Louis Tomlinson lança “How Did I Get Here?”, seu álbum mais maduro e pessoal

O cantor britânico Louis Tomlinson liberou seu terceiro álbum de estúdio, intitulado How Did I Get Here?. Sucessor dos aclamados Walls (2020) e Faith In The Future (2022), o novo disco marca um ponto de virada na carreira solo do ex-One Direction. Segundo o próprio artista, este é “o álbum que sempre quis fazer”, revelando uma confiança inédita e uma sonoridade moldada pela liberdade criativa. Da Inglaterra para a Costa Rica O processo de criação começou no interior da Inglaterra, mas a alma do disco foi forjada longe dali. No início de 2025, Louis se isolou por três semanas em Santa Teresa, na Costa Rica, ao lado de seu colaborador e co-produtor Nico Rebscher. Foi nesse ambiente tropical e isolado que o álbum ganhou sua forma definitiva, priorizando uma entrega vocal mais crua e honesta. Destaques da tracklist O álbum chega impulsionado pelo sucesso do single Lemonade, que já domina as rádios inclusive no Brasil. Mas o trabalho vai muito além dos hits radiofônicos: Conexão com o Brasil e turnê Apesar da nova turnê mundial How Did We Get Here? começar em março focada em arenas da Europa e América do Norte, o Brasil não ficou de fora da festa de lançamento. Na quinta-feira (22), São Paulo recebeu uma listening party exclusiva para fãs e convidados, provando a força da base brasileira de Louis. O álbum já está disponível em todas as plataformas de streaming.

Nasi usa IA e transforma “Corpo Fechado” em samba no estilo Noriel Vilela

Nasi, a voz icônica do Ira!, decidiu mergulhar de cabeça na tecnologia para reinventar seu próprio passado. O cantor lançou hoje, via Ditto Music, o single e clipe de Corpo Fechado. A faixa é a primeira amostra de seu novo álbum solo, o provocativo nAsI Artificial Intelligence. Como o nome sugere, o projeto utiliza ferramentas de Inteligência Artificial para desconstruir e reconstruir músicas de seu repertório. Do soul da Stax para o Partido Alto A faixa escolhida para inaugurar essa fase foi lançada originalmente em 2006, no álbum Onde os Anjos Não Ousam Pisar. Se naquela época a sonoridade bebia na fonte do soul e da gravadora Stax, agora a IA levou Nasi para um terreiro digital. A nova versão de Corpo Fechado surge como um samba malemolente, inspirado na Velha Guarda e nos grandes bambas do Partido Alto. A referência estética é clara e declarada: o estilo inconfundível de Noriel Vilela (famoso pelo clássico 16 Toneladas).

Ryan Fidelis lança EP “Noir” e celebra prêmio de Produtor do Ano

Após se consagrar como uma das principais revelações do gênero no ano passado com o disco ALMA, Ryan Fidelis não quis saber de descanso. Nesta sexta-feira (23), o artista catarinense lançou seu novo EP, intitulado Noir. O trabalho impressiona não apenas pela sonoridade, mas pelo processo criativo: foi totalmente produzido por Ryan em seu home studio, em Florianópolis, em menos de uma semana. Neo Soul e “Erro Fatal” A música de trabalho, Erro Fatal, chega acompanhada de um visualizer e foi a peça-chave para o nascimento do EP. “Estava ouvindo muitas referências do neo soul, como D’Angelo e GIVĒON, quando compus ‘Erro Fatal’. A partir dela, tive a ideia para as demais faixas”, explica o cantor. O lançamento coroa um início de ano dourado para Ryan. No último dia 12 de janeiro, ele venceu a categoria Produtor do Ano no Prêmio R&B Brasil, além de ter sido indicado a Revelação e Hit Viral. Estreia de Ryan Fidelis nos palcos de SP Para celebrar a fase, Ryan tem data marcada para encontrar o público paulistano. No dia 8 de fevereiro (domingo), ele faz seu primeiro show com banda completa na capital paulista. A apresentação acontece na Jai Club, dentro do evento Sunday Sessions, que também contará com show da cantora Flavia K. E o ritmo não deve diminuir: Ryan já está em estúdio gravando um novo álbum completo, previsto para sair ainda neste primeiro semestre. Serviço Sunday Session: Ryan Fidelis + Flavia K

The HU une tradição mongol e peso ocidental no novo single “The Real You”

O fenômeno global The HU lançou o single The Real You, via Better Noise Music. Conhecidos por criar o gênero “Hunnu Rock”, uma fusão de instrumentos tradicionais mongóis, throat singing (canto gutural) e rock contemporâneo, a banda decide agora empurrar os limites dessa mistura. Em The Real You, eles trazem os elementos da música ocidental para o primeiro plano, resultando em uma sonoridade pesada, atmosférica e com ritmos acelerados. A produção é assinada por Dashka e a mixagem ficou a cargo do lendário Chris Lord-Alge (vencedor de 5 Grammys). Cavalgando com os ancestrais A faixa serve como cartão de visitas para o aguardado terceiro álbum do grupo. Segundo Temka (tovshuur e throat singer), a música reflete uma energia cinética. “Enquanto temos músicas tradicionais com nosso ritmo característico no terceiro álbum, há poucas músicas rápidas e animadas como este single. Gravamos essa música pensando em nossos ancestrais, cavalgando rápido a cavalo pela paisagem”, explica o músico. A letra, cantada em mongol, baseia-se em um provérbio local sobre autoconhecimento e julgamento: “Não se preocupe com o que está no topo da cabeça de uma pessoa, apenas se preocupe com o que não está na sua”. Turnê com gigantes O lançamento chega em um momento monumental para a carreira do The HU. A banda foi confirmada como uma das atrações de abertura do show histórico do Iron Maiden no Knebworth Park (Reino Unido), em 11 de julho. Além disso, eles embarcam em agosto na turnê norte-americana Freaks On Parade, ao lado de Rob Zombie e Marilyn Manson. Vale lembrar que o The HU se tornou a primeira banda de rock/metal a receber a designação de “Artista pela Paz” da Unesco, consolidando seu status de embaixadores culturais globais.

Morre Francis Buchholz, baixista da era de ouro do Scorpions, aos 71 anos

Francis Buchholz, o lendário baixista que sustentou o ritmo da era mais bem-sucedida do Scorpions, faleceu aos 71 anos, na última quinta-feira (22). A confirmação veio através de um comunicado emocionante de sua família. Buchholz lutava de forma privada contra um câncer. “As cordas silenciaram” Nascido em Hanôver, na Alemanha, em 1954, Francis partiu cercado pela família. Em nota oficial, seus entes queridos agradeceram o carinho dos fãs. “É com imensa tristeza e o coração pesado que compartilhamos a notícia do falecimento do nosso amado Francis… Durante toda a sua luta contra o câncer, permanecemos ao seu lado… Embora as cordas tenham silenciado, sua alma permanece em cada nota que ele tocou e em cada vida que ele tocou.” A banda Scorpions também prestou sua homenagem nas redes sociais. “Seu legado com a banda viverá para sempre, e sempre nos lembraremos dos muitos bons momentos que compartilhamos juntos. Nossos corações estão com Hella, sua família e amigos. Descanse em paz, Francis.” Francis Buchholz foi o arquiteto do groove alemão Buchholz não foi apenas um músico de apoio, ele foi parte fundamental da arquitetura sonora do Scorpions entre 1973 e 1992. Sua entrada na banda aconteceu após uma fusão com o grupo Dawn Road (onde tocava com Uli Jon Roth). A partir daí, ele esteve presente na escalada global do grupo, tocando nos álbuns multi-platinados Love at First Sting e Crazy World. Seu baixo pode ser ouvido em hinos que definiram gerações, como… Após sua saída em 1992, devido a desentendimentos gerenciais, ele continuou na ativa, colaborando posteriormente com o Michael Schenker Group e o Temple of Rock.

HELP(2), álbum beneficente une Arctic Monkeys, Olivia Rodrigo e direção de Jonathan Glazer

Se o lançamento do single Opening Night pelo Arctic Monkeys já havia agitado a sexta-feira (23), os detalhes completos sobre o álbum HELP(2) revelam um projeto de magnitude histórica. Com lançamento marcado para 6 de março via War Child Records, o disco não apenas resgata o espírito do lendário álbum de 1995, mas propõe encontros musicais inéditos e um conceito visual revolucionário liderado por um vencedor do Oscar. Encontros de Titãs no Abbey Road Gravado majoritariamente em uma única semana frenética em novembro de 2025 no Abbey Road Studios, sob a supervisão do produtor James Ford, o álbum promoveu colaborações espontâneas que prometem entrar para a história: “Por Crianças, Para Crianças”: o olhar de Jonathan Glazer A direção criativa do projeto está nas mãos do cineasta Jonathan Glazer (Zona de Interesse, Sob a Pele). Ao lado de Mica Levi, Glazer desenvolveu um conceito simples e poderoso: entregar as câmeras às crianças. Durante as gravações no Abbey Road, crianças operaram as câmeras e filmaram os artistas sem restrições. Paralelamente, equipes na Ucrânia, Gaza, Iêmen e Sudão coletaram imagens filmadas por crianças vivendo nessas zonas de conflito. O resultado visual busca conectar a música diretamente a quem ela pretende ajudar. A urgência humanitária de HELP(2) começa com Arctic Monkeys O álbum original HELP (1995), que teve colaborações de Oasis, Radiohead e Paul McCartney, foi uma resposta à guerra na Bósnia. Na época, 10% das crianças do mundo viviam em zonas de conflito. Hoje, esse número dobrou para quase 1 em cada 5 (520 milhões). O Arctic Monkeys, que abriu os trabalhos com o single Opening Night, reforçou o compromisso. “Temos orgulho de apoiar o trabalho inestimável que a War Child realiza e esperamos que o disco faça uma diferença positiva na vida de crianças afetadas pela guerra.” Já Jarvis Cocker, do Pulp (que doou o dinheiro do Mercury Prize para a causa nos anos 90), manteve o mistério sobre a participação de sua banda. “Há trinta anos, entregamos nosso Mercury Prize… Este ano, demos mais. Quanto a mais? Você vai ter que esperar para ver…” ‘HELP(2)’ tracklist:

The Damned lança Not Like Everybody Else e traz Rat Scabies de volta ao estúdio após 40 anos

O lendário The Damned lançou hoje (23) seu novo álbum, intitulado Not Like Everybody Else. O disco é uma coleção de covers profundamente pessoal e celebratória. O trabalho carrega duas grandes notícias. A primeira é o retorno histórico de Rat Scabies. O baterista original se reuniu com a banda em estúdio pela primeira vez em 40 anos, completando o time ao lado de Dave Vanian (vocal), Captain Sensible (guitarra), Paul Gray (baixo) e o tecladista de longa data Monty Oxymoron. Tributo a Brian James em Not Like Everybody Else, do The Damned A segunda notícia é o motivo emocional por trás do disco. O álbum é dedicado à memória de Brian James, guitarrista fundador da banda, que faleceu em 6 de março de 2025. Gravado em apenas cinco dias de “emoção e fogo criativo” no Revolver Studio, em Los Angeles, o álbum busca reconectar a banda com a energia bruta de seu início. De Pink Floyd a Rolling Stones O repertório passeia por clássicos que formaram o DNA do grupo. O disco abre com There’s A Ghost In My House (R. Dean Taylor) e passa por versões de See Emily Play (Pink Floyd) e When I Was Young (The Animals). O encerramento, no entanto, é o ponto alto da emoção. A banda escolheu The Last Time, do Rolling Stones, para fechar o disco. A faixa conta com a participação do próprio Brian James, retirada de sua última performance ao vivo com o The Damned e remixada carinhosamente para este lançamento. Ouça álbum completo abaixo.

Hurtmold lança single “Sabo” e antecipa álbum ao vivo pelo Selo Sesc

A banda Hurtmold, uma das mais respeitadas da cena paulistana, lançou hoje o single Sabo nas plataformas digitais. A faixa é o primeiro aperitivo do álbum Sessões Selo Sesc #17: Hurtmold. O disco completo tem data marcada para chegar aos streamings na próxima semana, dia 30 de janeiro. O registro de 25 anos Este lançamento carrega uma carga histórica importante. O material traz o registro de um dos shows realizados em 2023 no Sesc Santana, época em que a banda celebrava seus 25 anos de estrada. Formado em 1998 por amigos de escola em São Paulo, o Hurtmold construiu uma identidade única, transitando com fluidez entre o rock, o jazz e a experimentação sonora. Clássicos como Sabo no repertório do Hurtmold O novo álbum ao vivo promete revisitar a discografia da banda com a energia do palco. Além de “Sabo”, o repertório confirmado traz faixas essenciais que marcaram essa trajetória, como Mestro, Kampala, Olvecio, Bica e a icônica Música Política para Maradona Cantar. Para quem acompanha a cena independente há duas décadas, ouvir Sabo nesta nova versão é uma viagem no tempo com a maturidade técnica que o grupo adquiriu. Ouça o single abaixo e já faça o pré-save do álbum completo.

Conheça o Esquema Símio, rock baiano inspirado em distopias literárias

A cena rock da Bahia ganha um novo e intrigante capítulo com a chegada da Esquema Símio. O trio, que nasceu em 2023, está chamando a atenção não apenas pela sonoridade que flerta com o trip-hop e o rock alternativo, mas pela bagagem intelectual que carrega: a banda é fruto direto de experiências sinestésicas com a literatura distópica. Formada atualmente por Yuri Bonebreaker (bateria), M. M. Injúria (voz e baixo) e Lucas Moreira (voz e guitarra), o grupo acaba de lançar o single Sebo. De Aldous Huxley a Will Self A gênese do projeto partiu de Lucas Moreira. Inquieto após leituras densas de clássicos da ficção científica e distopias, ele canalizou essas sensações para a música. O nome da banda, inclusive, surgiu durante a leitura de Grandes Símios, de Will Self. As palavras “esquema” e “símio” se repetiam na narrativa de forma tão marcante que batizaram o grupo. Além de Self, a atmosfera da banda bebe de fontes como O Macaco e a Essência (Aldous Huxley), Sonham os Androides com Carneiros Elétricos (Philip K. Dick) e Cows (Mathew Stokoe). Sonoridade híbrida do Esquema Símio Musicalmente, o Esquema Símio não se prende a rótulos rígidos. As referências vão do rock melancólico do Radiohead e Jeff Buckley ao peso nacional de Titãs, O Rappa e Chico Science & Nação Zumbi. Anteriormente, a banda havia revelado Funcionário do Mês, que sintetiza bem essa mistura. A faixa traz o estilo “repiado” (falado/rap) de M. M. Injúria na voz principal, contrastando com os refrões aveludados de Lucas. Tudo isso é sustentado pela bateria de Yure Bonebreaker, que aposta em uma batida trip-hop orgânica e envolvente. Antes deste lançamento, a banda já havia apresentado o single Oxalá (em outubro), ainda em um formato one-man band de Lucas, mas que já apontava a direção criativa do projeto. Onde ouvir