Garotos Podres leva clássicos do punk ao Sesc 24 de Maio neste domingo

O domingo de aniversário de São Paulo terá trilha sonora de protesto e distorção. No dia 25 de janeiro, o Sesc 24 de Maio recebe o show “Mais Podres do que Nunca” da banda Garotos Podres. Um dos maiores ícones do punk rock brasileiro dos anos 80 sobe ao palco às 18h. Liderada pelo vocalista Mao, único integrante da formação original, a banda promete uma viagem nostálgica e enérgica. O repertório revisita o álbum de estreia de 1985, que ultrapassou a marca de 50 mil cópias vendidas e se tornou um marco do gênero no país. Raízes operárias e engajamento A história do Garotos Podres se confunde com a luta social no ABC Paulista. A banda, originária de Mauá, estreou nos palcos em 1983 com um propósito claro: apoiar o Fundo de Greve dos Metalúrgicos do ABC. Mais de quatro décadas depois, o grupo mantém essa essência combativa e irreverente. A formação atual que se apresenta em 2026 conta com Mao (vocal), Rinaldi (guitarra), Uel (baixo) e Negralha (bateria). Os fãs podem esperar hinos que atravessaram gerações, como Johnny, Liberdade (Onde Está?) e a sátira atemporal Papai Noel Velho Batuta. Transporte gratuito Uma dica importante para quem vai ao show: o Sesc 24 de Maio oferece serviço de van gratuito para o retorno. O transporte leva até as estações de metrô República e Anhangabaú. Aos domingos, as saídas ocorrem a cada 30 minutos, das 18h às 21h. Serviço Garotos Podres – show “Mais Podres do que Nunca”
Tutti Frutti e Lucinha Turnbull promovem reencontro histórico no aniversário de SP

O aniversário de 472 anos de São Paulo ganhará uma celebração à altura da história do rock nacional. Neste domingo (25), a lendária banda Tutti Frutti, liderada pelo guitarrista Luiz Carlini, sobe ao palco do Blue Note SP para um show especial. A apresentação, marcada para as 19h, traz um presente inestimável para os fãs: a participação de Lucinha Turnbull. Considerada a primeira guitarrista mulher do Brasil, ela reencontra a banda no palco pela primeira vez desde 1974. A química que fundou o rock brasileiro Este reencontro acontece mais de 50 anos após a separação original, resgatando a química que ajudou a moldar a sonoridade do rock nos anos 70. Vale lembrar que Carlini e Lucinha foram cofundadores da Tutti Frutti e parceiros essenciais de Rita Lee na fase mais explosiva de sua carreira. Juntos, eles criaram arranjos e riffs que se tornaram hinos da música brasileira. O repertório da noite promete incendiar a Avenida Paulista com clássicos obrigatórios como Agora Só Falta Você, Ovelha Negra, Jardins da Babilônia e Esse Tal de Roque Enrow. Um time de peso no Tutti Frutti Para essa noite histórica, Luiz Carlini (vocais e guitarra) comanda uma formação que mistura sangue novo e veteranos. O destaque fica para a presença dos irmãos gêmeos Rubens e Gilberto Nardo (backing vocals), que participaram das gravações originais e turnês clássicas da banda. * Serviço Tutti Frutti convida Lucinha Turnbull
Edgard Scandurra estreia trio no Sesc Belenzinho

No próximo dia 30 (sexta-feira), Edgard Scandurra sobe ao palco da Comedoria do Sesc Belenzinho para apresentar seu novo projeto: o Edgard Scandurra Trio. Se você é fã, fique atento ao relógio: a venda de ingressos online começa hoje (20), a partir das 17h. Para quem prefere comprar pessoalmente, as bilheterias das unidades do Sesc iniciam as vendas amanhã (21), no mesmo horário. Família de Edgard Scandurra e formato power trio Para esta empreitada, o eterno guitarrista do IRA! aposta na força e na crueza do formato trio. Ele é acompanhado por Rodrigo Saldanha na bateria e por seu filho, Daniel Scandurra, no baixo. A ideia nasceu de uma parceria com a Balaclava Records, que convidou essa formação em 2025 para abrir o show dos britânicos do Supergrass em São Paulo. A química funcionou tão bem que virou um projeto fixo. “Sempre gostei de trio. Minhas maiores referências na guitarra tocavam assim, nesse formato que traz simplicidade e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de cada músico preencher o seu espaço integrado ao todo”, explica Scandurra. O que esperar do repertório? O show promete ser um prato cheio para os fãs de todas as fases do músico. O setlist percorre: Serviço Edgard Scandurra Trio no Sesc Belenzinho
Arctic Monkeys lança música nesta quinta em prol da War Child

Os fãs do Arctic Monkeys já podem comemorar, e por uma causa nobre. A banda de Alex Turner confirmou que vai lançar uma música inédita nesta semana. A faixa chega às plataformas na próxima quinta-feira (22). O objetivo do lançamento é arrecadar fundos para a War Child, organização sem fins lucrativos que trabalha para proteger e educar crianças afetadas por guerras ao redor do mundo. O fim dos rumores envolvendo o Arctic Monkeys As especulações começaram no início deste mês, quando a organização postou nas redes sociais sobre um “grupo de artistas trabalhando em algo importante”. Os fãs mais atentos ligaram os pontos rapidamente. O produtor de longa data da banda, James Ford, compartilhou a publicação. Pouco depois, o baterista Matt Helders também postou a atualização em seus Stories antes mesmo do perfil oficial da banda se manifestar. Agora, a gravadora War Child Records confirmou: Alex Turner e sua equipe lideram esse novo projeto musical. O legado do álbum “Help” A ação carrega um peso histórico. O projeto destaca que, nos 35 anos desde o lançamento do lendário álbum beneficente Help (que reuniu nomes como Oasis, Radiohead e Blur nos anos 90), o número de crianças afetadas por conflitos quase dobrou. “Nova música do Arctic Monkeys e mais informações sobre nosso próximo projeto para apoiar crianças que vivem em meio à guerra”, diz o comunicado oficial. Horário do lançamento no Brasil A faixa será liberada globalmente às 15h GMT. Para os fãs brasileiros, isso significa que a música estará disponível a partir do meio-dia (12h, horário de Brasília) desta quinta-feira. A banda convida os fãs a se inscreverem no site da organização para serem os primeiros a ouvir.
Bring Me The Horizon anuncia filme-concerto histórico gravado em São Paulo

O Brasil está oficialmente marcado na história do Bring Me The Horizon. A banda britânica anunciou hoje (20) o lançamento de um novo filme-concerto “imersivo” intitulado LIVE in São Paulo. A produção chegará aos cinemas de todo o mundo em março. O longa registra o maior show da carreira do grupo até hoje. A apresentação histórica ocorreu no final de 2024, no Allianz Parque, quando Oli Sykes e companhia tocaram para um público de 50 mil fãs com ingressos esgotados. Naquela ocasião, o Bring Me The Horizon também se apresentou na Audio, em São Paulo. Uma experiência visual expandida do Bring Me The Horizon O projeto leva o subtítulo de Live Immersive Virtual Experiment (Experiência Virtual Imersiva ao Vivo). O objetivo é expandir o universo visual da série POST HUMAN. A produção combina filmagens cinematográficas com múltiplas câmeras, tomadas aéreas de drones e até videoclipes enviados pelo próprio público. Além da música, o filme conta com participações especiais de personagens do “lore” da banda, como EVE, Selene e M8. “Os fãs poderão desfrutar de uma experiência imersiva e com múltiplos ângulos que reflete a energia da noite”, promete o comunicado oficial. Setlist de peso e novidades nos games O repertório do filme abrange toda a evolução do catálogo do BMTH, passando pelos clássicos de Sempiternal (2013) e That’s The Spirit (2015) até a fase pop-metal de Amo (2019) e a atual saga POST HUMAN. Além do filme, a banda divulgou um teaser de um novo remix para o videogame Ghost Of Yōtei. A faixa também estará presente no novo álbum do DJ e produtor ILLENIUM. Datas e ingressos para o filme do Bring Me The Horizon Atenção para não perder a oportunidade: LIVE in São Paulo ficará em cartaz nos cinemas por apenas dois dias. As exibições acontecem em 25 e 28 de março. A venda de ingressos começa no dia 11 de fevereiro. Fique ligado no site oficial da banda para garantir o seu lugar na sala de cinema. Serviço Filme: LIVE in São Paulo (Bring Me The Horizon)
Violet Grohl homenageia David Lynch em single etéreo

Hoje, terça-feira (20), o mundo da arte recorda o nascimento do visionário David Lynch. Para marcar a data, Violet Grohl decidiu transformar a saudade em música e lançou o single What’s Heaven Without You. A faixa chega como um tributo direto ao falecido diretor. Enquanto Violet canta sobre a necessidade de estar com um parceiro, a homenagem a Lynch se torna evidente na sonoridade. Sua voz flutua sobre uma atmosfera instrumental misteriosa, criando um som que é, ao mesmo tempo, “lynchiano” e ousadamente original. Luto e criação após os incêndios em LA A composição nasceu de um momento de vulnerabilidade coletiva. Segundo Violet Grohl, a música surgiu logo após o caos dos recentes incêndios em Los Angeles. “Esta música foi escrita em memória de David Lynch, juntamente com dois dos meus colaboradores favoritos no mundo, Persia Numan e Justin Raisen. Alguns dias após a devastação dos incêndios em Los Angeles, nos unimos em nossa tristeza e luto e deixamos que isso transbordasse nesta música”, explicou a artista em comunicado. Ela completa reforçando o legado do cineasta: “O impacto que ele deixou na arte é verdadeiramente mágico, sentimos sua falta, David”. Carreira solo de Violet Grohl em ascensão Este lançamento consolida o caminho solo de Violet Grohl. A novidade chega apenas um mês após a divulgação de seus primeiros singles, THUM e Applefish, mostrando que a artista vive um período prolífico de produção. A colaboração com Justin Raisen também chama a atenção, já que o produtor tem trabalhado com nomes de peso da vanguarda, como Kim Gordon (cujo novo álbum Play Me também conta com produção dele). Ouça What’s Heaven Without You abaixo. What's Heaven Without You de Violet Grohl
Morre Rob Hirst, baterista do Midnight Oil, aos 70 anos

Rob Hirst, baterista original e fundador do Midnight Oil, morreu aos 70 anos. O músico lutava há três anos contra um câncer no pâncreas. A banda confirmou a notícia através de sua página oficial no Facebook, destacando a coragem do companheiro durante o tratamento. “Após lutar heroicamente por quase três anos, Rob agora está livre da dor, ‘um vislumbre de luz no deserto’. Ele faleceu em paz, cercado por seus entes queridos.” Mais tarde, os integrantes remanescentes, Jim Moginie, Martin Rotsey e o vocalista Peter Garrett, completaram a homenagem: “Estamos devastados e de luto pela perda do nosso irmão Rob. Por agora, não há palavras, mas sempre haverá canções.” Rob Hirst era o coração do Midnight Oil Hirst não foi apenas o baterista, ele foi o coração rítmico do grupo desde o início. Ele formou o Midnight Oil em Sydney, em 1976. Sua presença foi constante e vital. Rob tocou em todos os 13 álbuns de estúdio da banda, desde a estreia homônima em 1978 até o derradeiro Resist, de 2022. Sua bateria impulsionou hits globais como Beds Are Burning, Blue Sky Mine e Forgotten Years. Além das baquetas, Hirst contribuía com vocais de apoio e, ocasionalmente, assumia o vocal principal. Sua última atividade com o grupo ocorreu em outubro de 2022, quando o Midnight Oil encerrou sua emotiva turnê de despedida. Uma batalha difícil Rob Hirst revelou publicamente sua doença em abril do ano passado. Na época, ele comentou que já havia tentado “praticamente todos os tratamentos conhecidos pelo homem”. Infelizmente, essa é a segunda grande perda recente para a família Midnight Oil. O baixista de longa data, Bones Hillman, também faleceu vítima de câncer em novembro de 2020, aos 62 anos. Os fãs que desejarem prestar homenagens podem fazer doações para a Pankind (Fundação Australiana de Câncer de Pâncreas) ou para a Support Act.
Eric Melvin processou Fat Mike horas após o último show da banda

O fim do NOFX parecia ter sido uma celebração emocionante de 42 anos de carreira, mas os bastidores contam uma história bem diferente e amarga. O baterista Erik Sandin revelou recentemente que o guitarrista Eric Melvin processou o vocalista Fat Mike por “má conduta financeira”. O detalhe mais chocante é o timing da ação: os advogados de Melvin entregaram a intimação na manhã seguinte ao último show da banda, realizado em outubro de 2024. Revelação sobre Eric Melvin no Museu do Punk Sandin contou essa história durante uma sessão de perguntas e respostas no The Punk Rock Museum, em Las Vegas. O evento celebrava a inauguração de uma exposição de fotos do NOFX e a ausência de Melvin foi notada pelos fãs. O baterista leu uma declaração preparada para explicar a situação: “Às 8h da manhã de segunda-feira, após o último show do NOFX, os advogados de Eric Melvin entregaram a Fat Mike uma intimação judicial acusando-o de irregularidades financeiras. Dez horas antes, tínhamos acabado de fazer o último show da nossa carreira… Aquela carta partiu meu coração, assim como o do resto da banda e da equipe.” Sandin defendeu o companheiro de banda, afirmando categoricamente que, apesar de Fat Mike ser uma “pessoa complexa”, ele não é um ladrão. O baterista também informou que Melvin orientou que qualquer comunicação sobre o assunto deve passar por seus advogados. Documentário “40 Years of Fuckin Up” Apesar do clima pesado, a banda tem novidades. O NOFX anunciou o lançamento de um documentário abrangente sobre sua carreira, intitulado 40 Years of Fuckin Up. A estreia está prevista para abril deste ano. O filme promete ser cru e honesto. Fat Mike descreveu a produção como um “Spinal Tap, só que real”, contendo cenas de uso de drogas, situações bizarras e até momentos hospitalares. Curiosamente, o trailer do documentário (que possui restrição de idade) já menciona a ação judicial, indicando que a banda não vai esconder a sujeira debaixo do tapete.
Gilsons abre 2026 com feat histórico dos Veloso e homenagem a Preta Gil

O trio Gilsons começa 2026 escrevendo um novo e profundo capítulo em sua história. José, João e Fran lançaram duas faixas que abrem os caminhos para o próximo álbum do grupo: Minha Flor e Bem Me Quer. Os lançamentos mostram os dois lados da moeda do grupo: a celebração rítmica e a emoção crua. O novo disco, que chega em breve, é definido por eles como um “retrato de luz” após um ano difícil marcado pela partida de Preta Gil, mãe de Fran, em 2025. O encontro dos clãs Gil e Veloso A faixa Minha Flor carrega um peso histórico e afetivo imenso. Escrita em parceria com Arnaldo Antunes, a música promove a união de duas das maiores dinastias da música brasileira. Os Gilsons recebem Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso nos vocais. Fran explica que a música serviu como um processo de cura e conexão espiritual com sua mãe. “A forma como se deu tudo em relação a esse encontro… é o retrato desse vínculo que a gente tem. Ainda mais nesse momento todo da minha mãe… Eu me conecto muito com ela através dessa música. Para mim, ficou uma coisa muito clara, muito pessoal”, desabafa Fran. O clipe, dirigido por Felipe Fonseca, foi filmado em película 16mm, trazendo uma estética orgânica e documental que respeita a intimidade desse encontro no estúdio. A volta da parceria de sucesso Se Minha Flor traz a sensibilidade, Bem Me Quer traz o balanço. A faixa reedita a parceria de sucesso com Narcizinho Santos, o mesmo compositor do megahit Várias Queixas. Desta vez, Narcizinho não só compôs como também canta na faixa. A música abraça a sonoridade clássica do grupo, com referências ao Olodum e à música afro-baiana. “Bem Me Quer abraça a nossa história… tem o lugar de ser um agradecimento. Essa coisa de trazer o Narcizinho é um abraço à nossa trajetória”, comenta Fran. Evolução sonora do Gilsons e produção José Gil assina a produção de ambas as faixas. Ele buscou dar um passo à frente sem perder a essência da banda. A sonoridade mantém os violões e tambores gravados acusticamente, mas incorpora beats eletrônicos modernos para criar o molho inconfundível dos Gilsons.