The Mönic celebra mulheres da cena no We Are One Tour 2026

A The Mönic será o único nome nacional a integrar a We Are One Tour 2026, turnê que reúne nomes consagrados da cena como Pennywise, Millencolin e Mute. Mais do que uma participação de destaque no line-up internacional, a série de shows também marca um posicionamento claro da banda de ampliar a presença de mulheres em uma cena que historicamente sofre uma desigualdade no gênero. Os ingressos já estão disponíveis e podem ser adquiridos pelo link. Para a turnê, o grupo preparou um set especial e decidiu transformar o palco em um espaço coletivo. Em todas as cidades, exceto Porto Alegre, uma guitarrista convidada de bandas locais se junta à apresentação para tocar uma música com a banda, além dos feats nos dois shows em São Paulo. Compartilhar o palco com outros artistas não é novidade para a The Mönic, que já incorporou colaborações em festivais e apresentações importantes antes como Rock in Rio, The Town, Knotfest e Se Rasgum. “Esse mês fazemos oito anos de banda, as coisas melhoraram muito em questão de presença das minas nos line-ups nestes últimos anos, mas a conta ainda é muito desigual. Não adianta só se indignar, e aproveitar o espaço só para nós mesmas. Queremos mais minas do nosso lado quando estamos ocupando lugares de destaques”, comenta a vocalista da banda, Dani Buarque. As convidadas confirmadas são Jessi Gonçalves (Dirty Grills) em Florianópolis, Rubia Oliveira (Cigarras) em Curitiba, Camila Araújo (Punho de Mahin) em São Paulo (28), Isabela Lorio (Fake Honey) no Rio de Janeiro (29) e Luisa Phoenix (Swave) na data extra em São Paulo (31). Além dessas participações na guitarra, os shows na capital paulista terão dois feats especiais de Charlotte Matou Um Cara, no dia 28, e MC Taya, no dia 31. A We Are One Tour 2026 passa por seis datas no Brasil, sendo Porto Alegre será a única cidade do roteiro em que a The Mönic ainda não se apresentou: 24/03 – Porto Alegre – URB Stage 25/03 – Florianópolis – Life Club 27/03 – Curitiba – Tork n Roll 28/03 – São Paulo – Terra SP 29/03 – Rio de Janeiro – Sacadura 154 31/03 – São Paulo – Audio (data extra)
Ginger, do The Wildhearts, é diagnosticado com câncer raro, mas mantém turnê e gravação

Nesta segunda-feira (16), o mundo do rock foi pego de surpresa com um comunicado oficial emitido pela equipe da banda britânica The Wildhearts. Ginger Wildheart, o carismático vocalista, foi diagnosticado com uma forma rara e agressiva de câncer, o Linfoma de Células do Manto (MCL). De acordo com a nota, os primeiros sinais do problema surgiram em dezembro de 2025, durante a turnê More Satanic Rites pelo Reino Unido. Sentindo dores intensas que o obrigavam a fazer pequenas pausas durante os shows, Ginger demonstrou sua dedicação inabalável aos palcos: à base de analgésicos, ele garantiu que nenhum fã saísse decepcionado e entregou cada riff com a atitude de sempre. Foi apenas após o fim da turnê que o músico buscou investigar a fundo a causa das dores, culminando no triste diagnóstico recente. No entanto, se engana quem pensa que isso vai parar a máquina de fazer rock n’ roll que é Ginger. O comunicado tranquiliza os fãs ao afirmar que, neste momento, o músico está com o ânimo excelente. Ele segue compondo ativamente, tanto para o The Wildhearts quanto para projetos solo. Inclusive, o álbum sucessor de The Satanic Rites… (2025) já está em fase de finalização e ganhará novidades ainda este ano via Snakefarm/Universal. Em uma demonstração de força imensa, a equipe confirmou a notícia mais aguardada pelos fãs: todos os shows da turnê de primavera anunciados para abril e maio de 2026 no Reino Unido estão mantidos. “Enquanto processamos esta notícia e aguardamos mais orientações médicas, Ginger quer que todos saibam que a força e a positividade prevalecerão e que o show VAI continuar”, destaca o comunicado, que carrega no topo uma frase muito propícia para o momento: “Você tem que acreditar que pode melhorar”. Aqui do Blog n’ Roll, onde Ginger sempre teve cadeira cativa pelas suas composições geniais e atitude, enviamos nossas melhores energias para que sua recuperação seja plena. Como a própria banda frisou: o The Wildhearts está soando maior e mais revigorante do que nunca. Longa vida ao Ginger!
Os Inimigos do Rei transformam o sufoco do fim do mês em sátira no single “Medo”

Ficar sem dinheiro no fim do mês é um pesadelo universal, mas a banda Os Inimigos do Rei resolveu transformar essa tensão rotineira em música. O grupo fluminense disponibilizou nas plataformas digitais o single Medo, faixa que serve como base para a nova turnê do sexteto, batizada de Vem Kafka comigo!. Composta por Marcus Lyrio (música) e Luiz Guilherme (letra), a canção usa o humor como ferramenta de sobrevivência para lidar com a ansiedade provocada pelos boletos acumulados. Crônica do salário curto pelo Inimigos do Rei Embora tenha ganhado uma nova produção em 2025 pelas mãos de Bruno Costa e Vini Lobo, a letra nasceu de uma situação real vivida há duas décadas. A composição foi escrita originalmente em 2006, em um momento de alta pressão econômica para o vocalista Luiz Guilherme. “Eu começava meu segundo casamento, morava em apartamento alugado e minha filha estudava em faculdade particular. Ou seja, o fim do mês era um medo bem real”, relembra o cantor. Apresentada pela primeira vez em um show no Circo Voador naquele mesmo ano de 2006, a faixa foi resgatada para o atual momento da banda por dialogar com a realidade atemporal do país. Luiz Guilherme classifica a letra como “vertical”, capaz de atravessar diferentes camadas sociais. “É o medo de não ter dinheiro para superar o fim do mês. Seja o salário para esticar, a mesada que acabou, as contas deixadas para depois”, completa. A formação atual que dá corpo à faixa conta com:
Detonautas mistura rock, tecnobrega e Carnaval no nono álbum de estúdio “Rádio Love Nacional”

A banda carioca Detonautas decidiu recalcular a rota sonora após quase 30 anos de estrada. O grupo disponibilizou na última sexta-feira (13) o seu nono álbum de estúdio, batizado de Rádio Love Nacional. Lançado através da gravadora Deck, o projeto com 11 faixas inéditas afasta a banda de sua zona de conforto ao mesclar a base do rock com pop, tecnobrega e batidas eletrônicas. Essa guinada de estilo não aconteceu da noite para o dia e tem raízes nas conexões virtuais feitas durante o isolamento da pandemia. Do Clubhouse para o estúdio O vocalista Tico Santta Cruz conheceu o produtor Pablo Bispo (nome forte do pop nacional) em salas de bate-papo do aplicativo Clubhouse. Dessa aproximação nasceu a faixa Potinho de Veneno, que definiu a identidade de todo o novo disco. A convite de Bispo, o também produtor Ruxell entrou no processo criativo. A ideia inicial do Detonautas era gravar um álbum apenas com regravações usando essa nova roupagem estética. No entanto, o diretor artístico da Deck, Rafael Ramos, ouviu o material e incentivou a banda a compor um disco 100% inédito. “Fomos para o estúdio criar juntos mais 10 músicas que não existiam e nem tinham qualquer rascunho”, explica Tico Santta Cruz, ressaltando que as letras também abordam temas ligados à espiritualidade e à convivência de décadas da banda. Milton Cunha e estética de rádio em Rádio Love Nacional A fusão de gêneros atinge o pico na faixa Vampira, que conta com a participação inusitada do carnavalesco e comentarista Milton Cunha. A colaboração aproxima o rock do Detonautas da estética do Carnaval e do imaginário popular brasileiro. O título do álbum, escolhido na reta final de produção, sintetiza o conceito da obra. Segundo a banda, Rádio Love Nacional funciona literalmente como uma estação de rádio, sintonizando diferentes frequências, estilos e experiências musicais. O lançamento do disco é acompanhado por um videoclipe para a faixa-título, gravado com uma estética road trip (pé na estrada) em Florianópolis (SC).
Jack Harlow absorve a atmosfera de Nova York no novo álbum de estúdio “Monica”

O rapper norte-americano Jack Harlow disponibilizou nas plataformas digitais o seu quarto disco de estúdio, Monica, via Atlantic Records e com distribuição da Warner Music Brasil. O álbum chega com a responsabilidade de suceder o bem-sucedido Jackman., projeto que estreou no topo da parada Top Rap Albums da Billboard em seu lançamento anterior. Experiência nova-iorquina de Jack Harlow Para a construção de Monica, Harlow mudou sua base de operações. O rapper passou os últimos anos morando na cidade de Nova York e escolheu o icônico Electric Lady Studios para a gravação do material. A intenção declarada do artista era absorver a energia urbana e o peso histórico do estúdio para moldar a sua sonoridade. Essa busca por uma “experiência nova-iorquina” se reflete diretamente na seleção técnica do disco. A produção das nove faixas foi dividida entre nomes que assinam trabalhos para gigantes da indústria, incluindo: Colaborações e tracklist Fugindo de um disco lotado de participações para focar na própria narrativa, Jack Harlow selecionou os convidados a dedo. O álbum conta com contribuições vocais e instrumentais de Robert Glasper, Ravyn Lenae, Omar Apollo e do artista de R&B James Savage (natural de Louisville, cidade natal de Harlow). Confira a tracklist completa de Monica:
Nasi usa IA para transformar o rockabilly “Feitiço na Rua 23” em trap

O vocalista do Ira!, Nasi, disponibilizou a segunda amostra do seu próximo projeto solo de estúdio. O cantor lançou nas plataformas digitais o single Feitiço na Rua 23, via distribuidora Ditto Music. A faixa integra o repertório do vindouro álbum nAsI – Artificial Intelligence, um trabalho onde o músico utiliza recursos e ferramentas de Inteligência Artificial para desconstruir e revisitar canções do seu próprio catálogo. De 2011, Feitiço na Rua 23 foi para as batidas de trap Lançada originalmente há quinze anos no álbum Perigoso (2011), a composição sofreu uma mudança drástica de gênero. O arranjo estruturado no rockabilly da versão de estúdio original deu lugar a uma batida de trap. Apesar da alteração rítmica, o artista manteve a proposta narrativa da letra, que narra de forma sombria a história de uma mulher “tirada de mim por um feitiço”, como define o próprio cantor. Estética de terror clássico Aproveitando o clima do lançamento nesta sexta-feira 13 e a temática da letra, a nova versão ganhou um videoclipe estruturado em cima da estética do cinema de horror. O material visual utiliza colagens e cenas de obras em domínio público e produções que definiram o gênero do terror, incluindo trechos de:
The Pretty Reckless anuncia o 5º álbum “Dear God” e libera single

A banda norte-americana The Pretty Reckless, que abriu recentemente os três shows do AC/DC no Brasil, anunciou o lançamento do seu quinto álbum de estúdio, Dear God. O disco tem previsão de chegada aos aplicativos de música no dia 26 de junho. Para preparar o terreno, o quarteto de Nova York disponibilizou o single When I Wake Up, que já pode ser ouvido nas plataformas de streaming. Letras confessionais e contraste sonoro Segundo o material divulgado pela banda, o novo projeto mantém a linha de composição confessional que pautou os trabalhos anteriores do grupo, mas direciona a mensagem a um poder superior. O repertório do álbum aposta no contraste de andamentos e climas. A sonoridade transita entre o peso sombrio de faixas como For I Am Death (que foi tocada nos shows em São Paulo) e a abordagem mais vulnerável e acústica apresentada no single recém-lançado When I Wake Up. Formação consolidada do Pretty Reckless Com mais de uma década de atividades ininterruptas, o The Pretty Reckless chega ao quinto disco mantendo a sua formação clássica intacta. O grupo segue liderado pela vocalista Taylor Momsen, acompanhada por Ben Phillips (guitarra), Mark Damon (baixo) e Jamie Perkins (bateria). 💿 Anúncio de “Dear God”
Morre Phil Campbell, guitarrista do Motörhead por mais de três décadas, aos 64 anos

O guitarrista galês Phil Campbell, mundialmente conhecido por seu trabalho no Motörhead entre 1984 e 2015, faleceu aos 64 anos. A informação foi confirmada por sua família e pelos canais oficiais da banda neste sábado (14). De acordo com o comunicado familiar, Campbell morreu de forma pacífica na unidade de terapia intensiva, após enfrentar uma “longa e corajosa batalha” decorrente de uma cirurgia complexa de grande porte. Mais de 30 anos de Motörhead Nascido em Pontypridd, no País de Gales, Campbell assumiu as guitarras do Motörhead em 1984 e permaneceu no posto até o encerramento definitivo das atividades do grupo em 2015, ocasionado pela morte do icônico vocalista e baixista Lemmy Kilmister. Em nota oficial publicada no Instagram, a equipe do Motörhead prestou homenagens ao músico, destacando seu papel fundamental na estrutura da banda e pedindo privacidade para a esposa de Phil, Gaynor, e seus filhos. “Phil foi um guitarrista, escritor e músico maravilhoso, que tinha o Motörhead nas veias. Ele sempre liderou com seu dom na guitarra e carregava um grande senso de humor, mas, acima de tudo, liderava com o coração. Você não conseguia ficar perto dele sem soltar uma ou vinte risadas”, declarou o perfil oficial da banda. Legado com os filhos Após o fim do Motörhead, o guitarrista não abandonou a estrada. Ele formou o projeto Phil Campbell and the Bastard Sons, banda que contava com a presença de seus três filhos na formação. Recentemente, o grupo havia realizado um show com ingressos esgotados no Muni Arts Centre, em sua cidade natal. A notícia gerou manifestações imediatas na comunidade da música pesada. A vocalista alemã Doro Pesch se pronunciou publicamente, afirmando estar “sem palavras” e ressaltando que foi uma honra tê-lo chamado de amigo. O centro cultural Muni Arts Centre também divulgou nota lamentando a perda e destacando sua “enorme influência na indústria musical”. Legado de Phil Campbell
Violet Grohl lança o single “595” e detalha o álbum de estreia “Be Sweet To Me”

A cantora Violet Grohl disponibilizou nesta sexta-feira (13) o single 595 nas plataformas digitais. O lançamento marca uma nova etapa na trajetória da artista de 19 anos, que assinou contrato recentemente com a gravadora Republic Records e confirmou a chegada do seu primeiro álbum de estúdio, batizado de Be Sweet To Me, para o dia 29 de maio. A nova faixa chega acompanhada de um videoclipe oficial, com direção assinada por Nikki Milan Houston. Peso na produção Para moldar a sonoridade do seu disco de estreia, Violet recrutou nomes fortes da cena alternativa e do pop. A produção de 595 é assinada por Justin Raisen (conhecido por seus trabalhos com Kim Gordon, Sky Ferreira e Charli XCX) e Anthony Paul Lopez (que já produziu para Charli XCX, Kid Cudi e Lil Yachty). O novo single funciona como a terceira amostra oficial do projeto. Anteriormente, a cantora já havia liberado as faixas THUM e Applefish. No final de janeiro, Violet também publicou What’s Heaven Without You, uma canção em tributo ao cineasta David Lynch, lançada no dia em que o diretor completaria 80 anos. 💿 Serviço: anúncio do álbum de estreia de Violet Grohl O single prepara o terreno para a chegada do disco completo no final do primeiro semestre.