Lollapalooza 2026 divulga horários e divisão de palcos

Falta menos de um mês para os portões do Autódromo de Interlagos se abrirem. Nesta terça-feira (24), a organização do Lollapalooza Brasil 2026 liberou a aguardada grade com os horários e a divisão por palcos dos três dias de evento (20, 21 e 22 de março). Com mais de 70 artistas no line-up, a abertura diária dos portões acontece sempre às 11h, com os shows começando pontualmente ao meio-dia. Abaixo, destacamos os principais horários do Lollapalooza 2026 para você já ir montando sua rota de sobrevivência (e corridas) entre os palcos. 🎸 Sexta-feira (20 de março) O dia de abertura traz um prato cheio para os fãs de guitarras e pós-punk, culminando em um encerramento gigante no pop e na música eletrônica. 🔥 Sábado (21 de março) O segundo dia abraça a diversidade global, misturando rock, hip-hop, k-pop e grandes headliners. 🤘 Domingo (22 de março) O último dia guarda a explosão de energia do hardcore e fechos épicos no Autódromo. Planeje-se pelo App Oficial A grade completa já está acessível pelo aplicativo oficial do Lollapalooza Brasil (disponível gratuitamente na Apple Store e Google Play Store). Por lá, é possível montar uma agenda personalizada e, em breve, acessar o mapa interativo com pontos de alimentação, hidratação e terminais de recarga cashless. 🎫 Ingressos disponíveis Se você ainda não garantiu sua presença, os ingressos continuam à venda em três modalidades de acesso (Pass para os três dias ou Day para dias avulsos): Há opções de Inteira, Meia-entrada e a Entrada Social (que garante 45% de desconto mediante uma doação automática de R$ 20,00 para instituições parceiras). As vendas oficiais ocorrem exclusivamente pelo site da Ticketmaster Brasil (com taxa de 20%) ou na bilheteria física oficial no Shopping Ibirapuera (isenta de taxa). SEXTA SÁBADO DOMINGO
Angra anuncia show histórico com a formação “Nova Era” em SP

O que parecia impossível finalmente vai acontecer. Celebrando os 25 anos de Rebirth, o álbum que redefiniu o destino da banda e marcou uma geração inteira do metal brasileiro e mundial, o Angra acaba de anunciar um show histórico e exclusivo no Espaço Unimed, em São Paulo, no dia 29 de abril de 2026. Esta será a única apresentação da aclamada formação “Nova Era” fora do festival Bangers Open Air. 19 anos de espera e um encontro de gerações Para se ter ideia do peso deste anúncio, a última vez que o quinteto formado por Edu Falaschi, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt, Felipe Andreoli e Aquiles Priester dividiu o palco para um show completo foi em 2007, no encerramento da turnê de Aurora Consurgens. Essa longa ausência de 19 anos ganha contornos ainda mais épicos: o evento reunirá também os atuais integrantes do Angra, Alírio Netto, Marcelo Barbosa e Bruno Valverde. Será um verdadeiro encontro de eras e talentos, simbolizando a força de um legado construído ao longo de três décadas. O que esperar do setlist? O espetáculo será apresentado em formato ampliado. O prato principal é a execução completa do álbum Rebirth, mas o repertório foi desenhado para ser uma viagem por todas as fases decisivas da banda: 🎫 Serviço e ingressos: Angra Reunion (Espaço Unimed) Prepare o alarme, pois os ingressos vão evaporar. As vendas começam nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, às 10h (online) e às 11h (bilheteria oficial). 💰 Tabela de preços (1º Lote) Setor Meia-Entrada / Ingresso Solidário* Inteira Pista R$ 175,00 R$ 350,00 Pista Premium R$ 280,00 R$ 560,00 Mezanino R$ 300,00 R$ 600,00 Camarote B R$ 325,00 R$ 650,00 Camarote A R$ 350,00 R$ 700,00 *Ingresso solidário disponível mediante doação de 1kg de alimento não perecível (campanha #corridacontrafome). Onde comprar:
Entrevista | Joyce Manor – “Não tenho desejo de fazer curvas bruscas rumo ao épico”

O Joyce Manor consolidou-se na última década como uma das vozes mais autênticas do cenário punk/indie mundial. Recentemente, a banda de Torrance, Califórnia, lançou seu nono trabalho de estúdio, I Used To Go To This Bar, reafirmando a habilidade única de transformar angústias cotidianas em hinos curtos, rápidos e extremamente viscerais. O álbum mantém a essência “direto ao ponto” que os consagrou, mas traz camadas de maturidade sonora que mostram um grupo ainda disposto a experimentar. Em entrevista ao Blog n’ Roll, os integrantes (vocalista Barry Johnson, o guitarista Chase Knobbe e o baixista Matt Ebert) abriram o jogo sobre os bastidores da produção e a dinâmica de estúdio. Um dos pontos centrais da conversa foi a influência do lendário produtor Brett Gurewitz (Bad Religion), que desafiou a banda a equilibrar as novas tendências mais melódicas do indie rock com a energia explosiva e veloz que define o DNA do Joyce Manor desde o início da carreira. Durante o papo, Barry revelou uma honestidade desarmante ao falar sobre o conceito de amadurecimento. Ao contrário do clichê de “sabedoria adquirida com a idade”, Barry reflete sobre como se sente deslocado em relação aos próprios fãs que cresceram e assumiram responsabilidades adultas, enquanto ele permanece imerso na mesma rotina e espírito criativo de vinte anos atrás. A entrevista também mergulha nos detalhes técnicos e nas participações de peso, como a colaboração com o baterista Joey Waronker. A banda detalhou como foi a experiência de tocar com o atual baterista do Oasis, e como a presença dele ajudou a elevar a autoconfiança durante as sessões de gravação. Para a alegria dos fãs, o Joyce Manor deixou claro que, embora ainda não haja um plano concreto para este ano, o retorno aos palcos sul-americanos está no topo da lista de desejos para 2027. Barry, você mencionou que o Brett (Gurewitz, produtor e dono da Epitaph) insistiu em músicas mais rápidas quando você estava tendendo para um som mais indie. Como foi ceder a essa visão e como você vê o equilíbrio entre as raízes punk e a evolução indie da Joyce Manor neste disco? Barry Johnson: Quando estou escrevendo, foco em uma música por vez. No início, não penso no álbum como um todo; apenas vejo o que me inspira ou o que ando ouvindo. Estávamos gravando sessões de uma ou duas músicas e, na terceira sessão, o Brett notou que havia muitas faixas com sonoridade indie rock. Ele disse algo como: “acho que já cobrimos essa parte. Temos os momentos indie, mas seria bom equilibrar com momentos de alta energia”. Sinceramente, não aceitei muito bem no começo. Achei irritante. Pensei: “podemos simplesmente fazer um disco mais indie, não é obrigatório ser rápido”. Mas eu sabia que a motivação dele era tornar o álbum mais instigante. Não foi algo cínico do tipo “seus fãs vão gostar mais se for rápido”, mas sim a visão de um fã que queria ouvir faixas mais energéticas. Aquilo mexeu comigo. Comecei a escrever pensando se havia uma forma de apresentar as ideias de um jeito mais “para cima”. Fui um pouco mimado no início, mas depois passou e acho que o álbum ficou melhor por causa disso. Na faixa-título e em I Know Where Mike Chen Lives, há um olhar muito honesto sobre o passado sem romantizar o abuso de substâncias. Como foi revisitar essas memórias agora que você está em uma fase mais estável e sóbria? Barry: Eu não estou (sóbrio). Quer dizer, bebo um pouco menos e talvez use um pouco menos de drogas do que antes, mas não é uma diferença tão grande assim. Eu costumava ser jovem e bêbado, agora sou velho e bêbado (risos). Não estou olhando para o passado de um lugar de sabedoria ou aprendizado. Não houve aprendizado, não há um novo contexto ou perspectiva adquirida. Está tudo igual. O álbum traz elementos diferentes, como gaita e até uma vibe “cowpunk”. Como essas influências externas surgiram no som? Matt Ebert: O Chase tinha aquela gaita no bolso de trás, literalmente. Mas não acho que tenha relação com o “cowpunk”. Chase Knobbe: Para mim, a gaita soa mais como The Clash ou The Libertines, que é o estilo que eu gosto. Eu não estava morrendo de vontade de usar uma gaita, apenas achei que ficaria legal naquela música específica. Acabei comprando uma depois de ter a ideia, não tinha nenhuma por perto. Sobre as diferentes instrumentações, muito veio do Brett. Em All My Friends Are So Depressed, há uma guitarra barítono no trecho instrumental. Ele sugeriu isso porque sentiu que a música precisava de um novo instrumento para quebrar a monotonia. Isso me fez pensar que não deveríamos ter medo de testar instrumentos que nunca usamos. Mas a gaita é algo fácil, palatável. Não é como se tivéssemos apelado para um keytar ou uma tuba. Joey Waronker (baterista do Oasis na turnê mais recente) tocou na faixa The Opossum. O que a presença dele trouxe para a energia da Joyce Manor no estúdio? Matt Ebert: Conhecendo o currículo dele, foi interessante chegar e perguntar: “você quer tocar essa música meio psychobilly com a gente?”. O estilo dele não é agressivo ou pesado, ele toca de forma suave e deliberada. Ele é um baterista incrível, mas não é de “perder o controle”. Vê-lo destruir naquela música foi muito legal. Barry: Acho que ele se divertiu mais do que nas outras, porque raramente o chamam para tocar punk rápido. No estúdio, depois que a fita parava, você ouvia ele gritando: “acertei!”. Eu confesso que fiquei intimidado. Quando ele comentou que depois dali faria shows com o Oasis, minha síndrome de impostor bateu forte. Mas estou superando isso. Ele tocou com Paul McCartney, Roger Waters e Beck… e agora tocou com a gente. Poder dizer isso sem fazer uma piada autodepreciativa é bom para a minha autoestima. O disco é curto e direto, fiel à ética da banda. Você sente que a mensagem do Joyce Manor só funciona com essa urgência ou se vê escrevendo
Guia definitivo lista 300 lançamentos da música brasileira em 2026

Em meio à avalanche de novidades que chegam às plataformas digitais todas as sextas-feiras, ficar perdido no algoritmo já virou rotina. Para romper essa lógica e organizar o calendário de quem respira música nacional, os portais Hits Perdidos (Rafael Chioccarello) e Minuto Indie (Alexandre Giglio) se uniram para mapear os lançamentos da música brasileira em 2026. Inspirado por iniciativas consolidadas no exterior (como os guias do Consequence of Sound), o levantamento reúne mais de 300 discos e EPs aguardados para o ano. O guia funciona como um verdadeiro termômetro para fãs, jornalistas e produtores culturais. Furando a bolha do algoritmo A proposta é simples, mas essencial: combater a perda de informação em uma indústria onde os maiores players concentram a atenção. “A indústria segue operando dentro de um modelo tradicional. Ficamos à espera do algoritmo, enquanto o jornalismo musical encolhe e deixa de cumprir um papel que poderia fortalecer toda a cadeia. Anunciar que um álbum será lançado este ano precisa mesmo ser tratado como algo exclusivo e estratégico demais para chegar ao público?”, questiona Alexandre Giglio. Rafael Chioccarello complementa: “Um guia exerce um papel estratégico no ecossistema da música: funciona como termômetro, rompe a lógica passiva dos algoritmos e estimula trocas mais qualificadas”. O projeto contou com a contribuição de dezenas de profissionais de comunicação, selos e produtoras de todo o país, tornando-se uma ferramenta viva e colaborativa. Destaques para o público do rock, punk e hardcore Para quem acompanha as baterias aceleradas, a distorção e o skank, 2026 promete ser um ano de colheita farta. O guia aponta novidades muito aguardadas na cena, incluindo os veteranos do Dead Fish (com os 20 anos de Zero e Um e a versão deluxe de Labirinto da Memória), o peso do Black Pantera (que promete dois álbuns), além de novos trabalhos de Rancore, Zander, Claustrofobia, Pitty, Capital Inicial, Detonautas, Fresno e a energia do Sapo Banjo. 💿 Guia de lançamentos 2026 (ordem alfabética) Abaixo, você confere o mapeamento inicial. Como os bastidores da música são dinâmicos, alguns projetos ainda definem se serão EPs ou discos cheios, e datas podem sofrer alterações. Você também pode acompanhar a planilha oficial e sugerir novos lançamentos [acessando o formulário do projeto aqui].