João Rock 2026 anuncia line-up com 27 shows e tributo acústico ao Charlie Brown Jr.

A organização do João Rock 2026, que acontece no dia 1º de agosto em Ribeirão Preto (SP), divulgou nesta terça-feira (24) o line-up completo do evento, confirmando a impressionante marca de 27 atrações divididas em cinco palcos para um único dia de shows. Junto com o anúncio, o festival abriu oficialmente a venda geral de ingressos, com valores a partir de R$ 230 (meia-entrada). Encontro de gerações e projetos especiais Fiel à sua essência de celebrar exclusivamente a música brasileira, a escalação deste ano é um verdadeiro liquidificador de gêneros e gerações. O evento vai colocar lado a lado lendas da MPB e do rock clássico, como Zé Ramalho, Alceu Valença e Os Paralamas do Sucesso, dividindo as atenções com os gigantes atuais do rap e do pop, como Djonga, Marina Sena, Criolo e FBC. A cota do rock e do reggae mais tradicionais fica garantida com os veteranos CPM 22, Raimundos, Detonautas e Armandinho. Mas o grande chamariz do João Rock costuma ser os seus projetos exclusivos. Este ano, o festival promove um show colaborativo onde Marcelo D2 convida Rael, além do espetáculo “Charlie Brown Jr. Acústico”, que contará com a participações especiais de Negra Li e Marcelo Nova (Camisa de Vênus). O festival também abre espaço para estreantes no evento, trazendo nomes em alta como Rachel Reis, Yago Oproprio, Luedji Luna e Urias. 🎫 Serviço: João Rock 2026 As vendas gerais começaram nesta terça-feira (24). Fique atento aos sites falsos e compre apenas pelo link oficial da organização. Line-up Completo:

Djonga traz manifesto teatral e celebração da arte preta para a Vibra São Paulo

No dia 5 de junho (sexta-feira), Djonga desembarca na Vibra São Paulo com a turnê Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto, um espetáculo que cruza as fronteiras do hip hop e se transforma numa verdadeira peça teatral sobre resistência, diversidade e a força da arte preta. Com ingressos altamente acessíveis (a partir de R$ 35), o show promete ser um dos grandes acontecimentos da música urbana no calendário paulistano do primeiro semestre de 2026. Ópera rap, exu e a cena Ballroom Fugindo do formato tradicional de “DJ e MC”, o novo espetáculo de Djonga é pensado como uma dramaturgia completa, dividida em atos, com clímax e desfecho. A espinha dorsal da apresentação é sustentada pela musicalidade mineira, contando com o apoio de um coral e um forte arranjo de metais. O conceito do show tem início na encruzilhada, guiado pela figura de Exu, símbolo de passagem e transformação. A partir daí, o palco vira um espaço de manifesto. Durante a execução da faixa Real Demais, Djonga divide os holofotes com a potência de Iara Fernandes (Amerikana), mulher trans negra e referência absoluta da cena Vogue e Ballroom de Belo Horizonte, que traduz a música através da dança e da expressão corporal. O ápice do senso de comunidade acontece na faixa Livre. Em cada cidade da turnê, o rapper convida ao palco representantes do movimento negro local, além de figuras da cultura, do cinema e da literatura que causam impacto real em seus territórios. As imagens, as sombras e os telões interagem diretamente com esses corpos, transformando o espetáculo numa celebração massiva da cultura periférica. 🎫 Serviço: Djonga no Vibra São Paulo Os ingressos já estão disponíveis e a procura costuma ser alta devido à popularidade do rapper e aos valores populares praticados nesta turnê.

Hilda Maria leva a renovação do choro contemporâneo ao palco do Chorinho no Aquário

O tradicional e democrático projeto Chorinho no Aquário, em Santos, recebe neste dia 28 de março a cantora, compositora e pesquisadora Hilda Maria, que desembarca no litoral para apresentar o repertório do seu mais recente álbum, Choro Cantante. A apresentação gratuita ao ar livre marca a chegada da nova turnê da artista à Baixada Santista, após passagens elogiadas pela Capital e pelo interior paulista. 25 anos de estrada e a paixão pelo choro Com mais de duas décadas de dedicação à música popular brasileira e integrando os vocais da aclamada Orquestra Mundana Refugi, Hilda Maria encontrou no choro a sua verdadeira casa artística há cerca de 10 anos. O novo disco, Choro Cantante, é o ápice dessa imersão. O trabalho reúne 10 canções inéditas que fogem do saudosismo: são “crônicas choronas” que refletem a linguagem e as vivências da vida moderna. Para construir essa sonoridade, Hilda dividiu as composições com nomes de peso da nova geração da música instrumental e do choro contemporâneo, incluindo parceiros como Hércules Gomes, Camila Silva, Maiara Moraes, Caetano Brasil, Javiera Hunfan, Leandro Tigrão e Thadeu Romano. No palco da Praça Luiz La Scala, o público pode esperar uma performance que une o rigor técnico do gênero a uma interpretação vocal profunda e atual. 🎫 Serviço: Chorinho no Aquário apresenta Hilda Maria O evento é aberto ao público e sujeito às condições climáticas (em caso de chuva forte, a apresentação costuma ser remarcada).

Peter Frampton quebra jejum de 16 anos e recruta Tom Morello para novo álbum de inéditas

Uma das maiores lendas vivas da guitarra elétrica está de volta ao estúdio com material original. Peter Frampton confirmou o lançamento de Carry the Light, o seu primeiro álbum com composições de rock totalmente inéditas em 16 anos. O projeto tem lançamento marcado para o dia 15 de maio, via selo UMe. O disco marca uma passagem de bastão familiar: as faixas foram coescritas e produzidas em parceria com seu filho, Julian Frampton. Tributo de Peter Frampton a Tom Petty Para abrir os trabalhos da nova era, Frampton disponibilizou nas plataformas digitais o single Buried Treasure. A faixa conta com a participação do tecladista Benmont Tench (membro fundador do Tom Petty & The Heartbreakers). A música funciona como uma grande homenagem ao falecido ícone do rock norte-americano Tom Petty. Em um exercício criativo curioso, Frampton construiu toda a letra da canção utilizando exclusivamente títulos de músicas da discografia de Petty. Encontro de gerações na guitarra Além do valor nostálgico, Carry the Light chama a atenção pela robusta lista de convidados que cruzam diferentes gerações da música. O icônico Tom Morello (Rage Against the Machine / Audioslave) empresta seus riffs pesados e efeitos característicos para a faixa de protesto Lions At The Gate. A aclamada cantora e multi-instrumentista H.E.R. divide as linhas de guitarra com Frampton na instrumental Islamorada. O tracklist de dez faixas ainda conta com contribuições de Sheryl Crow dividindo os vocais em Breaking The Mold, harmonias do veterano Graham Nash em I’m Sorry Elle e o saxofone de Bill Evans em duas faixas. * Tracklist

Black Veil Brides explora a vingança e a resiliência no anúncio do 7º álbum “Vindicate”

O quinteto norte-americano Black Veil Brides confirmou os detalhes do seu sétimo disco de estúdio. Intitulado Vindicate, o álbum tem lançamento agendado para o dia 8 de maio, através da editora Spinefarm. Para antecipar o projeto aos fãs, a banda disponibilizou nas plataformas digitais o single que dá nome ao disco. O novo trabalho sucede a uma série de lançamentos prévios (como as faixas Bleeders, Hallelujah e Certainty) e promete manter a estética sombria e o peso das guitarras que definem a identidade do grupo no metal alternativo. Dualidade da vingança no novo single do Black Veil Brides Composto por 14 faixas, o disco propõe uma narrativa lírica densa. Segundo o vocalista Andy Biersack, o foco central da obra recai sobre a resiliência perante o passado e a dualidade dos sentimentos de vingança. “Este álbum é baseado nos sentimentos de vingança e reivindicação. São emoções que podem impulsionar-nos ou prender-nos. Podem alimentar o crescimento, a ambição e ajudar-nos a superar aquilo que nos tentou derrubar, mas também podem tornar-se destrutivas se permitirmos que nos consumam”, explica o frontman. A faixa-título, Vindicate, espelha essa carga conceptual. A canção abre com uma introdução teatral marcada pelo som de um calíope, evoluindo rapidamente para uma parede agressiva de guitarras construída pela dupla Jake Pitts e Jinxx, sempre sustentada pela bateria de Christian Coma e pelo baixo de Lonny Eagleton. A estreia da música é acompanhada por um videoclipe oficial com realização a cargo de George Gallardo Kattah. Tracklist de “Vindicate”

Isa Buzzi expande álbum de estreia para formato transmídia com livro e websérie

A cantora catarinense Isa Buzzi levou o conceito de narrativa contínua para além dos aplicativos de música. A artista disponibilizou na última sexta-feira (20) o seu álbum de estreia, batizado de Clube dos Corações Partidos (ou apenas CCP). O projeto chega ao mercado através da tradicional gravadora Deck. Composto por 12 faixas (incluindo os singles prévios Coração Blindado, Contrato e Amor Fatal), o disco foi estruturado cronologicamente para contar uma única história do início ao fim. Expansão transmídia da Isa Buzzi Fugindo do formato tradicional de lançamento de um álbum pop, Isa Buzzi apostou em um ecossistema transmídia para o Clube dos Corações Partidos. O universo narrativo das 12 canções vem sendo complementado por uma websérie em formato vertical, cujos episódios são publicados no YouTube, Instagram e TikTok desde novembro de 2025. O conceito será finalizado no segundo trimestre deste ano com a publicação de um livro de ficção física, focado em aprofundar a trama e os personagens introduzidos no disco. Banda de estúdio Apesar da forte presença digital (a cantora soma mais de 2,5 milhões de seguidores em suas redes), a construção musical do álbum priorizou instrumentações orgânicas. A produção de CCP é assinada por maBê, que também assumiu o baixo, guitarras e as programações. A ficha técnica de estúdio conta ainda com Plinio Drums (bateria), Gabriel Planas (que assumiu o baixo nas faixas Contrato e Delírio) e Marcos Bohrer (guitarra), garantindo uma roupagem de pop rock à narrativa.

Thursday faz cover inusitado de 4 Non Blondes

A veterana banda norte-americana Thursday pode até ter rezado todos os dias para evitar qualquer situação em que fosse obrigada a tocar o mega-hit What’s Up, clássico de 1993 do 4 Non Blondes. Mas essas preces não foram atendidas. O inusitado encontro musical é fruto de uma série de vídeos promovida pelo aplicativo de aulas de música Musora. A premissa do programa é sádica e fascinante: eles convidam bandas para o estúdio e as desafiam a recriar faixas que estão completamente fora de suas zonas de conforto sonoro (em episódios anteriores, o canal já fez os metaleiros progressivos do Leprous tocarem A-ha, e o duo pop Fionn tocar System Of A Down). Resignação em pânico e arranjos do Thursday para hit do 4 Non Blondes No mais recente episódio da série, os ícones do post-hardcore recebem o desafio de tocar o “imorrível” sucesso do 4 Non Blondes com o que só pode ser descrito como uma “resignação em pânico”. A partir daí, Geoff Rickly (vocal) e companhia ganham poucas horas dentro do estúdio para descobrir como traduzir a faixa para o seu próprio estilo. O documentário de 19 minutos culmina com a banda apresentando a versão final, que surpreende pela segurança e pelas escolhas estéticas. Quem esperava que Rickly fosse rasgar a garganta e usar seus tradicionais gritos rasgados de hardcore no lendário refrão (“And I say, hey-ey-ey…”) vai se surpreender. Seja por necessidade ou por contenção artística, a banda segura o histrionismo da versão original, entregando um refrão subestimado, melancólico e sombrio, que soa exatamente como uma música do Thursday deveria soar.

Tetrarch confirma show inédito no Brasil impulsionado por marco histórico na guitarra

A banda norte-americana Tetrarch confirmou a sua primeira passagem pelo Brasil com uma apresentação única marcada para o dia 25 de julho de 2026, em São Paulo. O espetáculo acontece no palco do clássico Hangar 110 (no bairro do Bom Retiro), numa realização conjunta das produtoras New Direction e Criollos Crew. A estreia do grupo no país acontece no momento de maior visibilidade internacional da sua carreira, com a digressão de promoção ao seu terceiro disco de estúdio, The Ugly Side of Me, lançado no ano passado pela Napalm Records. Marco histórico de Diamond Rowe Para além do peso nas plataformas de streaming e da presença nas paradas de rock da Billboard, a banda desembarca no Brasil após um feito gigantesco fora dos palcos. A guitarrista e fundadora do grupo, Diamond Rowe, fez história recentemente ao tornar-se a primeira mulher (e a primeira artista feminina afro-americana) a receber um modelo de guitarra por assinatura da lendária marca Jackson Guitars. O feito rompeu barreiras na indústria de instrumentos focados no heavy metal e projetou o nome dos Tetrarch para o epicentro das revistas especializadas em guitarra de todo o mundo. Ascensão e sonoridade Formados em Atlanta (EUA) e atualmente sediados em Los Angeles, os Tetrarch, que se completam com Josh Fore (voz e guitarra), Ryan Lerner (baixo) e Ruben Limas (bateria), chamaram a atenção da imprensa norte-americana ao cruzar a agressividade do metalcore atual com a essência do nu-metal dos anos 2000. O salto para o mainstream ocorreu com o álbum Unstable (2021), impulsionado pelo sucesso do single I’m Not Right, que colocou a banda na rota das grandes rádios de rock dos Estados Unidos e rendeu-lhes elogios rasgados de publicações como a Alternative Press. 🎸 Serviço: Tetrarch em São Paulo Os ingressos já se encontram no primeiro lote. O evento conta com a modalidade “Meia Solidária”, que garante desconto no valor mediante a doação de 1kg de alimento não perecível à porta do recinto.

Abissal funde o peso do rock dos anos 90 com a leveza do dream pop no EP “Sutra”

A banda Abissal, natural de Jundiaí (SP), disponibilizou nas plataformas de áudio o seu mais novo EP, Sutra. O lançamento chega ao mercado chancelado pelo selo independente Casalago Records. Composto por cinco faixas, o trabalho consolida a nova identidade do projeto, que iniciou sua trajetória no distante ano de 2007, passou por hiatos, trocas de nome e agora se firma sob a alcunha de Abissal. Melancolia luminosa e Clube da Esquina Fugindo da crueza de seus primeiros registros, o quarteto formado por Murilo Ferragut (voz e guitarra), Bruno Cavalcanti (baixo), Dan (guitarra) e Uncas (bateria) batizou a própria sonoridade de “melancolia luminosa”. Na prática, a banda utiliza a base pesada do grunge e do rock alternativo da década de 1990 e a envelopa com camadas de post-rock e dream pop. A lista de influências diretas para a construção de Sutra ajuda a explicar a mistura: o grupo cita desde a agressividade do Nirvana e Silverchair, passando pela complexidade do Radiohead e The Smile, até chegar à precisão melódica brasileira do Clube da Esquina, Lô Borges e Os Mutantes. “A Casalago Records teve papel central nesse movimento. A criação do selo foi decisiva para dar estrutura ao projeto e ampliar o nível técnico da produção, baseada em experimentação e lapidação de arranjos”, explica a banda sobre o disco, que teve mixagem e masterização de Gui Godoy. Repertório do Abissal Liricamente, o EP trata de autoconhecimento e da elaboração de traumas. O disco abre com a climática faixa-título Sutra, ganha tração com Ouroboros, e mergulha em conflitos familiares na trinca Meu Templo e O Caminho. A catarse final acontece na faixa de encerramento, Miracéu, uma composição totalmente instrumental. Sublinhando o caráter orgânico do registro no estúdio, a música (e o EP) termina com o vazamento do som das baquetas sendo deixadas de lado pela bateria e uma voz ao fundo perguntando: “Foi?”. 💿 Serviço: lançamento do EP “Sutra” O disco já se encontra disponível para audição integral nos aplicativos de música e encerra um ciclo de reformulação estética do quarteto de Jundiaí. Tracklist