Pense lança o visceral EP “Som No Sebo (Ao Vivo)”

Existe um contraste poético em quebrar o silêncio de uma biblioteca com o peso do hardcore. E foi exatamente nesse cenário que a Pense, um dos nomes mais sólidos do gênero no Brasil, gravou seu novo material. Nesta quinta-feira (12), a banda disponibilizou em todas as plataformas de áudio o EP Pense | Som No Sebo (Ao Vivo). O registro captura a banda em seu estado mais bruto: sem filtros, sem polimento excessivo e com a urgência que seus 19 anos de estrada exigem. Hardcore na estante A gravação rolou durante uma pocket live session em um sebo instalado em um casarão na Bela Vista, em São Paulo. Cercados por estantes e páginas de história, o grupo transformou inquietação em movimento. Produzido por Ariel Ataíde, o EP reúne cinco faixas que funcionam como um grito coletivo sobre saúde mental, identidade e transformação social. “Essas músicas falam sobre canalizar a dor no lugar certo. Em vez de deixar que ela nos derrube ou nos jogue para baixo, usamos isso como plataforma para seguir em frente”, afirma Ítalo Nascimento Nonato, vocalista da banda. 19 anos de resistência Formada em Belo Horizonte em 2007, a Pense construiu uma discografia respeitada com álbuns como Espelho da Alma (2011) e Realidade, Vida e Fé (2018). Este novo EP reafirma a maturidade artística do grupo, mantendo a “fome” de quando começaram e a conexão emocional intensa com o público.
Ladytron revela a alma do novo disco com o single “A Death in London”

Os ícones do pop eletrônico Ladytron continuam a pavimentar o caminho para o seu oitavo álbum de estúdio, Paradises, e lançaram aquela que consideram a “alma do disco”: a faixa A Death in London. Se você estava com saudade da faceta mais “witchy” (bruxa/mística) da banda, essa é para você. A música é descrita como um “Balearic Noir”, uma espécie de folk pagão construído sobre um 808 e um groove de marimba sedutor. >> LEIA ENTREVISTA AQUI Alma de “Paradises” Segundo a banda, esta foi a primeira música escrita para o novo LP e serviu como alicerce para todo o restante do projeto. A sonoridade, que teria sido composta em um “Casio do Leonard Cohen”, traz aquele ar de canção de amor ballardiana, art pop suado e sintético. “Um lugar onde os sonhos vão para morrer… ainda bem que você me encontrou viva…”, canta a banda em meio a sintetizadores que lembram um Negroni no fim do mundo. Gravações do Ladytron em São Paulo Com lançamento marcado para 20 de março de 2026 via Nettwerk, Paradises promete ser o trabalho mais voltado para as pistas de dança desde o clássico Light & Magic. E tem um detalhe especial para os fãs brasileiros: o álbum, escrito e gravado ao longo de cinco meses, tomou forma em diversas cidades, incluindo Liverpool, Londres e São Paulo. Produzido por Daniel Hunt e mixado pelo colaborador de longa data Jim Abbiss (vencedor do Grammy e parceiro da banda na era Witching Hour), o disco de 16 faixas busca resgatar a diversão do final dos anos 90, quando a banda estava apenas começando. “A principal motivação era a diversão… Há uma coceira que nunca arranhamos, que é o fato de que, apesar de nossas origens no mundo dos DJs, nunca fizemos de fato um disco ‘disco’”, explica Daniel Hunt. A Death in London junta-se aos singles já lançados Caught in the Blink of an Eye, I Believe in You, I See Red e Kingdom Undersea. Assista ao clipe visualizer de A Death in London:
Saga HC une forças com Cannibal (Devotos) em “Conexões Periféricas”

O grupo Saga HC, de Jaboatão dos Guararapes (PE), lançou nas plataformas digitais o single Conexões Periféricas. E para chancelar essa pedrada, a faixa conta com a participação de ninguém menos que Cannibal, a voz da icônica banda Devotos e patrimônio cultural do Alto José do Pinho. A música funciona como um manifesto sonoro. É o encontro de gerações do hardcore pernambucano: quem abriu os caminhos (Cannibal) e quem segue construindo o futuro (Saga HC). Periferia como potência no som do Saga HC Conexões Periféricas foge do estereótipo da carência para exaltar a potência. A letra retrata a realidade das margens urbanas com sensibilidade, focando na coletividade, na ancestralidade e na resistência. A sonoridade funde o peso característico do gênero com uma poesia urbana densa, reafirmando que a periferia é, acima de tudo, um território de criação. Produção O lançamento chega acompanhado de um videoclipe, já disponível no YouTube. A produção visual reforça o discurso da música: a captação e edição são assinadas por Alexandre Xavier, da agência Cinco Estrelas (da periferia do Ibura, Recife). Alexandre é um filmmaker conhecido por seu trabalho em projetos sociais como o Baile da Paz e cidadania nos morros. Grito da Periferia O single prepara o terreno para o novo álbum do grupo, intitulado Grito da Periferia, que tem lançamento previsto para o dia 27 de fevereiro de 2026. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo Pernambuco.
As I Lay Dying anuncia turnê no Brasil celebrando 20 anos de “Shadows Are Security”

Uma das bandas pilares do metalcore, o As I Lay Dying, confirmou o seu retorno ao Brasil. A turnê An Evening With As I Lay Dying desembarca no país em maio para celebrar duas décadas de um disco que definiu uma geração: Shadows Are Security. Com realização da Dark Dimensions, a passagem da banda contará com duas datas: Celebração de um clássico Lançado em 2005, Shadows Are Security foi o álbum que catapultou o As I Lay Dying para o reconhecimento internacional, entregando hinos como Confined e Through Struggle. A turnê promete revisitar essa fase de ouro, sem deixar de lado sucessos posteriores de An Ocean Between Us e faixas recentes. Nova formação do As I Lay Dying com DNA brasileiro O As I Lay Dying vive um novo capítulo. Liderada pelo fundador Tim Lambesis, a banda passou por uma reformulação completa e agora conta com um time de peso, incluindo o guitarrista brasileiro Bill Hudson (Northtale, Doro). Completam o line-up Don Vedda (guitarra), Chris Clancy (baixo e vocais) e o monstruoso baterista Tim Yeung (ex-Morbid Angel). A banda também apresentou recentemente os singles Echoes e If I Fall, que mostram a direção do próximo álbum de estúdio via Napalm Records. Serviço: As I Lay Dying no Brasil Os ingressos já estão disponíveis através da plataforma Ingresso Master. São Paulo Curitiba Classificação: 18 anos.