From Ashes To New abraça de vez o Metal Moderno e o Nu Metal no novo álbum Reflections

Com o lançamento de Reflections na última sexta (17), o quinto álbum de estúdio do From Ashes To New reforça a posição dos norte-americanos como um dos nomes mais consistentes do nu metal moderno e do metal moderno de apelo radiofônico. Longe de ser um disco de reinvenção, o trabalho aposta na consolidação de uma identidade já bem definida: riffs densos, bases eletrônicas, versos em rap e refrões construídos para grandes palcos. O resultado é um álbum que funciona pela eficiência e pela continuidade de manter sua essência. A abertura com “Drag Me” deixa clara essa proposta. A faixa começa com um impacto imediato, apoiada em texturas eletrônicas e um groove que remete ao metalcore contemporâneo. O contraste entre o vocal melódico de Danny Case e a entrega mais agressiva de Matt Brandyberry sustenta a música, especialmente no refrão, que tem clara vocação de single. Há um breakdown central que adiciona peso real à faixa e impede que ela se torne apenas mais uma canção de metal alternativo. É uma música pensada para o ao vivo, com refrão de destaque e um andamento feito para conquistar o público nos primeiros acordes. Na sequência, “Villain” surge como uma das composições mais interessantes do álbum. Aqui, a banda aprofunda uma atmosfera mais sombria e trabalha uma narrativa de ambiguidade moral, explorando o fascínio pelo caos e pela autodestruição. A música tem um acabamento mais sofisticado, com camadas eletrônicas e uma dinâmica que se aproxima do que nomes como Linkin Park e Bring Me the Horizon fizeram em suas fases mais acessíveis. É uma das faixas que melhor traduz o conceito de Reflections: olhar para dentro, confrontar os próprios impulsos e aceitar o lado escuro da personalidade. O meio do disco ganha força com “Black Hearts” e “Upside Down”, talvez os momentos em que o From Ashes To New melhor equilibra agressividade e apelo comercial. “Black Hearts” aposta em riffs mais rápidos e numa progressão que culmina em um breakdown pesado, enquanto “Upside Down” adiciona um tom emocional mais evidente sem perder a tensão instrumental. São faixas que demonstram maturidade na composição e ajudam a evitar que o álbum se torne apenas uma coleção de singles previsíveis. Há também bons destaques na reta final. “New Disease” trabalha uma crítica à fadiga geracional e ao desgaste provocado pela cultura digital, tema que a banda aborda com um viés mais cínico e contemporâneo. Já “Darkside” mergulha em um território mais introspectivo, com clima quase industrial, enquanto “Your Ghost” encerra o álbum em tom melancólico, trazendo um peso emocional que amplia a experiência do disco. O fechamento funciona justamente por não buscar uma resolução fácil, mas sim uma sensação de permanência do conflito interno apresentado ao longo das 12 faixas. Do ponto de vista crítico, Reflections acerta ao refinar a sonoridade do grupo e manter sua consistência com versos em rap, explosão melódica no refrão, ponte eletrônica e breakdown programado. O disco entrega exatamente o que seu público espera, com produção forte, refrões memoráveis e peso suficiente para manter a identidade da banda intacta.
Mirador, projeto de Jake Kiszka (Greta Van Fleet) e Chris Turpin, solta Ashes To Earth (Reborn at Badon Hill)

Dois dos arquitetos mais influentes da nova era do rock e do blues uniram forças em um projeto que promete resgatar a essência visceral das guitarras. O Mirador, banda cofundada por Jake Kiszka (guitarrista do Greta Van Fleet) e Chris Turpin (do aclamado duo Ida Mae), lançou o single Ashes To Earth (Reborn at Badon Hill). A faixa é o cartão de visitas para o álbum de estreia da dupla, intitulado The Gathering At Badon Hill, que tem lançamento mundial marcado para o dia 15 de maio. Alquimia sonora A união entre Kiszka e Turpin não é apenas um encontro de virtuosos, mas uma simbiose de estilos. Enquanto Jake traz a energia das arenas e o timbre que revitalizou o rock clássico na última década, Chris Turpin injeta a sofisticação do blues e do folk britânico que consagrou o Ida Mae. Ashes To Earth apresenta uma sonoridade densa, calcada em riffs orgânicos e uma atmosfera que remete aos grandes encontros do rock dos anos 70, mas com a nitidez da produção contemporânea. O título do álbum e do single sugerem um conceito inspirado em mitologias e batalhas históricas (Badon Hill é um local lendário associado ao Rei Arthur), o que casa perfeitamente com a estética épica da dupla. Pré-venda e lançamento O álbum The Gathering At Badon Hill já se encontra em pré-venda em formatos físicos (CD e Vinil) através da UMusic Store. O lançamento acontece em um momento em que ambos os artistas colhem os frutos de turnês mundiais bem-sucedidas com seus projetos principais, consolidando o Mirador como uma das estreias mais aguardadas do primeiro semestre de 2026.
Nine Inch Nails e Boys Noize lançam o álbum “Nine Inch Noize”

O que acontece quando os arquitetos do rock industrial se encontram com o mestre do techno alemão? A resposta é “Nine Inch Noize”, um projeto colaborativo entre o Nine Inch Nails (NIN) e o produtor Boys Noize, que acaba de ser lançado globalmente pela Interscope Records. O álbum não é apenas uma coletânea de remixes, mas uma reconstrução sonora que funde a agressividade orgânica de Trent Reznor e Atticus Ross com a precisão sintética e o “punch” das pistas de Alex Ridha (Boys Noize). De “Closer” ao universo de Tron O repertório conta com dez faixas que atravessam diferentes eras da carreira de Reznor. Entre os destaques absolutos está a nova roupagem para Closer, que ganha uma batida de techno industrial implacável, e a versão de As Alive As You Need Me To Be. Esta última, parte da trilha sonora de Tron: Ares, chega ao álbum com o peso de ter vencido recentemente o Grammy. O disco também faz um aceno aos projetos paralelos de Reznor, incluindo uma releitura de Parasite, da banda How To Destroy Angels (projeto de Trent com Mariqueen Maandig e Atticus Ross). Atmosfera distópica Boys Noize, conhecido por seu som “sujo” e distorcido, provou ser o parceiro ideal para o NIN. O resultado é um disco que soa como uma trilha sonora para um futuro distópico, equilibrando momentos de pura catarse eletrônica com as paisagens sonoras sombrias que são marca registrada da banda norte-americana.
Tori Amos apresenta “Gasoline Girls” e antecipa novo álbum

A cantora Tori Amos liberou mais uma peça do quebra-cabeça de seu 17º álbum de estúdio. O single Gasoline Girls chega às plataformas via Universal/Fontana, consolidando a narrativa de In Times of Dragons, disco que tem lançamento mundial marcado para o dia 1º de maio de 2026. Dando continuidade aos singles Stronger Together e Shush, a nova faixa mergulha em um universo mítico onde o poder e a fuga se encontram. Em Gasoline Girls, Tori canta sobre uma gangue de motociclistas lésbicas que escolhem ser poderosas juntas. Sob o mantra “we will tend the fire” (“nós vamos manter o fogo aceso”), a música é um hino à solidariedade e à força coletiva. Piano, mitologia e ativismo Reconhecida por sua habilidade técnica no piano e por letras que desafiam estruturas sociais, Tori Amos utiliza o simbolismo das Gasoline Girls para marcar o momento em que a resistência ganha forma no álbum. A faixa equilibra a sofisticação harmônica de Tori com uma energia crua, quase cinematográfica, típica de suas composições mais conceituais. “In Times of Dragons” O novo álbum promete ser uma jornada através de tempos desafiadores, onde Tori atua como uma contadora de histórias que resgata o poder feminino e as alianças necessárias para a sobrevivência. A produção refinada reafirma por que ela continua sendo uma das artistas mais influentes das últimas décadas.
Ellen Oléria fecha projeto “Elas Cantam as Águas” com “Filha do Mar (Oh, Yemanjá)”

A cantora Ellen Oléria lançou Filha do Mar (Oh, Yemanjá), uma canção inédita composta por Gabriel Martins e Vitor Cheloni. A faixa encerra a sequência de lançamentos do projeto Elas Cantam as Águas, um EP que celebra o elemento água através das vozes femininas mais expressivas da nossa MPB. Interpretada com a veracidade e a intensidade características de Ellen, a canção evoca a força de Yemanjá como guia e proteção. A narrativa percorre a jornada de uma mulher que se reconhece e se transforma através do chamado do mar, utilizando metáforas como o “manto azul” e o “espelho” para reforçar a identidade e a elevação da história feminina. Sofisticação e ritualística A profundidade da gravação é ampliada pela presença delicada e expressiva de Thais Nicodemo ao piano. O arranjo, assinado por Gabriel Martins, cria uma base emocional que transita entre o íntimo e o ritualístico. Ellen Oléria, aclamada pela crítica por sua competência técnica e entrega emocional, transforma a composição em um verdadeiro chamamento ao despertar espiritual. Projeto “Elas Cantam as Águas” Lançado na semana em que se celebra o Dia Internacional da Mulher, o EP reúne obras de Ivan Lins, Vitor Martins e do próprio Gabriel Martins. O repertório é um mergulho em diferentes estados da água, da chuva à cachoeira, do rio ao mar, interpretados por um time de peso:
Roberto Menescal e Muca anunciam o álbum “Beleza”

A Bossa Nova sempre foi um gênero de exportação, mas o que o produtor Muca e a lenda viva Roberto Menescal estão construindo vai além da simples influência. O projeto Beleza, com lançamento marcado para o dia 29 de maio de 2026, é uma colaboração profunda que utiliza o legado clássico de Menescal como base para diálogos com a vanguarda contemporânea de Londres e do Brasil. Para preparar o terreno, a dupla lançou dois singles que sintetizam essa proposta: Every Little Thing e Ladeira. Jazz de Londres encontra o balanço carioca Em Every Little Thing, a convidada é Sahra, estrela em ascensão da cena jazz do Reino Unido. A faixa é um deleite lúdico que cita Shakespeare e Wordsworth, embalada por um ritmo leve, intervenções de metais e uma guitarra fuzz com reverb que remete à suntuosidade da MPB clássica. A música conta ainda com Serra Petale (da banda Los Bitchos) nos bongos, reforçando o caráter multicultural da obra. “Eu me apaixonei pela bossa nova tudo de novo no Brasil em 2024. Gravar com uma lenda como Menescal é fazer parte da história”, celebra Sahra. Urbanidade e ancestralidade com Josyara Já em Ladeira, a Bossa Nova caminha em direção ao asfalto e à modernidade urbana. A faixa conta com os vocais marcantes de Josyara, artista baiana que traz sua sincopação única para o projeto. A letra mergulha na mitologia de Obá, utilizando referências afro-brasileiras para falar sobre sobrevivência, plenitude e a conexão com os mais velhos. Josyara revela que cantar a faixa foi um desafio: “Nunca tive uma relação íntima com a bossa nova, talvez por isso a gravação tenha ganhado outro contorno: o encontro de identidades e sotaques em reverência a uma brasilidade múltipla”. O que esperar de “Beleza”, de Roberto Menescal e Muca O álbum promete ser um mosaico de experiências. Muca, com sua visão de produtor habituado ao cenário global de Londres, consegue extrair de Menescal arranjos que respeitam o passado, mas que soam urgentes e novos. É a prova de que a “batida diferente” de 1958 ainda tem muito a dizer ao mundo em 2026.
Atheros lança “A Verdadeira Face” e reafirma força do groove metal em português

Após a boa recepção do single de estreia Inocentes, a banda catarinense Atheros está de volta com material inédito. O grupo disponibilizou em todas as plataformas de streaming a faixa A Verdadeira Face, um mergulho sonoro que une o peso do groove metal à clareza melódica do heavy metal tradicional, mantendo a aposta em letras autorais em português. Composta por Marco Bonetti, a música funciona como um alerta sobre a falsidade e a dissimulação. A letra aborda a importância de observar quem está ao nosso lado, confrontando discursos de fidelidade com ações pelas costas. Para a banda, o tempo é o juiz supremo que, inevitavelmente, revela a essência de cada indivíduo. Proposta sonora e produção Formada em 2022 em Jaraguá do Sul (SC), a Atheros é composta por Marco Bonetti (voz e guitarra), Rogerio Boddenberg (baixo) e Erick Bonetti (bateria). O trio busca um caminho sonoro próprio, privilegiando um trabalho orgânico e puro, fugindo de produções excessivamente digitais para preservar a energia da performance. A produção, engenharia e mixagem ficaram a cargo de Crisleison Ramos, no estúdio Crvtape, garantindo que a “cozinha” pesada de Rogerio e Erick servisse de base sólida para os riffs e as linhas melódicas de Marco. Futuro: álbum de estreia da Atheros A Verdadeira Face é mais um degrau na construção do primeiro álbum de estúdio da banda. O objetivo do trio é consolidar a Atheros como uma voz relevante no metal nacional, utilizando a música como ferramenta de transformação e reflexão sobre temas atuais e cotidianos.