Paul McCartney lança álbum The Boys of Dungeon Lane

Após um hiato de mais de cinco anos em seus lançamentos solo, o eterno beatle Paul McCartney apresentou The Boys of Dungeon Lane, um álbum que se autodefine como a “história antes da história”. Uma viagem à Liverpool do pós-guerra Mais do que um simples conjunto de canções, o novo trabalho é uma coleção de memórias íntimas. Com foco total na introspecção, McCartney abre o baú de recordações e compartilha passagens que nunca haviam sido reveladas ao público. O álbum transporta o ouvinte para a Liverpool da década de 1950, descrevendo com uma franqueza rara: A rotina e a resiliência de seus pais no pós-guerra; Os primeiros acordes e aventuras compartilhadas com John Lennon e George Harrison; A vida cotidiana muito antes da explosão da beatlemania. Vulnerabilidade e legado The Boys of Dungeon Lane mostra um Paul McCartney em estado de espírito sincero e reflexivo. Ao revisitar os alicerces de sua formação, o artista explora o que moldou não apenas sua vida, mas também a base da cultura popular moderna. É, sem dúvida, o projeto mais pessoal e transparente de toda a sua trajetória.
Rogério Skylab celebra os 20 anos de Skylab IV em show marcado por um mar de cigarros, em Santos

Cigarros arremessados no palco, uma voz em coro gritando “lindo, tesão, bonito e gostosão” por diversas vezes, e um público que ansiava sempre pela próxima música. Essas foram só algumas das características do show de Rogério Skylab em Santos, nessa sexta-feira (29). O carioca de 69 anos está viajando pelo Brasil com a turnê que comemora os 20 anos de Skylab IV, um de seus álbuns mais emblemáticos. Dessa vez, ele subiu ao palco do Arena Club para celebrar essa obra importante. Aliás, essa foi a oportunidade perfeita para os fãs da Baixada Santista que nunca viram o artista ao vivo. É o caso do mecânico Bruno Ayala, 31, que acompanha o trabalho de Skylab há mais de uma década. “Eu o conheci por meio de uma roda de amigos. Além das músicas, também acompanhava o seu podcast Contemporâneos e, claro, as entrevistas em que ele participa. Estou esperando ver toda aquela loucura do Skylab no palco!”, comentou, minutos antes do show começar. Se a promessa era uma homenagem ao Skylab IV… Foi cumprida com êxito! Afinal, Skylab executou todas as 15 faixas do álbum. O repertório começou com IML e terminou com Por dentro, por fora. Enquanto isso, o público cantava junto e já arremessava alguns cigarrinhos. Um ou outro… por enquanto. Assim, Skylab apresentou uma obra constituída essencialmente por rock, mas que também bebe da fonte da MPB. Aliás, o público tem a sua preferida e a cantou bem alto, em contraste com aquele sonzinho de bossa nova. Você já sabe qual é, né? Logo depois do Skylab IV, o carioca apresentou músicas de suas obras mais recentes. Tivemos, por exemplo, as faixas Fui por Aí, da Trilogia da Putrefação – Volume 1 e Alguém Como Nós, de seu último álbum lançado, Mesa de Dissecação. “Essa turnê conta com todo o repertório do disco Skylab IV, e também conta com músicas dos meus trabalhos mais novos. Pra vocês verem como foram feitas em momentos diferentes”, explicou Rogério Skylab no palco. Afinal, como ele comentou em entrevista recente ao Blog n’Roll, suas obras não são monotemáticas. Em seguida, aconteceu aquele momento que talvez seja o mais esperado pelos fãs. Skylab começou a cantar Tem Cigarro Aí e imediatamente provocou uma chuva de cigarros. Tinha muito cigarro. Muito mesmo. Bastante. O palco ficou completamente inundado por eles, se assim podemos dizer. Um mar de nicotina. Durante mais de oito minutos, o público lançou cigarros em direção ao palco e cantou todos os trechos junto com Skylab. Era nítido que boa parte das pessoas presentes aguardava ansiosamente por esse momento. Outros clássicos de sua carreira, que já conta com mais de três décadas, foram incluídos no setlist. Fátima Bernardes Experiência, por exemplo, é uma delas. Depois, a performance de Matador de Passarinhos também era claramente aguardada pelos fãs. Esse, inclusive, teve direito a um mosh pit e tirou todo o Arena Club do chão. Aliás, essa música deu nome ao seu antigo programa de entrevistas no Canal Brasil, que foi transmitido entre 2010 e 2013. Por fim, acompanhado de uma banda talentosa e entrosada, Rogério Skylab cantou a clássica Você Vai Continuar Fazendo Música?. Com uma letra que expõe as diversas tentativas de desestimular a sua arte, ele mostra que não ouviu aqueles “incentivos”. Ele continuou, sim, fazendo música. Continua com a sua turnê. E vai continuar fazendo música nova: ele já está trabalhando no seu novo álbum, em suas madrugadas produtivas e silenciosas.
Violet Grohl mergulha na nostalgia do rock alternativo em álbum de estreia

A cantora e compositora Violet Grohl lançou o seu álbum de estreia, Be Sweet To Me. Composto por 11 faixas, o projeto é um tributo sonoro ao final dos anos 1980 e início dos anos 1990, um período que a artista descreve como autêntico e cru. Referências e atmosfera de Violet Grohl O disco é uma colagem de influências que moldaram o gosto musical de Violet desde a infância. Na sonoridade do álbum, é fácil identificar ecos de nomes fundamentais do rock alternativo e grunge, como Pixies, Soundgarden, Cocteau Twins, The Breeders, PJ Harvey, Björk, Alice in Chains, L7 e Juliana Hatfield. Segundo a artista, o objetivo foi capturar a mensagem e o visual de uma época que considera poderosa. “Existe algo muito autêntico na música daquele tempo”, comenta. Influências cinematográficas Além da música, Be Sweet To Me traz uma carga visual e narrativa fortemente influenciada pelo cinema. Fã confessa da obra de David Lynch, Violet transpôs essa estética para as suas composições. Um dos exemplos mais claros é a faixa What’s Heaven Without You, que explora contornos impressionistas e nasceu de sentimentos melancólicos após os incêndios em Altadena, Los Angeles. O resultado é um trabalho cinematográfico que consegue ser, ao mesmo tempo, uma homenagem ao passado e uma afirmação da identidade artística atual de Violet Grohl.
Supergrupo mineiro Capsula une membros do Skank e Penélope no single “Dopamina”

O supergrupo Capsula lançou o seu primeiro single, Dopamina, via OneRPM. A banda reúne figuras carimbadas do mainstream e do indie nacional: Érika Martins (voz, ex-Penélope), Fernando Americano (guitarra, ex-thesurfmotherfuckers e Penélope), Haroldo Ferretti (bateria, ex-Skank) e Lelo Zaneti (baixo, ex-Skank). Conexão de estúdio nas montanhas de Nova Lima O início da banda se deu de forma quase acidental, típica dos encontros orgânicos de Belo Horizonte. Um almoço de família e conexões informais entre vizinhos e músicos que frequentavam os mesmos círculos há décadas, mas que nunca haviam dividido um estúdio, geraram o convite simples: “vamos fazer um som?”. Em vez de correr para o estúdio comercial, os quatro integrantes decidiram trabalhar em silêncio. Durante um ano inteiro, o quarteto se reuniu de forma descompromissada no Estúdio Bamboo, espaço montado na casa do baterista Haroldo Ferretti, cercado pelas montanhas de Nova Lima (MG). Longe das pressões do mercado, eles passaram noites e madrugadas desmontando, experimentando timbres e reconstruindo arranjos. O foco do grupo foi preservar a crueza dos instrumentos gravados por mãos humanas, abraçando as imperfeições naturais que dão alma ao rock de garagem. Crônica digital de “Dopamina” O resultado dessa calmaria é uma sonoridade madura que caminha entre o pop rock, o pós-punk, o dub e o reggae. O primeiro cartão de visitas dessa fase, Dopamina, é uma verdadeira crônica da exaustão urbana contemporânea. Liricamente, a faixa aborda a nossa ansiedade digital, a hiperconexão, as relações líquidas e a dependência química que desenvolvemos pelas notificações e validações instantâneas dos ecrãs de nossos telemóveis. É o balanço perfeito entre a cozinha rítmica clássica de Haroldo e Lelo, as texturas espaciais das guitarras de Fernando e a interpretação densa e magnética que sempre foi marca de Érika Martins.
Greta Van Fleet resgata as origens em novo single, Play Your Games

O Greta Van Fleet deu início a uma nova fase em sua trajetória. Após realizar uma performance intimista no Bowery Ballroom, em Nova Iorque, o grupo vencedor do Grammy lançou o single e o videoclipe Play Your Games, a primeira amostra oficial de um material inédito desde que a banda decidiu se afastar dos holofotes para compor. Retorno à crueza Diferente de seus trabalhos mais recentes, que exploravam arranjos complexos e uma sonoridade expansiva, Play Your Games aposta na irreverência. O som é o resultado de uma imersão no Tennessee ao lado do produtor Mike Elizondo, conhecido por trabalhos com Fiona Apple e Turnstile. A música foi resgatada de uma demo dos arquivos da banda, capturando a essência dos anos de formação do grupo em Frankenmuth. Para Jake Kiszka, guitarrista da banda, o tema central é simples: “É sobre essa bela natureza de aproveitar um momento”. Estética e universo visual O lançamento é acompanhado por um videoclipe oficial dirigido pela Moonbase, que expande o universo visual da banda. O vídeo reflete a atitude afiada da música, consolidando o que parece ser uma era mais “indomável” do quarteto. Assista ao videoclipe
Moreno Veloso e Domenico Lancellotti trazem cumplicidade musical ao festival O Som das Palafitas

No próximo dia 3 de junho, a partir das 15h, o Instituto Arte no Dique, em Santos, será palco de um encontro marcado pela amizade e pela sofisticação sonora. Moreno Veloso e Domenico Lancellotti, parceiros de longa data na música brasileira contemporânea, apresentam um show exclusivo e gratuito dentro da programação do festival O Som das Palafitas 2026. Amizade que virou música Conhecidos desde a infância, Moreno e Domenico construíram uma trajetória compartilhada que atravessa projetos icônicos como Orquestra Imperial, banda da Partimpim e o projeto +2. No palco do Arte no Dique, o formato será intimista e orgânico: voz, violão, guitarra e percussão se entrelaçam para revisitar memórias e composições que ajudaram a moldar a música brasileira das últimas décadas. “A presença deles aqui no festival é muito significativa para os nossos jovens alunos, que terão contato com a qualidade musical desses artistas como instrumentistas, compositores e produtores”, afirma Zé Virgílio, diretor do Instituto Arte no Dique. Transformação social e cultura O Festival O Som das Palafitas vai muito além do entretenimento. O evento acontece em um momento histórico para o Dique da Vila Gilda, coincidindo com grandes investimentos da Sabesp em infraestrutura e saneamento na região (R$ 241 milhões no total, com R$ 30 milhões dedicados à comunidade local). A iniciativa reforça a ideia de que o investimento em cultura caminha de mãos dadas com a dignidade, o pertencimento e o desenvolvimento social. Programe-se Festival O Som das Palafitas 2026 O festival, que já recebeu nomes como Seu Jorge e Alice Caymmi este ano, segue consolidando a Baixada Santista como um ponto estratégico para grandes encontros culturais nacionais. Em agosto, a programação continua com show do cantor Rael. O projeto é realizado pelo Governo Federal, via Lei Rouanet, e apresentado pela Sabesp.
Rio das Ostras Jazz & Blues Festival 2026 traz Larkin Poe e Stanley Jordan; confira lineup

Entre os dias 4 e 7 de junho de 2026, Rio das Ostras (RJ) se consolida novamente como o epicentro da música instrumental no Brasil. A 22ª edição do Rio das Ostras Jazz & Blues Festival promete um feriadão de Corpus Christi intenso, com mais de 30 atrações distribuídas em cinco palcos espalhados pela cidade. Com uma expectativa de público entre 100 e 130 mil pessoas, o evento mantém sua marca registrada: ser um dos maiores festivais de jazz e blues do mundo com acesso totalmente gratuito. Line-up A curadoria deste ano reforça a diversidade estética, equilibrando nomes consagrados do jazz fusion e blues com novos expoentes. Entre os destaques internacionais, teremos: A cena nacional não fica atrás, com encontros potentes como Guinga & Marcel Powell (tributo a Baden Powell), Dudu Lima & Wagner Tiso, Afrojazz e Bixiga 70. Por que ir? Além da excelência artística, o festival transforma Rio das Ostras em um grande palco a céu aberto. O impacto vai além da música: o evento injeta cerca de R$ 9 milhões na economia local, movimentando toda a rede de hospitalidade e serviços do município. Destaques da programação Serviço
Pense registra “Talvez Tenhamos Tudo” na Casa Natura Musical

No dia 5 de junho, a banda Pense assume o palco da Casa Natura Musical, em São Paulo, para a gravação do seu primeiro audiovisual, intitulado Talvez Tenhamos Tudo. A escolha da casa de shows, conhecida por ser um reduto da MPB e da música alternativa consagrada, não é apenas uma questão logística, mas um gesto simbólico de ocupação de espaços que, por décadas, mantiveram as portas fechadas para o peso do hardcore. Após quase duas décadas de estrada, o quinteto formado por Ítalo Nonato (voz), Daniel Avelar (guitarra), Cristiano Souza (guitarra), Lucas Amaral (baixo) e Charles Leite (bateria) entende que este é o momento ideal para eternizar a sua fase atual. O show não será apenas um registro de sucessos, mas uma fotografia visceral de quem a banda se tornou após a reconstrução estética de seus últimos trabalhos. Convidados de honra A noite promete um desfile de nomes que sustentam a espinha dorsal da cena independente nacional. O palco receberá: Som da expansão Embora o peso seja o alicerce, o repertório que o público vai ouvir, e ver, no dia 5 de junho mostra uma banda que não tem medo de dialogar com o rap, a música urbana e a MPB. A Pense, que já rodou de Porto Alegre a Juazeiro do Norte, entende que o rock pesado nacional só sobrevive se souber conversar com outras linguagens da cultura de rua. Serviço: Pense – Gravação do audiovisual “Talvez Tenhamos Tudo”
Jota Quest celebra 30 anos de estrada com tributo a Tim Maia

Se você acompanha a trajetória do Jota Quest desde o início, sabe que a banda mineira não nasceu no pop rock de arena. Em 1996, o grupo de Belo Horizonte estourou no Brasil com o álbum de estreia J.Quest, um disco inteiramente moldado pelas ondas da black music (funk, disco, soul e R&B) e que trazia como padrinho espiritual o eterno “síndico” da música brasileira, Tim Maia. Três décadas depois, a banda decide voltar para casa. Para dar o pontapé inicial nas comemorações de seus 30 anos de carreira, o Jota Quest disponibilizou na última quinta-feira (28) duas releituras inéditas dedicadas a Tim Maia: o clássico Você (original de 1971) e a raridade I Don’t Know What To Do With Myself, que conta com a participação especial da cantora Mãeana. As canções dão sequência ao sucesso do single de estreia Acenda o Farol (que contou com a voz original de Tim e liderou as rádios de soul/pop por 20 semanas) e antecipam o álbum tributo completo, previsto para chegar em agosto de 2026 via Universal Music. Bênção da família O projeto de homenagem foi idealizado de forma colaborativa com Carmelo Maia, filho de Tim e gestor do espólio do artista, garantindo que o tributo mantivesse o respeito e a verdade que o legado do rei da soul music exige. A produção musical é assinada pelo baixista e cofundador do grupo, PJ, que buscou resgatar o calor analógico dos arranjos dos anos 70. Para o vocalista Rogério Flausino, esta é a forma mais honesta de celebrar a história da banda: “A nossa reverência à obra do Tim marcou a chegada do Jota Quest na cena em 96 e seguiu moldando a nossa caminhada. Há anos planejávamos este tributo. Não vejo a hora de levar essa vibe incrível do Tim para dentro da nossa festa de aniversário! Vai ser muito especial. Viva Tim Maia!”, comemora o cantor. Jota Quest 30 anos O álbum dedicado a Tim Maia é apenas a primeira peça de uma grande engrenagem comemorativa que o Jota Quest preparou para os próximos meses. A maratona de celebração dos 30 anos inclui: