Rodrigo Cerveira consolida linguagem em The Searcher, com Andreas Kisser e tributo a Chris Cornell

Cruzando a urgência do pós-punk, o peso do classic rock e a intensidade vocal do grunge noventista, o cantor e compositor Rodrigo Cerveira disponibilizou nas plataformas de streaming seu segundo álbum solo de estúdio, The Searcher. Com produção musical assinada por Val Santos (Viper, Toy Shop), o projeto aprofunda a trajetória do artista após a estreia com LIFE e o projeto em duo Silver, desenvolvido ao lado de Felipe Machado (Viper). Guiado por guitarras expressivas e uma interpretação visceral, o trabalho gravita em torno do movimento contínuo da experiência humana: a urgência de superar fases passadas e avançar diante das incertezas. “Existe uma necessidade constante de olhar para frente para evoluir. Esse disco fala sobre isso. Sobre esse impulso de seguir buscando, mesmo quando o caminho não é claro”, pontua Rodrigo Cerveira. Andreas Kisser, Hugo Mariutti e tributo ao Temple of the Dog O repertório de The Searcher equilibra denúncia social, paixão esportiva e introspecção através de colaborações com nomes fundamentais das cordas no metal e rock brasileiro. Para transpor essa parede sonora aos palcos, Cerveira montou uma banda completa de apoio formada por Claudio Leal (guitarra), Daniel Botelho (baixo) e Fred Zara (bateria).
Cabaret Voltaire anuncia show único no Brasil em turnê de despedida histórica no Cine Joia

Pioneiro absoluto da música industrial e arquiteto da eletrônica de vanguarda, o grupo britânico Cabaret Voltaire confirmou sua primeira e definitiva passagem pelo Brasil. A apresentação única acontece no dia 6 de março de 2027 (sábado), no palco do Cine Joia, em São Paulo. O espetáculo integra a turnê mundial de despedida da banda e conta com realização da Maraty e apoio da Powerline Music & Books. Os ingressos já estão disponíveis na plataforma Fastix. Liderada pelo integrante fundador Stephen Mallinder ao lado de Chris Watson, a formação atual sobe ao palco para encerrar um ciclo que transformou os rumos do pós-punk, da Electronic Body Music (EBM), do synthpop e do techno nas últimas cinco décadas. O impacto seminal do Cabaret Voltaire e o legado sonoro de Sheffield Formado em Sheffield em 1973 por Richard H. Kirk (falecido em 2021), Stephen Mallinder e Chris Watson, o Cabaret Voltaire tratou o estúdio e as fitas magnéticas como instrumentos de corte dadaísta inspirados pelas colagens literárias de William Burroughs. Falas captadas de transmissões de rádio e TV, sintetizadores abrasivos e batidas mecânicas definiram marcos como Mix-Up (1979), The Voice of America (1980) e o histórico Red Mecca (1981), eleito pela Pitchfork como um dos maiores discos industriais da história. A influência estética do conjunto reverbera em nomes de peso da música pesada e eletrônica: A turnê derradeira e o registro ao vivo A despedida começou a ser desenhada em 2025 para celebrar o cinquentenário do primeiro show do grupo (ocorrido em maio de 1975). Essa nova leitura sonora, que servirá de alicerce para o repertório em São Paulo, foi documentada no álbum But What Time Is It Really?, lançado em abril de 2026. No registro, clássicos definitivos como Yashar, Sensoria e a peça conceitual Tinsley Viaduct ganham arranjos que equilibram tensão, ruído experimental e pulsação rítmica. Serviço: Cabaret Voltaire em São Paulo (Final Tour)
Violins celebra 25 anos de estrada com Aguacêro, décimo álbum de estúdio

Mergulhando nas tensões entre criação, sobrevivência e destruição, a veterana banda goiana Violins lançou nas plataformas de streaming o álbum Aguacêro. O projeto chega pelo selo Monstro Discos em um marco comemorativo: em 2026, o grupo completa 25 anos de carreira. Este é o primeiro álbum completo de inéditas da banda em oito anos, sucedendo o aclamado A Era do Vacilo (2018). Ao longo de suas oito faixas inéditas, o disco utiliza a água como elemento condutor e metáfora central. Entre imagens de enxurradas, mares revoltos, tsunamis e chuvas torrenciais, o repertório reflete sobre a ambiguidade da existência em um mundo instável e tensionado, no qual a mesma força que gera e sustenta a vida carrega o potencial de devastação absoluta. Sonoridade refinada e reencontro do Violins com Gustavo Vazquez Musicalmente, Aguacêro sintetiza a identidade construída pelo Violins desde a sua fundação em 2001: arranjos melódicos lapidados, peso de guitar bands, elementos harmônicos da música brasileira e passagens que dialogam sutilmente com o rock alternativo e o metal progressivo. A produção musical foi realizada em conjunto pela banda e pelo produtor Gustavo Vazquez, gravada no tradicional Rocklab Estúdio, em Anápolis (GO). A parceria reedita a colaboração de A Era do Vacilo, projeto no qual Vazquez atuou na produção e gravou as linhas de baixo. A trajetória de um pilar do indie nacional O novo trabalho coroa uma retomada gradual iniciada com o EP Quase Metade (que reuniu os singles Sossego Tenso, Preços e Doce Privilégio, esta última ganhando versão sinfônica gravada com a Tallin Studio Orchestra, na Estônia) e oficializou o retorno do baixista Thiago Ricco ao quarteto. Peça-chave na transformação de Goiânia em uma das capitais mais férteis da música independente brasileira nos anos 2000, com forte ligação com o festival Goiânia Noise, o Violins construiu uma carreira de respeito.