Babymetal confirma retorno ao Brasil em novembro de 2026

O “Fox Day” (1º de abril no Japão) trouxe a notícia que os fãs brasileiros mais esperavam: o Babymetal está voltando. Após uma passagem arrebatadora em 2024 pelo Knotfest e pela Audio, o trio formado por Su-Metal, Moametal e Momometal confirmou uma apresentação única em São Paulo, no Espaço Unimed, no dia 28 de novembro de 2026. O anúncio consolida o Brasil na rota obrigatória do grupo, que em 2025 fez história com o álbum Metal Forth. O disco estreou na 9ª posição da Billboard 200, tornando o BABYMETAL a primeira banda 100% japonesa a figurar no Top 10 da principal parada dos Estados Unidos. Kawaii Metal O que começou como um experimento inusitado, fundir a doçura do J-Pop com a agressividade do heavy metal, tornou-se um dos maiores nomes da música pesada contemporânea. O BABYMETAL já ultrapassou a marca de 3 bilhões de streams e coleciona elogios de lendas como Lars Ulrich (Metallica) e Rob Halford (Judas Priest). No palco, a experiência é catártica. Além dos clássicos Gimme Chocolate!! e Pa Pa Ya!!, o público brasileiro poderá ouvir ao vivo as novas colaborações que dominam as paradas, como Ratatata (com o Electric Callboy) e from me to u (com a cantora Poppy). Guia de ingressos e pré-venda A venda de ingressos será realizada pela Eventim e contará com o benefício exclusivo para clientes Itaú: 💿 Serviço: Babymetal em São Paulo PREÇOS (Os valores detalhados por setor serão divulgados em breve pela produtora 30e).
The Amity Affliction anuncia show em São Paulo com nova fase e álbum inédito

A banda australiana The Amity Affliction retorna a São Paulo no dia 24 de maio para apresentação única no Brasil, marcada para o Carioca Club. O show integra a Latin America Tour 2026 e acontece poucas semanas após o lançamento de House of Cards, nono álbum de estúdio do grupo, previsto para 24 de abril. A turnê marca também a estreia de Jonny Reeves nos vocais limpos, reforçando uma nova fase na trajetória da banda. Formado por Joel Birch, principal compositor do grupo, o The Amity Affliction construiu sua carreira abordando temas como depressão, ansiedade, dependência química e exaustão emocional de forma direta. Essa abordagem ajudou a projetar a banda além da Austrália, com quatro álbuns alcançando o topo da parada da ARIA e presença constante em rankings internacionais. Nos últimos anos, o grupo também manteve relevância com Not Without My Ghosts, que entrou no Top 10 em 2023, e com a releitura Let the Ocean Take Me (Redux), novamente no Top 10 em 2024. O novo álbum, House of Cards, chega cercado de expectativa por representar um momento delicado para Birch e sua família. O disco foi concebido a partir do luto pela morte da mãe do vocalista, em 2024, e carrega uma carga emocional ainda mais intensa. A faixa-título, apresentada pela gravadora Pure Noise Records, foi descrita como uma composição pessoal dedicada a ele e aos irmãos, refletindo o impacto direto dessa perda. Musicalmente, o trabalho também indica mudanças, como um período de renovação para a banda: formação atualizada, processo de autoprodução e uma retomada consciente da sonoridade melódica que marcou seus maiores sucessos. O disco reforça a identidade do grupo ao combinar refrões acessíveis com letras intensas e sem filtro emocional. Com esse novo repertório, o The Amity Affliction chega ao Brasil em um momento decisivo da carreira, revisitando sua essência enquanto expande sua abordagem criativa. A expectativa é de um show que equilibre clássicos da banda com as faixas inéditas, mantendo a conexão direta com o público que os acompanha ao longo dos anos. ServiçoThe Amity Affliction em São PauloData: 24 de maio de 2026Horário: a partir das 17hLocal: Carioca ClubEndereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – São Paulo/SPIngressos: fastix.com.br/events/the-amity-affliction-em-sao-paulo
Entrevista | Lucifer – “Às vezes é difícil cantar uma música ao vivo porque me leva à momentos em que estava machucada”

A banda sueca Lucifer retorna ao Brasil em abril para uma série de oito apresentações que marcam mais um capítulo de sua relação com o público sul-americano. A nova turnê, que também passa por Argentina e Chile, chega em um momento especial da carreira do grupo, impulsionada pelo lançamento de Lucifer V, disco que consolidou a maturidade artística do projeto liderado pela vocalista Johanna Platow. No país, o ponto alto será a participação no Bangers Open Air, em São Paulo, além de um show solo no Hangar 110, oferecendo uma experiência mais completa fora do formato de festival. Formado em 2014, o Lucifer se firmou como um dos principais nomes do occult rock contemporâneo ao resgatar a essência do heavy metal dos anos 1970, com influência direta de bandas como Black Sabbath, Pentagram e Coven. Ao longo de cinco álbuns, a banda desenvolveu uma identidade própria, equilibrando peso e melodia com uma forte estética conceitual. Em Lucifer V, esse caminho atinge um ponto de síntese, com composições mais diretas, mas ainda carregadas de emoção, explorando temas como perda, espiritualidade e experiências pessoais. Em conversa ao Blog N’ Roll, Johanna falou sobre a fase atual da banda ao chegar a um grande festival no Brasil, refletiu sobre o processo emocional por trás de Lucifer V e comentou sua visão crítica sobre os rumos do metal contemporâneo. Vocês tocaram em locais menores nas passagens anteriores pelo Brasil. Como você enxerga a fase atual do Lucifer chegando ao Brasil em um grande festival como o Bangers? Estou muito animada, porque é o primeiro festival no Brasil que vamos tocar. Já fizemos turnês pela América Latina com o Lucifer, mas, pelo que me lembro, foram apenas shows em clubes. O último álbum Lucifer V é um disco emocional, pessoal e mais maduro. O que mudou em você durante esse processo? Não acho que tenha me mudado tanto assim. Acho que as mudanças vêm da vida. Você passa por coisas e vai mudando, e o álbum captura esse momento no tempo. Eu não costumo ouvir os discos do Lucifer, mas quando preciso, por exemplo para me preparar para um show, e escuto alguma música, ela me leva de volta para aquele período da minha vida. As letras são pessoais, então funcionam quase como uma fotografia daquele momento. Não vejo o processo de gravação como algo que me mudou, mas como um registro de quem eu era naquele momento. Você considera esse o disco mais pessoal da sua carreira? Todos são pessoais, porque eu sempre uso as letras quase como uma terapia quando estou passando por coisas na minha vida. Mas eu diria que nesse álbum eu me permiti ser mais emocional e mais aberta. Tem uma música, por exemplo, “Slow Dance in a Crypt”, que talvez eu não tivesse feito em discos anteriores. Então sim, Lucifer V é meu álbum favorito. E o que você vê de diferente do Lucifer V para os outros trabalhos? Acho que a produção é a melhor, tem mais variedade emocional e explora mais estilos. Também está mais sombrio novamente do que os dois ou três discos anteriores. O som do Lucifer conversa muito com o metal dos anos 70. Como você enxerga o rumo do metal mais moderno, com uso de elementos eletrônicos e mais experimentações? Eu não me interesso tanto pelo que é moderno. Eu amo música em geral, claro, mas quando o rock e o metal ficam genéricos demais, com todo mundo usando os mesmos efeitos, tudo muito polido, muito plástico, isso me incomoda. Falta algo orgânico, mais humano. Muitas bandas soam iguais hoje em dia, e isso é entediante. Quando eu cresci, nos anos 90, havia muito mais diversidade. Eu entrevistei recentemente o Crazy Lixx, que também estará no Bangers, e eles disseram que decidiram voltar a uma época em que o rock era bom e seguir dali. Você sente que o Lucifer cria como se estivesse na era do Black Sabbath? Sim, o Black Sabbath é minha banda favorita. Se você me obrigasse a escolher uma única banda para ouvir em uma ilha, seria Black Sabbath. É a principal influência do Lucifer, com certeza. Como foi o processo de transição da sonoridade doom para a atual, deixando o som mais acessível sem perder o peso? Uma coisa não exclui a outra. Você pode ser pesado e acessível ao mesmo tempo. O Black Sabbath é o melhor exemplo disso. Eles são extremamente pesados, mas têm uma sensibilidade pop muito forte, o que muita gente esquece. Algo melódico e acessível também pode ser pesado. Significa apenas que é uma boa melodia. Vocês parecem não se preocupar com o mainstream. Existe um limite que você não quer ultrapassar? Não tenho uma ideologia de precisar defender o underground. Não preciso provar nada para ninguém. Estou no rock e no metal desde os 13 anos. Para mim, o importante é que a música seja sincera e que você realmente ame o que está fazendo. Você cresceu em um ambiente religioso, certo? Como foi a transição para trabalhar com elementos do ocultismo? Foi muito fácil, porque cresci em um ambiente protestante na Alemanha, que é bem mais liberal do que o católico. Tenho vários pastores na família, mas nunca foi algo rígido. Quando eu tinha 14 anos, fui para minha confirmação com cabelo preto e usando uma cruz invertida, e minha mãe só pediu para eu esconder a cruz por baixo do vestido. Depois saí da igreja, mas nunca foi uma ruptura dramática. Crescer em Berlim nos anos 90 também ajudou, porque havia muitas livrarias com literatura ocultista, uma cena gótica forte, muitos cemitérios bonitos. Foi natural me conectar com isso. Vocês já têm um setlist definido para os shows no Brasil? O que os fãs podem esperar? Já temos um setlist, porque todos os integrantes moram em países diferentes e vamos nos encontrar em Barcelona para ensaiar antes da turnê. O público pode esperar clássicos do Lucifer, músicas do Lucifer V, algo bem antigo e até algo que não
Ana Cacimba mergulha na nova MPB com o single “Sereia”

A cantora, compositora e instrumentista Ana Cacimba apresenta o single “Sereia”, uma balada romântica que mistura elementos da nova MPB com referências da espiritualidade afro-brasileira, marcas recorrentes em sua trajetória artística. A faixa chega em parceria com PH Moraes, do duo Luau, e ganha um visualizer assinado por Ysis Policarpo. Em “Sereia”, Ana Cacimba constrói uma narrativa sobre um amor que não se projeta para o futuro, mas se intensifica no presente. A ideia do “eterno enquanto dure” conduz a letra, que encontra na figura da sereia uma metáfora para esse encontro passageiro. A personagem surge como uma espécie de bênção de Iemanjá, inserindo a canção em um cenário simbólico de liberdade, desejo e encantamento à beira-mar. A sonoridade acompanha essa proposta. Violões e tambores dialogam com beats eletrônicos, enquanto o asalato, instrumento africano de percussão presente no universo da artista, reforça a identidade rítmica da faixa. O resultado é uma atmosfera leve e envolvente, que remete ao clima de um luau ao entardecer. Com o lançamento, Ana Cacimba se posiciona dentro de uma cena contemporânea da música brasileira que aposta em sonoridades solares e híbridas. Nesse contexto, dialoga com nomes como Gilsons, Rachel Reis, Letícia Fialho, Benziê, Avuá e Amanda Magalhães. “Sereia” reforça essa conexão ao mesmo tempo em que amplia o repertório da artista, consolidando uma identidade que transita entre o íntimo, o espiritual e o contemporâneo.
Do contrabaixo à canção: Michael Pipoquinha inicia nova fase na carreira

Depois de consolidar seu nome como um dos principais contrabaixistas do país, Michael Pipoquinha inicia um novo momento na carreira. Conhecido pela atuação no universo instrumental, o músico cearense agora se aproxima da canção e passa a incorporar a própria voz como elemento central de sua criação. Nascido em Limoeiro do Norte, no Ceará, e radicado em São Paulo desde a adolescência, Pipoquinha construiu uma trajetória marcada pela excelência técnica e pela circulação em diferentes cenas musicais. Ao longo dos anos, dividiu palco com nomes como Djavan, Gilberto Gil, Hamilton de Holanda, Yamandu Costa, Ivan Lins, Elba Ramalho, Chico César, João Bosco e Toninho Horta, além de colaborações com Arismar do Espírito Santo e Pedro Martins. Sua atuação também ganhou projeção internacional, com apresentações em países da América do Sul e turnês pela Europa e Oriente Médio. No circuito global, dialoga com referências como Jacob Collier, Thundercat, John Patitucci e Victor Wooten, além de colaborar recentemente com Richard Bona. Seu trabalho também já recebeu reconhecimento de nomes como Stanley Clarke. A discografia acompanha essa trajetória, com álbuns como Cearencinho (2014), Lua (2017) e Um Novo Tom (2023), além de parcerias em projetos como Nosso Mundo e Cumplicidade. Em todos eles, o contrabaixo ocupa papel central, conduzindo a narrativa musical entre o jazz, a música brasileira e influências globais. “O baixo sempre foi o meu lugar de fala. Foi através dele que construí minha identidade”, explica o músico. Nos últimos anos, no entanto, esse eixo começou a se transformar. Sem abandonar o instrumento, Pipoquinha passou a investigar a canção como forma de comunicação mais direta, incorporando letra e voz ao processo criativo. A mudança ganhou força a partir da composição de “A Minha Pele”, momento que, segundo ele, marcou a virada. “Percebi que havia coisas que só poderiam existir com palavras. Foi ali que entendi que podia e precisava cantar”, afirma. A transição não representa uma ruptura com o passado, mas uma expansão de linguagem. A improvisação e a técnica seguem presentes, agora atravessadas por uma abordagem mais íntima e comunicativa. O foco se desloca do virtuosismo instrumental para a construção de um diálogo mais direto com o público. “Quero que minha música faça parte do cotidiano das pessoas. A canção me abriu essa possibilidade de identificação e troca”, resume. Reconhecido por diferentes gerações de músicos e com trajetória consolidada no instrumental, Michael Pipoquinha entra em uma fase em que escuta e expressão caminham lado a lado. Ao assumir a própria voz, o artista amplia seu campo criativo e aponta para novos desdobramentos de uma obra que segue em movimento.
Festival da Lua Cheia expande line-up com nomes emergentes da cena brasileira

O Festival da Lua Cheia anunciou uma nova leva de atrações para a sua 34ª edição, marcada entre os dias 4 e 7 de junho de 2026, no Hotel Fazenda Vale das Grutas, em Altinópolis, interior de São Paulo. Entre os nomes confirmados estão Rom Santana, Roça Nova e Furmiga Dub, reforçando a proposta do evento de apostar na diversidade e na renovação da música brasileira. Um dos destaques do anúncio é Rom Santana, artista baiano radicado no bairro do Bixiga, em São Paulo, que vem se consolidando como um dos nomes mais quentes da noite paulistana. Misturando arrocha, pagode baiano e piseiro, o cantor ganhou espaço com apresentações de forte apelo popular, marcadas pela energia e pela proximidade com o público, reunindo multidões em shows cada vez mais concorridos. Outra novidade no line-up é a banda Roça Nova, formada na Zona da Mata mineira. O grupo é responsável por desenvolver o chamado caipigroove, uma sonoridade que combina música caipira, ritmos afro-latinos e rock psicodélico com referências contemporâneas. A projeção nacional veio após a vitória no concurso de bandas do João Rock, consolidando o nome no circuito independente. Fechando o anúncio, o projeto Furmiga Dub leva ao festival a influência do reggae e da cultura sound system, ampliando o espectro musical da programação. A inclusão do trio de artistas reforça o olhar do festival para novas tendências e linguagens dentro da música brasileira. Segundo o curador Pedro Barreira, a proposta do Festival da Lua Cheia segue alinhada à descoberta de novos talentos. Rom Santana passa a integrar um conjunto de apostas ao lado de nomes como Melly, Mari Jasca, Núbia e O Cheiro do Queijo, apontados como possíveis surpresas desta edição. Com seis palcos espalhados pela fazenda e mais de 100 atrações confirmadas, o Festival da Lua Cheia 2026 mantém sua tradição de reunir diferentes gerações e estilos. A programação vai além dos shows, com mais de 300 atividades que incluem oficinas, vivências, intervenções artísticas e experiências coletivas ao ar livre, em um ambiente que privilegia o contato com a natureza e a convivência. Entre os artistas já anunciados estão Mano Brown, Céu, Russo Passapusso & Ministereo Público SoundSystem, Mari Jasca, Braza, Melly, ChicoChico, Funk Como Le Gusta, Zeca Baleiro, Edson Gomes, Maneva e Lamparina. O Festival da Lua Cheia reafirma, assim, sua identidade como um dos eventos mais plurais do calendário brasileiro, equilibrando nomes consagrados e novas apostas em uma programação que aposta na experiência completa do público. ServiçoFestival da Lua Cheia 2026Data: 4 a 7 de junho de 2026Local: Hotel Fazenda Vale das Grutas – Altinópolis (SP)Programação: mais de 100 atrações musicais, seis palcos, mais de 300 atividades, oficinas, vivências, intervenções artísticas e área de campingwww.festivaldaluacheia.com.br
Monica Casagrande transforma vozes femininas em ritual audiovisual no álbum Corpo Coral

A cantora Monica Casagrande apresenta Corpo Coral, um álbum audiovisual que transforma repertório feminino em um percurso sensorial e simbólico guiado pela voz. O projeto reúne releituras de compositoras brasileiras e internacionais em uma construção que atravessa diferentes estados emocionais, tratando a interpretação como gesto criativo e o corpo como elemento central da narrativa. Concebido como uma obra-chave em sua trajetória, o disco parte da ideia de que o corpo é atravessado por múltiplas vozes femininas. Cada faixa funciona como um ciclo dentro de um ritual de transformação não linear, em que desejo, resistência, entrega e renascimento se conectam como estados de passagem. A noção de “coral” aparece justamente como essa sobreposição de vozes que ganham unidade na interpretação da artista. Gravado em parte no Estúdio Kumbuka e com sessões audiovisuais realizadas na Bolha Films, Corpo Coral prioriza a presença da voz, da respiração e dos silêncios. Os arranjos atuam como suporte para a interpretação, evitando protagonismo instrumental. O resultado é um trabalho que transita entre jazz, MPB, soul, pop e blues, tendo o smooth jazz como eixo de unidade sonora, sem se prender a um gênero específico. O álbum conta com participações de Lan Lahn e Navalha Carrera, ampliando a presença feminina no projeto. A escolha das colaborações reforça o caráter coletivo do disco, que se constrói a partir de diferentes trajetórias e linguagens. O repertório percorre momentos distintos desse ritual simbólico. A emancipação aparece em “Don’t Let Me Be Misunderstood”, eternizada por Nina Simone; o desejo ganha movimento em “Fullgás”, de Marina Lima; a liberdade se afirma em “Agora Só Falta Você”, de Rita Lee; enquanto o autorreconhecimento se revela em “Suddenly I See”, de KT Tunstall. Já a ruptura e autonomia atravessam “You Don’t Own Me”, de Lesley Gore, enquanto a entrega emocional se aprofunda em “Amor, Meu Grande Amor”, de Angela Ro Ro. Na reta final, o disco caminha para a cura em “Put Your Records On”, de Corinne Bailey Rae, a maturidade em “At Last”, de Etta James, e o renascimento em “Baby”, associada à interpretação de Gal Costa. Longe de um tributo nostálgico, as versões funcionam como reinscrições dessas canções em um novo contexto corporal e vocal. Pensado desde o início como um projeto audiovisual, Corpo Coral chega acompanhado por uma série de videoclipes e conteúdos de bastidores. Os vídeos, com direção criativa de Di Tateishi e Nora Jasmin, expandem o conceito do álbum ao explorar arquétipos, atmosferas e estados corporais, evitando a reprodução literal das artistas homenageadas. A estética visual também reforça essa proposta. A capa apresenta a artista em camadas e fragmentações, sugerindo múltiplos estados internos e dialogando com símbolos de ciclicidade e transformação. Assim como o disco, a imagem não se fecha em uma única leitura, propondo movimento e desdobramento. Após quatro trabalhos centrados em composições próprias, Monica Casagrande desloca o foco para a interpretação como prática criativa. Corpo Coral marca uma nova fase em sua carreira ao transformar canções que atravessam gerações em um espaço de escuta, reconhecimento e reinvenção contínua.