Arch Enemy assume posto de headliner no Bangers Open Air

Sexta-feira de reviravoltas e anúncios de peso para o público do Bangers Open Air 2026. A organização do festival confirmou hoje (6) mudanças significativas em seu line-up, incluindo a substituição de atrações e a revelação de um novo headliner que dispensa apresentações. A lendária banda sueca Arch Enemy, gigante do death metal melódico, foi confirmada como a atração principal do dia 25 de abril. O grupo chega para substituir o Twister Sister, prometendo um show histórico e exclusivo. Nova era do Arch Enemy A vinda da banda liderada por Michael Amott não será apenas “mais um show”. O comunicado oficial promete que “grandes novidades na formação serão reveladas em breve”, indicando o início de uma nova era para o grupo. “Super animado por finalmente retornar ao Brasil – apresentando uma nova era do Arch Enemy e tocando no Bangers Open Air pela primeira vez! Tamo junto!”, celebrou o guitarrista Michael Amott. Krisiun e Ambush confirmados Além da troca no topo do cartaz do dia 25, o dia 26 de abril também sofreu alterações. As bandas Eluveitie e Cobra Spell cancelaram suas participações no festival. Para preencher essas lacunas, o Bangers escalou dois nomes de peso: 🎫 Serviço: Bangers Open Air 2026 Os ingressos continuam à venda através do site Clube do Ingresso. Quem já adquiriu entradas para os dias afetados deve ficar atento às políticas do evento, mas a validade dos ingressos permanece para as novas atrações.
Twisted Sister cancela turnê e não virá para o Bangers Open Air

O cancelamento da turnê comemorativa de 50 anos do Twisted Sister provocou reflexos diretos no calendário de grandes festivais, incluindo o Bangers Open Air 2026. A banda anunciou a suspensão de todos os shows previstos, entre eles apresentações no Brasil, após a saída repentina e inesperada do vocalista Dee Snider, motivada por uma série de problemas de saúde. A agenda começaria em abril e seguiria ao longo do verão no hemisfério norte. Em comunicado oficial, assinado por Jay Jay French e Eddie Ojeda, o Twisted Sister afirmou que o futuro da banda será definido nas próximas semanas. A nota pede que os fãs fiquem atentos a novas informações e deixa claro que, no momento, não há previsão para a retomada da turnê de aniversário. A decisão frustra expectativas em torno de uma das celebrações mais aguardadas do hard rock nos últimos anos. No caso do Bangers Open Air 2026, as notícias de cancelamento foram além. A produção do festival confirmou que Eluveitie e Cobra Spell não irão mais se apresentar nesta edição, adiando para 2027. Segundo a organização, todos os esforços foram feitos para manter as bandas confirmadas, mas desafios externos inviabilizaram a participação. As duas novas atrações que ocuparão essas vagas, bem como um novo headliner serão anunciadas nesta quinta-feira, 6 de fevereiro.
My Chemical Romance transforma Allianz Parque em manicômio gótico para celebrar The Black Parade

Esqueça o conceito tradicional de show de estádio. O que se viu na noite desta quinta-feira (5) no Allianz Parque, em São Paulo, foi uma peça de teatro macabra musicada por uma das bandas mais importantes do século 21. Para celebrar os 20 anos de The Black Parade, o My Chemical Romance não se limitou a tocar o disco, eles construíram um universo. Ao entrarem no palco, transformado em uma espécie de sanatório/prisão distópico sob a vigilância de um olho digital gigante, Gerard Way e companhia deixaram claro que a noite seria dividida entre a ficção do “Mundo de Draag” e a realidade crua dos hits. Teatro de The Black Parade Quando o MCR assumiu o palco, o clima pesou. A execução na íntegra do álbum de 2006 foi marcada pela teatralidade. Cada integrante parecia um paciente tomando sua medicação ao entrar em cena. Musicalmente, a sequência é imbatível. De Dead! a Mama, o público cantou cada verso como se fosse uma oração. Mas o destaque foi a narrativa visual. A presença dos personagens “O Cavalheiro” (o boneco de Gerard) e “O Atendente” criou uma tensão constante. >> SAIBA COMO FOI O SHOW DO THE HIVES O clímax desse primeiro ato foi chocante e inverteu a lógica da turnê de 2025. Durante a reprise de The End, numa versão melancólica de piano e violino, Gerard Way não foi a vítima. Em uma reviravolta sangrenta, o vocalista atacou “O Atendente” em uma cama hospitalar. Enquanto Blood tocava, Way encenou a remoção das entranhas do personagem, com sangue jorrando cenograficamente, um Grand Guignol que deixou a plateia boquiaberta. O público vibrou muito com o plot twist. Hits e a libertação Passada a carnificina teatral, a banda voltou para o “mundo real” no segundo set. Sem o palco B (usado em outras turnês), eles concentraram a energia na estrutura principal para desfilar o legado. A trinca I’m Not Okay (I Promise), Na Na Na e Helena (no encerramento) serviu para lembrar porque eles lotam duas vezes o Allianz Parque em São Paulo. Foi o momento da catarse coletiva, onde a atuação deu lugar à pura energia do rock. A voz de Gerard, exigida ao extremo por mais de duas horas, funcionou bem demais. The World Is Ugly e Cemetery Drive foram as surpresas da segunda parte do show, ambas estrearam na turnê no primeiro show em São Paulo. O My Chemical Romance em 2026 é uma entidade complexa. Eles conseguem satisfazer a nostalgia dos fãs de Three Cheers for Sweet Revenge enquanto entregam uma performance artística digna de grandes produções da Broadway. O show no Allianz foi visualmente denso, musicalmente impecável e, acima de tudo, corajoso. Em uma era de apresentações pasteurizadas, ver uma banda “estripar” um personagem no palco principal de um estádio é a prova de que o rock ainda pode (e deve) ser perigoso. Edit this setlist | More My Chemical Romance setlists
Para mais um público novo no Brasil, The Hives diverte fãs de My Chemical Romance com show enérgico

Antes do show emocional do My Chemical Romance no Allianz Parque, na noite desta quinta-feira (5), houve a festa. A escolha do The Hives para a abertura foi um acerto perigoso. Durante 50 minutos, os suecos entregaram uma aula de garage rock. O vocalista, Pelle Almqvist, vestido a caráter (como sempre), não parou um segundo. Hits como Hate to Say I Told You So e a explosiva Tick Tick Boom fizeram o estádio pular, algo raro para bandas de abertura. O Hives não sabe se portar como entrada, é sempre o prato principal, deixando a função de sobremesa para o headliner da noite. Vale destacar ainda a presença do novo álbum, The Hives Forever Forever The Hives, que ocupou cinco das 11 faixas do repertório, trazendo muito frescor para quem curtiu o último show no Tokio Marine Hall, em São Paulo, em 2024. Enough is Enough abriu o show, Born a Rebel e Paint a Picture surgiram no início da apresentação, enquanto Legalize Living e a faixa-título vieram na reta final. >> LEIA ENTREVISTA SOBRE AS INFLUÊNCIAS DO THE HIVES Sempre carismático, Pelle Almqvist gastou o português durante a apresentação. Ao ser chamado de “gostoso” pelo público, sorriu e afirmou: “eu gostoso”, em português, arrancando muitos risos e aplausos dos público. O Hives aqueceu o público, mas também elevou a barra de energia lá para o alto. Com Pelle indo ao público algumas vezes e comandando palminhas, o Hives mostrou que consegue se adaptar a qualquer ambiente e público. É impressionante como conseguem conquistar fãs novos com tanta facilidade. Foi a quinta vez que assisti ao Hives e somente em uma delas eles foram a atração única da noite.