Rocketman: Elton John discute com empresário em nova cena

Em Rocketman, o público conhecerá a intimidade de Elton John no início da carreira, como mostra a cena divulgada nesta terça-feira (28). No trecho, Elton (Taron Egerton) perde a paciência com John Reid (Richard Madden), seu empresário e primeira decepção amorosa. Dirigido por Dexter Fletcher, o longa é uma fantasia musical épica sobre a carreira do pianista. Em resumo, o filme mostra a jornada de transformação do tímido pianista prodígio Reginald Dwight em Elton John. Além de Taron Egerton (Elton John), o elenco conta com Jamie Bell (Bernie Taupin) e Richard Madden (John Reid). Exposição de fotos em São Paulo Rocketman estreia nesta quinta-feira (30) nos cinemas de todo o Brasil. Entretanto, quem passar por São Paulo, no Shopping Cidade Jardim, poderá ter um gostinho em uma incrível exposição de fotos do filme. São momentos marcantes vividos pelo ator Taron Egerton nas gravações, registrados por David LaChapelle. Do mesmo modo, a mostra também conta com fotos de cena feitas por David Appleby. As fotos ficam expostas no Shopping Cidade Jardim até o dia 7 de junho.

Série É o Bruno! é perfeita para maratonar em duas horas

Em um primeiro momento, a série É o Bruno!, uma das novidades recentes da Netflix, parece intragável. Uma historinha água com açúcar feita apenas para agradar o público apaixonado por pets. Não que depois se torne uma produção indispensável, mas as coisas melhoram. Como são apenas oito episódios, com duração entre 12 e 21 minutos, vale investir um tempinho nela. Ao todo, a primeira temporada tem apenas duas horas. A trama é simples: Malcolm (Solvan Naim) é um morador de Nova Iorque que dedica seus dias a cuidar do cão Bruno. Além disso, ele busca garantir que a vizinhança do bairro trate seu fiel escudeiro com o devido respeito. Malcolm não é uma pessoa fácil. É obcecado pelo pet, não quer que ninguém encoste no cachorrinho e trava duelos com um vizinho. Ou seja, quem tem o maior controle para mandar o bichinho sentar, deitar e rolar. Só que a disputa entre os dois ganha novos capítulos a cada episódio. Inconformado por não poder entrar com o cachorro no mercado, diferentemente do seu vizinho, que tem um pet estrela, Malcolm decide fazer o mesmo. Leva o dog para um fotógrafo especialista em imagens de pets. O que ele não esperava é que o cachorrinho fosse virar um exemplo de dog mal cuidado, que come as próprias fezes. É o Bruno! ganha fôlego no fim Não bastasse isso, Malcolm ainda precisa conviver com um viciado em crack e uma namorada maluca, que tenta sequestrar o bichinho. Então, pela história ter uma sequência de fatos novos, ela fica mais interessante. Nos últimos episódios, os roteiristas ainda conseguem arrumar um jeito de prender a atenção. Deixam um gancho forte para a temporada seguinte. Não darei spoilers. No fim das contas, É o Bruno! não é uma grande produção, os atores não convencem tanto nas interpretações, mas a historinha consegue segurar o público na frente da TV e deixa com esse gostinho por mais episódios. Como as últimas semanas não tiveram grandes estreias na plataforma, a série americana passa a ser um bom divertimento para o fim de semana. A Netflix ainda não confirmou a segunda temporada. Isso vai depender da audiência mundial. O custo, certamente, não é alto. Falta o público só.

Jardim de Bronze estreia temporada 2 em 9 de junho

A série original da HBO Jardim de Bronze estreia em 9 de junho, às 21h, no canal HBO e na HBO GO. Realizada na Argentina, a segunda temporada contará com oito episódios com uma hora de duração cada. A história de Jardim de Bronze acompanha Fabián Danubio (Joaquín Furriel) após o reencontro com sua filha Moira (Maite Lanata), por quem procurou durante dez anos. Fabián tenta levar uma vida normal e se conectar com a filha. No entanto, a revelação de que Moira não é sua filha biológica deixa a convivência ainda mais difícil. Enquanto os dois, mesmo em conflito, tentam se reaproximar, um acontecimento inesperado leva Fabián a investigação do sumiço de Martín. Aos 15 anos, ele desaparece sem deixar rastros, no mesmo dia em que seu pai, Daniel Cosme. A mãe de Martín, Andrea Rodríguez (Paola Barrientos), é quem pede a ajuda de Fabián, que contará mais uma vez com o apoio da policial Lidia Branco (Julieta Zylberberg). Jardim de Bronze foi criada por Gustavo Malajovich e Marcos Osorio Vidal, e tem direção de Pablo Fendrik e Hernán Goldfrid. Quem é quem em Jardim de Bronze FABIÁN DANUBIO (Joaquín Furriel): O reencontro com a filha estava longe de resolver os problemas de Fabián. Agora ele tem que enfrentar a dura verdade da traição e tentar se conectar com uma adolescente profundamente marcada pela experiência do cativeiro. Enquanto isso, o outro caso no qual Doberti estava trabalhando cruza o caminho de Fabián, como uma espécie de herança a seguir. MOIRA DANUBIO (Maite Lanata): Depois de passar grande parte da vida em cativeiro, Moira, aos 15 anos, vive mergulhada na leitura e presa às suas recordações. Isolamento, fobias, manias e mutismo são o resultado de dez anos dos quais se sabe muito pouco. Ela tem interesse pelas artes e quer fazer esculturas em bronze. ERNESTO DANUBIO (Rodolfo Ranni): O pai de Fabián é um tabelião aposentado e viúvo que vive cercado de livros. Embora seja solitário e pouco afetuoso, é uma das poucas pessoas que consegue se aproximar de Moira. A paixão pelos livros os conecta e se torna uma peça-chave para Fabián. CÉSAR DOBERTI (Luis Luque): O detetive particular César Doberti adorava seu trabalho – era paciente e perspicaz. Na primeira temporada assumiu o caso de Moira, o que acabou provocando a sua morte. Paralelamente estava fazendo outra investigação: o desaparecimento de um garoto de 15 anos, Martín Cosme, na noite em que seu pai foi assassinado. JULIA (Fernanda Callejón): A mulher de Doberti adora o marido e aceita sua profissão cheia de altos e baixos. Ela é capaz de enxergar o herói que os demais não percebem. Nesta temporada, veremos a relação dos dois nos meses anteriores à morte do detetive.

Com mais de 40 minutos de solos, Slash empolga em SP

Algumas coisas mudaram profundamente a sequência de Slash e seus amigos Myles Kennedy & The Conspirators. Da última vez que veio ao Brasil, em 2015, o músico ainda não tinha retornado ao Guns n’ Roses. Consequência disso, o repertório incluiu seis faixas da sua clássica banda. Entretanto, agora que voltou ao time de Axl Rose, qual seria a lógica de tocar canções como Paradise City, Sweet Child O’ Mine, Welcome to The Jungle e You Could be Mine? Sorte dos fãs, Slash tem isso bem claro na cabeça. Na atual turnê, Living the Dream, que passou pelo Espaço das Américas, em São Paulo, no último sábado, o guitarrista tocou somente uma faixa: Nightrain. Com a casa praticamente lotada, o grupo dedicou boa parte do set aos discos gravados com essa formação. Das 21 canções, 15 são dessa fase, que inclui os discos Apocalyptic Love, World on Fire e Living the Dream. Esse último, lançado no ano passado, teve sete músicas tocadas. Timidez de Slash Mas se essa mudança consciente no repertório surpreende os desavisados, Slash faz questão de manter características intactas. Uma delas é a timidez. Não fala quase nada e participa dos backing vocals em duas músicas: We’re All Gonna Die e Doctor Alibi, ambas cantadas pelo baixista canadense, Todd Kerns. As duas músicas, por sinal, foram gravadas com vocais de grandes nomes: Iggy Pop e Lemmy, respectivamente. Os dois foram alguns dos inúmeros convidados do disco solo do guitarrista, lançado em 2010. Homônimo, o trabalho conta com as participações de Ian Astbury, Ozzy Osbourne, Fergie, Chris Cornell, Adam Levine, Kid Rock, Dave Grohl, Duff McKagan, Izzy Stradlin e Steven Adler. O repertório do disco homônimo também inclui duas canções com vocais de Myles Kennedy, ambas tocadas no show de sábado: Back From Cali e Starlight. Solos extensos Mas voltando às características intactas de Slash, o guitarrista segue reinando na guitarra. Um dos mais habilidosos da história do rock, o músico não se priva nem um pouco dos seus clássicos solos. Ao término de Wicked Stone, por exemplo, solou por incríveis 17 minutos (!!!). E não foi só isso. Repetiu a dose no fim da apresentação, com mais nove minutos. Nos meus cálculos (não tão certinhos assim), o guitar hero solou mais de 40 minutos. É mais de um quarto do show. >> SAIBA COMO FOI O INÍCIO DA TURNÊ, EM LOS ANGELES Entretanto, quem estava lá por Slash (100% do público) não pode se queixar. Essa característica sempre foi muito presente em seu trabalho. Inclusive com o Guns n’ Roses. Ou seja, quem viu os mais de 40 minutos de solo, foi praticamente abençoado com uma masterclass no meio do show. Myles Kennedy boa praça Posteriormente, fica claro que Slash é o operário da noite. Seus solos valem muito mais que qualquer refrão. Mas Myles Kennedy não deixa por menos. Além da boa voz, o vocalista do Alter Bridge tem presença de palco e é atencioso o tempo todo com os fãs. Concluindo essa turnê, nos resta torcer para o Guns n’ Roses lançar um disco com inéditas e retornar ao Brasil. Ninguém vai reclamar se Slash intercalar uma temporada com Myles Kennedy, outra com Axl Rose. A resposta do público comprova isso. Devoção grande. Com o Guns é sempre gigante. Foto: Eduardo Valente / Estadão Conteúdo