Bon Iver compartilha o EP Sable, o primeiro desde 2009; ouça!

Bon Iver lançou Sable, seu primeiro EP desde 2009. O trio de músicas é autobiográfico e direto, cada uma escrita por Justin Vernon em diferentes pontos de cura e processamento. Things Behind Things Behind remonta a 2020, quando Vernon não tinha certeza de seu futuro como artista. Nascida da ansiedade inquieta de um dos períodos mais difíceis de sua vida, trata-se de desvendar contextos e se recompor. S P E Y S I D E serve como um pedido de desculpas que veio durante um momento de clareza e reflexão em 2021, enquanto estava em Key West. Awards Season faz um balanço das grandes mudanças e é a peça mais recente, concebida em longas caminhadas ao redor do Lake of the Isles, em Minneapolis, em 2023. Produzidas por Justin Vernon e Jim-E Stack, as três músicas de Sable foram gravadas em April Base, em Wisconsin, e agora são acompanhadas por três vídeos do diretor Erinn Springer, que podem ser vistos individualmente ou em conjunto. Sable inclui contribuições de colaboradores de Bon Iver como Eli Teplin (sintetizador), Greg Leisz (pedal steel), Mike Lewis (saxofone, órgão, piano), Rob Moose (viola), Trever Hagen (trompete) e outros, com arranjos centrados na voz e no violão de Justin Vernon. Ao resumir Bon Iver aos elementos primários sobre os quais o projeto foi originalmente fundado, o EP é uma redefinição e uma reintrodução. Batizado com o nome da quase escuridão, Sable também é uma projeção da escuridão acumulada, mas uma liberação dessa pressão e da turbulência. Começando com a palavra “I” (eu) e terminando com “everything we’ve made” (tudo o que fizemos), o tríptico é uma transformação e o início de uma nova história. “I’m a sable, and honey, us the fable”, canta Justin Vernon em Awards Season.
Coroner: Lenda do thrash metal retorna ao Brasil para única apresentação

Uma das maiores referências do thrash metal técnico mundial, o Coroner retorna ao Brasil para um show exclusivo no dia 30 de março de 2025 , no Santo Rock Bar, em Santo André. Os ingressos já estão à venda. Formada em Zurique, Suíça , em 1983, a banda Coroner rapidamente se destacou pela combinação de agressividade thrash com uma abordagem técnica e progressiva única, consolidando sua confiança como uma das bandas mais inovadoras do gênero. Com álbuns clássicos como RIP (1987), Punishment for Decadence (1988) e Mental Vortex (1991), o Coroner ganhou o status de Rush do Thrash Metal graças a seus riffs complexos, arranjos intrincados e solos técnicos. Após um hiato iniciado em 1996, o Coroner retornou aos palcos em 2010, fazendo apresentações esporádicas ao redor do mundo e mantendo seu status cult. Atualmente, a banda é composta por Tommy Vetterli (também conhecido como Tommy T. Baron, nas guitarras, e que fez parte por alguns anos da banda Kreator), Ron Royce (vocal/baixo) e Diego Rapacchietti (bateria). O repertório em Santo André será recheado de clássicos como Masked Jackal, Reborn Through Hate, Die By My Hand, Divine Step, Son Of Lilith, Pent Moves, dentre outros.
This Will Destroy You anuncia primeiro show no Brasil; veja data e local

O selo e produtora Balaclava Records anunciou sua primeira atração internacional para 2025. A banda norte-americana This Will Destroy You, uma das principais representantes do post rock, vem ao país pela primeira vez para apresentação única. O show acontece no dia 1 de fevereiro, na Casa Rockambole, localizada em Pinheiros, em São Paulo. Na mesma noite, se apresenta o compositor, produtor e multi-instrumentalista Jesse Beaman, que já colaborou com membros de grupos como Interpol, M83 e Tangerine Dream. Os ingressos já estão à venda online no site da Ingresse. This Will Destroy You se tornou uma das bandas de rock instrumental mais influentes desde o início dos anos 2000. Formada em 2005, em San Marcos, Texas, a banda combina elementos de música ambiente com shoegaze. O álbum de estreia, Young Mountain (2006), recebeu aclamação crítica e estabeleceu a banda como uma das principais do gênero pós rock. Sucessos como as faixas The Mighty Rio Grande, Threads e They Move on Tracks of Never-Ending Light estão no auto-intitulado disco seguinte, lançado em 2007. Com o lançamento de Tunnel Blanket (2011) e Waking Season (2013), o grupo continuou a explorar novas sonoridades e composições complexas, criando um som que é ao mesmo tempo melancólico e grandioso. A música da banda frequentemente aborda temas de introspecção e emoção. Suas performances ao vivo são reconhecidamente intensas e oferecem uma experiência imersiva e catártica. No palco, This Will Destroy You é composto por Christopher King (guitarra), Jesse Keese (guitarra e teclado), Robi Gonzalez (bateria) e Masaru Takaku (baixo). A banda ganhou popularidade também com canções que se tornaram trilha de programas de TV, filmes e comerciais, incluindo sucessos de bilheteria como Moneyball, World War Z, The Room e Foxcatcher. Sua música também é usada no restaurante Vespertine, vencedor do prêmio Michelin; no Oscar Award Winning Films, durante as Olimpíadas na China; no Climate Resolve na Suíça e nos briefings do Pentágono dos EUA sobre desastres naturais. Balaclava apresenta: This Will Destroy You e Jesse Beaman em São Paulo Data: 1 de fevereiro de 2025, sábado Local: Casa Rockambole (R. Belmiro Braga, 119 – Pinheiros) Horários: Portas 19h / Show 21h Classificação etária: 16+ Ingressos
Daparte lança “Baterias de Emergência”, terceiro álbum de inéditas da banda

Consolidando o reverenciado estilo lírico do grupo, descrito pelo escritor português Valter Hugo Mãe como “urgente e necessário”, o quinteto Daparte, formado pelos músicos Juliano Rosa, João Ferreira, Daniel Crase, Túlio Lima e Bernardo Cipriano, chega agora com o álbum Baterias de Emergência, primeiro lançamento em três anos. O trabalho foi inteiramente escrito e produzido pela própria banda e representa uma revolução sonora em seu catálogo. O disco conta com forte presença de samples e sintetizadores, trazendo texturas urbanas e ousadas para o estilo único do quinteto mineiro. Composto por dez faixas, o terceiro álbum da banda foi escrito entre 2022 e 2024. As letras trazem reflexões sobre a indiferença, o tédio, a ansiedade e a decadência da empatia no mundo contemporâneo sob o olhar de um jovem adulto. Em relato autobiográfico, as composições ora gráficas e francas, ora subjetivas e sentimentais, descrevem a vida nas metrópoles de Belo Horizonte e São Paulo. “A maioria das músicas foram feitas em uma época que a banda estava vivendo um período de novos momentos e que mudou muito nossa convivência, principalmente pelo fato de eu ter mudado para São Paulo. O disco fala muito dessa solidão, desse novo paradigma, da fase de vida adulta com novos problemas e desafios. Ao mesmo tempo também a esperança de que a música vai trazer novas perspectivas e horizontes. Ser jovem no Brasil, hoje, é ao mesmo tempo frustrante e empolgante, porque o futuro é tenebroso, mas não temos outra coisa a não ser ele pela frente e esse disco transmite essa sensação de lutar contra o pesadelo sonhando”, comenta João Ferreira. A capa do álbum, assinada pela fotógrafa Rafa Urbanin, traz visualmente a mesma sensação descrita em versos. A imagem vem de um contexto pessoal da fotógrafa que passava por uma situação turbulenta, envolvendo relações amorosas e amizades. Segundo a autora, o registro diz especialmente sobre a vulnerabilidade, sobre a fragilidade, de estar quase se afogando, mas ao mesmo tempo em uma paz que flerta com a conformidade, resumindo basicamente o que é ser jovem no mundo. Ao contrário de Fugadoce, último álbum lançado pelo grupo, esse projeto passou por experimentações que resultaram em um disco que flerta com o indie rock e que inaugura um novo momento da banda: eles como produtores do som deles. Enquanto trabalhavam e faziam uma “bagunça”, elementos gravados pelo WhatsApp ou por microfones amadores nas salas de suas casas começaram a fazer sentido, se tornaram necessários e entram como componentes. “Sentimos que ele é um álbum bem indie, porque ele caminha por vários lugares inusitados e também displicentes às vezes”, completa João. Para comemorar a nova fase, o Daparte também levará Baterias de Emergência para mais perto dos fãs. O show de estreia acontece no sábado, dia 19 de novembro, na Casa Rockambole, em São Paulo. Já o segundo será apresentado no dia 29 de novembro, no Sesc Palladium, em Belo Horizonte. Por fim, Daparte fechará a sequência de shows no dia 01 de dezembro, no Agyto, no Rio de Janeiro.
Com show em São Paulo na próxima quinta, Fantastic Negrito lança álbum

Vencedor de três Grammys, Fantastic Negrito compartilhou seu tão aguardado álbum Son of a Broken Man, pela Storefront Records. É o primeiro álbum completo de Fantastic Negrito desde o aclamado Grandfather Courage, do ano passado. Na próxima quinta-feira (24), Fantastic Negrito fará um show especial no Cine Joia, em São Paulo. Os ingressos seguem à venda. Son of a Broken Man traz Fantastic Negrito encapsulando os elementos inimitáveis de sua celebrada obra até o momento, desde riffs de guitarra distorcidos e poderosos até baladas melódicas e expressivas, tudo impulsionado pelas reviravoltas inesperadas que se tornaram sua marca registrada. O álbum talvez seja o mais pessoal de Fantastic Negrito até agora, explorando família, engano e o desejo humano de esconder o verdadeiro eu, enquanto mergulha profundamente em um dos conflitos mais antigos da história humana: a luta entre pai e filho. Desde cedo, Negrito foi alimentado por mentiras contadas por seu pai: um sobrenome inventado, uma ancestralidade fabricada e um sotaque somali falso. Por que mentir? Por que criar essa narrativa falsa? Essas são as perguntas que Negrito teve que fazer a si mesmo, e essas são as questões que estão no coração de Son of a Broken Man. Son of a Broken Man foi precedido no início deste verão por Undefeated Eyes, uma colaboração profundamente comovente com a lenda vencedora de 17 prêmios Grammy Sting, já disponível em todas as plataformas. Gravada em 2020 no estúdio de Fantastic Negrito em West Oakland, poucos dias antes das políticas de lockdown da covid entrarem em vigor, a faixa é acompanhada por um videoclipe oficial estrelado pelos dois icônicos artistas, filmado no mês passado em Nieuwpoort, Bélgica.
Vanguart lança versão para “Celeste”, de Renato Russo e Marisa Monte

Soul Parsifal é uma jóia escondida no álbum A Tempestade (1996), da Legião Urbana. Composta por Renato Russo e Marisa Monte, originalmente ela se chamava Celeste, mas Renato alterou a letra e seu título quando gravou com a Legião Urbana. Ainda assim ela traz uma mensagem positiva num disco triste, que marcou a despedida do cantor e compositor. Durante a pandemia Helio Flanders, vocalista do Vanguart ouviu muito esse disco. “Acho que tem algo muito tocante que é a vulnerabilidade do Renato Russo que se derrama por todo o álbum e essa faixa traz uma alegria, uma esperança, uma honestidade bem característica dele”, comentou. “Depois comecei a perceber que muitas pessoas não conheciam essa canção e sugeri para o Reginaldo regravarmos”. Eles optaram por gravar a versão original, que anos mais tarde foi lançada no álbum póstumo Duetos, Renato Russo (2010). Assim, eles entraram no estúdio com o produtor Leonardo Marques e fizeram duas versões de Celeste, uma mais longa, de cerca de 5 minutos e uma edição mais curta de 3 minutos e quarenta. Tanto para os fãs da Legião como para os fãs do Vanguart, é muito emocionante ouvir essa versão que contou com Hélio Flanders (voz e violão), Reginaldo Lincoln (baixo, guitarra, wurlitzer, hammond, harmonium e vocais), Kezo Nogueira (bateria) e Leonardo Marques (guitarra). Recentemente o Vanguart lançou uma nova versão para Demorou pra Ser, de seu próprio repertório, com participação de Fernanda Takai.
João Gordo traz energia punk para versão de Tropicana, de Alceu Valença

O vocalista do Ratos de Porão, João Gordo, divulgou sua versão punk rock da canção Tropicana (Morena Tropicana). Lançada originalmente em 1982 no disco Cavalo De Pau, a música é um dos maiores sucessos da carreira de Alceu Valença. Nesta nova versão, João Gordo transforma a canção com sua energia irreverente e guitarras distorcidas. Tropicana (Morena Tropicana) é o último single que antecipa Brutal Brega: MPB Mode, álbum que irá reunir versões punk de diversos clássicos da música brasileira, de artistas como Luiz Gonzaga, Belchior e outros. Anteriormente, João Gordo já havia disponibilizado como single versões de Coroné Antonio Bento, de Tim Maia, e Atrás do Trio Elétrico, de Caetano Veloso. O projeto completo será disponibilizado nas plataformas de streaming e em CD no dia 22 de novembro, pelo selo Wikimetal Music. O álbum é uma continuação do Brutal Brega (2022). Produzido também por Val Santos (Viper, Toyshop), o disco foi um tributo divertido à música “brega” e revisitou sucessos como Ciganinha e Fuscão Preto. O primeiro álbum já está disponível em todas as plataformas e em CD pela Wikimetal Store.
Pedro Madeira lança álbum “Semideus dos Sonhos”; ouça!

Pedro Madeira tem o dom. A voz. A alma boa. Após uma longa gestação, depois de três singles, ele chega ao seu primeiro álbum, Semideus dos Sonhos. Porque é da natureza de qualquer jovem de 25 anos sonhar, mesmo morando na comunidade do Mineiro Pau, em Santa Cruz, bairro limítrofe do Rio de Janeiro. Formado como assistente social, voluntário na Obra Social Filhos da Razão e Justiça, sempre sonhou em ser uma inspiração para as crianças de onde mora. Não é fácil viver nessa luta diária. Mas a sua voz contrasta com tudo aquilo que você possa imaginar. Isso porque ela não se faz com revolta, raiva ou indignação. Ela choca mais ao revelar a leveza. Se há melancolia, ela é lúgubre. Se há felicidade, impera a beleza. Pedro sempre gostou de cantar. Fã de Beyoncé e Iza, foi num show desta última, em 2018, que ele surpreendeu a cantora, quando esta lhe passou o microfone para participar ali, na primeira fila, no meio da multidão. A voz firme e cristalina chamou a atenção de todos os presentes e ele, de cara, ganhou fãs até da própria Iza. Isso o fez acreditar na possibilidade de ir além, de ter um registro de seu próprio trabalho. De um dia, poder estar sobre o palco, e não na plateia. Foi assim que Pedro se descobriu cantor e compositor na confiança de cada passo dado e cada resposta, de cada desafio e cada apoio recebido. Num mundo de zaps e recados em redes sociais, foi o velho e-mail que permitiu o contato com Bruno Gouveia, cantor do Biquini. Ele se surpreendeu com a pureza da voz de Pedro e a beleza de suas composições. Primeiramente, buscou apenas dar orientação e apoio ao garoto, mas acabou fazendo mais que isso. Produzindo com Raul Dias, ele viabilizou a gravação do primeiro single de Pedro, Chuva. Vieram outros dois: Pássaros, em co-autoria com Bruno, e Bem Que Se Quis, sucesso na voz de Marisa Monte. O trabalho foi evoluindo. Após abrir alguns shows do Biquini Cavadão, mergulharam no projeto de um álbum mais completo, mais denso. Raul Dias que, além de trabalhar na produção, tocou guitarra, baixo, violão e programações, também convidou diversos músicos a participarem do álbum, fazendo com que Pedro mergulhasse na sua mais profunda identidade. O Semideus dos Sonhos, título do álbum, é um retrato de suas aspirações. São 12 faixas, entre canções autorais, vinhetas e duas regravações: a já conhecida Bem Que Se Quis e Minha Missão, de João Nogueira, cuja versão se transforma em um áudio-retrato. Misturando samba, soul, ritmos africanos incorporados de sua própria religião, afoxés e muita influência brasileira, Pedro se destaca ao fazer o que muitos artistas neste meio, mesmo os mais conhecidos e endeusados não parecem mais saber fazer: cantar. Poucos são capazes de cantar com interpretação, sem Auto-Tune, somente com an alma, como ele faz. Assim, Petições revela com propriedade o seu clamor por paz, Cheiro de Flor adoça os ouvidos com sua melodia gostosa, e a dançante-soul Terra Arrasada te faz dançar no mais doído desabafo. Seu single de lançamento do álbum é Só Mais Um Preto Que Morreu, um samba em parceria com Bruno Gouveia. É nesta mistura entre o roqueiro e o cantor que surge um tiro de canhão no peito de toda a sociedade, cantada com a assinatura de quem já viveu muitos assassinatos por perto. Narrado na primeira pessoa, o samba se torna um grito surdo e seco, diante da banalização da violência do dia a dia. Pedro é madeira de lei, lenha que arde, madeira talhada, é álbum que vale muito mais que uma mera audição. Um disco que fala sobre sonhos. Sonhos que todos temos. Para Pedro, um deles está se concretizando agora, muitos outros virão.
Com uma mistura de ritmos, Áurea Semiseria apresenta EP homônimo

Após mostrar toda a sua personalidade em Big Mama e celebrar um lado bom da vida em Mahí Mahi, Áurea Semiseria acaba de lançar seu EP que carrega toda a sua origem e brasilidade, junto a uma mistura de diversos ritmos como Boombap, House e o nosso tradicional ‘Pagodão’. O nome do projeto vem carregado de força. “Semiseria, além de ser meu nome artístico, é uma expressão baiana para a ausência de miséria e presença de fartura. O nome do EP não poderia ser outro. Existem alguns álbuns de rock que levam o nome da banda, então, quando você lembrar de mim, vai lembrar do meu EP. Ele vem com muitos estilos musicais que eu já trabalhava ou tinha vontade de trabalhar. Boombap, Drill, RnDrill, House, Pagodão são estilos musicais presentes na minha vida desde sempre, e trabalhar com cada um deles de forma orgânica foi muito prazeroso. As pessoas irão gostar muito!”. Com a produção de El Lif Beatz, produtor de Castelos e Ruínas, de BK, além de Do Desapeago Ao Amor, de Juyè, ela explora a vivência da mulher preta com força e resistência em rimas poderosas em R.A.P, o novo single que vem acompanhado do EP e com a particição de Iza Sabino. “Ela é uma grande artista versátil e sagaz no que faz. Nos conhecemos mais ou menos em 2018 e desde então sempre falamos sobre fazer uma música juntas e quando gravei R.A.P só me vinha ela na cabeça. Foi a oportunidade perfeita pra gente. Apesar dela ter sido feita a distância, trabalhar com quem a gente gosta é muito gostoso. Ela versou de uma forma inigualável. É um dos meus feats preferidos da vida! A gente fala da realidade da mulher periférica que vive a dualidade da correria secular e artística”. A artista contou que, para criar o projeto, contou com a ajuda de Una, sua irmã da vida, que, além de auxiliar no canto melódico, também comandou a direção musical de Semiseria. Ela descreve as faixas com carinho, destacando a parceria com Una, além de ressaltar a produção de MU540 em Lupa Sem Lente, que contém referências a EdCity, uma inspiração e um grande cantor da Bahia. “A música Eu Não Te Amo conta com a composição dela, em uma imersão que fizemos enquanto trabalhávamos no EP. Mexe aqui, ali, e nasceu nossa parceria em um dueto que lembra muito os pagodes de antigamente. Avenida também foi composta por nós duas. É um house e tem o sentimento de saudade de um grande amor de verão. Falar dessa música me traz paz, e estou muito ansiosa para ver a reação do público nos shows. Ela conta com a participação de Big Blackk, um artista de quem sou muito fã e por quem tenho um carinho enorme”. A ideia do EP não apenas consolida o trabalho de Áurea Semiseria na Bahia e na região Nordeste, mas também a apresenta ao Brasil, marcando o primeiro passo em direção a uma carreira nacional. Além disso, o projeto busca explorar o papel da mulher na música brasileira, especialmente no rap, promovendo discussões pertinentes sobre representatividade e igualdade de gênero.