Rhapsody Of Fire e Masterplan anunciam turnê conjunta pela América Latina com duas datas no Brasil

Os fãs de power metal terão a oportunidade de assistir a um dos encontros mais aguardados do gênero em 2027. Rhapsody Of Fire e Masterplan anunciaram uma turnê conjunta pela América do Sul e América Central entre abril e maio, reunindo duas referências do metal europeu em oito apresentações por sete países. No Brasil, os shows acontecem em 30 de abril, no Stage Garden, em Curitiba, e em 1º de maio, na Vip Station, em São Paulo. Os ingressos já estão à venda. A excursão marca o retorno do Rhapsody Of Fire à América Latina com a turnê de Challenge The Wind, álbum lançado em 2024 que reafirmou a força da banda italiana mais de duas décadas após sua ascensão como um dos principais nomes do power metal sinfônico. Liderado pelo tecladista Alex Staropoli, único integrante remanescente da formação original, o grupo promete um repertório que mistura músicas do novo disco com clássicos como Emerald Sword, Dawn of Victory, Holy Thunderforce, Wisdom of the Kings e Rain of a Thousand Flames. O Masterplan também chega embalado por um novo momento da carreira. A banda alemã, criada em 2002 pelos ex-integrantes do Helloween Roland Grapow e Uli Kusch, voltou a lançar material inédito em 2026 com Metalmorphosis, primeiro álbum de estúdio em 13 anos. O trabalho mantém a identidade melódica característica do grupo, mas adiciona uma sonoridade mais pesada, consolidando uma nova fase ao lado do vocalista Rick Altzi e dos músicos Axel Mackenrott, Jari Kainulainen e Kevin Kott. Mais do que uma turnê, a união entre Rhapsody Of Fire e Masterplan representa o encontro de duas vertentes que ajudaram a definir o power metal moderno. Enquanto os italianos ficaram conhecidos pelas orquestrações cinematográficas e pelas narrativas épicas, os alemães construíram sua reputação com riffs marcantes, técnica refinada e refrães memoráveis. A expectativa é de uma noite dedicada aos grandes clássicos do gênero, reunindo duas bandas que seguem em atividade com novos álbuns e formações consolidadas.
Debrix critica o capitalismo, aparência e status no single “Suflê”

A Debrix inicia um novo capítulo da carreira com o lançamento de “Suflê”, single que transforma uma crítica social em uma combinação de riffs marcantes e refrão direto. A faixa, já disponível nas plataformas digitais, questiona uma realidade em que dinheiro, aparência e status têm mais peso do que inteligência, caráter e experiência. O lançamento chega em um momento de ascensão para a banda de São José dos Campos, que recentemente dividiu palco com Sepultura, L7 e The Calling, além de acompanhar o Helmet em apresentações no Brasil, Argentina e Chile. A ironia começa pelo próprio título. A palavra “suflê”, tradicionalmente associada à culinária francesa e à sofisticação, é usada como metáfora para os códigos de aceitação social. Logo nos primeiros versos, o vocalista Felippo canta: “Só queria ser francês, falar ‘suflê’ corretamente / Me faria uma pessoa muito mais decente”, apontando como determinados comportamentos e referências culturais acabam sendo tratados como símbolos de superioridade. Ao longo da música, a crítica se aprofunda ao confrontar conhecimento e valores pessoais com o poder econômico. Versos como “O QI tá na minha conta corrente” escancaram a percepção de uma sociedade em que prestígio financeiro supera competência, enquanto “os culpados” aparecem julgando “os inocentes”. No refrão, a banda abandona qualquer tentativa de aprovação e assume uma postura de enfrentamento: “Não ligo para o seu certo, vou ser bem direto, cansei de sofrer, vou ignorar você”. O conceito também se estende à identidade visual do lançamento. A capa de “Suflê” apresenta o prato francês com uma boca escancarada no lugar do recheio, reforçando a ideia de uma sociedade que fala, julga e impõe padrões constantemente, mas deixa de lado aquilo que realmente importa. A arte dialoga diretamente com a proposta da música e amplia o discurso apresentado na letra. “Suflê” também evidencia a evolução musical da Debrix. A banda passou a investir em repertório autoral em 2024 com o lançamento de “Push It”, faixa que chamou atenção pela mistura de hard rock, grunge e classic rock. No mesmo ano vieram o single “Thunderstorm” e o EP Tales from the Rabbit Hole, trabalho conceitual que acompanha a jornada de um personagem em busca de superar medo, insegurança e frustrações. Em 2025, a Debrix iniciou uma nova fase ao lançar composições em português, começando por “Nada Pra Falar”, seguida pelo videoclipe de “Bullseye”, produzido com imagens de shows pelo país, e por “Brisa de Espelho”. Paralelamente, a banda ampliou sua presença nos palcos, abrindo apresentações do The Calling, participando de um festival ao lado do Sepultura e realizando sua primeira sequência internacional ao acompanhar o Helmet em shows por São Paulo, Buenos Aires e Santiago. Agora, “Suflê” reforça esse momento de crescimento, mostrando uma banda que alia identidade musical consistente a letras que dialogam com questões contemporâneas.