Dropkick Murphys lança Citizen I.C.E., manifesto contra agência migratória e o governo Trump

O Dropkick Murphys lançou oficialmente a faixa Citizen I.C.E. nos serviços de streaming nesta quarta-feira (4). A releitura de Citizen C.I.A., lançada originalmente pela banda em 2005, é um manifesto contra a agência migratória americana (I.C.E.) e uma resposta direta aos recentes episódios de violência contra civis cometidos pelo governo Trump. O refrão, por exemplo, questiona a capacidade técnica dos agentes: “Com muito medo de entrar para o exército/ Burro demais para ser policial/ Cidadão da Imigração e Alfândega”. Citizen C.I.A. conta com a participação de integrantes da banda Haywire, cujo Dropkick Murphys irá dividir um split batizado de New England Forever. O material está previsto para ser lançado no dia 17 de março. Ouça o novo single do Dropkick Murphys:

Grade 2 anuncia álbum Talk About It com single coescrito por lendas do Operation Ivy

O trio britânico Grade 2 anunciou o novo álbum Talk About It. O quarto trabalho da banda de street punk/pop punk, previsto para sair no dia 3 de abril, foi revelado com o single Standing In The Downpour nesta terça-feira (3). A nova faixa traz um detalhe interessante para os fãs de punk rock dos anos 90. Ela foi coescrita com Jesse Michaels (Operation Ivy/Commom Rider) e Tim Armstrong (Operation Ivy/Rancid). Basta ouvir os primeiros acordes para notar a influência da dupla tanto na sonoridade quanto na letra. Ouça Standing In The Downpour: Sobre Talk About It Segundo o Grade 2, todo o processo de criação de Talk About It levou dois anos e meio. Diferente dos trabalhos anteriores, que teve produção do “padrinho” Tim Armstrong, o novo material foi produzido pela própria banda e o produtor estadunidense Dan Lucas (Bob Vylan, The Subways). “Não poderíamos estar mais orgulhosos do que criamos com este álbum. Do amor à perda, da turbulência à ambição, este álbum é real”, cita a banda no Instagram. Antes do anúncio oficial de Talk About It, o Grade 2 lançou os dois ótimos singles Hanging Onto You e Cut Throat:

O que esperar do My Chemical Romance em São Paulo? Veja o que pode surgir no setlist

Após quase duas décadas de espera, o My Chemical Romance desembarca em São Paulo para dois shows no Allianz Parque, em uma parceria da 30e com a Move Concerts, trazendo a turnê que celebra o icônico álbum The Black Parade. A passagem da banda por Lima, Santiago e Buenos Aires revelou uma estrutura de show dividida em dois momentos distintos: uma celebração imutável do passado e um bloco final imprevisível, que tem mantido os fãs em constante estado de alerta nas redes sociais. O primeiro ato é uma rocha. Sem variações, Gerard Way e companhia entregam o álbum The Black Parade na íntegra, respeitando a ordem original das faixas e adicionando uma carga teatral que remete à estética de ópera rock da era de 2006. É o momento de catarse coletiva com hinos como Welcome to the Black Parade e a melancolia visceral de Cancer, garantindo que nenhum fã saia órfão da experiência principal da turnê. No entanto, é após o encerramento do bloco conceitual que o quarteto de New Jersey mostra sua face mais mutável. A análise dos setlists sul-americanos aponta que a banda utiliza o “segundo ato” para rotacionar o catálogo, alternando entre hits de rádio, raridades do início da carreira e até B-sides esquecidos. Em Santiago, por exemplo, a segunda noite foi radicalmente diferente da primeira, sugerindo que quem for aos dois dias em São Paulo poderá testemunhar dois espetáculos distintos. Essa estratégia de “músicas rotativas” tem servido para homenagear diferentes fases da banda. Enquanto algumas cidades receberam a energia punk de I Brought You My Bullets, outras foram agraciadas com o brilho eletrônico de Danger Days ou a agressividade de Conventional Weapons. Para o público paulista, a única certeza é que a base do show está sedimentada, mas as surpresas finais serão o termômetro da energia de cada noite. Certeza que vão tocar (presença em 100% dos shows) Músicas que compõem o bloco fixo do The Black Parade e os hits obrigatórios Pode entrar no setlist (músicas rotativas) Faixas que apareceram de forma variada nos shows do Peru, Chile e Argentina  Horários Para quem vai ao Allianz Parque, a organização divulgou os horários oficiais para não perder nenhum acorde: Serviço: My Chemical Romance em São Paulo Preços (data extra – 06/02) Vendas

Lolla Transfer inicia vendas e garante desembarque dentro de Interlagos

Quem frequenta festivais no Autódromo de Interlagos conhece bem a “maratona” antes dos shows: a longa caminhada das estações de trem ou dos bloqueios de aplicativos até os portões. Para quem busca evitar esse trajeto, a organização do Lollapalooza Brasil 2026 liberou nesta quarta-feira (4) a venda do Lolla Transfer. Este é o único transporte oficial do evento e o único autorizado a desembarcar passageiros dentro do Autódromo, eliminando a necessidade de grandes deslocamentos a pé na chegada. Como funciona o Lolla Transfer? O serviço utiliza ônibus executivos climatizados, com assentos reclináveis e banheiro. O trajeto é direto (sem paradas no caminho) entre o ponto de embarque escolhido e o festival. Para a edição de 2026, que acontece nos dias 20, 21 e 22 de março, foram definidos oito pontos de embarque estratégicos, incluindo opções em hotéis e uma saída para quem vem do interior (Campinas). Pontos de saída Confira a lista dos locais disponíveis para embarque: Os horários de saída variam conforme o ponto escolhido e devem ser consultados no momento da compra. Vendas online Os bilhetes para o transfer já podem ser adquiridos através do site oficial da Squad. O valor varia dependendo do ponto de partida.

Betume une a fúria do street punk ao gelo do pós-punk em single de estreia

A mistura entre a agressividade das ruas e a melancolia gótica tem ganhado cada vez mais espaço no underground mundial (muitas vezes chamada de “Cold Oi”), e o Brasil acaba de ganhar um representante de peso nesse cenário. Formado em 2025, o duo Betume apresenta suas credenciais com o single de estreia Sozinho Contra Todos. A faixa, lançada oficialmente na reta final de dezembro, já está disponível no Bandcamp e YouTube, introduzindo o projeto de Guilherme Silva (guitarra e vocais) e Vinícius Fantin (baixo). Cinema, caos urbano e Gaspar Noé A sonoridade crua serve de cama para uma lírica pesada e visceral. O título da faixa não é coincidência: é inspirado diretamente no filme homônimo do diretor franco-argentino Gaspar Noé (Seul contre tous, 1998). Dialogando com a obra do cineasta, a música retrata uma Porto Alegre cinzenta, abordando temas como abuso de álcool, depressão e isolamento social. Curiosamente, o nome também remete a uma página de crônicas mantida por Guilherme em 2018, ele que também é conhecido por editar a página de conteúdo musical Hic Sunt Leones. Produção independente da Betume A estreia do Betume foi produzida e mixada por Lucas Queiroz, da Ahead Records, garantindo a fidelidade estética que o gênero pede: bateria seca, baixo marcante e guitarras cortantes. A arte da capa é assinada pelo próprio guitarrista.