Taylor Momsen assume controle do Morumbis e The Pretty Reckless entrega abertura à altura do AC/DC

A responsabilidade de abrir para o AC/DC nunca é pequena. Ainda mais quando se trata de uma banda liderada por uma atriz que ficou conhecida em um seriado teen em meio a uma plateia mais velha e amante do rock clássico. O rótulo poderia pesar contra o The Pretty Reckless, mas bastou o primeiro riff ecoar no Morumbis para qualquer desconfiança cair por terra. Taylor Momsen e seus parceiros entraram com postura de veteranos e, em poucos minutos, tinham a multidão nas mãos. O que poderia ser um teste de fogo virou uma recepção calorosa, com direito a aplausos consistentes e um público atento do começo ao fim. Leia aqui o review do primeiro show da The Pretty Reckless no dia 24.02 Sem recorrer a telões grandiosos, efeitos especiais ou labaredas cenográficas, o quarteto apostou no básico que sustenta qualquer show de rock de verdade nesta segunda noite de dobradinha com o AC/DC no sábado (28/02): guitarra alta, cozinha pesada e presença de palco. O repertório foi construído com dez músicas executadas sem rodeios, alternando momentos mais sotis com explosões diretas. Death by Rock and Roll abriu os trabalhos apontando o caminho da noite, seguida por Since You’re Gone e Follow Me Down. A banda também trouxe a densidade de Only Love Can Save Me Now, o clima mais sombrio de Witches Burn, dedicada a todas as mulheres no público, e apresentou For I Am Death, faixa recente que entrou há pouco tempo no setlist. Na parte final, vieram as cartas mais conhecidas. Make Me Wanna Die foi cantada em coro, Going to Hell incendiou o gramado e Heaven Knows funcionou como ponto máximo de interação. O encerramento com Take Me Down manteve a vibração lá em cima e consolidou a missão cumprida. Antes de deixar o palco, Taylor surpreendeu ao pegar um caderno para se comunicar em português com o público, gesto simples que arrancou gritos e aproximou ainda mais a banda da plateia brasileira. Ao fim, ficou claro que o grupo não apenas abriu caminho para o gigante australiano, mas também cravou seu próprio espaço na noite e um show solo no futuro. Crédito da foto: Camila Cara / Live Nation
Madball incendeia São Paulo nesta sexta-feira no pré-NDP Fest

O lendário Madball, nome fundamental e pilar indiscutível do hardcore nova-iorquino (NYHC), desembarca em São Paulo nesta sexta-feira (6). Liderada pelo explosivo e carismático frontman Freddy Cricien, a banda comanda a noite no Fabrique Club, na Barra Funda. O show brutal serve como um evento de aquecimento de luxo que antecede o aguardado 2º NDP Fest (agendado para o dia 15 de março no Espaço Usine). Sangue bom do NYHC Formado no final dos anos 1980, o Madball é a expressão máxima de uma sonoridade que transcendeu a música para virar um estilo de vida. Ao lado do Agnostic Front (considerada sua banda “irmã”, já que Freddy é irmão mais novo de Roger Miret), eles ajudaram a pavimentar o que conhecemos hoje como hardcore. A receita é direta, intensa e sem frescuras: guitarras secas, groove cadenciado para o two-step, batidas urgentes e vocais que soam como um grito coletivo contra o caos urbano. Discos clássicos como Set It Off, Demonstrating My Style, Look My Way e Hold It Down garantiram à banda a eterna alcunha de “reis do hardcore”. Abertura de peso Para preparar o terreno antes do Madball quebrar tudo, a produtora ND Productions e a Criollos Crew escalaram um time de convidados que não vai deixar ninguém parado. Banda Origem Destaque Vacunt Áustria Trazendo a força do hardcore europeu direto para o palco paulista. Fatal Blow Curitiba (PR) Nome tradicional e respeitado que mantém a cena sulista viva e violenta. Escombro São Paulo (SP) Um dos maiores nomes do hardcore nacional atual, integrando o selo Repetente Records (comandado por Badauí e Phil Fargnoli, do CPM 22). 🎫 Serviço: Madball em São Paulo (Pré-NDP Fest) Ainda restam ingressos no 3º lote. Garanta o seu antes que esgote! Valores (3º Lote)
Banda inglesa Shame retorna ao Brasil em junho

O quinteto inglês Shame retorna ao Brasil em data única, apresentando um repertório inédito, com canções de seu novo álbum Cutthroat, além de sucessos de seus três discos anteriores. O show acontece no dia 20 de junho, sábado, no Cine Joia, em São Paulo. Essa será a terceira visita da banda ao país desde 2019, após uma série de shows esgotados, gerando imenso buzz pelas performances marcantes do grupo, liderado pelo intenso e carismático vocalista Charlie Steen. Os ingressos já estão à venda online no site da Ingresse, nos setores Pista e Camarote. Para quem deseja comprar sem taxa de conveniência, o Takkø Café é o ponto de venda físico oficial, no bairro Vila Buarque. Confira os dias e horários de funcionamento do estabelecimento. O show é uma produção da Balaclava. Considerados um dos principais nomes que trouxeram à tona a sonoridade punk do Reino Unido, ao lado de IDLES, Fontaines D.C e High Vis, o Shame segue expandindo seu público e consolidando sua reputação como uma banda que transforma inquietação em catarse coletiva. Formado no sul de Londres em meados da década de 2010, o grupo rapidamente chamou atenção pela energia crua de suas apresentações ao vivo e por uma abordagem visceral que dialoga com a tradição pós-punk britânica, mas com identidade própria. Desde os primeiros lançamentos, construíram uma trajetória marcada por urgência política, inquietação geracional e uma entrega performática explosiva. Seu álbum de estreia, Songs of Praise (2018), marcou a essência do pós-punk inglês e trouxe clássicos elementos do britpop, soando Stone Roses e The Fall ao mesmo tempo, com um som direto, barulhento e provocador. Drunk Tank Pink (2021) já mostra uma enorme evolução do quinteto, soando mais grandioso e ambicioso, sob produção de James Ford. Aqui, as referências principais foram Gang of Four, Talking Heads, ESG e Talk Talk. No terceiro disco, Food for Worms (2023), a banda aprofundou sua exploração emocional, equilibrando agressividade e vulnerabilidade com maior sofisticação instrumental. Agora, com o lançamento de Cutthroat (2025), Shame reafirma sua capacidade de evolução sem abrir mão da própria essência. O novo trabalho apresenta sonoridade ainda mais afiada e expansiva, em temas como alienação, ambição, frustração e sobrevivência emocional em tempos de instabilidade social. Lampião é uma das faixas que evidenciam o interesse da banda por imagens fortes e personagens simbólicos, além da conexão evidente dos integrantes com o Brasil. O título evoca imediatamente a figura histórica do cangaceiro brasileiro Virgulino Ferreira da Silva, associado a narrativas de rebeldia, violência e mito popular. Na canção, essa referência funciona mais como símbolo do que como retrato biográfico: a ideia de marginalidade, confronto com estruturas de poder e sobrevivência em ambientes hostis. Ainda na casa dos vinte anos, os cinco amigos de infância, Charlie Steen, os guitarristas Sean Coyle-Smith e Eddie Green, o baixista Josh Finerty e o baterista Charlie Forbes – evoluíram exponencialmente, com ideias sonoras ambiciosas e habilidade técnica para executá-las. * Balaclava apresenta: Shame (UK) em São Paulo Data: 20 de Junho de 2026, sábado Local: Cine Joia Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade Horários: Portas 20h / Show 21h Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal Ingressos: https://ingresse.com/shame-sp