Landmvrks estreia no Brasil com show intenso e público completamente entregue

Landmvrks estreia no Brasil com show intenso e público completamente entregue

O Landmvrks finalmente fez seu primeiro show no Brasil, na noite de domingo (20), no Carioca Club, em São Paulo. Depois de anos vendo os pedidos de fãs brasileiros nas redes sociais, com os já tradicionais “Come to Brazil”, a banda francesa desembarcou no país para uma apresentação única, com produção da Liberation.

Para abrir a noite, a própria produtora pediu indicações de bandas nas redes sociais. Entre os nomes sugeridos pelo público, a AXTY foi uma das mais comentadas e assumiu a missão de abrir o show. Durante a apresentação, o vocalista Felipe Hervoso fez questão de reconhecer o papel dos fãs na escolha: “Obrigado Liberation pela oportunidade. Nós só estamos aqui porque muitos de vocês (fãs) comentaram na publicação”.

Com o álbum recém-lançado The Pain Made Me Who I Am, de agosto, a AXTY montou um repertório que passeou por diferentes momentos da carreira, mas naturalmente deu bastante espaço ao novo trabalho. A banda aproveitou a oportunidade para mostrar ao público que vem acompanhando sua trajetória e também para conquistar quem ainda não conhecia o som do grupo.

Landmvrks em total sintonia com o público

Às 20h10, pontualmente, foi a vez do Landmvrks subir ao palco. A espera de tantos anos rapidamente deu lugar a um daqueles shows em que banda e público parecem funcionar no mesmo ritmo. Faixas queridas pelos fãs, como Blistering e Scars, apareceram ao lado de músicas de The Darkest Place I’ve Ever Been, álbum lançado no ano passado e que marcou mais uma etapa importante na trajetória da banda.

Formado em Marselha, em 2014, Landmvrks construiu sua identidade de forma independente e encontrou seu espaço dentro da cena do metalcore ao equilibrar diferentes elementos sem abrir mão do peso. O resultado ficou ainda mais evidente no palco do Carioca Club.

A casa estava lotada e, desde os primeiros minutos, o público cantava praticamente tudo a plenos pulmões. Refrões eram acompanhados em coro, palmas surgiam nos momentos certos e o stage diving fazia parte da movimentação constante da pista, além do wall of death em Sulfur, sendo fácil perceber que aquela não era apenas mais uma data de turnê para quem estava ali.

E, para ser sincera, dava para perceber isso também no palco. O Landmvrks estava completamente entrosado, com os integrantes aproveitando a energia que vinha da pista e devolvendo na mesma intensidade. Em alguns momentos, até os profissionais que trabalhavam na lateral do palco apareciam acompanhando as músicas com a cabeça, como quem também estava envolvido naquele momento.

No ao vivo, o Landmvrks mostrou ainda mais claramente que sua força não está apenas nos riffs pesados e nos breakdowns. A banda consegue transitar entre agressividade e melodia sem perder identidade, enquanto as letras, muitas vezes pessoais e carregadas de sentimentos, ganham outra dimensão quando cantadas por centenas de pessoas ao mesmo tempo.

A estreia no Brasil acabou sendo uma via de mão dupla: se por anos os fãs brasileiros pediram pela presença do Landmvrks por aqui, na noite de domingo a banda finalmente teve a chance de descobrir, de perto, o tamanho dessa espera.