Morre Phil Campbell, guitarrista do Motörhead por mais de três décadas, aos 64 anos

O guitarrista galês Phil Campbell, mundialmente conhecido por seu trabalho no Motörhead entre 1984 e 2015, faleceu aos 64 anos. A informação foi confirmada por sua família e pelos canais oficiais da banda neste sábado (14). De acordo com o comunicado familiar, Campbell morreu de forma pacífica na unidade de terapia intensiva, após enfrentar uma “longa e corajosa batalha” decorrente de uma cirurgia complexa de grande porte. Mais de 30 anos de Motörhead Nascido em Pontypridd, no País de Gales, Campbell assumiu as guitarras do Motörhead em 1984 e permaneceu no posto até o encerramento definitivo das atividades do grupo em 2015, ocasionado pela morte do icônico vocalista e baixista Lemmy Kilmister. Em nota oficial publicada no Instagram, a equipe do Motörhead prestou homenagens ao músico, destacando seu papel fundamental na estrutura da banda e pedindo privacidade para a esposa de Phil, Gaynor, e seus filhos. “Phil foi um guitarrista, escritor e músico maravilhoso, que tinha o Motörhead nas veias. Ele sempre liderou com seu dom na guitarra e carregava um grande senso de humor, mas, acima de tudo, liderava com o coração. Você não conseguia ficar perto dele sem soltar uma ou vinte risadas”, declarou o perfil oficial da banda. Legado com os filhos Após o fim do Motörhead, o guitarrista não abandonou a estrada. Ele formou o projeto Phil Campbell and the Bastard Sons, banda que contava com a presença de seus três filhos na formação. Recentemente, o grupo havia realizado um show com ingressos esgotados no Muni Arts Centre, em sua cidade natal. A notícia gerou manifestações imediatas na comunidade da música pesada. A vocalista alemã Doro Pesch se pronunciou publicamente, afirmando estar “sem palavras” e ressaltando que foi uma honra tê-lo chamado de amigo. O centro cultural Muni Arts Centre também divulgou nota lamentando a perda e destacando sua “enorme influência na indústria musical”. Legado de Phil Campbell

Violet Grohl lança o single “595” e detalha o álbum de estreia “Be Sweet To Me”

A cantora Violet Grohl disponibilizou nesta sexta-feira (13) o single 595 nas plataformas digitais. O lançamento marca uma nova etapa na trajetória da artista de 19 anos, que assinou contrato recentemente com a gravadora Republic Records e confirmou a chegada do seu primeiro álbum de estúdio, batizado de Be Sweet To Me, para o dia 29 de maio. A nova faixa chega acompanhada de um videoclipe oficial, com direção assinada por Nikki Milan Houston. Peso na produção Para moldar a sonoridade do seu disco de estreia, Violet recrutou nomes fortes da cena alternativa e do pop. A produção de 595 é assinada por Justin Raisen (conhecido por seus trabalhos com Kim Gordon, Sky Ferreira e Charli XCX) e Anthony Paul Lopez (que já produziu para Charli XCX, Kid Cudi e Lil Yachty). O novo single funciona como a terceira amostra oficial do projeto. Anteriormente, a cantora já havia liberado as faixas THUM e Applefish. No final de janeiro, Violet também publicou What’s Heaven Without You, uma canção em tributo ao cineasta David Lynch, lançada no dia em que o diretor completaria 80 anos. 💿 Serviço: anúncio do álbum de estreia de Violet Grohl O single prepara o terreno para a chegada do disco completo no final do primeiro semestre.

Jack Johnson estreia documentário no SXSW e anuncia álbum duplo com inéditas

O havaiano Jack Johnson escolheu a sexta-feira (13) para realizar um lançamento em dose dupla. O músico e cineasta estreou hoje o seu novo documentário, Surfilmusic, na programação oficial do festival SXSW (South by Southwest), nos Estados Unidos. Aproveitando a exibição do filme, Johnson anunciou a chegada do álbum duplo Surfilmusic Soundtrack and 4-Tracks, agendado para o dia 15 de maio via Brushfire Records. Para antecipar o projeto, o cantor liberou nas plataformas digitais uma nova versão da faixa Drink the Water, gravada em parceria com o duo instrumental Hermanos Gutiérrez. Documentário e a cultura surf por Jack Johnson Dirigido por Emmett Malloy, o documentário Surfilmusic traça a linha do tempo da vida de Jack Johnson, documentando sua transição de surfista profissional para cineasta e, finalmente, para a carreira musical. O filme conta com depoimentos e participações de figuras históricas do surf e da música, como Kelly Slater, Rob Machado, Gerry Lopez, Chris Malloy, G Love, Ben Harper e John Florence. A produção também funciona como uma homenagem póstuma à memória do surfista e ator havaiano Tamayo Perry (falecido em 2024). Álbum duplo e fitas de 4 canais O álbum que acompanha o filme será dividido em duas partes distintas, unindo o passado e o presente do artista: 💿 Serviço: documentário e álbum

Noah Kahan oficializa a faixa “Porch Light” e prepara terreno para o álbum “The Great Divide”

O cantor e compositor norte-americano Noah Kahan atendeu a um pedido antigo do seu público nesta sexta-feira (13). O músico disponibilizou nas plataformas digitais a versão oficial de estúdio do single Porch Light, que serve como a mais nova prévia de seu próximo disco, The Great Divide. O álbum tem lançamento confirmado para o dia 24 de abril, sob o selo da Mercury Records. Dos shows para o estúdio Embora tenha chegado aos aplicativos de música apenas hoje, Porch Light já era uma velha conhecida dos fãs que acompanham as turnês de Kahan. A canção foi apresentada ao vivo pela primeira vez em 2024 e, desde então, tornou-se presença constante nos setlists. A estratégia para o lançamento oficial flertou com a informalidade. Nas últimas semanas, o próprio cantor vazou um trecho da gravação finalizada através de uma conta alternativa no TikTok. A publicação também revelava a arte de capa do single, ilustrada por uma varanda iluminada pelo sol. Álbum ‘The Great Divide’ A nova faixa dá sequência ao cronograma de divulgação iniciado em janeiro com o lançamento da faixa-título, The Great Divide. Liricamente, o novo trabalho de estúdio aborda reflexões ligadas a traumas pessoais e relações de amizade. As edições físicas do projeto já estão disponíveis para pré-venda nas lojas internacionais e na plataforma da Universal Music (UMusic Store). 💿 Serviço: “Porch Light”, de Noah Kahan O single antecede a chegada do álbum completo, marcado para a última semana de abril.

Brigitte Calls Me Baby funde existencialismo e indie rock oitentista no álbum “Irreversible”

A banda norte-americana Brigitte Calls Me Baby disponibilizou nas plataformas digitais o seu segundo álbum de estúdio, Irreversible. O lançamento sai pelo selo independente ATO Records (casa de artistas como Alabama Shakes e Black Pumas). O título do disco e a temática das letras não nasceram por acaso. A morte da atriz Brigitte Bardot no ano passado, ícone francês que inspirou o nome da banda após o vocalista Wes Leavins manter uma breve troca de cartas com ela, serviu como gatilho para um mergulho composicional sobre o luto, a impermanência e a mortalidade. Terapia de exposição e pós-punk Grande parte das canções foi escrita na estrada durante a turnê do ano passado. Para lidar com a ansiedade em relação à morte, Leavins desenvolveu o hábito de visitar cemitérios locais após as passagens de som, em uma espécie de “terapia de exposição”. Esse flerte com a finitude também se reflete em suas escolhas pessoais: o vocalista possui tatuagens de uma cadeira elétrica e da placa do Porsche em que James Dean morreu. “Fiz as tatuagens porque pensei: não quero me dar a chance de um dia virar um cara de escritório ou ter qualquer outro emprego que não seja esse”, justifica Leavins. Sonoramente, o peso lírico de faixas como The Pit e Send Those Memories é envelopado por uma estética que cruza o post-punk britânico com o rock de arena. As referências diretas da banda apontam para The Smiths, New Order e The Cars, sustentadas por um vocalista com fortes raízes na música dos anos 50 (Leavins interpretou Elvis Presley no teatro e gravou vocais de apoio para a cinebiografia de Baz Luhrmann). Mudança na produção Para Irreversible, o quarteto, completado por Jack Fluegel (guitarra), Devin Wessels (baixo) e Jeremy Benshish (bateria), trocou o comando do estúdio. Eles deixaram o produtor Dave Cobb (que assinou os trabalhos anteriores) para trabalhar com os irmãos Yves e Lawrence Rothman, conhecidos por produções para Blondshell e Yves Tumor. A mudança trouxe contornos mais eletrônicos e futuristas para faixas como These Acts of Which We’re Designed, enquanto Slumber Party mantém o DNA clássico do grupo. 💿 Serviço: “Irreversible”, novo álbum do Brigitte Calls Me Baby

Vanessa da Mata estreia a turnê “Todas Elas” em São Paulo na próxima semana

A cantora e compositora mato-grossense Vanessa da Mata tem encontro marcado com o público paulistano na próxima semana. No dia 21 de março (sábado), a artista sobe ao palco do Tokio Marine Hall, na zona sul de São Paulo, para apresentar o espetáculo de sua nova turnê, batizada de Todas Elas. O projeto dá sequência à fase criativa explorada em Vem Doce (2024), álbum e turnê que renderam à cantora uma indicação ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira. Conceito do show e repertório Para formatar a turnê Todas Elas, Vanessa repete a parceria com o diretor Jorge Farjalla, que também assinou a direção de seu espetáculo anterior. O repertório foi desenhado para mesclar faixas inéditas aos maiores clássicos de seus mais de 20 anos de carreira. Liricamente, o show funciona como uma extensão das temáticas que pautam a obra da artista. O espetáculo aborda com franqueza questões sociais e pessoais, passando por discussões sobre o pós-feminismo, a maternidade (Vanessa é mãe de três filhos), a negritude e a desigualdade social, além das habituais crônicas sobre encontros e desencontros amorosos. 🎫 Serviço: Vanessa da Mata em São Paulo

A Olívia lança live session gravada nos antigos estúdios de Gustavo Cerati e Fito Paez

A banda A Olívia disponibilizou nesta sexta-feira (13) a live session Ao Vivo na Argentina. O material audiovisual, já liberado no YouTube e nas plataformas de streaming via ForMusic Records, documenta a passagem do grupo por Buenos Aires e o carimba como o primeiro projeto brasileiro a gravar em dois estúdios históricos da capital argentina em uma mesma turnê. A viagem ocorreu em junho de 2025, a convite da Mural Session, produtora portenha que atua majoritariamente com artistas de língua espanhola. Durante a passagem, a banda também realizou shows no pub Mitos Argentinos e na casa La Trastienda. Peso histórico das gravações A escolha dos locais de gravação foi o ponto central do projeto. O registro passou por dois estúdios que fundamentaram o rock argentino nas últimas décadas: Repertório e conexão latina O setlist da sessão intercala faixas do álbum Obrigado Por Perguntar (2025) com versões inéditas e uma demo. Para os ouvintes das plataformas de áudio, o lançamento ganhou uma versão estendida contendo uma faixa bônus captada ao vivo durante o show no La Trastienda. Para o vocalista Louis Vidall, o projeto reforça o elo cultural sul-americano. “A Argentina e o Brasil são países irmãos que viveram suas ditaduras e viram nas canções do seu tempo uma ferramenta para a transformação. É uma conexão natural e muito potente, capaz de quebrar a barreira do idioma”, afirma.