Hoodoo Gurus tocará novo álbum em evento online

Em uma prévia exclusiva, os fãs do Hoodoo Gurus em todo o mundo poderão ouvir o décimo álbum de estúdio da banda, Chariot of the Gods. Em resumo, o disco será tocado na íntegra pela primeira vez. Ademais, o eMusic Live transmite um evento especial pré-gravado no Damien Gerard Studios, em Sidney. A transmissão será compartilhada às 6h desta quinta-feira (10), antes do lançamento oficial do álbum na sexta-feira (11). Não é apenas uma prévia especial do álbum, mas também um agradecimento aos fãs leais ao redor do mundo. Aliás, eles estão esperando pelos shows nos últimos dois anos. Os fãs na América do Norte que compraram ingressos para a turnê recentemente cancelada receberam ingressos de cortesia para a transmissão pelos Gurus e eMusic Live. Os ingressos custam US$ 8. Chariot of the Gods é o clássico Gurus – 13 faixas (16 na edição deluxe) apresentando o lirismo relacionável e a composição inigualável colocada em um contexto distintamente australiano pelo qual a banda é conhecida. O vocalista Dave Faulkner falou mais sobre a gravação do álbum Chariot of the Gods, em comunicado enviado à imprensa. “Os últimos dois anos foram frustrantes e estressantes para todos, mas para os Hoodoo Gurus, essa nuvem escura teve um lado bom. Forçados a confiar em nós mesmos ao invés do mundo exterior para validação, houve um renascimento criativo dentro da banda que resultou em um novo álbum. Mais importante de tudo, os laços musicais entre nós quatro nunca foram tão fortes. Quando as discussões são todas sobre quais músicas estamos tristes por ter que deixar de fora do álbum, isso é um bom sinal. Estou dizendo a vocês, pessoal, temos uma verdadeira mola em nossos passos agora”.
Red Hot Chili Peppers libera mais uma prévia do novo álbum; ouça Poster Child

Depois de anunciar o álbum Unlimited Love com o lançamento de Black Summer, o Red Hot Chili Peppers estreou nesta sexta-feira (4) mais uma faixa do novo disco: Poster Child. O single também ganhou uma versão animada de clipe. Unlimited Love está previsto para ser lançado no dia 1 de abril e marca a reestreia oficial de John Frusciante como guitarrista da banda depois de mais de 15 anos, e também o retorno do produtor e amigo de longa data Rick Rubin, que já colaborou com Johnny Cash e Adele, e caminha com o Red Hot Chilli Peppers há 30 anos. O novo álbum também terá edição física em CD e será vendido no Brasil. A pré-venda já está disponível. O primeiro single do projeto, Black Summer, já ultrapassou a marca de 16 milhões de streams e mais de 20 milhões de views no clipe oficial, que contou com a direção de Deborah Chow, responsável também por assinar a direção da série Mandalorian, da Disney+. Para Frusciante, que teve a primeira experiência de estúdio como um Red Hot Chilli Pepper desde a saída dele, em 2006, o álbum representa mais do que apenas fazer música. “Quando começamos a compor o material, estávamos tocando músicas antigas como Johnny Watson, The Kinks, The New York Dolls, Richard Barret e tantos outros. E gradualmente começaram a surgir novas ideias, transformamos acordes em canções, e depois de alguns meses, tudo estava aqui. O sentimento de diversão que tivemos enquanto estávamos tocando para outras pessoas nos acompanhou o tempo todo em que estivemos compondo. Pra mim, esse álbum representa nosso amor por isso, e a nossa em fé em nós mesmos”. Confira a tracklist de Unlimited Love 1.Black Summer 2.Here Ever After 3.Aquatic Mouth Dance 4.Not The One 5.Poster Child 6.The Great Apes 7.It’s Only Natural 8.She’s A Lover 9.These Are The Ways 10.Whatchu Thinkin’ 11.Bastards of Light 12.White Braids & Pillow Chair 13.One Way Traffic 14.Veronica 15.Let ‘Em Cry 16.The Heavy Wing 17.Tangelo
Placebo compartilha novo single Happy Birthday In The Sky

A banda Placebo compartilhou o single Happy Birthday In The Sky nesta sexta-feira (4). É o último som que será lançado antes do aguardado álbum Never Let Me Go, previsto para o próximo dia 25. Happy Birthday In The Sky segue os singles recentes Beautiful James, Surrounded By Spies e Try Better Next Time, onde cada um ofereceu um vislumbre único do que vem pesando nas mentes da banda nas próximas décadas desde o último álbum lançado. Se os singles de abertura do álbum consideraram temas de responsabilidade social, saturação da tecnologia e o verdadeiro lugar da humanidade no mundo, Happy Birthday In The Sky é Placebo em seu melhor momento de coração partido. Brian Molko agarra cada palavra e a libera em uma enxurrada de sentimentos derramando expressões controladas, revisitando emoções sombrias para contar uma história de perda e os mecanismos que usamos para lidar com isso. “Happy Birthday In The Sky, para mim, é um dos momentos mais dolorosos do álbum. Happy Birthday In The Sky é uma frase que uso há algum tempo. Quando eu digo feliz aniversário para as pessoas que não estão mais conosco, isso comunica o tipo de dor que que somos muito, muito bons em nos comunicar. Você conhece aquela sensação de perda, aquela sensação de desespero. É como se uma parte de seu corpo e sua alma tivessem sido arrancadas de você injustamente. E você definha e definha, e você espera”, comenta Molko.
Di Ferrero lança Descansa, com participação de Clarissa

Di Ferrero divulgou nesta sexta-feira (4) um single em parceria com a cantora Clarissa. A faixa Descansa já está disponível em todas as plataformas de streaming. A canção é o terceiro single, que sai pelo selo slap, da Som Livre, que o cantor disponibiliza e que fará parte de seu álbum de estreia na carreira solo, a ser lançado ainda nesse semestre.. Di comentou sobre o lançamento e a parceria com Clarissa: “Descansa é um som despretensioso que fiz por acaso no trânsito caótico de SP. A música e a letra saíram ao mesmo tempo e sempre imaginei uma voz feminina nela, pois a música é uma conversa. Quando a Clarissa gravou fez mais sentido ainda, ela colocou a personalidade dela e elevou a música de um jeito natural! Acabou virando uma das minhas preferidas do álbum novo. Ao mesmo tempo que o som tem timbres modernos é a parte orgânica a que mais se destaca”. “Trabalhar com o Di com certeza foi um sonho profissional realizado. Descobri que ele não é só um artista incrível, mas uma pessoa maravilhosa. Descansa me traz uma leveza e divertimento que vejo muito no Di! Foi um prazer enorme participar tanto da gravação da música quanto do clipe. É um dos trabalhos que mais gostei de fazer”, celebra Clarissa. Descansa também ganha um leve e romântico clipe, com direção de Felipe Fonseca. Di e Clarissa, contracenam em uma casa, com diversos objetos, inclusive itens pessoais que os artistas levaram. A dupla extravasa num momento de intimidade, entre elementos e cores que vão surgindo a cada cena. Algumas filmagens foram feitas com uma câmera Super 8mm, trazendo às filmagens textura. O vídeo foi lançado com exclusividade pelo TikTok na noite de ontem, numa ação pioneira da plataforma no Brasil. Além da exibição do clipe, os fãs puderam assistir ao making of e acompanhar um bate-papo com os artistas, que falaram sobre os bastidores do clipe e a parceria. Ao longo da exibição, mais de 60 mil espectadores passaram para conferir a novidade. Descansa, junto com Intensamente e Aonde É O Céu, estarão no primeiro álbum solo do artista, que será disponibilizado este ano.
Victor Boaventura abraça novos ares no single Califórnia Nunca Mais

O cantor, compositor e multi-instrumentista sergipano Victor Boaventura começa a abrir os caminhos para seu terceiro EP, Calma. O single Califórnia Nunca Mais é uma amostra da versatilidade do músico, cantando em português e inglês, sobre as mudanças na vida. A faixa está disponível para streaming pelo selo Caravela, via Warner Music Brasil. Para este novo single, Victor revisita uma canção que havia composto há alguns anos, mas ainda não havia chegado na forma ideal – até agora. “Diferente do meu single anterior Calma, que estava numa gravação de celular que eu tinha guardado e era um experimento de uma música que era pra ser samba rock, Califórnia Nunca Mais já havia sido gravada duas vezes com minha antiga banda. A música inclusive se chamava Randys Flash Randys, a sua primeira versão era toda em inglês e levava uma ideia de um indivíduo que queria vida fácil, foi morar nos EUA achando que era moleza e depois voltou para o Brasil. Nessa versão ela era bem funk/rock, bem a cara do Red Hot Chili Peppers”, recorda Victor. A mudança na letra, agora também em português, e nas inspirações musicais veio da vontade de se comunicar com um público maior. “Quando estava gravando esse novo EP, sabia que podia tentar mais uma vez, é uma música que gosto muito de tocar e sinto na plateia uma energia enorme, então chamei o Lucas Black para fazer uma releitura da música, tentando incorporar novos elementos e preservar alguns riffs. Além disso fiz pequenas mudanças na letra e diminuímos a música que tinha cerca de 6min e hoje tem 4:06. Essa pequena Frankenstein hoje sem dúvidas é uma das músicas que mais gosto desse novo trabalho e atingiu a sua melhor versão”, analisa o músico. Victor Boaventura inaugura um novo capítulo de sua trajetória na música iniciada em 2002. O artista reúne influências de rock, blues, MPB e world music. Depois de uma passagem por bandas e projetos coletivos, como Rota 93 e Blu-Dogs, Victor vem construindo uma sólida atuação solo, prestes a ganhar novas canções com o próximo EP. Em Califórnia Nunca Mais, Victor aborda as diferentes fases da vida, onde mudanças repentinas nos levam para destinos inimagináveis. Agora, o músico está prestes a se reinventar novamente, após os EPs Midnight Train e Homem de Barro, reunindo canções em inglês e português, respectivamente. Agora, Boaventura fará de Calma a terceira parte dessa trilogia.
Delnur lança clipe “Mind-Brain-Body”

O músico carioca Vic Delnur, conhecido por projetos como a banda Water and Man, abriu um novo capítulo em seu trabalho solo com um single inédito. Mind-Brain-Body transforma as experiências do artista com depressão e ansiedade em música para refletir sobre um conceito holístico do eu, em que mente, cérebro e corpo estão integrados. O single chega bem a tempo de Delnur subir ao palco com sua banda no Okeechobee Festival, que acontece no começo de março na Flórida. Agora ele lança clipe que dialoga com a busca por equilíbrio. Musicalmente, Mind-Brain-Body segue a explorar o universo do artista entre a eletrônica, o indie, o pop e a neopsicodelia, com sintetizadores se encontrando com guitarras suingadas. A letra é um convite ao escapismo, a se perder nas sensações quando os estímulos externos são excessivos. De chá verde a caipirinha, mente, corpo e cérebro embarcam em uma jornada ao mesmo tempo dançante e reflexiva. “Eu escrevo sobre experiências pessoais, e essa letra fala do meu relacionamento com depressão e ansiedade. Minha cabeça funciona muito rápido, pensando várias coisas ao mesmo tempo, e estou revendo a quantidade de informação que eu consumo no meu dia a dia e tentando reduzir tudo isso. Essa música tem um astral leve, no primeiro verso eu falo sobre provar chá verde de manga e queijo, que descobri numa loja asiática de smoothie aqui em NY, quero falar de viver o momento, no presente. De algum modo essa música é uma forma de cura pra mim, estava lendo sobre o estudo da ‘mente-cérebro-corpo’ e quis cantar sobre isso numa vibe de celebração”, explica Delnur. Esse conceito foi um ponto de partida para o artista. Ele denota que somos seres integrados e nossas mentes – incluindo a capacidade de pensar, lembrar, raciocinar, planejar e sentir – não estão separadas do resto do corpo, ou mesmo dos ambientes onde vivemos. “Recentemente, através da mídia popular, ouvimos muito sobre o cérebro. Dizem-nos que o cérebro controla nossa moral e ética, nossa felicidade ou tristeza, nossa memória, nossa saúde, nossa…. E a lista continua. A ciência ‘mente-cérebro-corpo’ desafia amplamente esse pensamento, observando que não somos apenas vítimas passivas de nossos cérebros”, completa. Essa abordagem de unir pólos aparentemente diferentes é algo que permeia o trabalho de Delnur. Nascido e criado no Rio de Janeiro, o multi-instrumentista e produtor atualmente baseado em Nova York – onde comanda a Mapa Sound, produtora especializada em music branding e design de som – cresceu cercado de pianos e sintetizadores. Seu pai, maestro e produtor, e a mãe, cantora e arte-terapeuta, contribuíram para essa paixão. Suas raízes brasileiras em contato com as novas fronteiras da música – seja a feita em NYC, seja a que teve contato durante uma temporada em Londres – servem de base para um trabalho de expressão única. Nessa nova etapa solo, Vic explora novas sonoridades em parceria com o co-produtor e baterista Thiago Dom. Em Delnur, Vic irá mergulhar em questões íntimas, como saúde mental, relacionamentos, fé e a vida de imigrante, transformando suas reflexões em canções. A estética musical é toda inspirada no brilho da disco setentista, da música brasileira e da psicodelia. “Meu novo projeto musical é para todos que querem saber mais sobre celebrar os momentos ruins, viver com ansiedade, amar sem esperar nada de volta, vitaminas de manga e açaí”, resume Vic.
Wallows retorna com “At The End Of The Day”

O trio de rock alternativo Wallows revelou seu mais recente single, At the End of the Day. Se unindo a Jason Lester (Animal Collective) pela terceira vez, o vídeo mostra Wallows numa viagem de carro explorando as muitas facetas de Las Vegas com paradas pelo Pinball Hall of Fame, Fremont Street, Peppermill, A Little White Wedding Chapel, e Jean/Roach Dry Lake Beds – que não estaria completa sem uma corrida com Elvis. Sobre o significado e inspiração por detrás do single, Dylan Minnette diz: “At the End of the Day é sobre estar bem investido em uma relação com alguém e ter medo de que no fim de tudo encontre a s mesmo condenado, mas você só quer que a pessoa seja feliz, não importa como”. Em resumo, a música anuncia o aguardado novo álbum da banda, Tell Me That It’s Over, chegando em todas as plataformas no dia 25 de março – pré-vendas estão disponíveis. Tell Me That It’s Over marca um super esperado retorno dos Wallows após seu aclamado primeiro disco, Nothing Happens. Produzido pelo ganhador do Grammy John Congleton (St. Vincent), o projeto se mostrou um dos mais bem executados álbuns de estreia dos últimos anos. Aliás, conquistou a platina duas vezes com o single Are You Bored Yet? (Feat. Clairo). Confira a tracklist completa: Hard to Believe I Don’t Want to Talk Especially You At the End of the Day Marvelous Permanent Price Missing Out Hurts Me That’s What I Get Guitar Romantic Search Adventure
Rock in Rio anuncia Migos, Offspring e CPM 22

Faltando um mês para o início da venda de ingressos, o Rock in Rio anunciou mais três atrações: Migos, The Offspring e CPM 22. No dia 4, os rappers do Migos, grupo composto pelos renomados Quavo, Offset e Takeoff, faz a estreia no Brasil e no Palco Mundo com seus hits Bad and Boujee, Walk It Talk It e Slippery. Já no dia 8 de setembro é a vez da californiana The Offspring apresentar os clássicos The Kids Aren’t Alright e Self Esteem. Por fim, o CPM22 que vai abrir a noite. A organização do Rock in Rio anunciou o início de venda de ingressos para 5 de abril, às 19h. Em resumo, nesta data, o público poderá entrar no site oficial para comprar seus ingressos. Membros do Rock in Rio Club e cliente Itaú terão pré-venda em 17 de março. Após três anos longe dos fãs, a Cidade do Rock abre seus portões dia 2 de setembro e segue sua programação pelos dias 3, 4, 8, 9, 10 e 11. Junto a estes anúncios, o festival também apresenta uma nova cenografia para o Palco Mundo, feita com aço 100% reciclado. Aliás, a estrutura será ainda maior, com mais de 100 metros de largura e altura equivalente a um prédio de 10 andares. Além de toda cenografia renovada, ele também terá efeitos especiais por meio de uma programação de luzes.
Entrevista | Spoon – “A pandemia me fez confrontar questões sombrias”

Veterana do rock alternativo dos EUA, a banda Spoon lançou recentemente o seu décimo álbum de estúdio, Lucifer On The Sofa. O disco é o primeiro desde Hot Thoughts, de 2017. Com gravações no Texas e Califórnia, Lucifer On The Sofa traz nove faixas autorais e uma releitura de Held, do Smog, que abre o álbum. Um dos membros originais do Spoon, ao lado do vocalista e guitarrista Britt Daniel, o baterista Jim Eno conversou com o Blog n’ Roll sobre o novo álbum, lembranças do Brasil, pandemia e influências na carreira. Como surgiu o título deste álbum? Qual foi a inspiração para este nome curioso? Britt escreveu a música e decidimos dar esse nome ao álbum. Não é como se eu e ele falássemos muito sobre os significados por trás das coisas. Para mim, é como se a pandemia me fez confrontar questões sombrias como mais importantes ou que vieram à tona. Sou um workaholic, consigo sempre me distrair e não ter que lidar com essas coisas, mas não tem para onde correr quando você está nesse lockdown há dois anos. Você meio que tem que olhar o que está escondido. Olho para isso como algo que você vai ter que lidar em algum momento e ele está lá sentado no sofá, te observando. Como foi o processo de gravação do álbum? Teve alguma dificuldade por causa da pandemia? Precisou adaptar algo? Sim, foi bem no meio da nossa gravação. Nós tivemos que fazer várias mudanças no cronograma. Nós tínhamos talvez três quartos do álbum finalizados, estávamos muito perto de terminar e prontos para mixar e então veio a pandemia. O que aconteceu foi que nós não conseguimos mais nos encontrar, obviamente porque era uma sala pequena e essa é uma doença transmitida pelo ar, não era seguro ficarmos juntos. Então o Britt usou seu tempo para escrever mais músicas. Então tem músicas como, obviamente, Lucifer on The Sofa, acho que Wild e Devil and Mr. Jones que não estariam no disco, sabe? Mas acho que tiveram duas vezes em que todos voariam para Austin (Texas) e tivemos que cancelar porque os números (da covid) estavam tão altos. Tivemos que pensar muito rápido, cortando coisas no último momento… Felizmente, Britt estava em Austin e ele aparecia e fazíamos algumas coisas, mas a pandemia nos afetou muito. No entanto, nós conseguimos superar! O Spoon carrega uma forte influência do rock clássico e do art rock em seus trabalhos. É algo que predomina em suas influências? Você consegue pensar em alguma influência de sua terra natal também (Texas)? Sim, eu sinto que esse disco teve muita influência do rock clássico, do começo do ZZ Top, Cheap Trick, John Lennon, Plastic Ono Band… o som de um bando de caras apenas tocando em uma sala. Esses são os discos que amamos, que crescemos ouvindo. Para nós esse é o disco que mais tentamos chegar próximo disso. Como é sua expectativa de viajar e divulgar Lucifer on the Sofa em outros países? O que significa para você fazer uma turnê com o Spoon? Nós adoramos ir para o Brasil… Nós queremos tocar para todos, sabe? E o público brasileiro é incrível, nós não vemos a hora de ir para o Brasil. Você tem alguma previsão do Spoon vir para o Brasil? Um mês ou ano? Nós definitivamente não temos um mês. Vocês terão Lollapalooza no mês que vem. Será que vai ter ou não? Tem muita incerteza ainda e acho que não conseguimos planejar se vocês ainda não sabem se os shows irão acontecer ou não, entende? Talvez no final do ano. Se tivermos o ok e estiver tudo bem, nós podemos ir e fazer funcionar. Você se lembra de alguma história curiosa da passagem de vocês pelo Brasil, em 2018? Eu lembro de uma história, mas não é muito engraçada. Nosso último show foi em São Paulo e nós terminamos muito cedo, então eu e o Gerardo, guitarrista, pensamos, vamos mudar nossos voos e voar essa noite. Então trocamos os voos, entramos na van para o aeroporto e colocamos no Google e apareceu que iríamos demorar quatro horas para fazer 24Km… Isso não pode ser verdade, eu pensei. Nós ficamos sentados na van por 4 horas, perdemos nosso voo e tivemos que ficar em um hotel de merda. E acabamos pegando exatamente o mesmo voo que iríamos pegar no dia seguinte, que havíamos cancelado. O tráfego nos ferrou (risos). Chegou a assistir algum show no momento que as regras ficaram mais brandas? Teve uma janela no ano passado, quando as pessoas começaram a se vacinar e antes da chegada da Ômicron, foram os nossos “Loucos Anos 20”, aquele período entre a Primeira e Segunda Guerra Mundial, quando todos estavam dançando, muito felizes. Em resumo, acho que essa pequena janela foi como yeah, legal… nós fizemos alguns shows, foi muito legal, todos estavam curtindo… até que veio a Ômicron e tudo voltou a fechar. Consegui ver alguns shows nesse período. Você se sente seguro para viajar com seus colegas de banda? Acho que sim… nós vamos fazer tudo que for possível na tour para tentar minimizar e não ficarmos doentes. Porque se um de nós testar positivo, temos que encerrar tudo. Então agora nós estamos comendo todos juntos, nós não permitimos ninguém nos bastidores, estamos fechando tudo para tentar ser mais seguro. É um novo modelo de fazer tour, todos estão fazendo. Não levamos a família, somos só nós mesmos. A primeira música de um álbum costuma ser o cartão de visitas de muitos artistas. O que motivou a escolher um cover do Smog (banda) para abrir? O que procuramos em uma música de abertura é aquela que vai estabelecer um tom para o álbum. Então sentimos que aquela definitivamente conseguiu isso. Tem muita conversa de estúdio antes da música começar, o que é legal e divertido. É como se te desse a sensação que estávamos na mesma sala quando gravamos, o que foi mesmo… mas também é um ritmo mais lento