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Orquestra Rock retorna com show em parceria com Dinho Ouro Preto

Após quase dois anos longe dos palcos, a Orquestra Rock retorna, em uma apresentação no espaço Tom Brasil, em São Paulo. E não poderia ser mais especial, contando com a participação do vocalista da banda Capital Inicial, Dinho Ouro Preto.

Além disso, o evento acontece pela primeira vez na Capital, antes disso, havia encantado apenas o público no interior do Estado. O fato curioso, é que a última apresentação do grupo, antes da pandemia, também foi acompanhada dos sucessos de Dinho, em novembro de 2019. Agora, por acaso ou destino, o artista marca a volta do conjunto aos eventos presenciais.

Sob regência do maestro búlgaro Martin Lazarov, o show vai acontecer no próximo dia 31 de outubro e todo o valor arrecadado com as vendas, será revertido para as instituições ECOA, Grendacc e Sítio Agar, organizações filantrópicas que contam com o apoio do projeto sociocultural. Os ingressos custam a partir de R$ 90 e podem ser adquiridos ainda pelo site do Grupo Tom Brasil.

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Cuidado no retorno aos palcos

Na realidade, a Orquestra Rock, conhecida pela proposta diferente aos concertos sinfônicos, voltou a se apresentar no início deste ano, por meio das lives. Mas o contato com o público, neste caso, é muito importante para os 36 músicos que compõem o grupo.

O diretor artístico da Orquestra, Vitor Lima, conta que o período de pandemia foi desafiador e que as experiências online foram um modelo descoberto para continuarem levando rock n’ roll para a população, mas que o reencontro presencial ainda gera muito mais ansiedade para os artistas.

“O calor nos shows online é zero. Temos que trabalhar muito com a imaginação dos músicos, pois é difícil pensar no que estão achando, quantas pessoas estão assistindo… A gente só vai saber depois, ao fim, pelos comentários. Digo que foi uma experiência legal, aprendemos bastante e conquistamos outro público para conhecer nosso trabalho, mas nada como um show presencial, isso com certeza”, diz.

Mesmo com o retorno, os cuidados com a pandemia do coronavírus continuam. Na plateia serão seguidos todos os protocolos de segurança, como distanciamento necessário e uso de máscara. Mas no palco, também há cautela. Para os músicos de sopro, por exemplo, que ficam impossibilitados de tocarem utilizando o recurso de proteção, foi criado exclusivamente, um casulo de acrílico, para não haver contaminação durante o espetáculo.

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“Dessa forma conseguimos fazer todos os seis eventos online, sem nenhuma infecção da orquestra. Todos os outros membros utilizam a máscara 100% do tempo, desde o maestro ao apresentador e é claro, disponibilizamos álcool em gel para todos eles. Assim não tivemos nenhum problema relacionado à pandemia com o nosso grupo”, conta o diretor.

Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial, é o convidado especial

Repertório do show

Mesmo sem muitos spoilers quanto ao setlist do evento, o público pode esperar por cerca de duas horas de espetáculo, dividido em três etapas. A primeira delas é a abertura, quando a Orquestra utiliza o repertório que já possui, em uma releitura especial feita exclusivamente para o espaço Tom Brasil. Além disso, o grupo utiliza todas as músicas que foram produzidas durante o ano, com novos arranjos e partituras. Serão clássicos dos anos 70 e 80 do rock internacional que marcaram época.

A segunda etapa conta com a apresentação do convidado Dinho Ouro Preto, que já é parceiro de longa data do projeto sociocultural. Serão apresentados todos os sucessos da trajetória do artista, desde o início da carreira até os últimos lançamentos. Não vai faltar nada para quem é fã do astro.

Por fim, o encerramento do espetáculo tem como tema central a apresentação “Rock History”, em um pot-pourri de quase 25 minutos. A proposta é realizar uma viagem da história do estilo, fazendo com que o público possa conhecer e identificar as principais épocas e bandas do gênero. O fechamento vai de Kiss a Bon Jovi e de Led Zeppelin até Queen.

“A particularidade da Orquestra Rock é como um programa que realmente mexe com o público, as pessoas se envolvem. O músico acaba por não sentir tanto quanto se fosse um concerto erudito, com todos estão em silêncio, exigindo aquela concentração… Na verdade a Orquestra se tornou uma grande banda de rock mesmo. Duas horas não são nada, eles estão sempre no pique”, explica Vitor.

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História social da Orquestra Rock

Mas o intuito da Orquestra Rock não é apenas de levar música de qualidade dentro de um concerto sinfônico. O grupo vai reverter todo o valor arrecadado com os ingressos para projetos filantrópicos parceiros, e isso só é possível graças aos patrocinadores que acreditam na mensagem que o conjunto quer levar: o de fazer eventos culturais de altíssimo nível, mas com responsabilidade social.

Além do incentivo à música, a Orquestra também trabalha há anos com o público surdo, fazendo rock para essa comunidade. E como isso é possível? São cedidas sempre cotas de ingressos para as associações que trabalham com deficientes auditivos moderados ou totais.

Além disso, o grupo oferece o transporte gratuito e os shows sempre contam com intérpretes que traduzem não somente as letras, mas também os ritmos. No dia 31, por exemplo, haverá telões espalhados no espaço Tom Brasil para que a visão do palco seja perfeita e todos possam aproveitar juntos.

Entretanto, as ações sociais da Orquestra Rock não são de hoje, pelo contrário. A banda surgiu em 2010, ligada ao projeto “Arte do Bem”, evento cultural beneficente que tem como objetivo promover a fusão da música instrumental e erudita com a popular.

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Quando começaram, utilizavam peças já existentes e convidavam bandas e artistas conhecidos para as apresentações. Com o tempo, notaram que o público não nutria interesse pelo espetáculo clássico, por isso, decidiram que era o momento de unir a sinfonia com o rock n’ roll de uma só vez.

“Aí nasce a Orquestra Rock de fato, que se tornou um conjunto que apenas e unicamente toca esse gênero. E temos um diferencial muito importante, em relação a outras, pois possuímos a essência do rock, que é a guitarra, a bateria, o baixo e o teclado. É uma orquestra, mas no fim das contas é uma banda de rock imensa”, diz Vitor.

Composição da Orquestra Rock

São os mais variados instrumentos que compõem a Orquestra Rock, muitos nem conhecidos pela maioria dos brasileiros, mas que se destacam em sua singularidade, mesmo quando tocados em conjunto. Violino, viola, tchelo, contrabaixo acústico, saxofone, trompete, oboé, fagote, flauta, piccolo, além de toda a percussão sinfônica, instrumentos populares e os tradicionais guitarra, bateria, baixo e teclado, fazem parte do espetáculo.

Em média são 36 músicos participantes da Orquestra, mas especialmente no show de Dinho Ouro Preto serão 38, já que será necessário um violão base, instrumento que não é utilizado com frequência, mas que as músicas deste espetáculo pedem.

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Coordenar tantos músicos não é fácil, principalmente, pois a grande maioria tem outras atividades por não conseguirem se manter somente da Orquestra Rock. Muitos continuam tocando em outras bandas e participam de casamentos, eventos corporativos e shows rentáveis.

“É uma luta, na verdade. Não é só pensar na hora do show, mas é pensar em toda a agenda dos músicos, eles tem outras atividades. Esse é sempre o primeiro problema, arrumar a data em que todos possam estar. Depois a gente tem elementos fundamentais para uma orquestra, como o maestro, que vai criar a partitura e os arranjos para distribuir aos músicos para que ensaiem individualmente. São muitos detalhes”, explica Vitor.

O diretor artístico também conta que o chamado “Spalla”, nome dado ao primeiro-violino de uma orquestra, é quem organiza as partituras de todos os músicos, cobrando os ensaios e esclarecendo as principais dúvidas que possam surgir. Isso, para que quando reunidos, todos estejam alinhados. Muita gente pode estranhar, mas são necessários apenas dois ensaios antes de cada espetáculo. Entretanto, todos treinam individualmente para as melhores apresentações de rock ao público.

“Na verdade a Orquestra se tornou uma união de uma banda de rock, desde a atitude dos músicos até a parte do jeito de tocar. Há também as vestimentas, a própria formação física diferente de outras e mesmo a iluminação do show. Como são muitos instrumentos e possibilidades, tornamos cada clássico do rock que tocamos em uma experiência completamente diferente. Todo mundo reconhece as músicas, mas daquele jeito, ninguém nunca ouviu”.

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Futuro

Além do show presencial previsto no espaço Tom Brasil, em São Paulo, no próximo domingo, a Orquestra Rock já tem duas lives fechadas. A próxima é com a participação especial da banda Jota Quest, no dia 27 de novembro. O show será transmitido ao vivo no Youtube e Facebook do conjunto, de maneira gratuita.

Para o próximo ano, ainda não há data para shows e apresentações. Anualmente a Orquestra dialoga com os patrocinadores e músicos para tentar reunir o máximo de parceiros e saber quanto vão conseguir arrecadar de verba para 2022. O intuito é que de dez apresentações, pelo menos seis sejam de fato fechadas e é claro, a expectativa é que todas sejam feitas presencialmente.

Aliás, o projeto sempre funcionou desta forma, os eventos são incentivados e aprovados pela Lei de Incentivo a Cultura, tanto estadual quanto federal.

Quanto ao retorno aos palcos, a ansiedade é imensa. Os músicos prepararam um conteúdo especial para marcar o recomeço após a pandemia do coronavírus, principalmente por continuar auxiliando na causa social.

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“O público pode esperar uma apresentação que vai mexer com eles, não só por essa razão de estar retornando em um recomeço, podendo sair de casa para um evento de rock, mas também, para a banda. Acho que a atmosfera vai ser uma das mais legais que a gente já teve dentro da Orquestra Rock. Tem tudo para ser um show especial, mais do que a média, porque está todo mundo, seja o público, seja o Dinho, seja a orquestra, com uma expectativa muito alta. Além de fazermos um showzaço, temos certeza que vai ajudar muito as instituições que estão participando”, finaliza Vitor.

Serviço: Orquestra Rock e Dinho Ouro Preto
Quando: 31/10/2021
Local: Tom Brasil – R. Bragança Paulista, 1281, São Paulo-SP
Horário: 20h (abertura dos portões 18h)
Ingressos: a partir de R$ 90,00
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