Gilberto Gil anuncia turnê de despedida para 2025; veja datas e locais

Um dos maiores nomes da música brasileira, Gilberto Gil anunciou uma turnê de despedida. Tempo Rei, canção do álbum Raça Humana (1984), nomeia a série de shows que passará por nove capitais brasileiras em 2025. De março a novembro de 2025, Gilberto Gil vai percorrer arenas e estádios de Salvador, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Belém, Fortaleza e Recife. Em breve serão anunciadas ainda datas nos Estados Unidos e Europa. A pré-venda de ingressos para clientes Banco do Brasil se inicia a partir das 10h de 19 de agosto, no site da Eventim, e no dia 22, às 12h, será aberta a venda para o público geral. Realizada pela 30e e Gege Produções, a turnê estreará na Fonte Nova, em Salvador, onde o artista baiano fez uma apresentação histórica com o jamaicano Jimmy Cliff, em 1980. Antes da tour, de 29 a 31 de agosto, na Sala São Paulo, Gil e o maestro italiano Aldo Brizzi apresentam a ópera Amor Azul, com a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e o Coro Acadêmico da Osesp, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo. Datas da turnê Tempo Rei 15 de março de 2025 – Salvador – Casa de Apostas Arena Fonte Nova 29 de março de 2025 – Rio de Janeiro – Farmasi Arena 30 de março de 2025 – Rio de Janeiro – Farmasi Arena 11 de abril de 2025 – São Paulo – Allianz Parque 12 de abril de 2025 – São Paulo – Allianz Parque 7 de junho de 2025 – Brasília – Arena BRB 14 de junho de 2025 – Belo Horizonte – Arena MRV 5 de julho de 2025 – Curitiba – Ligga Arena 9 de agosto de 2025 – Belém – Estádio Mangueirão 15 de novembro de 2025 – Fortaleza – Centro de Formação Olímpica 22 de novembro de 2025 – Recife – Classic Hall Amor AzulQuando: 29 e 30 de agosto, às 19h30; 31 de agosto, às 16h30 Onde: Sala São Paulo – pça. Júlio Prestes, 16, São Paulo Preço: Esgotado Classificação: Livre

SPVIC e Neto lançam o projeto Olímpico em audiovisual

SPVIC (Haikaiss) e Neto (Síntese) se conheceram pessoalmente em 2012 nos bastidores do programa Manos e Minas, da TV Cultura. O Haikaiss tinha acabado de lançar o seu álbum de estreia e o Síntese estava prestes a lançar o seu. A sintonia foi imediata. Mais de dez anos de amizade depois, SPVIC e Neto decidiram tirar do papel a ideia de fazer música juntos. Inspirados na ideia de Champion Sound, de J Dilla e Madlib, começaram a trocar beats. “A gente queria algo que evidenciasse esse nosso papel de produtor, que sempre tivemos nas nossas outras bandas, e que víamos cada vez mais escasso da nossa geração para frente. Esse lance do MC também produzir as próprias músicas, pra nós é muito valioso”, conta SPVIC. A partir desse primeiro passo, começaram a se encontrar semanalmente na casa do mestre e amigo de longa data DJ Mako e o projeto Olímpico foi ganhando forma. Produziram metade do álbum e os encontros formataram melhor o projeto. “Ali a gente viu, que além dos beats que a gente tava fazendo, também tinha uma parada de dupla de MC mesmo, tipo um Blackstar (Mos Def e Talib Kweli), que a gente ama. E tudo isso fluindo ali no templo do nosso DJ e Sensei Makotchan”, disse Neto. “Essa atmosfera ritualística do processo, de samplear do vinil, de usar desde o Fruity Loops 20 Demo até as máquinas mais antigas do Mako, escrever no papel, sabe? Com certeza refletiu muito na aura do Olímpico”, conclui SPVIC Depois dessa imersão, Vic e Neto foram para o estúdio do músico e produtor VG, gravar o material que já tinham, e lá o projeto tomou outras proporções. Crises e reflexões sobre amor, dinheiro e o ofício, nasceram as letras sobre conflitos pessoais e relacionamentos turbulentos, que foram ganhando espaço no álbum junto com beats do VG, que acabou produzindo a outra metade das músicas. “O estilo e o gosto do VG casaram muito com o que a gente queria pro Olímpico. Vendo como o Vic cria com liberdade sobre qualquer tema, mais o lance de não ter o ‘peso’ de estar escrevendo pro Síntese, me trouxeram uma leveza maior pra escrever sobre o que nunca tinha me permitido”, explica Neto. “Foi uma sinergia muito especial, as músicas surgiam rápido no estúdio com o VG. E digo o mesmo, o Neto me permitiu escrever de um jeito que nunca escrevi antes, falando sobre coisas que têm a ver com a gente”, disse SPVIC. As participações foram escolhidas a dedo. Dukes, a lenda do ABC, participa em duas músicas. Wesley Camilo rouba a cena no refrão de O Que É o Amor? Leo Gandelman, o expoente do sax brasileiro, dá o ar de sua graça em três das nove músicas do Olímpico. E a cereja do bolo, aos 45 minutos do segundo tempo, o MC e produtor lendário de Niterói Marechal participa com uma produção no Olímpico. Fora do Tempo é o álbum de estreia Olímpico, numa menção aos gregos, nasce da convivência de deuses imperfeitos. É como um monumento à cultura hip hop e ao rap nacional erguido por mestres de seus ofícios. “Nosso maior objetivo era ter a liberdade para fazer um rap maduro. Celebrar a escola de rap que nos formou; chamar quem a gente gosta, fazer do jeito que a gente queria, diferente por não estarmos produzindo para nossos projetos ‘principais’, que já têm um conceito, uma história e muitas outras pessoas envolvidas”, comenta Neto. “E é só o começo dos trabalhos”, conclui SPVIC. Toda a produção executiva foi feita pela EME Cultural. “Para nós é um projeto muito especial. Desde o começo trabalhamos juntos para esse projeto acontecer e é uma alegria conseguir concretizar e ver ele nascer de forma tão bonita”, comentou o diretor artístico da EME, Raphael Damiati. Olímpico é um projeto da produtora Eme Cultural, e foi contemplado pela 7ª Edição do Edital de Apoio a Música para a cidade de São Paulo através da Secretaria Municipal de Cultura.

Playmoboys e Oh! I kill cantam sobre poder da música em melhorar a vida

O poder da música para levar para lugares bons e a memória afetiva pela arte movem Canções, novo single da veterana do underground Playmoboys que retoma parceria com Oh! I kill. Após três álbuns juntos, eles se reaproximam em single que chega em um momento que a própria Playmoboys testa novos caminhos e sonoridades. “Canções fala sobre a importância da música nas nossas vidas. Sobre como o que ouvimos durante a vida se tornam trilha sonora de todas as fases que vivemos. E assim, percebemos como os grandes artistas ‘cuidam’ da gente, através de suas composições , vozes, melodias, nos oferecendo remédio para cada emoção que passamos”, conta o vocalista e guitarrista Conrado Muylaert. Formada em 2005, a Playmoboys rapidamente conquistou seu espaço na cena indie rock brasileira. Desde então, a banda tem sido uma presença constante no cenário musical, colaborando com artistas renomados e explorando uma variedade de estilos. Nomes como The Libertines e Malhação fazem parte da biografia da banda, que já está pronta para ir além. Recentemente, eles também lançaram o single Além do Infinito. Apesar das considerações iniciais sobre uma possível pausa na carreira após o álbum anterior, a banda está mais ativa e criativa do que nunca. Com planos para um novo disco no final de 2024, o Playmoboys continua a desafiar expectativas e a explorar novas fronteiras musicais. O novo single está disponível em todas as plataformas de música.

Besouro Mulher fecha line-up da 5ª edição do Festival 5 Bandas

A banda paulistana Besouro Mulher é a quinta e última banda a ser anunciada no Festival 5 Bandas, promovido pelo Minuto Indie. Eles se unem a Ale Sater, PLUMA, Paira e hoovaranas no line-up do festival que acontece dia 31 de agosto, na Casa Rockambole, em São Paulo. E para a noite ficar completa, o 5 Bandas anunciou as discotecagens da dupla Cainan Willy e Yasmin Kalaf, da Cavaca Records e de Dinho Almeida, vocalista e guitarrista do Boogarins. Besouro Mulher é uma banda composta por Arthur Merlino no baixo, Bento Pestana na guitarra, Sophia Chablau na guitarra/voz e Vitor Park na bateria. O grupo foi formado em 2016 e desde 2018 mantém sua formação atual. Em 2019, Besouro lançou seu primeiro EP intitulado Depois do Carnaval, com influências mais nítidas do movimento da Vanguarda Paulistana (Itamar, Arrigo, Luiz Tatit). Volto Amanhã é o primeiro disco da banda e que trouxe mudanças no estilo do Besouro, timbres e arranjos mais densos, influências diversas e uma sonoridade um pouco mais pop. Criado em 2014 por Alexandre Giglio, o Minuto Indie deixou de ser um blog/canal de youtube para ganhar os palcos com uma curadoria do que se destaca na música feita atualmente. Nascido de um quadro no canal em que Giglio indicava 5 bandas para o público prestar atenção, o Festival 5 Bandas destaca o que há de mais novo e pulsante na cena contemporânea. Os ingressos já estão à venda online. * Festival 5 Bandas com Besouro Mulher + PLUMA + Ale Sater + hoovaranas + Paira e DJ set de Dinho Almeida (Boogarins) e Cavaca Records 31 de agosto – sábadoCasa Rockambole r. Belmiro Braga, 119 – Pinheiros Venda online

Matuê lança EP de surpresa; ouça “Sabor Overdose no Yakisoba”

Matuê disponibilizou, de surpresa na noite desta segunda-feira (5), o EP Sabor Overdose No Yakisoba. Com título inusitado e três faixas inéditas, o projeto apresenta reflexões do artista sobre amor, violência, fama e sucesso. Ainda, explora sonoridades e referências que são novidade no repertório do músico. Este é seu primeiro trabalho com duas ou mais canções desde Máquina do Tempo (2020), seu celebrado disco de estreia. “Eu não vou fazer por fazer / Eu não sou mais o de antes”, versa Matuê em A Última Dança, faixa que abre os trabalhos do EP. Aqui, ele narra as intimidades de um relacionamento que parece ideal na superfície – mas que é problemático e não consegue se manter mais. Na sonoridade, brilham influências do R&B americano e do jersey club, em um momento de experimentação musical. A experiência segue surpreendendo com Honey Babe, marcada pelo beat do trap e versos que exaltam as conquistas de seu intérprete, sem nunca abrir mão de suas raízes. “Ó os muleke do Nordeste na lambo han / Acumulando milhão”, celebra Matuê (que nasceu, cresceu e mora em Fortaleza, no Ceará) nos momentos finais da canção. Por sua vez, Reza do Milhão conclui a tracklist em clima de resiliência. “Tentaram me derrubar / Não passa nada / Daqui você jamais passará”, cantam os versos. A música já era conhecida e esperada pelos fãs do artista, que aqui reflete sobre suas vivências e a força de espírito necessária para navegar na indústria musical. Compositor nato, assina a composição de todas as faixas do projeto. O trapper WIU – que é conhecido por hits como Coração de Gelo e Rainha da Finesse – colabora com o beat em Reza do Milhão. Além disso, é o conterrâneo de Matuê, Brandão85, o responsável pela batida em Honey Babe. Mas as colaborações artísticas de Sabor Overdose No Yakisoba não param por aí: as capas do EP e de suas três canções são obras de arte pintadas à mão pelo artista norte-americano Caleb Micah, exclusivamente para o trabalho. Tudo isso sob a direção criativa do próprio Matuê.

Bratislava lança visualizer “Casa em Chamas” inspirado em meme

Após refletir a nostalgia sensorial no single Sabor Fantasma, a Bratislava, banda que une rock, pop e música brasileira, reflete a paralisia que sentimos muitas vezes em meio ao terror em Casa em Chamas. Parte do álbum homônimo da banda, quinto da carreira, que será lançado em agosto, o single chega com um visualizer inspirado no famoso meme do cachorrinho no meio de um incêndio tentando se convencer de que tudo está bem. “Essa é uma canção que fala sobre a incapacidade de se mover ou de agir, mesmo quando a gente percebe que a casa está pegando fogo. A sensação é similar à da paralisia do sono, em que os nossos sentidos estão acordados, mas o corpo não responde”, conta Victor Meira, responsável pelas letras, vozes e teclas da banda, que conta também com José Roberto Orlando (baixo), Felipe Gonçalves (guitarra), Gustavo Franco (bateria) e Jonas Andrade (guitarra). Fundada há quase 15 anos pelos irmãos baianos Victor Meira e Alexandre Meira, a banda lançou quatro discos, fez turnês pelo Brasil e tocou em grandes festivais como Lollapalooza, COMA, Bananada, Conexão e Festival DoSol. Se reinventando em lutos, lutas, poesia e dureza, a banda encara o momento como um fechamento de ciclo e espaço para um marco de recomeço: por isso o disco homônimo. “Estamos trazendo vibes de toda a carreira da banda para esse disco. Canções mais carinhosas, outras mais brabas. Letras mais acessíveis e fáceis de se compreender, assim como letras mais enigmáticas e imagéticas também. Enfim, reúne tudo o que a Bratislava já foi e que pode ser. O disco que finalmente leva o nome da banda é o disco com o qual a banda tá confortável em dizer: isso aqui é a gente”, celebra Victor. O álbum é uma produção da Abstrato Coletivo e da Inova Com Cultura, com apoio da Inova Com Valor e realização do Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa – ProAC.

Ney Matogrosso e banda Hecto anunciam álbum pela Som Livre

Em meio às comemorações de seu aniversário, Ney Matogrosso continua surpreendendo, e apresenta novidade em sua discografia. Após um período de três anos do seu último álbum – Nu com Minha Música – 2021, o cantor se une à banda Hecto e anuncia o lançamento do single Teu Sangue, que chega às plataformas dia 9 de agosto. A música fará parte do disco Canções Para Um Novo Mundo, que será lançado pela Som Livre em novembro. Ney Matogrosso e Guilherme Gê se conheceram em 2017, durante a montagem do musical Puro Ney, no Rio de Janeiro, do qual Guilherme fazia parte. Desde então, Gê fez um mergulho na obra de Ney, e ambos nunca perderam o contato. Em 2023 eles lançaram uma releitura de Nada Será Como Antes, uma versão bilíngue do clássico de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, surpreendendo a todos. Teu Sangue, canção com letra de Guilherme Gê, tem uma melodia que mistura o universo do Rock e da MPB, e carrega o DNA da Hecto pela poética da letra, a ideia de igualdade social e uma crítica muito presente também em outras canções da banda. “Essa música impulsionou todo o projeto do álbum com o Ney”, pontua Gê. E traz um verso que define o pensamento do álbum: “Somos do mesmo céu, mesmo som, mesmo ar/ Somos do mesmo sangue”.