Vapors of Morphine, o legado do Morphine, volta a São Paulo

O legado do Morphine está vivo com a banda Vapors of Morphine, liderado pelo fundador e integrante original Dana Colley, e que volta ao Brasil em fevereiro de 2025 para celebrar a brilhante trajetória desta que foi uma das mais enigmáticas e autênticas formações do rock alternativo da década de 1990. Em São Paulo, o show acontece dia 14 de fevereiro, no Cine Joia. A venda de ingressos já está aberta. O show de abertura será da experiente banda nacional Wry, na ativa desde 1994 e uma referência do indie rock brasileiro. Atualmente a banda toca músicas antigas em inglês e do disco Aurora (2022), o primeiro com letras em português. A produção é da Maraty, que ainda este ano realiza a estreia na capital paulista do duo britânico Sleaford Mods, dia 2 de novembro, no Carioca Club (SP). Após a morte do líder Mark Sandman, os remanescentes Jerome Deupree e Dana Colley se unem ao baixista e cantor Jeremy Lyons para reinterpretar músicas da seminal banda dos anos 90 – Morphine, adicionando releituras psicodélicas do blues africano, covers obscuras de rock e composições próprias. Atualmente, a Vapors of Morphine é Jeremy Lyons, Dana Colley e Tom Arey. Assim como King Missile, Jesus Lizard e Primus, o Morphine fazia parte de uma série de bandas altamente experimentais que faziam músicas fantásticas para públicos curiosos e com desejo de explorar sonoridades um tanto longe do básico. O Morphine, e ainda hoje com o Vapors of Morphine, se baseia fortemente no jazz e no fato de que eles nem sequer tinham um guitarrista, propondo uma atmosfera legal e suave – a música realmente transmite a vibração de um dia nublado na praia. O sax barítono e o vocalista Dan Sandman com flautas tão profundas que até Tom Waits ficaria impressionado foi o grande lance do Morphine, um legado para a eternidade. A banda se dissolveu em 1999, quando Sandman sofreu um ataque fulminante do coração. SERVIÇOVapors of Morphine em São PauloData: 14 de fevereiro de 2025 (sexta-feira)Horário: 20h (abertura da casa)Local: Cine Joia (Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade) Ingresso: R$ 150,00 (1º lote, meia e meia solidária); R$ 300,00 (1º lote, inteira) | R$ 170,00 (2º lote, meia e meia solidária); R$ 340,00 (2º lote, inteira) Venda

Coletânea ‘O Pop é Punk Vol.3’ homenageia anos 80 do Brasil

O novo volume da coletânea com versões punk rock de clássicos da música brasileira chegou aos tocadores digitais nesta terça-feira (10). Roupa Nova, Tetê Espíndola, Titãs, RPM, Fábio Jr., Rosana e Trem da Alegria são alguns dos nomes entre os 25 artistas que tiveram suas músicas interpretadas por bandas contemporâneas de punk rock em O Pop é Punk: 80’s. Lançado de forma independente pelo selo Grudda Records, O Pop é Punk tem o intuito de ser um projeto de expressão criativa, em que os artistas da nova safra do punk rock nacional possam revisitar suas músicas queridas e imaginá-las em outro estilo. “A ideia sempre foi um projeto sem fins-lucrativos, distribuído apenas digitalmente, tendo como foco reviver canções que de certa forma marcaram um pouco a vida de cada artista que participa da coletânea”, revela Felipe Medeiros, idealizador do projeto. De acordo com Medeiros, o fato da maioria dos artistas que participam do terceiro volume de O Pop é Punk serem da geração dos anos 80, fez com que a identificação com as músicas fosse mais forte. “Nesta edição a gente decidiu por uma maior liberdade criativa, coisa que já estava começando a ser desenhada na edição passada, aonde algumas músicas vieram no formato pot-pourri, permitindo outros elementos às releituras. Com os anos 80 sendo o berço da maioria das bandas participantes, a conexão com as músicas escolhidas acaba sendo maior, o que é traduzido em escolhas diferentes, como por exemplo a abertura de um desenho animado”. Além dos três volumes já lançados – 60’s, 70’s e 80’s, O Pop é Punk contará com pelo menos mais duas edições, que explorarão as décadas de 1990 e 2000, e a Grudda Records pretende ainda, dar sequência ao projeto com temáticas diferentes. Esse é um sinal de que vem muita versão punk rock por aí.

Ale Sater lança o disco Tudo Tão Certo; ouça!

O músico Ale Sater lançou Tudo Tão Certo, seu aguardado disco de estreia pela Balaclava Records. Depois de anos de estrada no vocal e baixo de um dos maiores atuais fenômenos do indie pop, a banda Terno Rei, ele se prepara para o seu primeiro voo solo depois de dois EPs lançados. O disco traz 11 faixas autorais e foi todo composto, produzido e executado a quatro mãos, pelo próprio, juntamente com o parceiro de longa data, o produtor Gustavo Schirmer (Terno Rei, Jovem Dionísio, Lou Garcia), entre dezembro de 2023 e abril deste ano, em Curitiba. Tudo Tão Certo apresenta uma sonoridade de folk melancólico já revelada nos EPs Fantasmas e Japão e evidente nas canções Anjo, Final de Mim, Ouvi Dizer e Desvencilhar, além de trazer algumas faixas mais introspectivas como Cidade, Trégua e Girando em Falso, mas sem deixar de lado uma sonoridade indie pop mais ensolarada como em Quero Estar e Alguma Coisa. O novo trabalho abre espaço para uma sonoridade mais pop e versátil, repleto de nostalgia e referências à música alternativa dos anos 90. Nas referências musicais, Everything But The Girl, Elliot Smith, Jeff Buckley e Radiohead. A observação da passagem do tempo em nossas vidas, a metrópole de São Paulo como pano de fundo, as relações de amizades e amor em tom confessional e nu dão o tom dos temas abordados em suas letras. “Bastante feliz que esse seja o meu primeiro álbum. Eu gosto de cada uma das músicas de uma maneira diferente e especial e estou bem ansioso pra lançar”, comenta Sater. Tudo Tão Certo tem capa fotografada por Fernando Mendes e direção criativa/design de Thais Jacoponi.

Pole dance e rock: A festa não tem hora pra acabar em novo clipe da Venuz

Uma das bandas mais comentadas no underground carioca, a Venuz mostra no clipe de 3AM que nada melhor do que a noite para esquecer um amor perdido. Gravado ao vivo em junho de 2024, durante o festival do grupo, o Mileniuz Fest, no Rio, o vídeo mostra a agitação das musicistas em cima do palco, incluindo trechos de pole dance da vocalista Aila Dap, que é professora da modalidade. O clipe sucede o lançamento do single, já disponível nas plataformas de streaming. “Quisemos fazer um clipe que mostrasse um pouco nossa essência nos palcos e na preparação pro evento. Pois além de sermos uma banda, somos muito amigas, gostamos de nos divertir juntas, mas também levamos as coisas com muito profissionalismo, e por isso decidimos começar a produzir nossos próprios eventos. Com esse videoclipe queremos mostrar que ‘yes, we can do it!’, o clássico lema feminista”, avisa Aila Dap, vocalista da Venuz. Dirigido por Kyo, videomaker profissional que acompanha a banda Drenna em uma série de clipes, o vídeo para 3AM torna explícita a busca da Venuz em dialogar com outros gêneros musicais, como o pop, o funk, o brega e o sertanejo, a Venuz sai da zona de conforto e troca a distorção pelo popular. A banda Venuz é formada por quatro mulheres que se inspiram em ícones femininos durante sua trajetória. Juntas desde 2017, já são dezenas de shows realizados por todo o estado do Rio de Janeiro. Entre suas influências estão The Pretty Reckless, The Runaways, Hole, Pitty, Vixen, Rita Lee e mais.

RI56 lança EP “Lutar até o Fim”; ouça as quatro faixas

Lançado de forma independente na sexta-feira (6), Lutar até o Fim é o segundo EP da banda paulista RI56. Formada pelos amigos Rodolfo Postal (guitarra e voz), Davi (guitarra e voz), Mauro (baixo) e Rodolfo (bateria), a RI56 carrega influências das bandas Inocentes, Face to Face, Cólera e Bad Religion. “Nossas músicas refletem a energia e a rebeldia capturando a essência do punk rock e do hardcore, com letras que abordam temas sociais, pessoais e culturais, sempre com uma pegada intensa e visceral, marcada por riffs poderosos e batidas frenéticas”, diz o baixista Mauro. Entre as quatro faixas que transitam pelo punk rock e o hardcore – Tudo certo, nada resolvido, Vamos conseguir, Restos e Lutar até o fim, a primeira foi escolhida para apresentar o EP. Segundo o baixista, a música fala de um estado de evolução pessoal. “É sobre aprender com erros e com eles melhorar, buscando os acertos”, revela. Em Lutar até o fim o RI56 trabalha com o conceito da perseverança de seguir seu caminho através do punk rock e se pauta pelo lema “Do It Yourself”.

Tássia Reis coroa sua trajetória com a chegada do álbum Topo da Minha Cabeça

Como uma linha de chegada que celebra as dores e delícias de um longo percurso, o novo projeto de Tássia Reis registra um ensaio de movimentos introspectivos e reconexão com sua ancestralidade, para então reafirmar: “Topo da Minha Cabeça é o ponto mais alto e mais importante a se chegar, é o ponto que almejo, é o topo que quero e vou conquistar”. O quinto álbum em sua discografia marca também o seu retorno para si mesma sendo versado ao longo de dez faixas. Com produções de Barba Negra, Evehive, Felipe Pizzu, Fejuca e Kiko Dinucci, e participações especiais de Criolo e Theodoro Nagô, Topo da Minha Cabeça sintetiza as misturas que foram sendo costuradas pela artista paulista ao longo do processo, unindo o soul, samba, rap, drill, funk, R&B, jazz e muito mais por um olhar afrofuturista. “Após quase morrer, renasci compreendendo melhor algumas coisas, e entendi que esse é o ponto mais alto e mais importante que quero estar, o topo da minha própria cabeça. Com essa consciência e domínio, e com minha atenção focada na saúde mental, espiritual e física, eu posso sonhar, planejar e viver melhor, superando qualquer obstáculo e sendo fiel a mim mesma”, afirma Tássia. Tal percepção se tornou fio condutor da canção título que propõe um exercício de presença, e não só abre o disco mas também ecoa o mantra que o embala. O single Topo da Minha Cabeça é um desdobramento de referências atemporais como o mestre Sun Ra, Erykah Badu e Solange – e sucede o poético samba de Asfalto Selvagem, lançado no último mês. Maturando desde 2020, o disco começou a surgir quando Tássia compôs Ofício de Cantante, sua declaração pessoal ao samba. A faixa foi o pontapé inicial para a jornada que então viria. O projeto cantando Alcione no programa Versões (Multishow/Canal Bis, 2021) e também nos palcos com a turnê que começou em 2022, enfatizaram sua reconexão com a ancestralidade, que mais tarde se tornou protagonista e então o disco foi tomando forma. “Eu levo comigo a filosofia de ser um canal atento para conseguir trazer a música para o mundo, e para isso é mais do que necessário se desapegar do que não quer ser e deixar vir apenas o que se é”, afirma a cantora sobre um dos processos mais intuitivos e cruciais para a criação do álbum. O samba foi o primeiro traço de Topo da Minha Cabeça, que mescla referências como os grupos Black Rio e Originais do Samba, além das jóias da música brasileira: Gilberto Gil, Elza Soares, Elis Regina e Alcione. Dividindo as composições e produções com Barba Negra (na faixa-título), Evehive (em Rude), Fejuca (em Ofício de Cantante), Kiko Dinucci (em Previsível) e Felipe Pizzu (em Asfalto Selvagem, Brecha, Nós Vestimos Branco, Só Maior, Tão Crazy e Só um Tempo), o álbum se forma de modo plural, com um traço de cada colaborador. Nesta lista de parcerias, duas marcam ainda os feats que o projeto apresenta, com os músicos Theodoro Nagô (em Tão Crazy) e Criolo (em Só um Tempo). Com direção criativa de Leandro Assis, todas as histórias, reflexões e ensaios de Tássia ganham forma. O cabelo como símbolo central dialoga com o título do disco como meio de referenciar as muitas origens, etnias, religião e status social que contam a história da mulher negra. “Todo o conjunto da obra visual potencializa uma conversa que proponho nas faixas, representando uma variedade de emoções. Os elementos do cabelo, as cores e até a tipografia, criada com base em influências dos anos 70, conectam o passado e o presente da música brasileira”, completa Leandro.

Matuê narra uma odisseia no rap com o álbum “333”

Um presente dedicado aos jovens. É como Matuê define 333, seu mais novo álbum, lançado de surpresa às 15h33 desta segunda-feira (9). Gravado com métodos analógicos, o disco é o resultado do amadurecimento pessoal do artista. Além disso, foi concebido como uma narrativa cinemática, inspirada pela jornada do herói e por vivências do rapper no mercado fonográfico. “333 nasce depois de um longo período de bloqueio criativo”, divide o músico, que vem instigando fãs sobre seu segundo registro de estúdio há cerca de dois anos. Ou seja, o projeto é extremamente aguardado por seu público. “Após o sucesso de Máquina do Tempo, tive que me reconectar com o que importava de fato. Foi um processo de amadurecimento pessoal e os estágios disso são narrados nessas faixas”. Para contar essa história de autoconhecimento, Matuê assume o papel de narrador e personagem principal. Nesse processo de crescimento, nosso herói busca a dominação dos planos físico, mental e espiritual de suas vivências. O segundo registro de estúdio de Matuê chega exatamente quatro anos após o lançamento de Máquina do Tempo, disco de estreia que o consagrou como uma das principais vozes do rap nacional e revolucionou o gênero. Ouça 333, novo álbum de Matuê

Jerry Cantrell, do Alice in Chains, faz show único em São Paulo

Reconhecido mundialmente como um dos maiores guitarristas de todos os tempos e um dos mais influentes do grunge, Jerry Cantrell, do Alice in Chains, fará uma apresentação única, dia 12 de novembro, na Audio, em São Paulo. Os ingressos começam a ser vendidos dia 10 de setembro, na Eventim. Com seu quarto disco de estúdio, I Want Blood, anunciado para 18 de outubro, o show promete entregar os hits clássicos da sua carreira. A história de Cantrell como artista-solo e principal compositor, guitarrista e co-vocalista do Alice In Chains é altamente respeitada desde a formação da banda, no fim dos anos 1980. Boggy Depot, de 1998, seu primeiro trabalho-solo, contou com a música Cut You In, indicada ao prêmio Billboard. O álbum seguinte, Degradation Trip Volumes 1 e 2 de 2002, foi escrito enquanto ele estava isolado nas montanhas Cascade, nos Estados Unidos, apenas com um gravador. Depois, para finalizá-lo no estúdio, o músico contou com a ajuda do baixista Robert Trujillo (Metallica) e do baterista Mike Bordin (Faith No More). Brighten, de 2021, foi aclamado pela crítica. A revista britânica de rock Kerrang! considerou o trabalho um “autorretrato vívido de uma das vozes mais distintas do hard rock”. O seu próximo lançamento será I Want Blood, que chega em 18 de outubro com toda a agressividade que seu título sugere – em uma tradução livre: “Eu Quero Sangue”. Trata-se de uma continuação do álbum-solo mais bem avaliado da carreira de Cantrell – Brighten (2021) -, mas expande ainda mais sua paleta musical sem sacrificar nenhum de seus ganchos melódicos inescapavelmente contagiantes. Até o momento, dois singles já foram revelados: Vilified, que abre o álbum, é uma declaração de missão, e Afterglow, que foi lançada na sexta-feira (6). SERVIÇOJerry CantrellRealização: 30e SÃO PAULOData: 12 de novembroHorário de abertura da casa: 19hLocal: Audio – Av. Francisco Matarazzo, 694 – Água Branca, São PauloSetores e preços:Pista – R$200,00 (meia-entrada legal) | R$ 400,00 (inteira)Mezanino – R$225,00 (meia-entrada legal) | R$450,00 (inteira)Ingressos Bilheteria oficial: Espaço Unimed – Endereço: Rua Tagipuru, 795 – Barra Funda – São Paulo/ SP Funcionamento: Terça a Sábado – das 10h00 às 17h00 | Não há funcionamento aos domingos e feriados.