“Não vamos nos chamar de Iron Maiden”, debocha Geddy Lee sobre o retorno do Rush

Após anos de incerteza desde a partida do mestre Neil Peart em 2020, o Rush está oficialmente de volta. Geddy Lee e Alex Lifeson anunciaram a ambiciosa turnê mundial Fifty Something, prevista para 2026 e 2027, inclusive com datas no Brasil. A grande novidade, além do retorno, é a confirmação de Anika Nilles assumindo as baquetas, com a bênção oficial da família de Peart. A decisão de continuar usando o nome “Rush” foi alvo de debates internos, mas Geddy Lee foi direto ao ponto em entrevista recente à revista Classic Rock. Para ele, tentar esconder o nome da banda atrás de um projeto paralelo seria um “contorcionismo” desnecessário. “Quando a banda acabou, dissemos que o Rush só existia com Neil, o que é verdade. Mas neste show vamos tocar 40 músicas do Rush. O que diabos deveríamos chamar? Iron Maiden?”, disparou o vocalista e baixista. Honrando o professor Lee e Lifeson admitem que tocar sem Peart é “estranho” e que a ausência do amigo atinge a dupla em momentos específicos do setlist. No entanto, eles garantem que a turnê não será apenas um exercício de nostalgia, mas uma celebração da história que começou antes mesmo de Neil entrar no grupo em 1974. O show promete momentos de tributo direto ao “Professor”, mas o foco principal é a química entre Lee e Lifeson, que tocam juntos desde os tempos de escola no Canadá. A estreia da nova formação aconteceu na semana passada, durante o Juno Awards, e a performance de Anika Nilles já deixou claro que o nível técnico exigido pela discografia do Rush será mantido. O que esperar da turnê com Geddy Lee e Alex Lifeson? A turnê “Fifty Something” deve revisitar clássicos de todas as eras, incluindo as faixas do primeiro álbum (com John Rutsey) e a fase áurea do rock progressivo. A banda planeja tocar cerca de 40 canções em blocos rotativos, garantindo que cada cidade tenha uma experiência única. Os shows no Brasil acontecem em janeiro de 2027.

Cachorro Grande leva o rock gaúcho ao Cine Joia em abril

No dia 17 de abril, a Cachorro Grande ocupa o palco do Cine Joia, em São Paulo, para uma noite que promete revisitar clássicos e reafirmar por que o grupo se tornou a principal exportação do rock gaúcho no início dos anos 2000. Formada em Porto Alegre em 1999, a banda furou a bolha do sul com hits como Lunático, Sinceramente e Você Não Sabe o Que Perdeu. O retorno em 2026 traz um peso extra: a formação atual preserva quase todo o núcleo clássico, com Beto Bruno (vocal), Marcelo Gross (guitarra), Gabriel Azambuja (bateria) e Pedro Pelotas (teclados). A trajetória da Cachorro Grande é marcada por escolhas estéticas fortes. Desde o início independente, como o lançamento do álbum As Próximas Horas Serão Muito Boas através da revista OutraCoisa de Lobão, até a sofisticação do disco Pista Livre, mixado no lendário Abbey Road, a banda sempre soube transitar entre a reverência aos anos 60 (Beatles, Rolling Stones) e o frescor do Britpop (Oasis, Primal Scream). A reputação de “banda de palco” foi consolidada com apresentações históricas na abertura de shows para Iggy Pop, Aerosmith e os próprios Rolling Stones. Serviço: Cachorro Grande no Cine Joia Promoção Elo: Na compra de 1 ingresso inteira com cartão Elo, o cliente ganha o segundo ingresso grátis (Válido para compras com cartão da bandeira).

Festival 5 Bandas e Bananada anunciam line-up completo em São Paulo

As últimas adições ao line-up do Festival 5 Bandas e Bananada foram reveladas: os veteranos goianos do Black Drawing Chalks e o projeto carioca Vera Fischer Era Clubber. O evento será em 26 de abril na Casa Rockambole, na Vila Madalena, em São Paulo. O encontro promete ser uma vitrine do que há de mais relevante na cena contemporânea, misturando o peso das guitarras, o experimentalismo baiano e o deboche do eletro-punk. Retorno do peso e o novo underground A volta do Black Drawing Chalks aos palcos paulistas é um dos grandes atrativos. Com passagens por festivais como Lollapalooza e SXSW, o grupo traz seu hard rock clássico que já foi destaque até na revista inglesa Classic Rock. No outro extremo, a Vera Fischer Era Clubber chega como o nome mais quente do underground carioca atual. O som mistura post-punk, techno e letras ácidas em um formato spoken word que ironiza a vida urbana e a busca por autenticidade. Despedida e experimentalismo A noite ainda reserva momentos históricos: Serviço: 5 Bandas feat Bananada

Pedro Vitor une forças com Rick Bonadio e Bola (Zimbra) no EP “Sabe”

Aos 19 anos, o músico Pedro Vitor acaba de colocar o seu primeiro pé oficial na estrada com o EP Sabe. Natural de Ribeirão Preto, o artista não economizou nos aliados para a sua estreia: o trabalho foi gravado no lendário estúdio Midas Music, sob o olhar atento de Rick Bonadio, que não só produziu, como também assumiu as baquetas durante as sessões. O EP conta com três faixas que buscam resgatar a energia do pop rock nacional dos anos 2000. A faixa-título, Sabe, carrega uma assinatura familiar para os fãs de indie rock: foi composta por Bola, vocalista da banda santista Zimbra. Influências diversas de Pedro Vitor Embora o som final transite entre referências de Capital Inicial, Titãs e CPM 22, a base musical de Pedro Vitor é mais pesada. O multi-instrumentista cita Metallica, Iron Maiden e Linkin Park como influências diretas, algo que se reflete no vigor das guitarras e na estrutura das composições mixadas por Sergio Fouad (conhecido por seus trabalhos icônicos com os Titãs). O projeto é a evolução natural do seu primeiro single, Pra Onde Vou, e coloca o jovem artista como uma das novas apostas do selo Midas para renovar o gênero em 2026.

Morre Alvin L, o compositor de “Natasha” e “Não Sei Dançar”

Alvin L (Arnaldo José Lima Santos) faleceu no Rio de Janeiro, aos 67 anos, vítima de um ataque cardíaco. Nascido em Salvador, mas radicado na cena carioca desde os anos 70, Alvin foi o nome por trás de mais de 200 composições gravadas por gigantes da nossa música. Embora tenha lançado um disco solo em 1997, sua maior força residia na colaboração. Ele foi o parceiro fundamental de Marina Lima em fases cruciais, assinando o hino Não Sei Dançar (1991), e o braço direito de Dinho Ouro Preto na reconstrução do Capital Inicial nos anos 2000. Alvin L foi do punk aos Sex Beatles A trajetória de Alvin começou no final dos anos 70 com o grupo punk Vândalos. Nos anos 90, ele liderou os Sex Beatles, banda cult que misturava ironia e melodias pop perfeitas em álbuns como Automobilia (1994) e Mondo Passionale (1995). É dele a composição de Eu Nunca Te Amei, Idiota, um marco do rock alternativo daquela década. Arquiteto de hits Se você ligou o rádio nas últimas duas décadas, com certeza ouviu Alvin L. Ele é coautor de sucessos como: Sua capacidade de transitar entre a agressividade do punk e a sofisticação da MPB de Marina Lima ou Milton Nascimento fez dele uma figura única nos bastidores da indústria. Despedida dos parceiros Nas redes sociais, Dinho Ouro Preto expressou o choque com a notícia, definindo Alvin como seu “amigo mais querido” e destacando sua generosidade e gênio musical. Marina Lima também prestou uma breve homenagem, chamando o amigo de “único e genial”.

Bleachers anuncia o novo álbum “Everyone for Ten Minutes”

O homem mais ocupado da indústria musical encontrou tempo para sua própria banda. Jack Antonoff, vencedor de 13 prêmios Grammy e produtor de nomes como Taylor Swift e Lana Del Rey, anunciou o quinto álbum de estúdio do Bleachers. Intitulado Everyone for Ten Minutes, o disco chega às plataformas e lojas no dia 22 de maio via selo Dirty Hit. O anúncio marca uma fase de otimismo para o grupo de seis integrantes. Após o sucesso do álbum autointitulado de 2024, a banda mergulhou em uma sonoridade que Antonoff descreve como uma mistura de folk rock, pop soul e o clássico “som de Nova Jersey”, onde o saxofone é o protagonista absoluto. Primeiros sinais Três faixas já dão o tom do que está por vir: Parte do álbum foi registrada no lendário Electric Lady Studios, em Nova York, capturando a camaradagem e a improvisação que se tornaram marcas registradas dos shows do grupo. Turnê e filantropia O Bleachers também anunciou uma turnê norte-americana ambiciosa para o segundo semestre, incluindo uma data como headliner no Madison Square Garden. Seguindo o compromisso social da banda, US$ 1 de cada ingresso vendido será doado para a The Ally Coalition, organização que apoia jovens LGBTQ+ em situação de vulnerabilidade. Everyone For Ten Minutes tracklist:

Stacey Kent lança “A Time For Love” e grava clássico de Pixinguinha

A relação de Stacey Kent com o Brasil não é apenas de passagem; é uma colaboração que dura décadas. A cantora norte-americana lançou o álbum A Time For Love, um trabalho que reforça a sua ligação com a música lusófona e os standards internacionais. O grande destaque para o público brasileiro é a inclusão de uma versão de Carinhoso, a obra-prima de Pixinguinha, interpretada com o sotaque delicado que se tornou marca da artista. O disco foi gravado numa formação de trio, focando na clareza vocal e no espaço entre os instrumentos. A direção musical é assinada pelo saxofonista Jim Tomlinson (marido e parceiro de longa data de Stacey) e conta com o pianista Art Hirahara. Conexão brasileira Stacey Kent transita entre o inglês, o francês e o português com naturalidade. Ao longo da sua carreira, já colaborou com ícones como Marcos Valle, Roberto Menescal e Danilo Caymmi. Esta proximidade com a Bossa Nova e a MPB é o resultado de uma formação plural: graduada em Literatura Comparada em Nova Iorque, Stacey mudou-se para Londres para estudar na Guildhall School of Music and Drama, onde iniciou a sua carreira profissional. Com mais de 2 milhões de álbuns vendidos e uma nomeação para o Grammy, a discografia de Stacey inclui sucessos como Breakfast On The Morning Tram. O novo álbum, A Time For Love, apresenta uma seleção de canções que honram a tradição do jazz enquanto abraçam a chanson francesa e a música brasileira.

OneRepublic lança o single “Need Your Love”

O OneRepublic acaba de disponibilizar o seu novo single, Need Your Love, via BMG. A faixa, produzida pelo líder da banda e premiado produtor Ryan Tedder, marca um regresso à sonoridade mais direta do grupo, focando-se numa mensagem de valorização do afeto em detrimento das ambições materialistas. A canção já era conhecida dos fãs mais atentos, tendo sido testada em concertos durante o ano de 2025. Agora, ganha uma versão definitiva de estúdio e um videoclipe gravado num armazém industrial, focado na performance crua da banda. Além das tabelas: jogos e animes O lançamento de Need Your Love surge num momento em que o OneRepublic diversifica as suas frentes de atuação na cultura pop. Recentemente, o grupo colaborou em projetos de grande escala: Uma década de domínio pop Com mais de 10 mil milhões de transmissões (streams) no Spotify, o OneRepublic consolidou-se como um dos pilares da pop global. Desde o sucesso de Apologize em 2007, a banda tem mantido uma presença constante nas tabelas com hits como Counting Stars e, mais recentemente, I Ain’t Worried, que foi o grande destaque da banda sonora de Top Gun: Maverick.

Drift Mothership lança “Remedy” antes de turnê brasileira com Ill Niño

Diretamente da cena de Los Angeles, a banda Drift Mothership acaba de disponibilizar o seu novo single, Remedy, em todas as plataformas de streaming nesta sexta-feira (3). O lançamento funciona como o cartão de visitas perfeito para a turnê sul-americana que o grupo inicia no final deste mês, acompanhando os veteranos do Ill Niño como banda de abertura. A sonoridade de Remedy traduz bem a proposta do grupo: uma composição carregada de emoção que utiliza o piano como base melódica, culminando em um breakdown de guitarras pesadas que deve funcionar muito bem ao vivo. Rota sul-americana e datas no Brasil O Drift Mothership começa a maratona por Lima e Santiago antes de cruzar a fronteira brasileira. Por aqui, a banda passará por quatro capitais, incluindo uma apresentação na Audio, em São Paulo, no feriado de 1º de maio. Confira a agenda completa em solo brasileiro: