Di Ferrero anuncia show acústico e intimista em São Paulo

O cantor Di Ferrero anunciou uma apresentação em formato acústico no Teatro Bradesco, em São Paulo, marcada para o dia 9 de maio (sábado). A noite foi desenhada meticulosamente para aproximar o artista de seu público em um clima imersivo, orgânico e carregado de emoção. Sucessos solo e a nostalgia do NX Zero Acostumado a comandar multidões e a pular nos palcos dos maiores festivais do país, Di Ferrero propõe agora uma experiência diferente, calcada na força da interpretação vocal e na pureza dos instrumentos desplugados. O repertório promete ser um passeio completo por sua trajetória. Os fãs podem esperar por novos arranjos para faixas da sua elogiada carreira solo, como Intensamente, Além do Fim e Unfollow, além de, claro, clássicos absolutos da era NX Zero que marcaram uma geração inteira. “É um show intimista, parecido como tocar em casa e um pouco mais livre do que estou acostumado. A minha intenção era criar um cenário mais orgânico, para o público ouvir e cantar junto”, comenta Di. 🎫 Serviço: Di Ferrero (Acústico) em SP Os ingressos já estão à venda e, por se tratar de um teatro com lugares marcados e capacidade limitada, a dica é não deixar para a última hora!
Eskröta e MC Taya unem forças na “Mantra Tour”

Duas das forças mais criativas e viscerais da nossa cena atual, Eskröta (um dos maiores expoentes do thrash metal nacional) e MC Taya (que injeta a estética do funk, rap e trap nas veias do nu metal), anunciaram uma parceria inédita para a estrada: a Mantra Tour. A excursão conjunta começa logo no início de março e vai incendiar os palcos de mais de 10 cidades, espalhadas por quatro estados brasileiros. Origem do “Mantra” de Eskröta e MC Taya O conceito da turnê não surgiu do nada. Ela nasce como um desdobramento natural e explosivo do feat Mantra, faixa presente no aclamado álbum Blasfêmea (lançado no ano passado pela Deck), da Eskröta. A parceria, que já havia rendido momentos memoráveis em aparições esporádicas nos palcos, agora ganha uma estrutura própria. Na Mantra Tour, as duas bandas apresentam shows que dialogam e se complementam de forma brutal, jogando no mesmo caldeirão referências do metal extremo, hardcore, trap e funk brasileiro. Protagonismo feminino em alta voltagem Mais do que uma simples sequência de apresentações, a Mantra Tour se propõe como um verdadeiro manifesto artístico de atitude. O encontro evidencia a potência criativa da música pesada brasileira e, acima de tudo, reforça o merecido protagonismo feminino dentro de uma cena que, por muito tempo, foi dominada por homens. * 🎫 Datas da Mantra Tour (2026)
Entrevista | Jayler – “Não esperávamos nada assim por anos”

Poucas bandas conseguem transformar um projeto escolar em uma turnê internacional em apenas três anos, mas o Jayler parece ter pressa. Formado no Reino Unido em 2022, o quarteto chega ao Brasil em abril de 2026 para uma estreia que muitos veteranos levariam décadas para conquistar. O que começou como uma parceria em um open mic agora cruza o oceano para encarar o fanatismo do público brasileiro em três apresentações que prometem ser históricas. A jornada em solo brasileiro começa no dia 2 de abril, em São Paulo, com um show completo na Audio ao lado do Dirty Honey. A prova de fogo, no entanto, acontece no dia 4, quando a banda sobe ao palco do Allianz Parque como uma das atrações do Monsters of Rock. Dividindo o lineup com gigantes como Guns N’ Roses, Lynyrd Skynyrd e Extreme, o Jayler terá a chance de mostrar para milhares de pessoas a “energia setentista” que se tornou sua marca registrada. Para encerrar a passagem com chave de ouro, o grupo desce para o Rio de Janeiro no dia 5 de abril. No palco do Qualistage, eles reencontram o Dirty Honey e se juntam às lendas do southern rock, o Lynyrd Skynyrd. Essa sequência de shows não é apenas uma turnê, mas a validação de uma banda que soube usar as redes sociais para criar uma conexão profunda com os fãs brasileiros muito antes de pisar no país. Em entrevista exclusiva ao Blog n’ Roll, os integrantes James Bartholomew (vocal/guitarra), Tyler Arrowsmith (guitarra), Ed Evans (baixo) e Ricky Hodgkiss (bateria) revelaram que a surpresa com o convite foi proporcional à empolgação. “Não esperávamos nada assim por anos”, confessa Tyler, lembrando que, até pouco tempo atrás, o grupo ainda se apresentava em pequenos pubs britânicos equilibrando covers e composições autorais. Além da expectativa para os shows, o grupo vive o momento fértil que precede o lançamento de seu primeiro álbum de estúdio, Voices Unheard, previsto para o dia 29 de maio. O título do disco é um tributo à própria base de fãs, que eles carinhosamente chamam de “The Voices”, e reforça a filosofia de “paz, amor e união” que a banda tenta resgatar das décadas de 60 e 70 para os dias atuais. Confira abaixo o bate-papo completo sobre essa nova fase. Muitas bandas levam anos para alcançar oportunidades internacionais, e essa turnê brasileira é um salto enorme na carreira de vocês. Como é para uma banda que começou no Reino Unido cruzar o oceano para tocar em estádios brasileiros com nomes como Guns N’ Roses e Extreme? TYLER ARROWSMITH: Cara, é insano. Desde agosto ou setembro do ano passado, começamos a notar todos aqueles comentários de “come to Brazil” e vimos os números subindo por aí. Pensamos: “Meu Deus, esse público brasileiro é fantástico!”, mas é tão difícil conseguir um show no Brasil. Não esperávamos nada assim por anos. Pois é, não tão cedo. TYLER ARROWSMITH: Sim, nem de longe tão cedo! Mas quando recebemos a ligação no final do ano passado falando sobre o Monsters of Rock, o Audio Club e o Qualistage no Rio, o show com o Lynyrd Skynyrd, foi tipo: “Meu Deus!”. Além de estarmos empolgados com os shows, estamos muito felizes por tocar para essa base de fãs brasileira que já está nos apoiando. Como foi a transição de um projeto escolar para uma banda profissional? Em que momento vocês perceberam que o Jayler não era mais apenas um hobby, mas uma carreira de verdade? JAMES BARTHOLOMEW: Acho que foi na turnê com a Kira Mac. O Ricky tinha acabado de entrar e nos ofereceram nossa primeira turnê pelo Reino Unido. Topamos e, naquele período de duas semanas na estrada, pensamos: “É isso”. Foi o meu momento de “é isso que eu quero fazer”. Antes eu sentia que o Jayler poderia chegar em algum lugar, mas a turnê confirmou. TYLER ARROWSMITH: Mas não houve um corte claro; há pouco mais de um ano ainda tocávamos em pubs. Fomos introduzindo nossas músicas autorais aos poucos. Não teve um dia em que dissemos: “Hoje deixamos de ser uma banda de covers de pub para ser profissionais”. Usamos “profissionais” entre aspas, sabe? O que é ser profissional? A gente só toca nossa música. Foi algo que aconteceu com o tempo. O Reino Unido tem uma história lendária de exportar as maiores bandas de rock do mundo. Não contem aos americanos, mas prefiro as bandas britânicas! Como vocês veem a cena atual e vocês se sentem parte de um movimento de “revival” do rock clássico? JAMES BARTHOLOMEW: Tem algumas bandas por aí. A maior no momento provavelmente é o Greta Van Fleet; eles estão fazendo o que nós fazemos, de certa forma. Eles chegaram primeiro nesse “revival”. TYLER ARROWSMITH: Eles sofreram muito preconceito e críticas, o que é uma pena, porque as mesmas pessoas que dizem “tragam o rock clássico de volta” são as que atacam as bandas novas. JAMES BARTHOLOMEW: Também tem o Dirty Honey, com quem vamos dividir o palco no Brasil, o que vai ser incrível. A gente busca aquele movimento de paz, amor e união do final dos anos 60 e início dos 70. Temos músicas pesadas, mas também acústicas e suaves. Não é só “rock and roll agressivo” o tempo todo; temos seções onde realmente nos conectamos com a mensagem. Os críticos sempre destacam a energia de vocês. Quais bandas daquela década mais influenciaram o jeito que vocês tocam e compõem? JAMES BARTHOLOMEW: Tem as óbvias: Led Zeppelin, Deep Purple, The Who. Para composição, eu gravo muito em Bob Dylan e John Denver. Para performance de palco, Queen é uma influência enorme. ED EVANS: Eu e o Rick nos conectamos primeiro através do Jimi Hendrix, antes mesmo de conhecermos o Tyler e o James. Então é uma variedade bem ampla. Toda banda nova luta contra comparações. O que vocês acreditam que o Jayler traz de diferente para esse universo do rock clássico? JAMES BARTHOLOMEW: Verdade, eu acho. Não é apenas o som. Existe um