OVM lança o intenso single duplo “Depois?” e mergulha no alt-rock dos anos 90

A arte não tem a obrigação de ser confortável, e a banda OVM sabe muito bem disso. O grupo acaba de lançar nas plataformas digitais, via selo Casalago Records, o denso e reflexivo single duplo Depois?, composto pela faixa-título e pela visceral As Pedras. O lançamento marca a segunda de cinco etapas de entregas previstas até o terceiro trimestre de 2026. Todo esse material será compilado no aguardado segundo disco cheio da banda, o primeiro desde a sua estreia em 2018. Saúde mental, ansiedade e fugas As composições deste novo projeto foram maturadas ao longo de cinco anos e compartilham um tema central pesado e urgente: as condições da psique humana e a neurodivergência. O objetivo lírico não é romantizar a dor, mas gerar empatia. A banda trata a massa social como uma entidade imprevisível, exigindo que transtornos sejam integrados à equação das nossas relações diárias. “A OVM não fala para quem quer ouvir boas notícias; nosso conteúdo é calcado na realidade. A ideia é provocar o desejo de dançar através dos arranjos e grooves, enquanto expomos as incoerências e pensamentos intrusivos que afetam a sociedade”, afirma o grupo. Fúria dos anos 90 e a produção rigorosa Com dez anos de estrada na bagagem, a OVM consolidou sua identidade na intersecção perfeita entre a agressividade e a melancolia do grunge, do post-punk, do alt-rock e do noise dos anos 90. A produção deste novo trabalho é assinada pelo maestro Gui Godoy (Casalago Records). Para garantir que o futuro disco de 2026 soe como um soco no estômago coeso e unificado, a banda adotou uma estratégia técnica rigorosa inspirada em gigantes da produção, como Butch Vig, Andy Wallace e Rick Rubin: todos os instrumentos de todas as faixas estão sendo gravados exatamente com o mesmo setup e nas mesmas sessões.
City Mall mergulha em tensões no novo single “Golden Eye”

Conectar-se com o outro também significa atravessar territórios invisíveis e, muitas vezes, áridos. É exatamente essa a sensação que a banda City Mall explora em Golden Eye, seu mais novo single que chegou às plataformas digitais nesta quarta-feira (4). Inaugurando os trabalhos do grupo em 2026 e abrindo o calendário de lançamentos do elogiado selo Cavaca Records (que cravou dois discos na lista dos 100 melhores do ano da APCA em 2025), a faixa transforma expectativa, tensão e silêncio em uma atmosfera musical densa e envolvente. De 007 a Emily Dickinson no City Mall Embalada por um synthpop de pulsação contida, a música chama a atenção pelo contraste genial de suas referências. O título remete imediatamente ao imaginário cinematográfico do agente 007. No entanto, o clássico License to kill (Licença para matar) surge no refrão não como ação, mas como uma metáfora emocional, ampliando as leituras da obra. Em contrapartida à frieza do espião, a ponte da canção bebe diretamente na fonte da poeta norte-americana Emily Dickinson. Versos reflexivos deslocam a ideia de uma batalha física para o campo puramente subjetivo, tratando os conflitos das relações humanas como crianças brincando de pega-pega. Mais do que a ação, a City Mall investiga o instante suspenso, o momento exato antes de qualquer movimento. Sintético e o orgânico No campo sonoro, o diálogo entre o orgânico e o sintético é a grande força motriz de Golden Eye. A música nasceu de experimentações com sequências rítmicas eletrônicas, moldando-se até incorporar o peso da bateria real aos samples. Com influências que vão de Boards of Canada a DIIV, a fusão cria uma paisagem sonora imersiva, aquela trilha sonora perfeita para colocar nos fones de ouvido durante um fim de tarde nublado caminhando pela orla de Santos, deixando a mente vagar entre a batida e o som do mar. Frieza visual Para envelopar o conceito, a arte de capa traz um lettering feito à mão por Pedro Spadoni sobreposto a uma pintura clássica de John Singer Sargent. “A imagem que, nas nossas cabeças, guiou todo o processo de composição e produção, era a de uma fortaleza isolada no meio da neve, do gelo, inacessível. Por isso, a capa traz essa frieza também”, reforça Pedro.
Will Calhoun faz show intimista no Blue Note SP neste domingo

Will Calhoun, baterista e membro fundador da icônica banda norte-americana Living Colour, sobe ao palco do Blue Note São Paulo neste próximo domingo, 8 de março. Nascido no Bronx, em Nova York, Will é mundialmente celebrado por ser um dos grandes pioneiros em misturar gêneros com uma técnica absurdamente avançada. Seu estilo é uma fusão explosiva de rock, funk, jazz e elementos de música étnica. O talento inegável já lhe rendeu dois prêmios Grammy e outras quatro indicações ao longo de sua carreira brilhante. DNA do Living Colour e a benção de Mick Jagger Para entender o peso desse show, é preciso voltar a 1984, quando o Living Colour foi formado em NY pelo guitarrista Vernon Reid. A banda ganhou projeção mundial após ser descoberta por ninguém menos que Mick Jagger. O vocalista dos Rolling Stones não apenas apresentou o grupo ao grande público, como também os convidou para abrir os shows da turnê de sua própria banda. Desde então, o Living Colour se tornou uma potência global, e a bateria de Will sempre foi o coração pulsante desse som. Show no Blue Note Para a apresentação intimista em São Paulo, Will Calhoun não estará sozinho. Ele será acompanhado por um trio de peso da música instrumental brasileira: Vitor Alcântara (sax e flauta), Marcos Romera (piano) e Carlos Ribeiro (baixo). A promessa é de uma noite inesquecível, onde Calhoun mostrará toda a sua virtuosidade na bateria, com um repertório recheado de surpresas que passeiam pelo jazz, jazz fusion, rock, punk-hardcore e música experimental. 🎫 Serviço: Will Calhoun no Blue Note SP Os ingressos já estão à venda e a procura é grande. Garanta o seu lugar para ver essa lenda de perto!
Anônimos Anônimos lança single e clipe de estrada

A banda Anônimos Anônimos surpreendeu o público nesta quarta-feira (4 de março) com o lançamento do single Do Banco de Trás pra a Direção. A faixa é a segunda amostra do aguardado disco de estreia do grupo, intitulado Acabou Sorrire, que tem previsão de chegada ao streaming em maio, através da Forever Vacation Records. Mergulho no dream pop e a passagem do tempo O novo single marca uma virada interessante na sonoridade da banda. Pela primeira vez, a Anônimos Anônimos apresenta um som que flerta abertamente com o dream pop e o indie, evocando a atmosfera melancólica e melódica de nomes como Turnover e Beach Fossils. Liricamente, a canção aborda o inevitável peso do amadurecimento e a passagem do tempo. O vocalista Flávio contextualiza a mensagem: “É sobre como vamos aprendendo a lidar com as responsabilidades e dificuldades desde a infância, do banco de trás, como observadores, até a vida adulta, indo para a direção como condutores.” Essa pegada mais melódica, segundo a própria banda, acabou se tornando a espinha dorsal de todo o novo disco. O álbum foi gravado e produzido no cultuado Estúdio Costella, um celeiro do underground nacional. “Percebemos que as músicas com melodias fortes e letras pessoais eram onde a banda realmente funcionava. O disco inteiro foi pensado a partir disso”, resume Flávio. Um Opala clássico e o clipe de estrada do Anônimos Anônimos Para ilustrar perfeitamente a metáfora da letra, Do Banco de Trás pra a Direção ganhou um videoclipe belíssimo dirigido por Rick Costa (parceiro de longa data do grupo). Filmado em Arujá (SP), o registro visual é um verdadeiro road movie que mostra a banda na estrada dirigindo um clássico e impecável Opala 67, com direito a modernas imagens em 360 graus e vistas aéreas de drone. 🎫 Próxima parada: Fenda 315 O próximo compromisso da banda já tem data marcada e promete ser especial. A Anônimos Anônimos se apresenta na sexta-feira, 13 de março, na Fenda 315, reduto da cena independente em São Paulo. O show servirá como palco para a gravação do clipe do terceiro e último single antes do lançamento do álbum completo.
Undo lança clipe gerado por IA para a potente “Porcos Não Olham pro Céu”

A banda Undo soltou o videoclipe de Porcos Não Olham pro Céu, uma das faixas de maior destaque do seu recém-lançado álbum homônimo de estreia. O vídeo aposta em uma estética visual intensa e sufocante, mostrando a banda paulistana tocando em meio a um cenário totalmente tomado por chamas. Com uma iluminação quente, marcada por tons alaranjados e sombras profundas, a produção reforça a sensação de urgência e destruição. Inovação da IA e a crítica social em Porcos Não Olham Pro Céu Um dos grandes destaques do clipe é a sua concepção técnica. Feito inteiramente com Inteligência Artificial, o vídeo é um reflexo claro de como essas ferramentas generativas, que já transformaram a nossa rotina de redação e apuração jornalística, estão agora expandindo os limites criativos do audiovisual musical. A IA foi utilizada para criar uma atmosfera caótica em combustão, simbolizando o impacto devastador das chamas que consumiram o Museu Nacional. A performance se transforma em uma representação visual fortíssima sobre perda, memória e, acima de tudo, resistência. Liricamente, Porcos Não Olham pro Céu é uma crítica direta e poderosa às crescentes ameaças autoritárias e às ilusões coletivas alimentadas por discursos de intolerância. A faixa sintetiza o sentimento de vulnerabilidade da sociedade, mas ecoa como um chamado à reação em tempos sombrios. >> LEIA ENTREVISTA COM A UNDO A direção do clipe é assinada por Drico Mello, com arte de Vinny Campos, montagem de Tony Tyger e colorização de Humberto Mundim. Juntos, eles fizeram do vídeo uma fagulha de esperança que insiste em brilhar através da fumaça. Quem forma a Undo? Se você ainda não conhece o projeto, a Undo é o que podemos chamar de um verdadeiro supergrupo do rock tupiniquim. A banda nasceu da inquietação de cinco músicos e compositores de peso da nossa cena:
Dead Fish celebra show de 20 anos de “Zero e Um” e lança o registro de Queda Livre nas plataformas

O Dead Fish segue reafirmando seu peso na cena nacional. Em meio à divulgação de “Labirinto da Memória (Deluxe)”, o grupo também abriu espaço na agenda para revisitar um dos capítulos mais importantes da própria trajetória. O resultado é o audiovisual “Dead Fish – 20 Anos de Zero e Um (Ao Vivo)”, registro de uma apresentação especial realizada na Áudio, em São Paulo. A gravação celebra as duas décadas de “Zero e Um”, disco que se tornou um marco não apenas na discografia da banda, mas também na história do hardcore brasileiro. O show reúne versões ao vivo de músicas que atravessaram gerações, como “A Urgência”, “Queda Livre” e “Você”, reafirmando a força de um repertório que permanece atual. Além de integrar o repertório do audiovisual, “Queda Livre (Ao Vivo)” também foi lançada nas plataformas digitais, ampliando o alcance da celebração e conectando a nova geração de ouvintes ao catálogo clássico da banda. O vídeo da faixa já está disponível no YouTube, abrindo a sequência de registros que serão publicados no canal oficial do grupo, com dois vídeos por dia, de segunda a sexta-feira. A noite registrada em São Paulo contou ainda com a participação especial de Phill Fargnoli, que integrou o Dead Fish até 2013 e depois seguiu para o CPM 22. O guitarrista e vocalista retornou ao palco para celebrar o disco que ajudou a consolidar a identidade do grupo. Para ampliar o alcance da comemoração, o show foi exibido na íntegra ontem, 03 de março, no Canal Bis, levando a celebração dos 20 anos de “Zero e Um” para além das casas de espetáculo. Entre turnês lotadas, presenças em festivais e relançamentos comemorativos, o Dead Fish mostra que seu passado segue pulsando com a mesma urgência que moldou sua história.
Drowning Pool traz o peso do nu metal para três datas no Brasil

A banda Drowning Pool, um dos nomes mais representativos do nu metal desde o início dos anos 2000, confirmou uma turnê pela América Latina em maio de 2026, com três apresentações no Brasil, reforçando a permanência do estilo que dominou rádios, MTV e a cultura pop no início do milênio. Formada em Dallas, no Texas, em 1996, a Drowning Pool alcançou projeção mundial com o álbum Sinner, lançado em 2001. O disco apresentou ao mundo a faixa Bodies, que rapidamente se transformou em um hino do Nu Metal, recebendo certificação de platina nos Estados Unidos e se tornando presença constante em arenas esportivas e eventos de grande porte. Desde então, a banda manteve uma trajetória consistente, atravessando mudanças de formação e consolidando uma base fiel de fãs ao redor do mundo. Na América Latina, a turnê começa em 20 de maio, em Bogotá, na Colômbia, e segue por outros países até desembarcar no Brasil no fim do mês. Por aqui, os shows acontecem no dia 29 de maio, no Mister Rock, em Belo Horizonte; no dia 30 de maio, no Carioca Club, em São Paulo; e no dia 31 de maio, no Tork n’ Roll, em Curitiba. A realização da turnê é da Vênus Concerts, com produção local em São Paulo da ND Productions e Powerline. Em todas as datas na América Latina, a banda paulista Válvera participa como atração de abertura. O grupo vem promovendo o álbum Unleashed Fury, trabalho que combina elementos do thrash metal tradicional com uma abordagem contemporânea. Com um repertório que deve passear pelos principais momentos da carreira, a Drowning Pool retorna ao país apostando na força de clássicos que ajudaram a moldar o nu metal e mantêm o público em sintonia duas décadas depois do auge do gênero. Serviço Drowning Pool no Brasil29 de maio – Mister Rock – Belo HorizonteIngressos: ingressomaster.com/evento/56/drowning-pool-south-american-2026 30 de maio – Carioca Club – São PauloIngressos: fastix.com.br/events/drowning-pool-eua-em-sao-paulo 31 de maio – Tork n’ Roll – CuritibaIngressos: ingressomaster.com/evento/55/drowning-pool-south-american-2026