Supervão e Miri Brock fazem love trap entre a bossa e indie em Celebridades

Expoentes da cena indie gaúcha para todo o país, Supervão e Miri Brock somam forças em uma faixa climática sobre amor próprio, encontrar autoestima a partir disso e se tornar protagonista do filme de sua própria vida. Celebridades une o vocal intenso da cantora com o flow cortante do grupo em um love trap com violão de bossa nova e guitarra de indie rock. Isso surge na descrição de um estilo de vida que se expressa através da moda (a calça Saint Tropez é citada), do cheiro (que tem a essência de um perfume Dior), do imaginário (como fica sugerido no verso “tu é minha Ferrari”) e do modo de amar (como é descrito em “escondo, mas te amo”, em “te dou perdido às vezes, te sinto longe às vezes, te quero tanto às vezes”). Celebridades é um encontro de dois dos principais nomes do cenário independente do sul do país. Supervão é um duo brasileiro de indie pop eletrônico formado em 2016 por Mario Arruda e Leonardo Serafini. O grupo já lançou três EPs, Lua Degradê (2016), TMJNT (2017) e Depois do Fim do Mundo (2020), e o seu primeiro álbum, Faz Party (2019), com patrocínio da Natura Musical, além de diversos singles com videoclipes que garantiram sua inserção na cena musical independente nacional. Já Miri Brock é um nome em ascensão no pop nacional. A pluralidade sonora e de amores habita a musicalidade da cantora desde seu primeiro single, o bem recebido Me Diz O Que É. A estreia solo vem na esteira de uma carreira de mais de 10 anos dedicados à música. De Santa Maria (RS), atuou e se destacou como vocalista na banda Louis & Anas (posteriormente rebatizada apenas como Louis), mesclando referências do soul, da disco music e do R&B. Agora, Miri está pronta para uma nova fase, oferecendo um olhar moderno e sob a perspectiva feminina e feminista sobre os amores fluidos. No início de 2022, a artista revelou o single e clipe Corre Amor. Dando prosseguimento a um ano cheio de novidades, Miri e Supervão colaboram nesta canção que contempla as personalidades de ambos os projetos.

Viper anuncia Timeless, seu primeiro álbum de inéditas em 15 anos

Reconhecido como um dos pioneiros do rock pesado no Brasil, o Viper está de volta com um álbum que traz 11 canções inéditas e o estilo que consagrou a banda no país e no exterior. Timeless, lançamento do selo Wikimetal, sai em 13 de julho. O primeiro single do disco, Under the Sun, chega às plataformas em 8 de abril. Timeless é produzido por Mauricio Cersosimo, que já trabalhou com nomes como Paul McCartney e Avril Lavigne, entre dezenas de vencedores e indicados ao Grammy. Ele produziu também To Live Again: VIPER Live in São Paulo, álbum/DVD ao vivo gravado na turnê em que Andre Matos voltou para a banda, em 2013, além do single The Spreading Soul Forever (2020). Timeless conta com pré-produção de Val Santos. O Viper é formado por Leandro Caçoilo (vocais), Felipe Machado e Kiko Shred (guitarras), Pit Passarell (baixo e vocais) e Guilherme Martin (bateria). A banda está em turnê pelo Brasil, desfilando seu repertório de clássicos que incluem Living for the Night, Rebel Maniac e To Live Again, entre outras. Depois de uma temporada no Norte e Nordeste, o Viper marca datas nas regiões Sul e Sudeste. O novo show do Viper foi elaborado para agradar em cheio aos fãs de todas as gerações. Com produção da TC7, ele será baseado nas lendárias turnês da banda pelo Japão e Europa, nos anos 1990. A diferença é que serão acrescentadas novidades do novo álbum, que serão tocadas pela primeira vez ao vivo. O repertório vai contar com sucessos das primeiras fases da banda, os álbuns Soldiers of Sunrise e Theatre of Fate, gravados com o vocalista Andre Matos, mas também com diversas canções gravadas com Pit Passarell nos vocais, presentes nos álbuns Evolution e Coma Rage. Com uma hora e meia de duração, o novo show do Viper deve ser um dos grandes destaques no país dessa nova fase de retomada das apresentações presenciais.

The Drums faz show único no Brasil nesta quinta-feira

Nesta quinta-feira (31) o selo e produtora Balaclava Records traz ao país a banda norte-americana The Drums para show único no Brasil. A apresentação acontecerá na Audio, em São Paulo, na Barra Funda. A banda formada no Brooklyn, Nova Iorque, rapidamente se tornou ícone indie da década passada com seus dois primeiros e aclamados álbuns, The Drums (2010) e Portamento (2011). Os ingressos estão à venda no site da Ticket 360. Com uma sonoridade post-punk e o new wave e famosa por remeter a grupos oitentistas como The Smiths, Joy Division e The Wake, a banda liderada pelo vocalista Jonathan Pierce passeia pelo indie pop e bebe na fonte do rock alternativo. O grupo comemora sua ótima fase, em turnê de dez anos de seu segundo disco, com sucessos como I Don’t Know How To Love, Days e o grande hit Money, canção que em 2021 voltou a popularizar graças ao TikTok, onde viralizou com mais de 500 mil vídeos compartilhados. Além disso, o grupo promete incluir músicas que marcaram sua trajetória, como Let’s Go Surfing, Down By The Water e Me And The Moon. O lançamento mais recente do The Drums é o excelente álbum Mommy Don’t Spank Me, de 2021. Essa é a quarta passagem do grupo pelo Brasil, que já se apresentou em casas de shows como Cine Joia e no festival Planeta Terra. Serviço Balaclava apresenta: The Drums (EUA) em São Paulo31 de março – quintaA partir de R$ 130Audio ClubAv. Francisco Matarazzo, 694 – Barra Funda

HENRI lança single Coração de Plástico e anuncia primeiro álbum solo

Com trabalhos paralelos na cena independente, como o duo de indie pop Carpechill e a banda Corte Aberto que teve seu EP produzido por Chuck Hipolitho, HENRI anunciou seu primeiro álbum em carreira solo. Alter ego de Thiago Henrique Vasques, o nome artístico nasceu ainda nos projetos paralelos do músico, nascido em Santos e radicado em São Paulo. HENRI deu o start em seu projeto solo no período da quarentena, quando – no mood “bedroom pop” – produziu e gravou um EP contendo cinco faixas, intitulado Músicas de Gaveta. O EP teve masterização de Joe Irente, que a partir daí estreitou uma parceria com o músico que culminaria na produção musical de seu álbum Secreto Amor. Com referências distintas, HENRI voltado para o pop e o indie rock, e Joe Irente para a vertente da música eletrônica experimental, artista e produtor encontraram no new wave seu elo comum. Revisitando composições antigas de HENRI, Coração de Plástico foi a primeira faixa escolhida para trabalharem juntos e que acabou por ditar toda a estética do álbum. De acordo com HENRI, a demo soava parecido com Two Door Cinema Club: “um indie pop genérico, mas com boas melodias e refrões cativantes”. Com o trabalho de produção musical, a faixa ganhou ares de new wave. “Apesar da escolha por sons analógicos, sintetizadores monofônicos e drum machines que remetem à estética synth pop, o new wave está na junção de todos os elementos, os variados ritmos rolando ao mesmo tempo, percussões como bongo, guitarra e violão… a estrutura da música tem como referência Talking Heads”, diz o produtor Joe Irente. A letra de Coração de Plástico aborda como tema central relacionamentos entorpecidos por conflitos internos potencializados pela fugacidade do dia a dia, própria da vida pós-moderna. “A música reflete o fracasso do homem moderno em lidar com a velocidade das coisas e o peso da vida adulta, trazendo percalços e dificuldades nas relações amorosas em que vive”, revela HENRI. Dirigido por Jessica Crusco e Fernanda Degolin que formam dupla e assinam suas produções audiovisuais como The Mysterious, com fotografia de Leo Ramires, roteiro e edição do próprio artista – que trabalha com audiovisual em paralelo à carreira musical – o videoclipe subverte a real intenção da letra da música, que trata de uma relação amorosa. Já o clipe transmite outra mensagem através de uma alegoria, que é o nascimento da sua persona como músico. “O videoclipe fala sobre as dificuldades em ser um artista independente, misturado com as inseguranças que assombram todo o artista, seria a motivação pela escolha, mas tudo se mistura também com o questionamento: como se preparar para ser um artista pop hoje em dia?”, conta HENRI. Assista ao videoclipe de Coração de Plástico

Plebe Rude lança lyric video de A Quieta Desolação; ouça!

Na última sexta-feira (25), os veteranos da Plebe Rude lançaram mais um single da série Evolução, um trabalho temático, divido em duas etapas, que narra o desenvolvimento do homem desde os primórdios. A faixa A Quieta Desolação faz parte do Evolução, Volume 2 e conta com a participação da cantora mirim Ana Carolina Floriano, que participou recentemente do programa The Voice Kids. A artista de 13 anos já havia feito uma parceria com a Plebe Rude na canção Nova Fronteira do álbum Evolução, Volume 1, lançado em 2019. “Sentimos que a voz dela casou perfeitamente com as músicas. Foi o diretor de Evolução, O Musical, cuja produção fora interrompida pela pandemia, Jarbas Homem de Mello, que indicou vários nomes e nos encantamos com a Ana Carolina Floriano”, revela o vocalista Philippe Seabra. Seabra, que é o autor de A Quieta Desolação diz que a faixa aparece no musical Evolução no episódio 10 do segundo volume. “É o momento quando o Homo sapiens, já bastante evoluído, olha para o céu e vê o espaço, a começar pela lua, como alternativa à terra, já que este não soube cuidar. A música foi inspirada nas primeiras palavras do segundo homem na lua, o companheiro de Neil Armstrong, Buzz Aldrin, quando teve a sua chance de pisar na lua naquele momento em 1969 tão marcante para a humanidade. Ele falou ‘Linda vista, magnifica desolação’”, conta o músico, que ainda produziu a faixa, mixada por Kyle Kelso e masterizada por Guto Gonzalez. O single ganhou um lyric video assinado por Fernando Dalvi, responsável também pela arte de capa de A Quieta Desolação. A Plebe Rude ainda tem alguns planos para este ano, e a volta definitiva aos palcos é um deles. “Queremos voltar a estrada depois desses dois anos de pandemia, lançar o volume 2 de Evolução e preparar um DVD ao vivo acústico”.

Bonfire Season lança A Árvore, primeira música em português

O quarteto paulistano Bonfire Season mantém a agressividade, peso e estética contemporânea do seu metal/hardcore em A Árvore, a primeira música cantada em português. O single, que chega ao streaming pelo selo Artico Music, também ganha lyric video. A Árvore é cadenciada, deixando um pouco a velocidade de lado. No entanto, possui um colossal peso etéreo, recheada de elementos muito fortes de natureza, tanto na letra quanto na sonoridade, como barulho de vento e chuva. Neste single, a Bonfire Season traça um paralelo entre a árvore que se mantém de pé, independente de uma tempestade, e a pessoa que passa por traumas e, mesmo assim, não desiste de continuar vivendo. “É sobre passar pela dor e dificuldade e se manter perseverante, mesmo quando tudo vai contra você”, comenta a banda. Em termos técnicos, A Árvore segue o padrão de 7 cordas, afinações baixas, e exímio cuidado com timbres.

Andre L. R. mendes transforma Dom Quixote em folk baiano

Um encontro entre o folk e a música brasileira marca A Vida do Herói, canção narrativa de andre L. R. mendes que segue os trabalhos do músico baiano para este ano. O prolífico artista segue construindo sobre sua trajetória solo em composições que mesclam musicalidade e contação de histórias, ritmo e poesia. A letra buscou inspiração na clássica saga do cavaleiro andante Dom Quixote para descrever a história (ora trágica, ora cômica) compartilhada por todos os heróis da história humana. A composição ambiciosa partiu dos versos para a música. Embora a letra grandiosa possa parecer desafiadora, foi no momento de traduzir aquela narrativa em arranjo que andre teve sua tarefa mais árdua. Sem refrões, pontes ou frases de efeito, A Vida do Herói se torna uma saga por si só e, em apenas quatro minutos, conta as desventuras de um personagem universal que busca superar as dificuldades do caminho – apenas para encontrar seu algoz e não ter o final feliz prometido. “Depois de tentar, um, dois, três arranjos e quase desistir de gravar essa composição, percebi que o mais importante dessa música era a letra e que o arranjo deveria ser o mais minimalista possível pra não desviar a atenção. Afinal, uma canção que não tem nenhuma frase que se repete já diz obviamente o que mais importa nela”, reflete Mendes.

Apto Vulgar mostra caminho paralelo de propagandas no álbum Sabotagem

No segundo disco da carreira, Sabotagem, o quarteto Apto Vulgar, de Jacareí (SP), carrega as dez faixas com mensagens de alerta e questionamentos sobre o duro cotidiano em que todos querem ao menos dignidade para seguir em frente. Gravado ao longo de 2021 no 1100 Estúdio, em Diadema (SP), Sabotagem soa propositalmente cru e orgânico. Escancara o punch dos acordes e realça a quebrada da bateria graças à cuidadosa mixagem e masterização do produtor Vinicius Buchecha. O álbum mostra o amadurecimento do Apto Vulgar, tanto na sonoridade, colocando o HC old school em diálogo com variáveis contemporâneas do gênero ou misturando com hip-hop e heavy metal, como também nas mensagens das letras, que trazem urgentes críticas sociais, questões da conduta humana e sobre a vida cotidiana. “Sabotagem é um disco sólido, onde conseguimos nos expressar de várias formas através da música, contar várias histórias, cada uma delas fala de alguma coisa real, um problema social ou interno. E um disco político de várias formas, é sobre amor, sobre raiva, e todo tipo de sentimento que podemos ter”, comenta o vocalista Bonzo. Dorgs (guitarra), Luciano Leres (bateria) e Rafael “Mortão” (baixo) completam a banda, na ativa desde 2012. Aliás, recentemente, no pré-lançamento de Sabotagem, fez shows ao lado de Ratos de Porão, Bayside Kings, Surra, Garage Fuzz, entre outras. E por falar em Bayside Kings, o vocalista Milton Aguiar canta ao lado de Bonzo em uma das faixas, Tempo e Espaço. A música é uma das mais impactantes de Sabotagem, com uma dinâmica que vai crescendo e repleta de referências ao hip hop.

Entrevista | Hanson – “Prefiro sangrar a ter que viver uma vida acorrentada”

Em outubro, o Hanson desembarca no Brasil com a turnê mundial Red Green Blue 2022. O trio irá se apresentar em sete cidades: Porto Alegre (11 de outubro no Bourbon Country), Curitiba (12 no Live Curitiba), Ribeirão Preto (14 na Arena Eurobike), São Paulo (15 no Espaço das Américas), Uberlândia (16 no Sabiazinho), Brasília (19 no Centro de Convenções Ulysses Guimarães) e Rio de Janeiro (21 no Qualistage). A tour chega ao Brasil após rodar Europa, Reino Unido, Estados Unidos, México e alguns países da América do Sul. Os ingressos já estão à venda. Confira mais detalhes no fim do texto. Responsável por um dos maiores hits dos anos 1990, MMMBop, o trio composto pelos irmãos Clarke Isaac Hanson (guitarra, baixo, piano e vocal), Jordan Taylor Hanson (piano, percussão e vocal) e Zachary Walker Hanson (bateria, piano e vocal) completa 30 anos de carreira com mais um álbum no forno, Red Green Blue. Com um terço do álbum escrito e produzido por cada irmão (Taylor’s Red, Isaac’s Green e Zac’s Blue), o novo trabalho reúne as três vozes criativas e únicas como nunca antes e uma equipe de colaboradores. No repertório dos shows, além das músicas do novo álbum, o Hanson irá apresentar pela primeira vez as canções de Against The World (2020) e grandes sucessos, como MMMBop, Where’s the Love e Save Me. Isaac Hanson conversou com o Blog n’ Roll sobre a turnê, novo álbum, relação com o Brasil e influência de MMMBop na vida dele e dos irmãos. Confira abaixo. Já são 30 anos de estrada e vários lançamentos marcantes até aqui. Qual é o balanço que vocês fazem desse período? Bom, foi muita coisa vivida nesses álbuns e músicas. Nosso primeiro single fala para se preocupar com o que realmente importa, porque no fim essas são as coisas que são preciosas. Em outras palavras, colocar seu coração e alma no que realmente importa. Seja no nosso relacionamento com a audiência que ficou com a gente todos esses anos, ou encontrando sua coragem, escrevendo a melhor canção que você pode ou aceitando riscos e começando um selo de gravadora e todos a sua volta não acreditarem que você consegue.  É muito tempo de vida, nós passamos de adolescentes para adultos, que têm seus próprios adolescentes. Eu me sinto muito sortudo. Tem muita (experiência de) vida nessas músicas. E nos sentimos gratos de poder compartilhá-las com as pessoas. O que você acredita que mudou, evoluiu na trajetória de vocês e o que procuraram manter como característica da banda? Certamente uma parte significante que as pessoas conhecem da gente é a nossa harmonia cantando juntos e isso é algo que temos feito consistentemente ao longo dos anos. Não é algo que tentamos manter, é algo divertido de fazer. E é algo meio que fácil de fazer para nós. Fazemos tanto e há muito tempo. Também é algo meio que especial… não tem nada como harmonia, literalmente, música  e vozes harmonizadas. Mas também harmonia no sentido de juntar as pessoas seja pela música na performance ao vivo ou lançar álbuns e as pessoas ouvirem juntas pelo telefone, rádio ou TV.  A nossa esperança é reunir as pessoas e ajudá-las a encontrarem um pouco de paz, alegria e força para enfrentar o mundo. Muito se fala sobre uma banda estar junta há tanto tempo e o quão desgastante isso pode ser para a relação entre os integrantes. No caso do Hanson, formado por três irmãos, a situação é mais controlada? Como é o entendimento entre vocês depois de tanto tempo trabalhando juntos? Eu estaria mentindo se não disse que em vários momentos meus irmãos me deixam louco. E eu também os enlouqueço. As coisas que você ama também são as coisas que o enlouquecem. Se você já esteve em um relacionamento longo, sabe que geralmente não vai brigar no primeiro mês que vocês se conheceram, a menos que você realmente não goste da pessoa. Geralmente você não briga até conhecer muito bem a pessoa e algumas situações desafiadoras aparecerem.  Eu e meus irmãos temos muito em comum e confiança um no outro, mas isso também tem seus limites e você tem que achar maneiras de minimizar essas questões. Uma das coisas que acho muito valiosa desse último álbum é que nos apoiamos uns nos outros de uma maneira que nunca tínhamos feito.  Pela primeira vez em nossas carreiras nós não iríamos escrever músicas juntos. Cada um teria cinco músicas. Vamos fazer nosso melhor e ir em busca de ideias como compositores individuais e artistas individuais.  Podemos trabalhar e gravar esse disco juntos, mas eu não vou falar para você o que fazer, não serei seu editor, produtor, vou confiar em você e servir sua visão criativa… e isso é muito difícil de fazer e muito poderoso quando você consegue.  Eu estaria mentindo se dissesse que esse processo curou algumas feridas que nós não sabíamos que tínhamos porque foi muita coisa que cada um teve que se responsabilizar. Eu preciso sustentar essa ideia de um jeito diferente. Porque eu amo escrever com o Taylor e o Zac, eles são excelentes compositores. Nós escrevemos coisas diferentes quando fazemos isso juntos.  As ideias que eu quero que eles sigam, às vezes são diferentes das que eles querem. Então foi muito interessante nos permitir que cada um pudesse fazer isso individualmente. E cada um vai poder falar: “Isso é o que eu quero, essa é minha música favorita e é isso que vou tocar”. O álbum é obviamente dividido em três partes, isso é muito claro. Até porque nós três temos vozes muito diferentes. Nós temos vozes similares, mas a minha é mais profunda que a deles. Zac e Taylor têm vozes similares, mas também diferentes.  Foi muito incomum para o Ben poder falar que iria fazer três projetos solos e cada um seria o vocalista em cada parte deste disco. O Kiss fez isso, acho que em 1978, eles lançaram quatro discos em que cada um deles era o vocalista. E o meu