Lvcas abre turnê nacional do EP “amnd” nesta sexta em SP

O multi-instrumentista, compositor e criador do gigante canal Inutilismo, LVCAS, sobe ao palco da Audio, em São Paulo, para o show de estreia de sua turnê nacional. A apresentação celebra o lançamento do seu aguardado EP de estreia, amnd (abatido mas não derrotado). Evolução: metal, trap e hardcore Lvcas vem se firmando rapidamente como um dos nomes mais promissores da nova geração do rock brasileiro. Fugindo de rótulos fáceis, ele encontrou sua própria linguagem através de um metal alternativo pesado e moderno, recheado de influências de trap, hip hop e hardcore. O EP amnd representa a evolução natural de um artista que construiu um império na internet e que agora está pronto para escrever um novo (e barulhento) capítulo. No repertório da noite, os fãs poderão conferir o EP na íntegra, incluindo as faixas: Além das inéditas, Lvcas também apresentará sucessos que já estavam na boca do público, como Tão Perto, Inabalável e No Foco. Banda e a rota da turnê Para traduzir a energia do estúdio para o som ao vivo, Lvcas (vocal) não estará sozinho. Ele montou um time de peso que conta com Isadora Sartor (guitarra), Gabriel Bruce (bateria), Marcelo Braga (baixo) e Ronan Tárrega (pick-ups), garantindo a fusão perfeita entre os riffs pesados e as batidas eletrônicas. Após a estreia explosiva em São Paulo, a turnê segue rasgando o Brasil: 🎫 Serviço: LVCAS – Turnê “amnd” em São Paulo Onde comprar
DPR Cream e DPR Artic anunciam show único em São Paulo

O hip-hop e o R&B sul-coreano continuam provando sua força monumental no Brasil. Os artistas DPR Cream e DPR Artic, membros fundamentais de um dos coletivos mais criativos e influentes da Ásia, o Dream Perfect Regime (DPR), acabam de confirmar seu retorno ao país com a DPR Cream & DPR Artic Latam Tour. A apresentação única acontece no dia 16 de agosto de 2026 (domingo), na Audio, em São Paulo. O histórico do coletivo por aqui não deixa margem para dúvidas: todas as passagens anteriores do grupo pelo Brasil tiveram ingressos esgotados, o que exige agilidade dos fãs para garantir um lugar. Era “No Drugs” e a força do coletivo A atual turnê carrega a energia e o espírito rebelde do EP conjunto No Drugs, lançado em maio de 2025. O projeto, concebido durante a Dream Reborn Tour 2024, incorpora influências de diversas subculturas e transita de forma fluida por múltiplos gêneros, evidenciando o compromisso do DPR em ultrapassar fronteiras criativas. A prova desse impacto global é que a dupla desembarca no Brasil após incendiar palcos de peso ao redor do mundo, incluindo festivais como Coachella, Lollapalooza Paris e o Heads In The Clouds (LA), além de uma passagem elogiada por grandes capitais europeias. Quem são os astros da noite? Fundado em 2015, o DPR não é apenas uma gravadora independente, mas um coletivo audiovisual que dirige e edita os próprios projetos, criando uma assinatura estética imersiva. Nesta turnê, os holofotes se dividem entre dois pilares desse universo: 🎫 Serviço: DPR Cream & DPR Artic na Audio
Dia da Mulher é dia de rock: The Mönic faz show gratuito em Santos no CGF Pocket

O Dia Internacional da Mulher será celebrado em alto e bom som aqui na Baixada Santista. O Chiquinha Gonzaga Fest confirmou uma edição especial do CGF Pocket para o dia 8 de março (domingo), trazendo um peso de respeito para o palco do Rusbé, no Gonzaga, em Santos. A partir das 17h, o público poderá conferir gratuitamente o show de uma das bandas mais contagiantes do rock brasileiro contemporâneo: a The Mönic. Retorno da The Mönic a Santos Formada por mulheres que imprimem atitude, identidade e guitarras intensas no palco, a The Mönic já construiu uma relação de muito sucesso com o público santista. Quem esteve na edição principal do Chiquinha Gonzaga Fest no ano passado (2025) sabe muito bem do que estamos falando: a apresentação da banda foi um dos grandes destaques do festival, marcando a plateia com uma energia arrebatadora e uma conexão visceral. Agora, elas retornam com um repertório focado em força, vulnerabilidade e, claro, muita contestação e protagonismo feminino. Abertura local: Carla Mariani Para preparar o terreno e garantir que a noite seja impecável do início ao fim, a abertura ficará por conta de um dos grandes talentos da nossa região: a cantora santista Carla Mariani. O encontro reafirma o rock não apenas como um gênero musical, mas como um território essencial de expressão, resistência e potência criativa das mulheres. Sobre o Festival das Minas O CGF Pocket é uma ramificação do Chiquinha Gonzaga Fest – Festival das Minas, uma iniciativa essencial na região que valoriza e amplia a visibilidade de mulheres na música e na cultura. A proposta do formato pocket é justamente ocupar espaços de forma descentralizada, fortalecer redes locais e promover encontros que ecoem a diversidade e a representatividade ao longo de todo o ano. Como diz o lema: Dia da Mulher é dia de rock, bebê. 🤘💜 🎫 Serviço: CGF Pocket – Especial Dia da Mulher
Entrevista | Nile – “Estamos tocando um monte de coisas que não tocamos em anos”

Menos de um ano após incendiar o público no Bangers Open Air, realizado em maio de 2025, em São Paulo, o Nile confirma seu retorno ao Brasil em março de 2026 para três apresentações: dia 20/03 em Brasília, 21/03 em Fortaleza, e 22/03 em São Paulo. A nova passagem marca mais um capítulo da turnê de divulgação de The Underworld Awaits Us All (2024), décimo álbum de estúdio do grupo. Formado em 1993, nos Estados Unidos, o Nile construiu uma identidade singular ao unir death metal técnico, velocidade extrema e rigor histórico, com letras inspiradas no Antigo Egito e em culturas do Oriente Médio e da África. Ao longo de mais de três décadas, lançou álbuns fundamentais como Black Seeds of Vengeance e Annihilation of the Wicked, consolidando seu nome como uma das forças mais respeitadas do metal extremo mundial. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Karl Sanders fala sobre a cena death metal dos anos 90, a recepção da nova formação no Brasil e os paralelos entre história antiga e política contemporânea. Como era a cena de death metal nos Estados Unidos quando o Nile surgiu, em 1993? Acho que estava entre o que eu chamo de a primeira onda e a segunda onda. Death Metal tinha chegado e o Black Metal estava fazendo um barulho. Ai tem New Wave, depois Nu Metal, Metalcore, e toda aquela merda que era popular. Então foi um pouco difícil conquistar espaço, mas nós não nos importávamos, nós amávamos o Death Metal, nós íamos tocar Death Metal, não importava se era modesto ou não, nós íamos fazer. Quais bandas foram influências fundamentais naquele início? As bandas de metal antigas, como Gorfest, Entombed, Left Hand Path, Clandestine, Early Morbid Angel, as músicas antigas do Black Sabbath, mais um monte de coisas antigas e clássicas no começo. Mas também teve uma influência de trilha sonora. Eu estava particularmente fã da trilha sonora de Exorcista 2, tem um monte de coisa boa lá dentro. Depois de apresentar o novo álbum no Brasil, inclusive no Bangers Open Air, qual peso este disco terá na atual turnê? Definitivamente vamos tocar uma mistura de tudo. Nós estamos tocando algumas coisas do novo álbum, mas também um monte de clássicas antigas. Eu acho que essa será a primeira tour em muitos anos que nós tocamos Cast Down the Heretic, de Annihilation of the Wicked, e tocamos isso há uns 10 anos. Também estamos tocando um monte de outras coisas que não tocamos em anos. Tem Ithypallic, Hittite Dung Incantation, um monte de coisas clássicas. Você sentiu uma boa recepção das novas músicas no Brasil? Sim, eu acho que toda vez que chegamos ao Brasil, na história da banda, os fãs de metal do Brasil foram incríveis. É um dos meus lugares favoritos para estar. E como foi a recepção da nova fase com Adam no Brasil? Bem, eu acho que foi muito boa. A audiência foi ótima. Eles nos trataram maravilhosamente. Não podemos ser gratos o suficiente. Estamos muito orgulhosos dessa nova fase. Temos alguns caras realmente talentosos. Eles estão trabalhando muito duro. Eles só querem tocar metal. E eu acho que o público percebe isso. As pessoas sentem quando o coração está no lugar certo, quando você está ali pelas razões certas. O Brasil tem uma das cenas mais intensas do mundo. Em que se diferencia o público brasileiro? Eu acho que a herança do metal é um fator importante. O Brasil tem grandes bandas. Somos bons amigos do Krisiun. Fizemos turnês com eles muitas vezes ao longo dos anos, especialmente nos anos 2000. E eu sinto que o metal está no sangue de vocês. Está na alma. Está no coração. Os fãs brasileiros têm esse coração e essa alma do metal. Isso está no sangue. E como você vê a evolução da base de fãs do Nile no Brasil ao longo dos anos? Nós só viemos ao Brasil uma vez por ano, às vezes nem isso. Então eu não acompanho de perto o que acontece o tempo todo. Mas toda vez que venho, vejo uma ótima audiência. Para mim, sempre foi assim. Por isso é difícil avaliar a evolução. Do meu ponto de vista, sempre foi um público forte. Falando sobre as composições, de onde surgiu a abordagem lírica baseada no Egito Antigo e culturas do Oriente Médio e da África? Foi algo que sempre nos interessou. Algo de que gostamos. O autor Samuel Clemens, mais conhecido como Mark Twain, disse uma vez: escreva sobre o que você conhece. Escreva sobre o que você gosta. Acho que esse é um bom conselho. Você deve criar sobre aquilo que realmente te interessa. Se você gosta de carros esportivos, então escreva sobre carros esportivos. Em algumas letras é possível notar paralelos entre eventos históricos e o sistema político atual dos Estados Unidos. Como você constrói essas metáforas? Eu acho que as pessoas continuam sendo as mesmas. A tecnologia avança. A civilização avança. Mas os seres humanos continuam basicamente os mesmos de milhares de anos atrás. É aí que vejo os paralelos. Quando vejo governos fazendo coisas terríveis, isso não é nada novo. Isso sempre aconteceu. É uma parte triste da condição humana, a forma como as pessoas se tratam. Depois de mais de três décadas de carreira, qual foi o momento decisivo da banda? Eu diria que foi quando fizemos nosso primeiro grande álbum. Houve um momento na primeira grande turnê que fizemos pelos Estados Unidos. Estávamos abrindo para o Morbid Angel. Viajávamos em uma van pequena, puxando um trailer pequeno, mas tínhamos atravessado o país inteiro. Eu já tinha ido para o outro lado dos Estados Unidos antes, mas nunca como banda. Quando estávamos olhando para o oceano, perto de Seattle, percebi que nossa música tinha nos levado até o outro lado do continente. Aquilo foi profundo. Pensei: o que mais podemos fazer? Há mais continentes para conquistar. Foi um momento muito marcante. Sim, é possível. Pode ser feito. Você tem alguma história curiosa ou engraçada no Brasil?
AC/DC no Morumbis é o privilégio de testemunhar a história viva do rock and roll

A espera finalmente acabou. Na noite desta terça-feira (24), o Morumbis voltou a ser o epicentro do hard rock mundial com o primeiro dos três shows do AC/DC no Brasil (a banda repete a dose nos dias 28 de fevereiro e 4 de março, todos esgotados nas primeiras horas de venda). Setenta mil pessoas vibraram com a banda durante 2h15 de apresentação. Essa é a quarta passagem do AC/DC pelo país, após as catarses de 1985 (Rock in Rio), 1996 (Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba, e Pacaembu, em São Paulo) e 2009 (Morumbis, em São Paulo). Mas o mundo, e a própria banda, mudaram drasticamente desde aquele último encontro há quase duas décadas. Para uma análise honesta sobre o show do AC/DC no Morumbis, é preciso endereçar o inevitável: o tempo passa para todos, até para os deuses do rock. Brian Johnson (78 anos): forçado a abandonar a turnê de 2016 devido a uma severa perda auditiva, o vocalista está de volta com um sorriso indomável. Embora sua voz não alcance mais as notas estridentes dos anos 80 em faixas como High Voltage, sua entrega e carisma compensam qualquer limitação vocal. É uma entrega absurda no palco. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por Blog n' Roll (@blognroll) Angus Young (70 anos): ainda vestindo seu icônico uniforme escolar, Angus apresenta sinais de lentidão em aberturas mais frenéticas, como Thunderstruck. No entanto, ele continua sendo o coração pulsante da banda. Seus solos viscerais, o clássico duckwalk e a energia quase infantil com que percorre o palco provam que sua técnica e resistência continuam formidáveis. O seu solo com mais de dez minutos de duração para encerrar a primeira parte do show, na sequência de Let There Be Rock, é o grande momento desse gênio da guitarra. Apoiando os dois veteranos, a “cozinha” rítmica formada por Stevie Young (guitarrista, sobrinho do saudoso Malcolm Young, falecido em 2017), Chris Chaney (baixo, ex-integrante do Jane’s Addiction) e Matt Laug (baterista, que gravou Jagged Little Pill, de Alanis Morissette e excursionou com o Slash’s Snakepit) entregou uma fundação impecável e pesada, operando com o máximo de eficiência e sem vaidades. Recado aos críticos que “não foram” ver o AC/DC no Morumbis É exatamente por toda essa bagagem que a apresentação desta terça-feira serviu como um choque de realidade para os críticos de sofá. Nas últimas semanas, tornaram-se comuns os comentários desdenhando da voz de Brian Johnson ou apontando a “falta de agilidade” de Angus Young. Vamos direto ao ponto: é uma falta de noção absurda. Não era o momento para encher o saco com exigências de quem espera a performance de atletas olímpicos de 20 anos. Quem foi ao Morumbis com a intenção de avaliar se o alcance vocal de Brian é o mesmo de 1980, deveria ter ficado em casa ouvindo o disco. No Morumbis, o público abraçou a banda do início ao fim. Cantou junto, fez mosh pit, puxou o tradicional olé, olé, olé, AC/DC, além de iluminar o estádio com as luzinhas vermelhas dos chifrinhos, principal item vendido nas redondezas do estádio. Ver o AC/DC ao vivo em 2026 foi, acima de tudo, um privilégio. Foi a chance de se emocionar vendo dois dos maiores ícones da história da música desfilando o repertório que pavimentou o rock and roll moderno. A entrega, o carisma e os riffs imortais estavam lá. E isso valeu mais do que qualquer nota perfeitamente alcançada. Setlist repleto de clássicos O show em São Paulo marcou o pontapé inicial da banda em 2026. A rota latino-americana seguirá feroz, passando por Chile (dois shows), Argentina (três) e México (três). O roteiro entregou uma aula de história em mais de 20 músicas, divididas entre Back in Black, Highway to Hell, Dirty Deeds Done Dirt Cheap, Let There Be Rock, Power Up, Powerage, T.N.T., entre outros álbuns. A banda não poupou energia, abrindo o show com o peso de If You Want Blood (You’ve Got It) e emendando imediatamente com Back in Black. O grande trunfo da noite, no entanto, foi o resgate histórico de Jailbreak, faixa que não era tocada ao vivo desde 1991, mas virou parte obrigatória na atual turnê. Outros momentos marcantes Let There Be Rock: com Angus Young sendo elevado em uma plataforma, disparando um solo longo e indulgente, seguido por uma chuva de confetes personalizados do AC/DC. Sin City: Angus fez seu tradicional, porém encurtado, striptease. De forma sensata, o guitarrista poupou o público de ficar apenas de roupas íntimas, usando sua gravata para tocar um solo improvisado. O bis: o encerramento explosivo com T.N.T. e a apoteose com os canhões de fogo em For Those About to Rock (We Salute You), sucedido por uma linda queima de fogos. O AC/DC poderia ter se aposentado anos atrás com seu legado intacto, logo após a morte de Malcolm Young. Porém, ao subir ao palco em 2026, no primeiro show da temporada, eles provaram que a fome de tocar continua viva. Pode não ser a mesma banda de 30 anos atrás, mas a energia bruta, a dedicação e o respeito profundo pelos fãs fazem desta turnê um triunfo inegável. Eles tocaram, e nós os saudamos.
The Pretty Reckless aquece público do AC/DC com hard rock visceral no Morumbis

Para aquecer o Morumbis, a missão ficou a cargo do The Pretty Reckless, que acompanha o AC/DC em toda a turnê latino-americana. Liderada pela carismática Taylor Momsen, a banda trouxe um hard rock visceral e bluseiro que se provou a ponte perfeita para preparar a multidão antes do furacão australiano tomar conta da noite. Em um setlist direto e sem respiros, o grupo nova-iorquino desfilou dez pedradas. A abertura com a faixa-título Death by Rock and Roll já ditou o peso, seguida por Since You’re Gone e Follow Me Down. A banda mesclou muito bem a fase recente com sucessos que furaram a bolha na última década, executando a pesada Only Love Can Save Me Now e a sombria Witches Burn. Entre elas ainda teve espaço para uma estreia, For I Am Death, single lançado no ano passado e que nunca havia sido tocado ao vivo. A reta final da apresentaçãodo The Pretty Reckless foi desenhada para ganhar de vez os fãs da velha guarda que aguardavam ansiosamente pelos donos da casa. Eles enfileiraram os maiores hits da carreira: a clássica Make Me Wanna Die, na qual foi possível ouvir muita gente cantando, a explosiva Going to Hell, o hino de arena Heaven Knows (que sempre rende boa interação) e encerraram os trabalhos com a cadenciada Take Me Down. A banda cumpriu seu papel com maestria, deixando o palco e a plateia do Morumbis devidamente aquecidos.