Mundo Livre S/A critica a gestão da pandemia no Brasil com Baile Infectado

Já está disponível em todas as plataformas de música, Baile Infectado, o novo single do Mundo Livre S/A. A faixa, carregada de irreverência, critica a gestão da pandemia no Brasil. Fred Zero Quatro (cavaquinho e voz), Xef Tony (bateria e backing vocal), P3dr0 Diniz (baixo e backing vocal), Léo D. (sintetizadores, teclado e programações) e Pedro Santana (percussão) compuseram o arranjo de forma remota, algo inédito para a banda pernambucana. A produção ficou por conta de Fred Zero Quatro, P3dr0 Diniz, e Léo D., que também foi o responsável pela mixagem e masterização. “Embora alguns governantes estivessem tentando garantir um distanciamento social para que o vírus não se alastrasse, você via todo todo tipo de festa clandestina e aglomeração acontecendo em todas as classes sociais. A ideia é fazer uma metáfora dessa situação”, comenta Fred Zero Quatro. Aliás, lançado pelo selo Estelita, Baile Infectado é a primeira amostra do novo álbum autoral do Mundo Livre S/A, previsto para ser lançado durante o segundo semestre de 2021. De acordo com a banda, esse será “o disco mais mangue” de toda a carreira.
Pitty tira do baú a inédita Tempo de Brincar; ouça!

Celebrando o mês mundial do rock, Pitty antecipou as comemorações com o lançamento de uma joia rara que estava guardada em seus arquivos. A música inédita foi composta quando Pitty e Martin estavam experimentando equipamentos no estúdio novo da cantora por volta de 2010. Nessa ocasião nasceu Tempo de Brincar, com Pitty gravando bateria e cantando, e Martin fazendo a guitarra e o baixo. Tempos depois, junto com o produtor Rafael Ramos, abriram os arquivos e fizeram gravações complementares nas quais Pitty gravou piano e Martin acrescentou algumas guitarras. Tempo de Brincar ficou pronta e agora chegou o momento perfeito para ser lançada. “A música é um rock, bem ‘stoner’, e a letra eu fui construindo pensando em Tempo de Brincar como analogia para várias coisas. Em inglês é to play e isso tem várias conotações; tocar, brincar, atuar, e até brincadeiras eróticas. A música fala sobre a noite ser um tempo de brincar”, explica Pitty. O clipe, lançado simultaneamente à música, foi dirigido por Fabrizio Martinelli. “Nossa inspiração foi a estética grunge, bem anos 90. E aí pensei nessa ideia de gravar eu e Martin apenas, assim como foi com a música, e gente ir se dividindo entre os instrumentos e ir formando a banda. Nós adoramos os clipes dos anos 90, foram referências de audiovisual importantes para a nossa geração. Ideias simples e esteticamente interessantes”, finaliza a cantora. Tempo de Brincar é um lançamento da gravadora Deck e já está disponível em todas as plataformas de música.
Plebe Rude revive revoluções de 1968 em novo single

No dia 7 de julho de 1981 era formada a Plebe Rude, que se tornou uma das principais bandas de rock do país e carrega na bagagem sete álbuns de estúdio e três ao vivo. Após exatos 40 anos, o grupo lançou na última quarta-feira (7) o primeiro single do disco Evolução – Vol. II, intitulado 68. A faixa, produzida pelo vocalista Philippe Seabra, faz parte do projeto Evolução, que teve seu primeiro volume lançado em 2019. O trabalho narra em um total de 28 canções, a trajetória do ser humano na Terra através de uma ampla análise do homem, do seu desenvolvimento e de sua vivência em sociedade. O baixista André X conta que 68 foi escolhida para apresentar o álbum Evolução – Vol. II por discorrer sobre um tema, ainda, relevante. “É sobre um ano marcante do século XX, no qual, em várias localizações do globo, protestos contra o status quo se levantaram, com consequências explosivas”, revela. André X diz que a banda foi atraída pelo fato de que muitos dos levantes foram comandados ou tiveram a participação de jovens. “Além de todas as consequências políticas e sociais, os protestos trouxeram a juventude para a cena global, como protagonistas. Após 1968, minorias e excluídos também passaram a ter voz e serem representados. Foi um ano anti-repressão, que procurou mudar a sociedade, tornando-a mais inclusiva, tolerante e livre. Apanharam muito, mas não cederam”. 1968 e suas inspirações Seabra também aponta a importância do ano específico escolhido pela Plebe como tema da nova canção. “68 foi um ano de muitas lutas, desde os protestos contra a guerra do Vietnã, dos direitos civis e a primavera de Praga. O assassinato do Martin Luther King talvez tenha sido o fato mais marcante. Mas foi como o ano terminou que marcou 68 e deu significado e esperança para tudo o que aconteceu. O Apollo 8 em dezembro circundou a Lua pela primeira vez e foi ali que vimos toda a fragilidade da Terra através da famosa imagem ‘earthrise’. Um ano tão difícil foi encerrado com a raça humana se vendo na vastidão do espaço. Quem sabe aprenderia a deixar de lado as diferenças e cuidar daquele pontinho no céu”. Temas contemporâneos da Plebe Rude Apesar da Plebe Rude se debruçar em um tema do passado com a faixa single de Evolução – Vol. II, o baixista conclui que o momento atual está presente em todas as músicas do projeto Evolução. “Me pego ouvindo o disco e pensando: essa música é sobre algo que aconteceu na história tempos atrás, mas parece que estamos cantando sobre hoje”. E finaliza: “Com a nova onda conservadora se consolidando, é importante o exemplo histórico de que lutar é possível”. O vocalista concorda: “A letra é assustadoramente atual. Esse momento esdrúxulo que estamos passando pediu um comentário social que ninguém está abordando”. O álbum Evolução – Vol. II foi finalizado antes do início da pandemia de covid-19, no entanto Seabra revela que a faixa ainda inédita, A Hora de Parar, teve uma atualização para abarcar o tema. “A trajetória do homem, tristemente previsível, nos fez não ter que atualizar mais nada. O Volume 2 começa na revolução industrial e segue a história desse curioso rebanho que tende à autodestruição. Mas durante o caminho quem sabe aprenda alguma coisa para reverter esse futuro sombrio”.
Pedro Luís lança música de Luiz Melodia em parceria com Jane Reis

O projeto Toda Melodia – Passarinho Viu se junta a amigos, familiares e admiradores de Luiz Melodia nas homenagens aos 70 anos de um dos maiores criadores da música popular brasileira. O músico Pedro Luís encontra Jane Reis – musa e esposa de Melodia – em uma clareira na mata, para recriar o duo de Passarinho Viu, uma pérola do álbum Nós, gravada originalmente pelo casal. O projeto traz um vídeo musical da canção – também em versão 360º -, e um bate papo entre Pedro e Jane, em que foram lembrados e revisitados os grandes e íntimos momentos da carreira e da vida de Luiz Melodia, com fotos e vídeos inéditos. Pedro Luís define o encontro: “Revisitar com Jane Reis uma canção que ela dividiu tão lindamente com o Luiz na versão original e ainda poder deixar o papo fluir com essa delicadeza de pessoa que ela é. Assim foi esse encontro, simples e fundamental, como sempre foi nosso poeta gigante, fonte de canções imensas que brotaram em mais de quatro décadas e se tornaram eternas em nosso cancioneiro”. Para o diretor do vídeo, Mário Diamante, “ter trazido um estúdio de gravação, com luz, câmeras e microfones, pro meio da mata, onde as imagens do Melodia cantando, sorrindo e dançando, estavam sendo projetadas, criou um ambiente mágico e, ao mesmo tempo, intimista para que Pedro e Jane recriassem a canção”. O single Passarinho Viu chegou na última quinta-feira (7) aos aplicativos de música, através da gravadora Deck. Com produção da Raiz de Oito, o vídeo também está disponível no YouTube.
Aurora apresenta a empoderada e otimista Cure For Me

A cantora norueguesa Aurora divulgou um single novo na última sexta-feira (9), Cure For Me. O videoclipe também já pode ser visto, e foi dirigido pela própria cantora e pela Fill In Productions. Escrita na Austrália pela cantora pop, a música é sobre se libertar da vergonha e excluir os céticos. Cure For Me é uma música empoderada e otimista começa com a marca característica de Aurora, seus vocais suaves, mas crescentes, e se desenvolve para um refrão sombrio e caótico. Sobre Cure For Me, Aurora explicou: “Às vezes, sinto que o mundo inteiro está tentando te convencer de que algo está errado com você. E, infelizmente, muitas vezes as pessoas acreditam que isso seja verdade. É muito assustador como é fácil alguém te convencer de que você está errado. Ou que você é excessivamente emocional, ou estranho demais, ou não é bom o suficiente. E eu acho que é hora de bloquearmos essas vozes. Porque de jeito nenhum ninguém deve te convencer de que você não é digno por causa da sua aparência ou seu modo de agir, ou no que você acredita ou ama. Devíamos ter permissão para sermos humanos. E nós não precisamos de uma cura para isso”.
Biquini Cavadão inicia nova fase com Nada é Para Sempre

Em novembro de 2020, o Biquini Cavadão entrou em estúdio para gravar um novo álbum autoral, o primeiro após quatro anos do lançamento de As Voltas Que O Mundo Dá, em 2017. Entre eles, a banda fez um tributo à Herbert Vianna, Ilustre Guerreiro, em 2018, e o registro desta turnê em áudio e vídeo em Ilustre Guerreiro Ao Vivo, lançado durante a pandemia, em 2020. As faixas do novo álbum, Através dos Tempos, serão apresentadas ao longo dos próximos meses. Aliás, a primeira delas é Nada é Para Sempre. Ouça abaixo. “Quando sugeri que gravássemos um novo disco de inéditas, falei muito com a banda de fazermos um trabalho com alto astral. E Nada é Para Sempre é isto: um aviso de que, apesar de tudo, seguiremos em frente e superaremos tudo que estamos vivendo agora”, avalia Bruno Gouveia, vocal do Biquini Cavadão. “A letra de Marcelo Hayena, cantor do Uns e Outros, me foi apresentada por telefone. Somos amigos há muitos anos e já compusemos juntos outras vezes para os discos deles, mas esta é a primeira vez que a recíproca ocorre. Ele me disse que havia escrito esta letra numa madrugada e em forma de oração. Por acaso, ao ler, me lembrei de uma antiga melodia. De fato, foi esta canção que me fez procurar Coelho, Birita e Miguel para gravarmos um novo disco”. Produzido por Paul Ralphes, foi gravado remotamente por todos. Praticamente não se encontraram em estúdio, nem mesmo ao fazerem as fotos e clipes. No entanto, o entrosamento com o produtor data de longos anos. Foi Paul quem assinou a produção de dois discos da banda no final da década de 90 (biquini.com.br e Escuta Aqui). Contudo, a julgar pelo primeiro lançamento, muita coisa boa vem por aí.
Em novo single, Pelanza traz de volta a identidade do Restart

Na última sexta-feira (9), PeLanza voltou a apresentar uma balada romântica, cuja pegada e vocais se assemelham bastante às que fizeram febre adolescente na década passada com a banda Restart. Em resumo, aproveitando o clima de romantismo do inverno, Saudade traz de volta a personalidade do cantor que a gente se acostumou a ouvir, como nos tempos do grande sucesso Levo Comigo, de 2010. A canção, produzida por Pedro Penna, mostra modernidade nos timbres e arranjo, mas procura também manter a identidade do cantor. Contudo, com um clipe introspectivo de PeLanza. “Saudade retrata um amor repentino e improvável. Sabe quando você acha que tá tudo certo, tudo tranquilo, e do nada vem aquela paixão que estremece tudo?! É sobre isso. A letra e o clipe também deixam evidente que o orgulho em algumas situações não leva a nada. As diferenças tem que somar, umas com as outras, e só assim o sentimento se torna sólido e o amor prevalece”.
Hibalta divulga o single Te Ver Partir com lyric video

Nesta sexta-feira (9) a banda santista Hibalta lançou o single Te Ver Partir. A partir da história de um casal que decide, depois de muitas tentativas, se separar, a música chega em todas as plataformas digitais. Aliás, também com lyric vídeo no Youtube, vem com pegada de rock nacional, indie rock e shoegaze. “Quando escrevi a música, pensei nessa narrativa da singularidade de cada casal. Da necessidade do diálogo, paciência, respeito, compreensão e amor acima de tudo. E o que tiver que acontecer, vai ser”, comenta Matheus Rosa, vocalista e compositor da banda. Experientes em shows durante esses quatro anos de existência, Hibalta transita entre públicos, desde Marcelo Camelo a grupos de pop internacionais. Em resumo, jovens, na faixa dos 20 e poucos anos, viram a oportunidade de apostar nas suas próprias composições e lançar seu primeiro projeto, inspirados em grupos como Scalene, Fresno, Zimbra, Lagum e Wallows. Hibalta é formada por Matheus Rosa, Valdeir Nixdorf, Jhonathan Rodrigues, Ariel Alves e Nicholas Perez. Contudo, sem muitos detalhes, relembram que a banda contou com algumas mudanças na formação até se encaixarem e formarem o grupo que é hoje. Juntos querem propor uma sobrevida ao rock nacional ganhando força com seu repertório autoral. Já tiveram outros lançamentos durante a trajetória, com destaque em Banzo, com 15 mil streams nas plataformas digitais. Ademais, Maré de amar, um feat com o Bola da banda Zimbra, também teve boa repercussão.
Alceu Valença expressa suavidade na pandemia com Saudade

Saudade é a nova música de Alceu Valença, disponível nas plataformas a partir desta sexta (9). O single antecede o álbum digital, de mesmo título, com lançamento marcado para 23 de julho pela gravadora Deck. Gravada em voz e violão, a canção foi composta durante o período de quarentena na pandemia. Nesta toada, que remete ao melhor de seu cancioneiro, Alceu Valença expressa com suavidade e lirismo o espanto diante do medo, das desigualdades, das despedidas. “Saudade da estrada, saudade da rua”, canta o poeta andarilho, acostumado a fazer nas canções a crônica de suas caminhadas diárias pelas ruas do Rio de Janeiro ou do Recife, como em “Andar, Andar ou Pelas Ruas que Andei”. “Saudade de amigos como eu confinados / que mesmo distantes estão ao meu lado”, afirma o autor habituado à apoteose das multidões. “Respiro o agora / esqueço o passado, os meses as horas”, receita o compositor diante da prolongada quarentena que faz nossos relógios caminharem lentos. “Projeto um planeta mais civilizado / saúde e empatia sem pobres coitados”, sonha o poeta de uma nação solidária, que se renova em Saudade. Balanço da carreira de Alceu Valença Alceu Valença é considerado um dos mais importantes representantes da música nordestina, com canções de estilo próprio e muita poesia. Dois de seus sucessos, Anunciação e Tropicana, se destacaram no estudo realizado pelo Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) sobre a sua obra, em homenagem ao seu aniversário. O cantor e compositor pernambucano, que completou 75 anos no dia 1 de julho, tem 298 canções e 620 gravações cadastradas no banco de dados da instituição. Anunciação e Tropicana ficaram em primeira e segunda colocação, respectivamente, nos rankings das músicas de Alceu Valença mais gravadas por outros intérpretes e mais tocadas nos últimos cinco anos no Brasil. Neste período, mais de 65% dos rendimentos em direitos autorais pela execução pública de música destinados ao cantor foram referentes aos segmentos de shows, música ao vivo e TVs.