Atração de abertura do Harry Styles no Brasil, Fcukers lança álbum de estreia

Se você ainda não ouviu falar do Fcukers, prepare-se: você vai ouvir muito o nome deles até julho. A dupla formada por Shanny Wise e Jackson Walker Lewis lançou seu álbum de estreia, Ö, pelo prestigiado selo Ninja Tune. O lançamento consolida o status da banda como a nova favorita de ícones como David Byrne, Billie Eilish e Kevin Parker (Tame Impala). Produzido por Kenny Beats e mixado por Tom Norris (responsável pelo som de Charli XCX e Lady Gaga), o disco é uma explosão de energia de pista, fundindo o baixo pulsante do pós-punk com a urgência da música eletrônica contemporânea. Fcukers será “esquenta” para Harry Styles A notícia que mais mexe com o público brasileiro é a confirmação do Fcukers como a atração de abertura da turnê Together, Together, do cantor Harry Styles. A dupla subirá ao palco do Estádio MorumBIS, em São Paulo, em quatro datas: 17, 18, 21 e 24 de julho. Essa escalação não é por acaso. O Fcukers vem de uma sequência de shows esgotados em Londres e Nova York, além de apresentações em festivais como Coachella e Glastonbury. O som deles, que eles mesmos definem de forma irônica e direta, é feito para quem não quer ficar parado. Faixas como Play Me e I Like It Like That prometem ser os pontos altos da noite antes da entrada do astro britânico. Produção de elite O álbum Ö traz a assinatura de Dylan Brady (100 Gecs) em três faixas, garantindo aquele toque experimental e acelerado que virou marca registrada da cena atual. O disco captura o caos de uma noite em Nova York, indo de batidas pesadas a momentos mais melódicos, sempre sob o comando dos vocais magnéticos de Shanny Wise.
Melanie Martinez lança álbum que disseca a vida sob o domínio da IA

Após três anos de silêncio criativo, Melanie Martinez está de volta com seu trabalho mais ambicioso e provocativo até agora. Lançado nesta sexta-feira (27), o álbum Hades mergulha em 18 faixas que flutuam entre o pop alternativo e o experimentalismo visual para documentar o que a artista chama de “uma distopia que já vivemos”. O projeto marca uma evolução na estética da cantora, que desta vez troca os contos de fadas sombrios por uma análise crua da sociedade contemporânea. Vale da estranheza e a “beleza” artificial Um dos pontos centrais do disco é a faixa Uncanny Valley (O Vale da Estranheza), a última composição escrita para o álbum. Nela, Melanie aborda como a inteligência artificial e os filtros das redes sociais remodelaram a nossa percepção de realidade e desejo. “A canção fala sobre como as redes sociais e a IA distorceram nossa relação com a beleza, nos fazendo comparar constantemente com rostos editados. Hades é um espelho rachado. Por trás da raiva, existe um chamado para sentir e questionar se ainda somos capazes de criar algo bonito a partir do caos”, explica a artista. Impacto imediato nos números O retorno de Melanie foi recebido com sede pelos fãs. O single principal, Possession, estreou com impressionantes 2,7 milhões de streams no Spotify nas primeiras 24 horas, já acumulando mais de 33 milhões de audições globais. O single seguinte, Disney Princess, segue o mesmo caminho de sucesso, consolidando o álbum como um dos maiores lançamentos do pop alternativo em 2026. Para celebrar o lançamento, a cantora prepara uma noite intimista no Clive Davis Theater, no Grammy Museum (Los Angeles), no dia 8 de abril, onde apresentará um pocket show exclusivo e discutirá os bastidores da criação do disco com o produtor e colaborador de longa data CJ Baran. * 💿 Serviço: Melanie Martinez – “Hades” O álbum já está disponível na íntegra em todas as plataformas de streaming.
Brunno Veiga (Overfuzz) lança “A Outra Face” e inicia jornada solo

Após 16 anos de estrada e quatro discos lançados com a Overfuzz, uma das instituições do rock pesado de Goiânia, o guitarrista e vocalista Brunno Veiga decidiu que era hora de mostrar um lado diferente. Lançado nesta sexta-feira (27), o single A Outra Face marca oficialmente a sua estreia em carreira solo, trazendo uma sonoridade que, embora mantenha os riffs pesados, busca uma textura mais orgânica e analógica. Produzida por Gustavo Vazquez, a faixa serve de cartão de visitas para o primeiro álbum autoral do músico e conta com colaborações de nomes conhecidos do cenário independente nacional, como Rodrigo Andrade (Hellbenders) na bateria e Thiago Ricco (Violins) no baixo. Riffs quentes e herança grunge Musicalmente, A Outra Face transita entre o vigor do stoner rock e as melodias angustiadas do grunge dos anos 90. O diferencial está nos timbres quentes e na pulsação rítmica envolvente, fugindo da distorção excessiva da Overfuzz para dar lugar a uma construção sonora mais detalhista. O lançamento chegou acompanhado de um videoclipe de bastidores, que transporta o espectador para dentro do estúdio, revelando a energia das gravações e a entrega de Brunno e seus músicos convidados durante o processo criativo.
Pretos Novos lança “Flow CBJR” com sotaque de subúrbio e peso de skate rock

A influência do Charlie Brown Jr. no rock nacional é um oceano que não para de render bons frutos. Prova disso é o novo single da banda carioca Pretos Novos, batizado apropriadamente de Flow CBJR. Lançado nesta sexta-feira (27), o som é uma mistura explosiva que o quinteto define como “slowfunksoulmetal”, um caldeirão que une rap, rock, groove e uma pitada de psicodelia. Formada por Gabriel França, Cassyo Prado, Genesis Chagas, Ramon Pozzi e William Lima, a Pretos Novos utiliza o legado de Chorão e companhia como ponto de partida para falar da realidade das periferias e dos guetos do Rio de Janeiro. Crítica social e “slowfunksoulmetal” Mais do que uma simples homenagem estética, a letra de Flow CBJR carrega a urgência das ruas. O vocalista e compositor Gabriel França explica que a canção lida com o sentimento de não conformidade e a resistência contra o poder do dinheiro. “A letra fala sobre lidar com os pequenos percalços que parecem maiores que o mundo. Sobre a não conformidade com a maneira que o poder monetário pode comprar o que devia ser de graça e pra todos”, pontua Gabriel. O single é o abre-alas de um compacto digital que a banda planeja lançar ainda este ano, trazendo a energia acumulada na estrada para o início da sua discografia oficial. Musicalmente, a faixa entrega o “balanço” do funk e do soul, mas com a distorção e a crueza que os fãs de skate rock tanto apreciam.
Rael apresenta maturidade no álbum “Nas Profundezas da Onda”

Se em 2025 o movimento de Rael era de expansão com o álbum Onda, em 2026 o cantor decidiu que era hora de olhar para dentro. Lançado nesta quinta-feira (26) em todas as plataformas digitais, o disco Nas Profundezas da Onda marca um momento de introspecção e liberdade absoluta para o artista paulistano. Com 11 faixas inéditas e, curiosamente, sem nenhuma participação especial, o projeto coloca o “estilo Rael” em evidência total. A direção musical é assinada pela dupla de peso Nave e Fejuca, que ajudaram a moldar uma sonoridade que transita com naturalidade entre o afrobeat, o reggae e o boom bap clássico. O narrador e o personagem O novo álbum é uma sequência direta do caminho iniciado no ano passado, mas com uma carga emocional mais densa. Rael assume o papel de narrador e personagem de suas próprias crônicas, abordando temas como saúde mental, espiritualidade, ancestralidade e as pressões da era das redes sociais. “Esse álbum representa um mergulho. Eu tô num momento mais consciente, mais maduro, mas ainda inquieto. É o cara que canta amor e vibe boa, mas também rima de forma crítica, que pensa o mundo e sente o peso das coisas”, afirma o cantor sobre o projeto. Diferente de lançamentos anteriores focados em hits imediatos de rádio, Nas Profundezas da Onda foca na coesão narrativa. É um disco para ser ouvido do começo ao fim, onde a melodia característica do artista encontra rimas mais afiadas e um olhar atento ao cotidiano urbano de São Paulo. 💿 Serviço: Rael – “Nas Profundezas da Onda” O álbum é o primeiro fruto da parceria do artista com a Elemess e já está disponível em todos os aplicativos de música.
BTS confirma três shows no MorumBIS em outubro de 2026

O BTS anunciou as datas da perna latino-americana da BTS World Tour ‘Arirang’, e o Brasil será o palco do grande encerramento da turnê no continente. O grupo se apresentará em São Paulo, no estádio MorumBIS, nos dias 28, 30 e 31 de outubro de 2026. Esta será a maior turnê da carreira do septeto, apresentando um conceito visual inédito: um palco imersivo de 360 graus em formato circular. O design coloca os fãs no centro da experiência e permite uma visão privilegiada de todos os setores do estádio, além de aumentar consideravelmente a capacidade de público. Desafio dos ingressos para ver o BTS: pré-venda e Weverse Se você faz parte do Army, atenção aos prazos. A venda será extremamente concorrida e exige etapas prévias de segurança: Datas de venda 💰 Preços (MorumBIS) Setor Inteira Meia-Entrada Pista R$ 1.250,00 R$ 625,00 Cadeira Inferior R$ 1.080,00 R$ 540,00 Cadeira Superior R$ 980,00 R$ 490,00 Arquibancada R$ 680,00 R$ 340,00
Road Metal resgata o peso clássico em seu álbum de estreia “Endless Nights”

Formada em Manaus em 2024, a banda Road Metal acaba de disponibilizar em todas as plataformas digitais o seu primeiro álbum de estúdio, Endless Nights. Com dez faixas que exalam a estética dos anos 80, o grupo faz um brinde ao heavy metal tradicional e ao hard rock de arena. Produzido por Anderson Sousa (Evil Syndicate), o disco é um manifesto sobre a liberdade, a irmandade e a cultura do motociclismo. “As músicas falam das loucuras da noite, festas e superação”, revela o baterista Braythener, que forma o quinteto ao lado de Wallafy (voz), Danny (guitarra), Adrian (guitarra) e Charley (baixo). Entre o épico e a “farofa” O som da Road Metal é uma mistura interessante. De um lado, há a influência clara das harmonias de guitarra e o galope do Iron Maiden, Helloween e DIO. Do outro, a banda não tem medo de abraçar a pegada festiva e melódica de nomes como Bon Jovi e Mötley Crüe. Essa dualidade cria uma sonoridade que tenta equilibrar o peso do metal clássico com a atitude despojada do rock oitentista. Em Endless Nights, o ouvinte encontra desde hinos para acelerar na estrada até refrões feitos para serem gritados em uníssono em shows ao vivo.
Álbum de estreia do Vanguart chega ao streaming após 19 anos

Se você tentou montar uma playlist de “Indie Rock Nacional” nos últimos anos, certamente esbarrou em um buraco: a ausência da versão original de estúdio de Semáforo. Essa lacuna histórica será preenchida na próxima quinta-feira, 2 de abril, quando o álbum homônimo de estreia do Vanguart (2007) chegar finalmente a todas as plataformas digitais via gravadora Deck. Lançado originalmente em julho de 2007 através da Revista Outra Coisa (projeto de Lobão que distribuía CDs em bancas de jornal), o disco nunca havia recebido um lançamento oficial nos aplicativos de música em sua forma original. Até agora, os fãs precisavam se contentar com registros ao vivo ou versões de projetos paralelos. Marco zero do indie brasileiro dos anos 2000 Gravado pela formação clássica do quinteto, Hélio Flanders (voz, gaita e violão), Reginaldo Lincoln (voz e baixo), David Dafré (guitarra), Douglas Godoy (bateria) e Luiz Lazzarotto (teclados), o disco é um dos pilares do que se convencionou chamar de “indie folk” no Brasil. Além do megahit Semáforo, o álbum traz outras favoritas do público que agora ganham vida digital, como a visceral Cachaça, revelando o trânsito da banda entre o folk-rock de Bob Dylan e a melancolia da MPB setentista. 💿 Serviço: Lançamento digital “Vanguart” (2007) O álbum marca o início da trajetória da banda que, atualmente, segue como um duo formado por Hélio Flanders e Reginaldo Lincoln.
Pulp quebra exclusividade do vinil e libera EP com inéditas e cover de Johnny Cash no streaming

Os fãs de Britpop que não conseguiram colocar as mãos na edição limitada em vinil da Rough Trade já podem respirar aliviados. O Pulp, liderado pelo icônico e elegante Jarvis Cocker, disponibilizou nesta quinta-feira (26) em todas as plataformas digitais o EP The Man Comes Around. O lançamento reúne material que ficou de fora da tracklist final de More, o aclamado álbum de 2026 que marcou o primeiro registro de inéditas da banda em 24 anos. Agora, as faixas deixam de ser um “tesouro de colecionador” para alcançar o grande público. Humor ácido e “impotência telefônica” no EP do Pulp O EP traz duas canções inéditas que reafirmam a escrita afiada de Cocker. Marrying For Love mergulha em uma sonoridade lounge e sofisticada, enquanto Cold Call On The Hotline traz o narrador autodepreciativo clássico do Pulp. Na letra, Jarvis brinca com a própria desgraça ao descrever a espera por uma resposta em um disque-sexo: “Já ouvi falar de sexo por telefone, mas impotência por telefone é novidade para mim”. Além das inéditas, o grande destaque é a versão soturna para The Man Comes Around, clássico de Johnny Cash. A releitura ganhou tração recentemente ao ser incluída na trilha sonora da série dramática The Hack, que explora os escândalos de invasão de privacidade e escutas telefônicas que abalaram o jornalismo britânico em 2011.