Mari Romano canta em inglês e flerta com o krautrock no inusitado single “Mosquito”

Um jogo de palavras aleatórias durante uma residência artística foi o gatilho para o single Mosquito, da cantora e compositora carioca Mari Romano. A faixa ocupa um papel central em seu próximo álbum de estúdio, batizado de Além da Pele. A composição surgiu quando Mari e o artista de Los Angeles Oto-Abasi decidiram sortear palavras em inglês para criar poemas como forma de passar o tempo. A partir dos termos mosquito, flower e cry, a carioca pegou o violão e estruturou o que viria a ser a única faixa cantada em idioma estrangeiro do seu novo disco. Krautrock e microfones vintage em Mosquito, de Mari Romano Fugindo de estruturas convencionais, Mosquito assume um clima soturno e de faroeste. A sonoridade rítmica e hipnótica da faixa carrega forte influência da banda alemã Can (um dos pilares do krautrock dos anos 70). A base musical foi gravada com a cozinha afiada formada por Guilherme Lírio (baixo) e Jeremy Gustin (bateria). O tratamento vocal também recebeu atenção técnica específica. A captação ocorreu no estúdio do músico Vovô Bebê, com operação de Rafaela Prestes. “A voz principal foi gravada com a técnica de emparelhar lado a lado um microfone moderno com um microfone super antigo. Isso gerou um efeito quase de rádio antigo, dando um caráter próprio para a interpretação”, detalha a produção. Liricamente, a faixa traça um paralelo sobre a mortalidade, comparando a fragilidade da vida de um inseto à condição humana diante das leis da natureza. Remix para as pistas O lançamento duplo também joga a faixa diretamente nas pistas de dança. Mosquito ganhou um remix oficial assinado pelo DJ e produtor Vinicius Tesfon, que transformou a levada soturna original em um groove no estilo house/disco, adicionando inclusive um novo verso cantado em espanhol. A força da versão eletrônica foi tamanha que a faixa acabou sendo prensada em vinil para integrar uma coletânea exclusiva da Mov Dome, a tenda de música eletrônica do festival Rock The Mountain.

Must Be Wrong resgata a velocidade do skatepunk no segundo álbum “Fools Paradise”

A banda suíça de skatepunk Must Be Wrong disponibilizou nas plataformas digitais o seu segundo álbum de estúdio, Fools Paradise. Composto por dez faixas, o disco foca nas raízes do gênero dos anos 90: andamentos rápidos, guitarras distorcidas e refrões melódicos em coro. Liricamente, o trabalho aborda questões de saúde mental, injustiça social e as complexidades dos relacionamentos contemporâneos. Conexão com The Blasting Room Formado em 2019, o grupo suíço decidiu investir pesado na ficha técnica deste segundo lançamento para garantir a sonoridade clássica do estilo. As gravações ocorreram no Carving Room Studio e a mixagem no Soundfactory Studio, ambos na Suíça. No entanto, a masterização do álbum foi enviada para os Estados Unidos, ficando a cargo do produtor Jason Livermore no lendário The Blasting Room (estúdio fundado por Bill Stevenson, do Descendents, e responsável por discos históricos do NOFX, Rise Against e Propagandhi). A arte da capa, que reflete o tom crítico das composições, é assinada pelo artista visual Oscar Puig, de Barcelona. Currículo do Must Be Wrong na estrada A busca pela sonoridade crua do skatepunk no estúdio reflete a experiência que o Must Be Wrong vem acumulando nos palcos. Nos últimos anos, a banda solidificou sua presença no circuito europeu abrindo shows para gigantes da cena punk mundial na Alemanha, Áustria e na própria Suíça. O currículo de turnês conjuntas do grupo já inclui apresentações ao lado de bandas como Less Than Jake, A Wilhelm Scream, Authority Zero e ITCHY.