Black Label Society retorna ao Rio de Janeiro com riffs pesados e a presença marcante de Zakk Wylde

Black Label Society no Sacadura 154, Rio de Janeiro, 17 de outubro de 2026

O Black Label Society voltou ao Sacadura 154, no Rio de Janeiro, no último sábado (17), em mais um encontro com o público carioca, que tinha motivos de sobra para estar ansioso por essa apresentação. A banda já passou pela casa em outras ocasiões, incluindo 2022, e retornou com um repertório que reuniu diferentes fases de sua trajetória, sem abrir mão daquilo que faz seu som ser tão característico: guitarras encorpadas, riffs marcantes e a mistura de heavy metal, groove e southern rock. A abertura ficou por conta da Dark Chapel, banda de Dario Lorina, guitarrista do próprio Black Label Society. O repertório incluiu faixas como Afterglow, Hollow Smile e Burns The Flame, além de uma versão de Ain’t No Sunshine, clássico de Bill Withers que ganhou espaço em meio ao peso do set. Mas é com Zakk Wylde no palco que a noite chegou ao seu momento mais aguardado. Dono de uma presença marcante, o guitarrista tem um jeito muito próprio de conduzir uma apresentação, seja pelos riffs pesados, pelos solos cheios de personalidade ou pela forma como transforma sua guitarra em uma extensão de sua identidade musical. O setlist da turnê percorre diferentes momentos da discografia do BLS, começando com Funeral Bell e passando por músicas como Destroy & Conquer, The Blessed Hellride, Fire It Up e Suicide Messiah. São faixas que ajudam a entender a força de uma banda que construiu sua identidade sem precisar se prender a uma única vertente do rock pesado. >> LEIA ENTREVISTA COM ZAKK WYLDE Conexão de Zakk com Ozzy no show do Black Label Society A ligação de Zakk Wylde com Ozzy Osbourne também ganhou espaço especial no repertório. A presença de No More Tears, um dos grandes clássicos da carreira solo de Ozzy, ganhou ainda mais significado quando lembramos da trajetória que os dois construíram juntos. Já Ozzy’s Song reforçou o lado mais emocional dessa relação, em um momento que foi além da música e carregou o peso de uma parceria que marcou profundamente a história do guitarrista. O encerramento com Stillborn deixou a noite nas mãos de um dos grandes clássicos da banda, fechando um repertório de 13 músicas que equilibrou peso, melodia e identidade. Na Sacadura 154, o Black Label Society reencontrou uma plateia que conhece sua história e sabe o que esperar de Zakk Wylde: uma guitarra inconfundível, presença de palco e uma sonoridade que continua transitando entre o metal e o southern rock sem perder a personalidade, independentemente dos anos.