foi criado sob medida pelo estilista Lino Villaventura. A banda que o acompanha há mais de cinco anos segue afiada, com Sacha Amback (direção musical e teclado), Marcos Suzano e Felipe Roseno (percussão), Dunga (baixo), Mauricio Negão (guitarra), Aquiles Moraes (trompete) e Everson Moraes (trombone). 🎫 Serviço: Ney Matogrosso – Bloco Na Rua Canais de venda Formas de pagamento
Entrevista | Ladytron – “Vou tentar ser a melhor brasileira de todos os tempos para torcer com ele”

O Ladytron, ícone do electropop e synthpop mundial, está de volta e com os olhos voltados para o Brasil. Em uma conversa exclusiva via Zoom com o Blog n’ Roll, os fundadores Helen Marnie e Daniel Hunt detalharam o processo criativo de Paradises, o nono álbum de estúdio da banda, com lançamento confirmado para o dia 20 de março de 2026. Após 25 anos de estrada, o grupo de Liverpool entrega o que descrevem como seu trabalho mais dançante desde o clássico Light & Magic (2002). O disco, que conta com 16 faixas e 73 minutos de duração, marca o retorno da colaboração com o produtor Jim Abbiss (responsável pelo icônico Witching Hour) e traz uma dinâmica vocal renovada, incluindo duetos inéditos entre Helen e Daniel. Para o público brasileiro, o destaque do Ladytron fica por conta de Daniel Hunt. Morador de São Paulo há 12 anos, o músico revelou como a cultura brasileira, de Wagner Moura a influências sutis da MPB, se infiltrou subconscientemente nas novas composições. Confira abaixo a íntegra da entrevista com o Ladytron, onde eles falam sobre a “tropicalização” do som da banda, o caos criativo em estúdio e a promessa de uma turnê pela América do Sul ainda em 2026. Paradises é descrito como o trabalho mais voltado para a pista de dança desde Light & Magic. O que motivou o Ladytron a abraçar essa sonoridade disco tão diretamente agora, após 25 anos? Daniel Hunt: Eu sempre digo que temos esse elemento, sempre estivemos próximos da música dance, mas nunca fomos exatamente “música dance”. Nunca fizemos um álbum disco propriamente dito, mas sentimos vontade e pensamos nisso antes. Acho que, neste álbum, esse elemento ganhou mais destaque. Está mais em foco do que em qualquer momento desde o segundo álbum. Não é que ele tivesse desaparecido, é uma questão de ênfase. É mais dançante no geral, mas ainda somos nós, abraçando nosso lado disco. O single Kingdom of the Undersea apresenta um dueto entre vocês dois. Como surgiu essa dinâmica e o que ela representa no álbum? Helen Marnie: Dani e eu já fizemos duetos algumas vezes, e nossas vozes combinam muito bem. Mas foi o Daniel quem decidiu que seria assim desta vez… Daniel Hunt: Na verdade, nossas vozes funcionam como uma espécie de Nancy Sinatra e Lee Hazlewood. Essa foi nossa inspiração original. Quando fizemos a primeira demo, cantei um vocal guia e percebemos que funcionava. Não foi exatamente uma decisão minha, mas as pessoas que ouviam diziam que eu deveria manter. É a primeira vez que temos as vozes de nós três (eu, Helen e Mira) na mesma faixa em algumas músicas, como For a Life in London. Vocês trabalharam novamente com Jim Abbiss (Witching Hour). De que forma a visão dele ajudou a moldar o som de Paradises? Helen Marnie: O Jim é o mais próximo que temos de um “quinto Beatle”. Ele nos conhece muito bem. Quando gravo um vocal e sei que ele está lá, me sinto confiante porque ele torce por nós. Um bom produtor extrai o melhor do artista. Daniel Hunt: Ele entrou como produtor e mixador adicional. Reservamos duas semanas no estúdio do Tony Visconti (produtor do Bowie) no Soho, em Londres. Foi uma fase caótica. Tínhamos um álbum quase pronto, mas fomos para lá para criar o caos e ver o que funcionaria. Ele traz uma alma e uma compressão analógica maravilhosa para o som. Daniel, você mencionou que o processo foi muito fluido e rápido. A que você atribui essa rapidez criativa? Daniel Hunt: No meu caso, tenho uma filha pequena e percebi que precisava ser super eficiente. Eu entrava no estúdio e sabia que tinha que ter um resultado, porque a qualquer momento ela bateria na porta. Ela até tem créditos em uma das músicas! Começou a improvisar, eu gravei, e agora ela é basicamente nossa empresária (risos). Ela me pressiona todo dia para fazer música nova. O álbum tomou forma entre Londres e São Paulo. Como a cultura brasileira se infiltrou no som do Ladytron? Daniel Hunt: É subconsciente, mas poderoso. É difícil ser estrangeiro, morar aqui há 12 anos e não ser afetado. Algumas pessoas me dizem que o álbum soa brasileiro em certos momentos e eu nem tinha percebido, mas agora não consigo desouvir. Tem uma vibe meio MPB em uma das faixas. Quando você ouvir o álbum inteiro, terá que adivinhar qual é! E como você vê essa sua “tropicalização” pessoal? Daniel Hunt: Meus amigos dizem que sou mais brasileiro que eles. Nas últimas semanas, minhas redes sociais são só trailers de Agente Secreto (filme brasileiro) e vídeos do Wagner Moura. Ano passado, eu estava em Cambridge mixando o álbum, sozinho, assistindo ao Oscar e torcendo pelos brasileiros com uma garrafa de vinho. Este ano, estarei em Liverpool ensaiando para a turnê durante o Oscar, então a Helen prometeu assistir comigo. Helen Marnie: Sim, faremos uma festa do Oscar na minha casa e eu vou tentar ser a melhor brasileira de todos os tempos para torcer com ele! O Ladytron sempre teve um público fiel na América Latina. Como vocês comparam a recepção daqui com a da Europa? Daniel Hunt: Nossa ligação com o Brasil começou muito cedo, lá por volta de 2000. O público na América do Sul é muito mais agitado. Você sai do avião e já tem gente esperando. Helen Marnie: Na Europa é mais contido. Não significa que não gostem, mas não demonstram da mesma forma. No México e no Brasil, eles não têm medo de mostrar apreço. E existe essa competição entre os países para ver quem é o melhor público, os chilenos e argentinos também são ferozes. Daniel Hunt: O Brasil gosta de ganhar em tudo (risos). Se a Argentina fez barulho, os brasileiros querem fazer mais. É como o cachorro-quente ou a pizza no Brasil: vocês pegam algo e aprimoram, deixam exagerado e melhor. Para encerrar, com o lançamento em março, os fãs brasileiros podem esperar uma turnê por aqui em
Massari Fest 2026 traz a fúria do Pigs x7 e lendas do underground

Quando o “Reverendo” assina a curadoria, o fã de música alternativa sabe que vem pedrada, no melhor sentido da palavra. Fábio Massari, uma das figuras mais emblemáticas do jornalismo musical brasileiro e eterno rosto da antiga MTV Brasil, chega à terceira edição do seu Massari Fest. O evento, realizado pela Maraty com apoio da Powerline, acontece no dia 3 de julho (sexta-feira), no Fabrique Club, em São Paulo. A grande atração da noite é a estreia em solo brasileiro da banda inglesa de stoner/sludge com o nome mais peculiar da cena: Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs Pigs (ou simplesmente Pigs x7). Pesadelo dos arquivistas Vindos de Newcastle, no Reino Unido, o Pigs x7 é conhecido por performances viscerais e um som que transita entre o doom, o noise e o psicodélico. A banda chega para divulgar seu quinto álbum de estúdio, Death Hilarious (2025). Massari não poupa elogios ao grupo liderado pelo vocalista Matthew Baty: “Um especialista disse que a banda é o pesadelo dos arquivistas. Sorte nossa que gostamos de heavy metal, hardão da pesada, protopunk cósmico, stoner, doom e noise rock! A banda chega ao Brasil voando, no embalo de apresentações ao vivo bombásticas e memoráveis.” Além de São Paulo, o grupo também toca em Belo Horizonte no dia 4 de julho, no Microfest. Lado B do Brasil Como é tradição no Massari Fest, o lineup é completado por nomes de peso do underground nacional, selecionados a dedo pelo curador: Feira literária Além da barulheira no palco, o evento mantém seu caráter cultural com uma feira de editoras independentes. A presença da Terreno Estranho já está confirmada, vendendo, entre outros títulos, os livros escritos pelo próprio Fábio Massari. Os ingressos já estão à venda pela plataforma Fastix. Serviço: Massari Fest 2026
My Chemical Romance inicia maratona de shows em SP nesta quinta; veja horários

Após um hiato de quase duas décadas longe dos palcos brasileiros, o My Chemical Romance finalmente está entre nós. A banda liderada por Gerard Way desembarca em São Paulo nesta semana para duas apresentações históricas no Allianz Parque. Os shows, realizados pela 30e em parceria com a Move Concerts, acontecem nesta quinta-feira (5) e sexta-feira (6). Ingressos para o My Chemical Romance A demanda reprimida de uma geração inteira fez com que a primeira data (dia 5) esgotasse rapidamente. No entanto, para quem deixou para a última hora, ainda há uma chance: restam os últimos ingressos para a apresentação extra de sexta-feira (6). As vendas continuam pelo site da Eventim. Abertura de peso com The Hives Antes de entoar hinos como Helena e Welcome to the Black Parade, o público terá um aquecimento de luxo. A abertura fica por conta dos suecos do The Hives. Conhecidos pelos ternos preto e branco e pela energia caótica do garage rock, o grupo traz a experiência de 30 anos de estrada para o estádio. Relevância contínua O MCR chega ao Brasil surfando na nostalgia, mas também celebrando seu legado técnico. Recentemente, em 2024, o grupo lançou uma edição expandida do clássico Three Cheers For Sweet Revenge (2004), com novas mixagens de Rich Costey e faixas bônus gravadas para a BBC. ⏰ Horários Para quem vai ao Allianz Parque, a organização divulgou os horários oficiais para não perder nenhum acorde: 🎫 Serviço: My Chemical Romance em São Paulo Preços (data extra – 06/02) Vendas
Ludovic retorna com o single “Desde que eu morri”

Para quem acompanhou o underground brasileiro dos anos 2000, o nome Ludovic evoca memórias de shows catárticos e letras viscerais. Após duas décadas desde o lançamento de seu último álbum de estúdio (Idioma Morto, de 2006), o quarteto paulistano está finalmente pronto para escrever um novo capítulo. O jejum foi quebrado nesta terça-feira (3) com o lançamento do single Desde que eu morri. A faixa é a primeira amostra do aguardado novo disco, previsto para chegar ao mercado ainda neste primeiro semestre, via Balaclava Records. Vida, mente e caos na Ludovic A escolha da música para capitanear essa nova fase não foi por acaso. Segundo a banda, ela funciona como uma ponte: mescla a sonoridade clássica e urgente do grupo com novos elementos e arranjos mais complexos. Liricamente, o vocalista Jair Naves mantém sua escrita afiada, abordando temas como o apego à vida, a luta para manter a calma em momentos de crise e o estigma que ainda envolve a saúde mental. “Em termos de sonoridade, creio que reúne as características que as pessoas normalmente associam ao Ludovic, com alguns elementos novos… Foi a primeira faixa que finalizamos no processo do álbum novo. Acho bem simbólico iniciarmos essa nova fase lançando justamente essa como single”, explica Jair.
Wilza une doçura e caos em álbum de estreia homônimo

Imagine uma bala que começa doce na boca, mas revela um recheio ácido e corrosivo logo em seguida. É essa a “experiência de contraste” que a banda paulistana Wilza propõe em seu álbum de estreia homônimo, que acaba de chegar às plataformas de streaming. Após pavimentar o caminho no final de 2025 com singles de nomes curiosos e provocativos, Terapia, Glicose Matinal e Luigi Mangione, o grupo entrega agora a obra completa. O som é uma expansão do universo onde a crueza punk colide com uma psicodelia em tecnicolor. Humor, raiva e distorção no som da Wilza A própria banda define seu território sonoro como “punk pirulito”: um lugar onde melodias indie e vocais mergulhados em reverb são subitamente atropelados por paredes de guitarra e gritos enfurecidos. As letras seguem a mesma dicotomia. São crônicas irônicas que tratam desde o drama cotidiano da classe média (como conciliar o orçamento para pagar a terapia) até o desejo catártico de ver o império de bilionários e big techs em chamas. Para quem sente saudade da “barulheira com classe” dos anos 90, as referências são claras: Nirvana, Veruca Salt e Sonic Youth. Mudança na cozinha Formada na capital paulista entre o fim de 2024 e o início de 2025, a Wilza nasceu do encontro de músicos ativos na cena autoral. O disco foi gravado pela formação original: DW Ribatski (guitarra/voz), Ligia Murakawa (baixo) e Clara do Prado (bateria). No entanto, após as gravações no Estúdio Quadrophenia, Clara mudou-se para Brasília. Quem assumiu as baquetas foi Isabella Pontes (da banda Schlop), que agora integra a formação oficial e já traz seu peso para os palcos. Ficha técnica A produção do disco é assinada pela própria banda em parceria com Breno Della Ricca. A engenharia de som ficou a cargo de Sandro Garcia, com mixagem de DW Ribatski e masterização de Rafael Panke.