Yungblud anuncia “Idols II” para esta sexta e feat com Smashing Pumpkins

Se existe alguém que não sabe o que é descansar, esse alguém é Yungblud. O maior nome do rock britânico atual anunciou o lançamento da segunda parte de seu aclamado álbum conceitual Idols. Idols II chega às plataformas digitais nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, via Island Records/Locomotion. O disco completa a jornada iniciada em junho de 2025 com Idols, que garantiu ao artista seu terceiro álbum número 1 consecutivo no Reino Unido. “Eu estou vivo”, diz Yungblud em Idols II Se a primeira parte do projeto foi sobre recuperar a identidade em meio à escuridão, este novo capítulo é sobre sobrevivência e êxtase. “A Parte 2 é sobre perceber que estou vivo, que sou real, que essa jornada em que estive não me matou. É sobre perceber que você pode se sentir invencível quando realmente sente a si mesmo”, desabafa o cantor de 28 anos. O single principal, Suburban Requiem, também será lançado na sexta-feira acompanhado de um visualizer. Encontro de gerações com Smashing Pumpkins Uma das faixas mais aguardadas do tracklist é a nova versão de “Zombie”, que conta com a colaboração de peso do The Smashing Pumpkins. A faixa já nasce com pedigree, tendo sido indicada ao Grammy. Fase de ouro (e prêmios) O anúncio coroa uma sequência histórica para Yungblud. 🇧🇷 Tracklist de “Idols II” Confira as novidades que chegam na sexta: Para os colecionadores: uma edição física completa (vinil duplo e CD), reunindo as 19 faixas das duas partes de Idols, será lançada ainda este ano.

Shows de rock transformam bairros e aquecem o mercado imobiliário em SP

Em São Paulo, acontecimentos culturais têm ganhado espaço na cena urbana e, ao mesmo tempo, influenciado decisões de consumo e moradia. Quando há um apartamento para alugar na Zona Oeste, por exemplo, essa escolha pode estar relacionada não apenas à localização, ao preço ou à infraestrutura, mas também à oferta cultural que o bairro pode proporcionar aos moradores. Shows de rock e grandes eventos musicais são capazes de gerar mudanças profundas nos bairros onde ocorrem, impactando desde a economia local até o mercado imobiliário. Como shows movimentam a economia local Grandes festivais e shows atraem milhares de pessoas para a cidade. Eventos como o festival The Town, idealizado por Roberto Medina e realizado no Autódromo de Interlagos, são exemplos de como o rock e a música popular agitam a economia paulistana. A primeira edição do The Town movimentou cerca de R$ 1,9 bilhão na economia de São Paulo, segundo análise do CEO da organização do evento. Esse tipo de evento tende a impulsionar setores como transporte, alimentação, hotelaria e serviços durante os dias de realização do show. Além disso, estudos sobre o impacto de concertos mostram que grandes shows podem aumentar a circulação de pessoas e estimular o comércio local, fazendo com que turistas e moradores gastem mais em bares, restaurantes, transporte e hospedagem. Impactos diretos na economia Revitalização e transformação urbana Shows de rock muitas vezes acontecem em áreas que já têm infraestrutura para eventos ou estão posicionadas como polos culturais emergentes. Isso faz com que esses bairros ganhem mais visibilidade e, consequentemente, atraem novos investimentos. Bairros próximos a locais de shows, como o centro ou áreas que recebem eventos periódicos, podem experimentar mudanças urbanas interessantes. Por exemplo, o festival Rock na Praça, que já aconteceu no Vale do Anhangabaú e arredores da Galeria do Rock, contribui para a ocupação desses espaços e reforça a relevância do centro para a cena musical. A percepção de que um bairro tem vida cultural intensa faz com que mais pessoas queiram morar ali, o que, por sua vez, pode favorecer a chegada de bares, cafés, espaços culturais e novos serviços para o dia a dia. Eventos desse tipo também podem trazer melhorias de infraestrutura urbana e maior atenção pública. Ao fortalecer o uso dos espaços públicos, a música ao vivo cria mais motivos para que residentes e visitantes frequentem a região, gerando um ciclo de transformação urbana que vai além do entretenimento. Eventos culturais e valorização imobiliária Há estudos e análises que demonstram como eventos culturais podem influenciar diretamente o valor imobiliário de bairros. A presença de um calendário cultural ativo, com eventos que atraem público de fora, tende a tornar a região mais atrativa para viver e investir. Quando um bairro é percebido como um centro cultural, com shows, festivais e atividades regulares, isso pode: Esse efeito costuma surgir com especial força quando eventos contribuem para transformar a imagem de um bairro de algo estático para um polo de movimento cultural e social. Em muitas cidades do exterior, inclusive, áreas com uma vida musical vibrante são frequentemente associadas a maiores preços de aluguel e valorização imobiliária sustentável ao longo do tempo. Casos em São Paulo Em São Paulo o mercado imobiliário tem mostrado sinais de aquecimento em diversas regiões da cidade. Segundo levantamentos do setor, bairros como Vila Nova Conceição, Itaim Bibi e outros centros urbanos apresentam forte valorização do valor dos imóveis no geral. Esse movimento é reforçado por fatores econômicos mais amplos, mas a presença de atividades culturais ativas, incluindo shows, festivais e espaços de música ao vivo, ajuda a compor o cenário de maior atração imobiliária. Pessoas interessadas em qualidade de vida e experiências urbanas acabam por buscar bairros que tenham cultura vibrante, o que também pode elevar a procura por um apartamento para alugar na Zona Oeste ou em outras partes da cidade que ofereçam essa diversidade de opções. O lado humano dessa transformação Para moradores, a presença de shows e eventos culturais traz tanto benefícios quanto desafios. Por um lado, a intensa vida noturna e cultural melhora a qualidade de vida, promove encontros e aprofunda laços sociais. Por outro, pode gerar questões ligadas a ruído, trânsito e pressões sobre serviços públicos. Por isso, um planejamento urbano que concilie moradia e cultura é essencial. Para muitos jovens e profissionais, a oferta de entretenimento é um fator relevante na escolha de onde morar. Ao ter acesso fácil a shows, festivais e ambientes culturais, bairros ganham um apelo que vai além da moradia tradicional, tornando-se pontos de estilo de vida. Dicas para quem busca morar próximo a polos culturais Conclusão Shows de rock e outros eventos culturais exercem um papel importante na transformação urbana de São Paulo e influenciam diretamente o mercado imobiliário. Eles ajudam a movimentar a economia, além de fortalecer a identidade dos bairros como polos de vida cultural e social. Esse cenário contribui para a valorização de áreas e aumenta o apelo de lugares para morar, como quando alguém decide procurar um apartamento para alugar atraído não só por localização, mas pela rica oferta cultural ao redor. No contexto da metrópole paulista, cultura e mercado imobiliário caminham juntos, moldando os bairros e oferecendo múltiplas oportunidades para moradores, investidores e visitantes.

Reverendo Frankenstein lança EP Renascido! no Psycho Carnival

O Carnaval de Curitiba ferveu ontem (15) com a 25ª edição do lendário Psycho Carnival, e quem aproveitou a festa para “renascer” foi o Reverendo Frankenstein. A banda paulista subiu ao palco no domingo para lançar seu EP Renascido! Este é o primeiro registro de músicas inéditas do grupo desde Tic-Tac (2019), sucedendo o álbum ao vivo Morto (2024). O trabalho marca a estreia em estúdio da nova cozinha da banda: o baixista Villa von Zorch e o baterista Renan Pigmew, que se juntaram aos veteranos Alex from Hell e M.Krempel em 2022. Crítica social e surf music em Renascido! O EP foi gravado e produzido pelo próprio Matheus Krempel, com mixagem e masterização de Raul Zanardo. A arte de capa é de Claudio Villa. Musicalmente, Renascido! mostra a versatilidade do psychobilly da banda. Se você perdeu o show de ontem em Curitiba, não se preocupe: o EP já está disponível em todas as plataformas digitais.

Axty abre show histórico do Alesana em São Paulo

Faltando menos de duas semanas para uma noite de pura nostalgia e peso no Carioca Club, o line-up ficou ainda mais poderoso. A banda brasileira Axty, que vive o momento mais importante de sua carreira, foi confirmada como a atração de abertura para o show dos norte-americanos do Alesana, no dia 28 de fevereiro (sábado). O evento marca a celebração de 15 anos do clássico álbum The Emptiness, uma obra seminal do post-hardcore/screamo. Axty é potência internacional A escolha da Axty para aquecer o público não poderia ser mais acertada. O grupo paulista, formado em 2021, acaba de retornar de sua primeira turnê pelos Estados Unidos ao lado do gigante Born of Osiris. E não para por aí: a banda assinou recentemente com a poderosa gravadora austríaca Napalm Records e já tem datas marcadas para dividir o palco com Lacuna Coil e Escape the Fate. Com uma sonoridade que funde metalcore, deathcore e melodias modernas, a Axty vai apresentar o repertório que conquistou milhões de streams e pavimentou o caminho para seu quarto álbum de estúdio, previsto para sair ainda este ano. Alesana e o conceito de “The Emptiness” Após a abertura de peso, o Alesana sobe ao palco para tocar na íntegra o álbum The Emptiness. Lançado originalmente em 2010, o disco é uma ópera-rock baseada no poema “Annabel Lee”, de Edgar Allan Poe. Espere ouvir clássicos como “The Thespian” e a épica “Annabel”, com aquela mistura característica de vocais rasgados, refrões melódicos e narrativas dramáticas que definiram uma geração. 🎫 Serviço: Alesana + Axty em São Paulo Os ingressos já estão no 3º lote. Se você quer presenciar o encontro de uma lenda do screamo com a nova força do metal brasileiro, a hora é agora. Ingressos:

Mudança no lineup: Eskröta entra no Overload Beer Fest deste sábado; Obituary lidera a festa

A semana do Overload Beer Fest começa com uma novidade importante na escalação. O festival, que retorna a São Paulo neste sábado, 21 de fevereiro, anunciou uma alteração de última hora: a banda santista Surra não fará mais parte do evento. Para manter a energia lá no alto e a representatividade do crossover/thrash nacional, a organização agiu rápido e convocou o trio Eskröta para assumir a vaga. As minas, que vêm em uma ascensão meteórica na cena, se juntam ao peso do Vulcano (com participação especial do vocalista Angel), D.E.R. (lançando álbum novo) e Cemitério. Obituary Apesar da mudança, a espinha dorsal do evento segue inabalável com uma das atrações internacionais mais aguardadas do ano. O Obituary, verdadeira instituição do death metal mundial, é o headliner da noite com um set especial celebrando os 35 anos do clássico Cause of Death. Formado pelos irmãos John e Donald Tardy, o grupo ajudou a moldar o som da Flórida no fim dos anos 80, apostando menos na velocidade desenfreada e mais na densidade: riffs graves, cadenciados e o vocal cavernoso inconfundível de John. Cause of Death (1990) é um marco do gênero. Com a participação histórica do guitarrista James Murphy (Death, Testament), o disco trouxe solos elaborados para a base brutal da banda, criando hinos como Chopped in Half, Infected e Turned Inside Out. Cerveja e cultura metal Além da maratona de shows, o Overload Beer Fest mantém sua tradição de unir música extrema a boas bebidas. O evento contará com diversos rótulos de cervejas artesanais, opções de alimentação (incluindo vegana) e um Metal Market completo com discos, camisetas e livros. A realização é da Overload, que já aquece os motores para uma sequência de shows em março, incluindo Fall of Troy, Vola e Moonspell. 🎫 Serviço: Overload Beer Fest 2026 Ingressos Vendas: Clube do Ingresso

De “Parabólica” a “Janeiro 26”: Humberto Gessinger canta o amor de avô em novo single

Há 34 anos, Humberto Gessinger ensinava o Brasil a amar à distância com Parabólica, canção escrita para sua filha, Clara, nascida em 1992. Agora, o ciclo da vida se renova e a poesia ganha uma nova geração. No dia em que Clara completa mais um ano de vida, Gessinger lança o single Janeiro 26, uma homenagem ao seu primeiro neto, Folke, nascido no dia que dá título à música. “Tu vens, eu vô” em Janeiro 26 Se em Parabólica o mundo girava para colocar a filha no centro, em Janeiro 26 o compositor brinca com a passagem do tempo e o novo papel familiar. O refrão traz um jogo de palavras genial e afetuoso: “Tu vens, eu vô / amor maior não há”, uma alusão ao verbo “ir” e ao substantivo “avô”. A letra traça um paralelo entre tempos e espaços: Brasil e Suécia (país de origem das raízes paternas de Folke), conectando as músicas Parabólica, Fevereiro 13 (lançada em 2024 para Clara) e agora Janeiro 26. “A ideia da composição veio logo que soube que seria avô… O amor mais puro é o que nos move”, reflete o artista. Multi-instrumentista Fiel ao seu estilo de “one-man band” dos últimos tempos, a faixa foi gravada no Estúdio Soma, em Porto Alegre, com Gessinger tocando praticamente tudo: baixo de oito cordas, violão, guitarra e teclado. A bateria ficou a cargo de Luke Faro. A produção é do próprio Humberto com coprodução de Protásio Jr. O lançamento sai pela gravadora Deck e já está disponível em todas as plataformas. O clipe, que traduz visualmente essa emoção, também já pode ser assistido. Ouça agora e se emocione com o “Vô Bertinho”

Flea reinventa clássico de Frank Ocean no trompete

Flea nos presenteou com uma declaração de amor à música. O lendário baixista do Red Hot Chili Peppers lançou sua versão de Thinkin Bout You, clássico moderno de Frank Ocean. Mas esqueça o slap bass frenético. A faixa é uma reinterpretação instrumental e orquestral, onde Flea assume o trompete e o baixo elétrico, criando uma atmosfera de jazz contemporâneo absolutamente elegante. Homenagem de Flea a “Channel Orange” A faixa faz parte de Honora, o álbum solo de estreia de Flea que chega em 27 de março de 2026 pela Nonesuch Records. Segundo o músico, o álbum Channel Orange (2012) de Frank Ocean foi um divisor de águas em sua vida. “Eu ouvi dez milhões de vezes… Eu só queria captar a beleza honesta da melodia, porque é uma grande canção”, diz Flea. Para essa missão, ele convocou Nate Walcott (do Bright Eyes) para os arranjos de cordas e a baixista Anna Butterss no contrabaixo acústico. O resultado é sensível, melancólico e genial. Assista ao visualizer Sonho de 1991 Honora não é um capricho de rockstar. É a realização de um desejo antigo. Em 1991, durante as filmagens de My Own Private Idaho, Flea confidenciou a um amigo que queria fazer um disco instrumental com “grooves profundos e hipnóticos”. Quase 35 anos depois, e após dedicar dois anos inteiros praticando trompete diariamente, ele finalmente se sentiu pronto. O disco conta com um time de elite do jazz (Josh Johnson, Jeff Parker) e participações de Thom Yorke e Nick Cave. Turnê esgotada Em maio, Flea e sua banda embarcam em uma turnê por casas intimistas na América do Norte e Europa. Como era de se esperar, os ingressos já estão esgotados.

Pense lança o visceral EP “Som No Sebo (Ao Vivo)”

Existe um contraste poético em quebrar o silêncio de uma biblioteca com o peso do hardcore. E foi exatamente nesse cenário que a Pense, um dos nomes mais sólidos do gênero no Brasil, gravou seu novo material. Nesta quinta-feira (12), a banda disponibilizou em todas as plataformas de áudio o EP Pense | Som No Sebo (Ao Vivo). O registro captura a banda em seu estado mais bruto: sem filtros, sem polimento excessivo e com a urgência que seus 19 anos de estrada exigem. Hardcore na estante A gravação rolou durante uma pocket live session em um sebo instalado em um casarão na Bela Vista, em São Paulo. Cercados por estantes e páginas de história, o grupo transformou inquietação em movimento. Produzido por Ariel Ataíde, o EP reúne cinco faixas que funcionam como um grito coletivo sobre saúde mental, identidade e transformação social. “Essas músicas falam sobre canalizar a dor no lugar certo. Em vez de deixar que ela nos derrube ou nos jogue para baixo, usamos isso como plataforma para seguir em frente”, afirma Ítalo Nascimento Nonato, vocalista da banda. 19 anos de resistência Formada em Belo Horizonte em 2007, a Pense construiu uma discografia respeitada com álbuns como Espelho da Alma (2011) e Realidade, Vida e Fé (2018). Este novo EP reafirma a maturidade artística do grupo, mantendo a “fome” de quando começaram e a conexão emocional intensa com o público.

Ladytron revela a alma do novo disco com o single “A Death in London”

Os ícones do pop eletrônico Ladytron continuam a pavimentar o caminho para o seu oitavo álbum de estúdio, Paradises, e lançaram aquela que consideram a “alma do disco”: a faixa A Death in London. Se você estava com saudade da faceta mais “witchy” (bruxa/mística) da banda, essa é para você. A música é descrita como um “Balearic Noir”, uma espécie de folk pagão construído sobre um 808 e um groove de marimba sedutor. >> LEIA ENTREVISTA AQUI Alma de “Paradises” Segundo a banda, esta foi a primeira música escrita para o novo LP e serviu como alicerce para todo o restante do projeto. A sonoridade, que teria sido composta em um “Casio do Leonard Cohen”, traz aquele ar de canção de amor ballardiana, art pop suado e sintético. “Um lugar onde os sonhos vão para morrer… ainda bem que você me encontrou viva…”, canta a banda em meio a sintetizadores que lembram um Negroni no fim do mundo. Gravações do Ladytron em São Paulo Com lançamento marcado para 20 de março de 2026 via Nettwerk, Paradises promete ser o trabalho mais voltado para as pistas de dança desde o clássico Light & Magic. E tem um detalhe especial para os fãs brasileiros: o álbum, escrito e gravado ao longo de cinco meses, tomou forma em diversas cidades, incluindo Liverpool, Londres e São Paulo. Produzido por Daniel Hunt e mixado pelo colaborador de longa data Jim Abbiss (vencedor do Grammy e parceiro da banda na era Witching Hour), o disco de 16 faixas busca resgatar a diversão do final dos anos 90, quando a banda estava apenas começando. “A principal motivação era a diversão… Há uma coceira que nunca arranhamos, que é o fato de que, apesar de nossas origens no mundo dos DJs, nunca fizemos de fato um disco ‘disco’”, explica Daniel Hunt. A Death in London junta-se aos singles já lançados Caught in the Blink of an Eye, I Believe in You, I See Red e Kingdom Undersea. Assista ao clipe visualizer de A Death in London: