Bangers Open Air 2026 divulga horários dos shows; confira a programação

O Bangers Open Air divulgou nesta quarta-feira (18) os horários oficiais dos shows de sua edição 2026. O evento retorna ao Memorial da América Latina, em São Paulo, nos dias 25 e 26 de abril (sábado e domingo), com uma Warm-Up Party especial no dia 24. Sábado (25/04): peso e substituição de luxo O primeiro dia promete ser uma maratona de peso. Os destaques internacionais incluem Jinjer, Killswitch Engage, Black Label Society e In Flames. Lucifer, inclusive, tocará às 12h. A grande novidade no cronograma é o Arch Enemy, que entrou no lineup substituindo o Twisted Sister. A lenda do hard rock precisou adiar a vinda, mas já sinalizou o desejo de tocar na edição de 2027. O dia também conta com a violência sonora do thrash nacional com o Violator. Domingo (26/04): celebração do Angra O domingo guarda um dos momentos mais aguardados do ano para o metal nacional: o show de reunião do Angra. A apresentação promete unir diferentes gerações da banda no mesmo palco, celebrando o legado de um dos maiores nomes da nossa música. Além deles, o dia traz a elegância do Smith/Kotzen, o retorno do Nevermore e o metal sinfônico do Within Temptation. Força nacional nos horários do Banger Open Air Como de costume, o Bangers valoriza a cena brasileira. O cronograma de ambos os dias está recheado com nomes como Crypta, Hangar, Malvada, Krisiun e Korzus. Ingressos disponíveis Se você ainda não garantiu seu lugar nessa celebração do metal, ainda dá tempo. Os ingressos estão à venda. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Renato Melo (@ocaradosdiscos) Programação de horários do Bangers Open Air 2026 Sábado, 25 de abril Hot Stage13h00 – 14h00: Evergrey15h20 – 16h20: Jinjer17h50 – 19h05: Black Label Society20h40 – 21h55: Arch Enemy Ice Stage12h00 – 12h50: Korzus14h10 – 15h10: Fear Factory16h30 – 17h40: Killswitch Engage19h15 – 20h30: In Flames Sun Stage12h00 – 13h00: Lucifer14h00 – 15h00: Violator15h40 – 16h40: Feuerschwanz17h20 – 18h20: Crypta19h00 – 20h15: Tankard20h55 – 21h55: Onslaught Waves Stage12h00 – 12h50: School of Rock13h20 – 14h00: vencedor do concurso New Blood14h30 – 15h20: Engineered Society Project15h50 – 16h40: Marenna17h10 – 18h10: Ozzy Tribute18h40 – 19h40: Seven Spires20h10 – 21h10: Hangar21h40 – 22h40: Overdose Domingo, 26 de abril Hot Stage12h50 – 13h40: Primal Fear14h55 – 15h55: Amaranthe17h15 – 18h15: Smith/Kotzen19h45 – 22h00: Angra Ice Stage12h00 – 12h40: Project4613h50 – 14h45: Nevermore16h05 – 17h05: Winger18h25 – 19h40: Within Temptation Sun Stage12h00 – 13h00: Visions of Atlantis13h40 – 14h40: Roy Khan15h20 – 16h20: Crazy Lixx17h00 – 17h50: Noturnall18h30 – 19h30: Krisiun20h15 – 21h45: Dirkschneider Waves Stage12h00 – 12h50: School of Rock13h20 – 14h00: Clash Bulldog’s14h30 – 15h20: Chaos Synopsys15h50 – 16h40: Malvada17h10 – 18h10: Trovão18h40 – 19h40: Silver Dust20h10 – 21h10: Paradise in Flames21h40 – 22h40: Ambush

Call The Police esgota shows e anuncia data extra no The Cavern Club

Se você piscou, provavelmente perdeu os ingressos para ver Andy Summers (o lendário guitarrista do The Police) tocar em São Paulo nos dias 5 e 6 de março. A procura foi tão intensa que ambas as datas estão esgotadas. Mas, calma! Nesta quarta-feira (18), a produção atendeu aos pedidos dos fãs e anunciou uma data extra: o trio Call The Police sobe ao palco do The Cavern Club São Paulo também no dia 7 de março (sábado). Superbanda de tributo ao The Police Celebrando dez anos de estrada, o Call The Police não é apenas uma banda cover. É uma reunião de gigantes. Ao lado de Summers, temos a realeza do rock brasileiro: João Barone (Paralamas do Sucesso) na bateria e Rodrigo Santos (ex-Barão Vermelho) no baixo e vocais. Juntos, eles entregam uma leitura madura e tecnicamente impecável de clássicos como Roxanne, Message in a Bottle e Every Breath You Take. Intimidade com a lenda O grande diferencial desta temporada em São Paulo é o local. Ao fugir das grandes arenas e escolher o The Cavern Club, o projeto oferece uma experiência rara: ver um músico que vendeu mais de 60 milhões de discos a poucos metros de distância. É a chance de ver a técnica de Andy Summers e a “pegada” de Barone e Santos em um ambiente que respira a história do rock (inspirado no clube de Liverpool onde os Beatles nasceram). Ingressos Considerando a velocidade com que os dois primeiros shows esgotaram, a dica do Blog n’ Roll é: não deixe para depois. Os ingressos para o dia 7 já estão à venda na Ticketmaster. 🎫 Serviço: Call The Police (data extra) Valores (Dia 7): Onde Comprar:

U2 lança EP “Days of Ash” e recupera a urgência política

Nove anos. Esse foi o tempo que esperamos por material genuinamente novo do U2. Desde Songs of Experience (2017), a banda esteve ocupada com residências na Sphere de Las Vegas, re-gravações acústicas e autobiografias, mas a pergunta persistia: eles ainda têm algo a dizer no cenário musical atual? A resposta chegou hoje (18) com o EP Days of Ash. E, para a surpresa de muitos, a resposta é um grito, não um sussurro. Protesto rápido em Days of Ash Longe de tentar competir com o pop polido do século 21 (algo que eles tentaram sem muito sucesso na última década), o U2 decidiu olhar para trás para andar para frente. Days of Ash funciona como uma resposta rápida aos tempos caóticos. Ao invés de pensar demais e polir a produção por anos, a banda entrega urgência. Três das cinco faixas comentam mortes recentes em conflitos e protestos, citando nomes como o ativista palestino Awad Hathaleen e a manifestante iraniana Sarina Esmailzadeh. “American Obituary” é o destaque A faixa principal, American Obituary, traz um U2 que soa mais “justamente irritado” do que em qualquer momento dos últimos 20 anos. É uma mistura de guitarras distorcidas, baixo rosnando e eletrônica que invoca sirenes. Outro ponto alto é The Tears of Things, um ataque lírico ao fascismo e ao fundamentalismo religioso que traz uma nitidez ausente nos trabalhos recentes da banda.

Shows do Bad Bunny em São Paulo têm horário antecipado

Se você garantiu seu ingresso para ver o fenômeno Bad Bunny no Allianz Parque neste fim de semana, é hora de ajustar o relógio e a logística de transporte. A Live Nation Brasil anunciou nesta quarta-feira (18) que os shows terão seu início antecipado. As apresentações, marcadas para os dias 20 (sexta-feira) e 21 (sábado) de fevereiro, começarão 30 minutos mais cedo do que o previsto inicialmente. Novo horário antecipado: 20h30 Anteriormente marcados para as 21h, os shows do astro porto-riquenho agora terão início pontualmente às 20h30min. A mudança visa melhorar a experiência do público e o fluxo de saída do estádio. Portanto, não se atrase: o “Coelho Malvado” vai subir ao palco mais cedo. 🕒 Serviço atualizado: Bad Bunny em SP Confira a programação final para não perder nenhum minuto do espetáculo:

Yungblud anuncia “Idols II” para esta sexta e feat com Smashing Pumpkins

Se existe alguém que não sabe o que é descansar, esse alguém é Yungblud. O maior nome do rock britânico atual anunciou o lançamento da segunda parte de seu aclamado álbum conceitual Idols. Idols II chega às plataformas digitais nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, via Island Records/Locomotion. O disco completa a jornada iniciada em junho de 2025 com Idols, que garantiu ao artista seu terceiro álbum número 1 consecutivo no Reino Unido. “Eu estou vivo”, diz Yungblud em Idols II Se a primeira parte do projeto foi sobre recuperar a identidade em meio à escuridão, este novo capítulo é sobre sobrevivência e êxtase. “A Parte 2 é sobre perceber que estou vivo, que sou real, que essa jornada em que estive não me matou. É sobre perceber que você pode se sentir invencível quando realmente sente a si mesmo”, desabafa o cantor de 28 anos. O single principal, Suburban Requiem, também será lançado na sexta-feira acompanhado de um visualizer. Encontro de gerações com Smashing Pumpkins Uma das faixas mais aguardadas do tracklist é a nova versão de “Zombie”, que conta com a colaboração de peso do The Smashing Pumpkins. A faixa já nasce com pedigree, tendo sido indicada ao Grammy. Fase de ouro (e prêmios) O anúncio coroa uma sequência histórica para Yungblud. 🇧🇷 Tracklist de “Idols II” Confira as novidades que chegam na sexta: Para os colecionadores: uma edição física completa (vinil duplo e CD), reunindo as 19 faixas das duas partes de Idols, será lançada ainda este ano.

Shows de rock transformam bairros e aquecem o mercado imobiliário em SP

Em São Paulo, acontecimentos culturais têm ganhado espaço na cena urbana e, ao mesmo tempo, influenciado decisões de consumo e moradia. Quando há um apartamento para alugar na Zona Oeste, por exemplo, essa escolha pode estar relacionada não apenas à localização, ao preço ou à infraestrutura, mas também à oferta cultural que o bairro pode proporcionar aos moradores. Shows de rock e grandes eventos musicais são capazes de gerar mudanças profundas nos bairros onde ocorrem, impactando desde a economia local até o mercado imobiliário. Como shows movimentam a economia local Grandes festivais e shows atraem milhares de pessoas para a cidade. Eventos como o festival The Town, idealizado por Roberto Medina e realizado no Autódromo de Interlagos, são exemplos de como o rock e a música popular agitam a economia paulistana. A primeira edição do The Town movimentou cerca de R$ 1,9 bilhão na economia de São Paulo, segundo análise do CEO da organização do evento. Esse tipo de evento tende a impulsionar setores como transporte, alimentação, hotelaria e serviços durante os dias de realização do show. Além disso, estudos sobre o impacto de concertos mostram que grandes shows podem aumentar a circulação de pessoas e estimular o comércio local, fazendo com que turistas e moradores gastem mais em bares, restaurantes, transporte e hospedagem. Impactos diretos na economia Revitalização e transformação urbana Shows de rock muitas vezes acontecem em áreas que já têm infraestrutura para eventos ou estão posicionadas como polos culturais emergentes. Isso faz com que esses bairros ganhem mais visibilidade e, consequentemente, atraem novos investimentos. Bairros próximos a locais de shows, como o centro ou áreas que recebem eventos periódicos, podem experimentar mudanças urbanas interessantes. Por exemplo, o festival Rock na Praça, que já aconteceu no Vale do Anhangabaú e arredores da Galeria do Rock, contribui para a ocupação desses espaços e reforça a relevância do centro para a cena musical. A percepção de que um bairro tem vida cultural intensa faz com que mais pessoas queiram morar ali, o que, por sua vez, pode favorecer a chegada de bares, cafés, espaços culturais e novos serviços para o dia a dia. Eventos desse tipo também podem trazer melhorias de infraestrutura urbana e maior atenção pública. Ao fortalecer o uso dos espaços públicos, a música ao vivo cria mais motivos para que residentes e visitantes frequentem a região, gerando um ciclo de transformação urbana que vai além do entretenimento. Eventos culturais e valorização imobiliária Há estudos e análises que demonstram como eventos culturais podem influenciar diretamente o valor imobiliário de bairros. A presença de um calendário cultural ativo, com eventos que atraem público de fora, tende a tornar a região mais atrativa para viver e investir. Quando um bairro é percebido como um centro cultural, com shows, festivais e atividades regulares, isso pode: Esse efeito costuma surgir com especial força quando eventos contribuem para transformar a imagem de um bairro de algo estático para um polo de movimento cultural e social. Em muitas cidades do exterior, inclusive, áreas com uma vida musical vibrante são frequentemente associadas a maiores preços de aluguel e valorização imobiliária sustentável ao longo do tempo. Casos em São Paulo Em São Paulo o mercado imobiliário tem mostrado sinais de aquecimento em diversas regiões da cidade. Segundo levantamentos do setor, bairros como Vila Nova Conceição, Itaim Bibi e outros centros urbanos apresentam forte valorização do valor dos imóveis no geral. Esse movimento é reforçado por fatores econômicos mais amplos, mas a presença de atividades culturais ativas, incluindo shows, festivais e espaços de música ao vivo, ajuda a compor o cenário de maior atração imobiliária. Pessoas interessadas em qualidade de vida e experiências urbanas acabam por buscar bairros que tenham cultura vibrante, o que também pode elevar a procura por um apartamento para alugar na Zona Oeste ou em outras partes da cidade que ofereçam essa diversidade de opções. O lado humano dessa transformação Para moradores, a presença de shows e eventos culturais traz tanto benefícios quanto desafios. Por um lado, a intensa vida noturna e cultural melhora a qualidade de vida, promove encontros e aprofunda laços sociais. Por outro, pode gerar questões ligadas a ruído, trânsito e pressões sobre serviços públicos. Por isso, um planejamento urbano que concilie moradia e cultura é essencial. Para muitos jovens e profissionais, a oferta de entretenimento é um fator relevante na escolha de onde morar. Ao ter acesso fácil a shows, festivais e ambientes culturais, bairros ganham um apelo que vai além da moradia tradicional, tornando-se pontos de estilo de vida. Dicas para quem busca morar próximo a polos culturais Conclusão Shows de rock e outros eventos culturais exercem um papel importante na transformação urbana de São Paulo e influenciam diretamente o mercado imobiliário. Eles ajudam a movimentar a economia, além de fortalecer a identidade dos bairros como polos de vida cultural e social. Esse cenário contribui para a valorização de áreas e aumenta o apelo de lugares para morar, como quando alguém decide procurar um apartamento para alugar atraído não só por localização, mas pela rica oferta cultural ao redor. No contexto da metrópole paulista, cultura e mercado imobiliário caminham juntos, moldando os bairros e oferecendo múltiplas oportunidades para moradores, investidores e visitantes.

Cartas, “Doce de Leite” e show rápido no Sesc: a saga do Rhythm Collision em Santos em 1997

Rhythm Collision em São Paulo, 1997

Se o show do NOFX em 1997 foi o “Big Bang” do hardcore internacional em Santos, a turnê do Rhythm Collision no mesmo ano foi a prova de que a cena poderia andar com as próprias pernas. Foi a materialização do espírito do it yourself (faça você mesmo), orquestrada via correio, sem e-mail, sem GPS e movida a pura paixão pela música. A banda californiana, que vivia um momento especial lançando álbuns pela lendária gravadora Dr. Strange Records, desembarcou no Brasil para uma série de shows que entrariam para a mitologia local. Em Santos, a passagem foi dupla e intensa: uma apresentação “relâmpago” no Sesc Santos e uma data extra no extinto London London. Conexão via carta e o “empurrão” do Fat Mike Tudo começou muito antes da banda pisar no aeroporto. Em uma era pré-internet, a amizade entre João Veloso Jr. (baixista do White Frogs) e Harlan Margolis (vocalista e guitarrista do Rhythm Collision) foi construída à base de selos e paciência. “Eu e o Harlan trocávamos cartas. Você via o endereço das bandas nos encartes, mandava carta pedindo material… O primordial para rolar essa tour foi o conselho do Fat Mike (dado no show do NOFX) que ficou na minha cabeça: ‘Vamos fazer então, vamos ver como é que é isso’”, relembra João. Para viabilizar a vinda, João contou com a parceria da Anorak Produções, que organizava o festival Expo Alternative no Rio de Janeiro. Com as passagens pagas pelo evento carioca, o caminho estava aberto para descer a serra. Sesc Santos: o show do Rhythm Collision contra o relógio A primeira parada santista foi no Sesc. O local estava lotado, cheio de adolescentes e bandas locais como White Frogs, Sonic Sex Panic, além da paulistana Dance of Days no suporte. Mas havia um inimigo invisível: o horário. Harlan Margolis relembra a adrenalina de ter que tocar contra o tempo devido ao rígido toque de recolher do local. “Lembro que, por causa de algum tipo de toque de recolher, tivemos que cortar nosso set. Quando subimos no palco, só tínhamos uns 30 minutos antes do show ter que acabar. Então, queimamos nossas músicas mais rápido que o normal e reduzimos a conversa ao mínimo para encaixar o maior número possível de canções. Lamentamos não ter tocado o set completo, mas nos divertimos muito e o público também”.  Harlan Margolis Revanche no London London Como o show do Sesc deixou um gosto de “quero mais”, uma segunda data foi improvisada no lendário London London, na esquina da Av. Presidente Wilson com a Rua Cásper Líbero, no José Menino. Ali, sem as amarras do horário institucional, a banda pôde mostrar a que veio. João destaca momentos icônicos dessas apresentações, como o cover de She Drives Me Crazy (Fine Young Cannibals). “Todo show eles chamavam meninas para cantar no palco. Naquela época, começando a ter mais meninas em show, não era comum como hoje. Em Santos, uma das meninas que subiu foi a Luiza Sellera”, conta João. Luiza, aliás, guarda com carinho a lembrança do show do Rhythm Collision no bar do Sesc Santos. “Essa parte é a minha lembrança mais vívida daquele show, porque eu estava MORRENDO de vergonha. Até hoje não sei o que me deu pra aceitar o convite de cantar no palco, porque sempre fui muito tímida. Quando a banda explicou que a gente só precisava fazer “uuuh uuuh” de backing vocals, não disse que música era nem nada, e eu só percebi que era Fine Young Cannibals quando veio o primeiro refrão. Apesar da vergonha, foi tudo muito divertido – e, com certeza, um dos shows mais legais que tivemos o privilégio de ver no Sesc na época. Rhythm Collision não era das bandas mais conhecidas da cena, mas encheu a casa mesmo assim. Porque se tinha uma coisa que não faltava em Santos nos anos 90, era público”. O setlist foi todo focado nos álbuns Collision Course (1997) e Clobberer! (1995). Entre os destaques do repertório faixas como Hippie Now, Red Champagne e Bombs For You. O público santista surpreendeu a banda. “Fiquei amarradão em ver pessoas que já conheciam nossas músicas, o que foi uma surpresa. Aparentemente, vários conheciam porque as faixas estavam em trilhas sonoras de filmes de surf”, completa Harlan. Hospedagem do Rhythm Collision na casa dos pais de Jr. e “doce de leite” Sem verba para hotéis, a turnê foi raiz. A banda ficou hospedada na casa dos pais de Jr., em Santos. “Meus pais foram viajar e voltaram mais cedo… encontraram uma banda hospedada lá”, ri o baixista do White Frogs.  A convivência gerou histórias curiosas. O baterista da turnê, Jon Warner (vocalista e guitarrista do Ferd Mert), ficou viciado em uma sobremesa bem brasileira. “Ele ficou tão viciado em doce de leite que depois gravou uma música chamada Doce de Leite quando voltou para os EUA”. Outra curiosidade técnica: o baixista da turnê, Brian Ready (da banda Everready), tocou com o instrumento emprestado de Jr. “Eles eram pessoas muito simples. Não tinha essa de ficar no camarim, eles ficavam no meio da galera vendo os shows de abertura”, ressalta o santista. Caos em SP e a camiseta do Sex Pistols A turnê seguiu para São Paulo, no Alternative Bar. Harlan descreve a viagem de Santos para a Capital como uma odisseia, onde até os locais se perderam, chegando horas atrasados. Mas, quando o show começou, foi catártico. “O clube estava completamente lotado, estilo sardinha, suado, barulhento… Foi uma explosão. Definitivamente um dos shows mais memoráveis da história do Rhythm Collision”, diz Harlan. No fim da noite, uma troca de camisetas selou o espírito da turnê. Harlan usava uma camiseta personalizada escrita “Fuck Your Opinion”. Um fã implorou por ela.“Ele trocou a camiseta das costas dele (Sex Pistols) pela minha. Ambas estavam pingando de suor. Foi o final perfeito para o nosso tempo no Brasil”, finaliza o vocalista. ***Todas as fotos, com exceção do cartaz, são do show em São Paulo, da mesma turnê.

Após 13 anos de estrada, banda santista Surra anuncia hiato por tempo indeterminado

A cena do rock independente brasileiro amanheceu com uma notícia inesperada nesta quarta-feira (18). A banda santista Surra, um dos nomes mais ativos e respeitados do thrashpunk e crossover nacional na última década, anunciou uma pausa em suas atividades. Em comunicado oficial divulgado nas redes sociais, o trio formado por Leeo Mesquita (bateria), Guilherme Elias (guitarra/vocal) e Victor Miranda (baixo/vocal) informou que o Surra entrará em “hiato por tempo indeterminado”. A nota, assinada pelos três integrantes, celebra a trajetória de 13 anos ininterruptos. Segundo a banda, foram exatos 4.840 dias entre o primeiro e o último show, período em que o grupo construiu uma reputação sólida baseada na ética do “faça você mesmo” (DIY), com turnês que percorreram o Brasil e a Europa. “Entregamos tudo o que tínhamos desde o primeiro ensaio da banda: nosso tempo, nossa energia e, principalmente, nossa verdade. Mas chega um momento em que a vida pede silêncio… Pede que a gente reorganize as prioridades”, diz um trecho do comunicado. Conhecidos por apresentações enérgicas, que variavam de grandes palcos de festivais a shows improvisados no chão, e por letras politizadas e diretas, o Surra deixa um legado de discos, EPs e DVDs produzidos de forma colaborativa. No texto de despedida, os músicos enfatizaram que o projeto sempre foi “coletivo e cooperativo”, agradecendo aos fãs e às novas bandas que se espelharam no trabalho do trio. O grupo encerra este ciclo com a hashtag #ripsurra e informou que os últimos materiais de merchandising e discografia continuam disponíveis na loja online oficial da banda com preços promocionais, para os fãs que desejam guardar uma lembrança física desta história. Embora o hiato seja por tempo indeterminado, o Surra finalizou a nota expressando orgulho pelo caminho percorrido: “O que fica são as músicas que marcaram a nossa vida e a de alguns de vocês”. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por 𝕾𝖀𝕽𝕽𝕬 (@surrathrashpunk)

Thirteen Brotherhood: influenciado por Social Distortion e com dois ótimos álbuns

Se muitas bandas buscam reinventar a roda, a Thirteen Brotherhood prefere acelerar sobre ela. Formada com a proposta de fazer um punk rock direto, pesado e sem frescuras, a banda santista construiu sua reputação baseada na química entre seus integrantes, uma verdadeira irmandade musical. A liderança fica a cargo de Fabiano Rodriguez (vocal e guitarra, ex-Riot 99), figura carimbada do underground local, acompanhado pela bateria precisa de Lucas Buruaem, a guitarra de Amauri Meireles e o baixo de Denys Martins, ambos ex-integrantes do The Bombers. A sonoridade bebe na fonte de clássicos como Social Distortion e Rolling Stones e o rock estradeiro norte-americano, criando uma trilha sonora perfeita para pegar a estrada. A estreia do Thirteen Brotherhood com “End of the Highway” (2016) O primeiro grande marco da banda foi o álbum de estreia, End of the Highway, lançado em 2016. O trabalho foi o cartão de visitas que mostrou a que vieram: riffs gordos, vocais rasgados e uma produção que capturou a energia crua dos ensaios. Faixas como a própria faixa-título e Bad Luck Gambler se tornaram obrigatórias no repertório, consolidando o nome do grupo em casas de show como o Boteco Valongo e festivais da região. Evolução com “Walk the Walk” (2020) Quatro anos depois, a banda provou que não era fogo de palha. O segundo álbum, Walk the Walk (2020), mostrou uma evolução natural. O som ganhou mais corpo e as composições ficaram mais maduras, sem perder a pegada agressiva. O lançamento reafirmou a Thirteen Brotherhood como uma das poucas bandas da região a manter a chama do punk rock tradicional acesa com material autoral consistente. O trabalho mais recente da banda é o EP Worldwide Unknown, de 2023, que conta com quatro faixas autorais e inéditas. Projetos paralelos A inquietude de Fabiano Rodriguez não se resume à banda. Em 2017, quando o baterista Lucas foi morar um ano na Califórnia, Fabiano aproveitou o hiato para lançar seu projeto solo, Riot Rodriguez, focado em uma sonoridade folk punk/country inspirada em Social Distortion e Johnny Cash. Hoje, com dois discos na bagagem e uma estrada sólida, a Thirteen Brotherhood segue como uma referência para quem gosta de rock alto, cerveja gelada e lealdade aos amigos.