Rock Session reúne Frasno, Raimundos e Charlie Brown Jr em três cidades

A 2ª edição do festival Rock Session, que acontece em São Paulo, Florianópolis e Curitiba, vai reunir Fresno, Raimundos, Charlie Brown Jr. 30 anos, Braza e Day Limns Em São Paulo, o festival acontece dia 6 de outubro, na Vibra São Paulo. Em Florianópolis, o evento será realizado no dia 13 de outubro, no Hard Rock Live Florianópolis. Já o encerramento acontece no dia 14 de outubro, na Live, em Curitiba. Os shows devem atrair uma legião de fãs das mais diversas cidades, que compõem as regiões metropolitanas e até de outros Estados. Serão aproximadamente nove horas de atividades ininterruptas. Os ingressos já estão à venda pelo hotsite do evento e pontos autorizados.

Júlio Ferraz apresenta olhar sensível sobre tragédias sociais urbanas em single

Corações Solitários, o novo single do pernambucano Júlio Ferraz, retrata o desamparo daqueles que são negligenciados em áreas de risco. Influenciado pelas tragédias naturais que afetam cidades em todo o país sem que haja mudanças sociais, esse sensível single expressa seu pesar por um país marcado pela desigualdade. Esse lançamento marca o início da divulgação do novo trabalho de Júlio, intitulado O Soturno Jarro Diamante. O single é uma amostra do álbum completo, que promete explorar temas psicológicos e evocar emoções que se conectam com nossos sentimentos mais profundos. Júlio Ferraz é músico, compositor e arranjador, tendo iniciado sua carreira em 2006 com o Novanguarda, uma banda que mesclava rock de garagem com elementos psicodélicos e lhe rendeu reconhecimento nacional. Em 2016, lançou seu primeiro álbum solo, A Ilha da Inconsciência no Espelho Polifônico das Bifurcações do Tempo. Sua música incorpora uma variedade de elementos, como psicodelia, tropicalismo, jazz e folk. Após anos de intensa atividade em estúdio, em 2020 ele anunciou o show Freak Bananas, apresentando material lançado nos últimos quatro anos, explorando sua liberdade artística e celebrando o caos e o amor. No entanto, as apresentações ao vivo foram interrompidas devido à pandemia de covid-19, e o artista aproveitou seu período de confinamento para experimentar novas abordagens e sonoridades. Durante o período de isolamento social, ele lançou o EP Lampejos e o álbum ao vivo Quarentine Live, este último gravado em casa por meio de transmissões online. Em janeiro de 2021, lançou o álbum de estúdio, Orbe Onírico, e em dezembro do mesmo ano, lançou o single Travessia Boa Viagem, que incluía a faixa Algoz no lado B. Agora, ele está se preparando para lançar seu quinto álbum solo, abrindo um novo capítulo nessa história que conta com uma indicação ao Prêmio da Música de Pernambuco (na categoria MPB com o EP Sonhos & Ruídos) e quatro ao Prêmio Dynamite (O Manifesto Das Cores, Capital Esperança, Lampejos e Orbe Onírico, todos na categoria MPB).

Skipp lança singles que unem indie rock e ritmos nortistas

O indie rock sideral se encontra com os ritmos do Amapá e do Caribe nos novos singles do cantor amapaense Skipp, Endless Nights, com participação da cantora YMA, e MARS. Ambas as canções trazem influências de ritmos da fronteira do Amapá, com uma sonoridade que traz camadas caribenhas e chiptune, sem jamais esquecer do indie rock. Os singles já estão disponíveis nas principais plataformas de streaming. “Os novos singles exploram uma nova sonoridade pro projeto, buscando ritmos nas minhas raízes regionais. Endless Nights, com a participação da multiartista YMA, traz uma mistura de gêneros musicais da fronteira do Amapá atrelados a uma estética sintética pop temperada com a nostalgia do chiptune. Já MARS une referências como o Daft Punk, Julian Casablancas e Gorillaz para um encontro com as guitarras e sonoridades nortistas de influência caribenha”, define Skipp. Os singles embora separados, trazem juntos as aventuras do pirata cósmico Skipp, persona que acompanha o cantor desde o EP de estreia, Blast Off! (2020). A canção de abertura, Endless Nights, traz um diálogo entre o personagem principal e a imensidão das estrelas, no melhor estilo Ziggy Stardust, expressando amor por uma personificação do cosmos. Já em MARS, o ouvinte é transportado para um loop hedonístico-lisérgico no subsolo do planeta Marte, incluindo também a ressaca que vem com essa mudança de ares. A sonoridade de SKIPP traz fortes influências do indie rock dos anos 2000, e a linguagem chip tune. Sem esquecer suas raízes amapaenses, o músico acrescenta o batuque e o marabaixo. Como se coletasse referências em múltiplos universos, Skipp vai de Ziggy Stardust até Koji Kondo, um dos maiores compositores da Nintendo. Ouvintes atentos irão captar a influência de Super Mario Bros, Zelda e tantos outros clássicos. Os singles contam com a banda que acompanha Skipp (guitarra e voz), formada por Marco Trintinalha (bateria), Colinz (guitarra), Leon Sanchez (sintetizadores), Bruno Mont’Alverne e Vinícius Scarpa (baixo). As faixas foram produzidas por Colinz, enquanto as composições são: Endless Nights, por Skipp is Dead e YMA, e Mars por Skipp is Dead. As artes das capas são de Skipp is Dead, com props das capas confeccionadas por Jahvalli (Jahvacorp). Agradecimento especial a Fernando Rischbieter (Matraca Records) e Patrícia Bastos (Topaza Pella Produções).

Fresno lança VTQMV Tour (Live) com 19 versões do último álbum

Para celebrar a turnê de promoção do Vou Ter Que Me Virar, o Fresno lançou VTQMV TOUR (LIVE) com 19 versões ao vivo de faixas do álbum de 2021 e grandes sucessos da banda. A turnê teve início em 2022, após dois anos fora dos palcos por conta da pandemia, e continua ao longo de 2023, até o próximo projeto da banda. São mais de 50 shows em todo o Brasil, na Europa e presença marcada em festivais importantes do circuito nacional, como Lollapalooza e Rock In Rio. O lançamento do trabalho ao vivo veio acompanhado de registros de apresentações de três faixas que se destacaram no álbum: Vou Ter Que Me Virar, Casa Assombrada e Agora Deixa, música de trabalho atual da Fresno que encerra o ciclo VTQMV.

Após fim do Skank, Henrique Portugal lança EP Impossível; ouça!

Depois de encerrar as atividades com a banda Skank, o tecladista Henrique Portugal lançou o EP solo Impossível, abordando os afetos de uma camada da sociedade pouco assistida pela música brasileira atual. O projeto conta com a participação de Frejat, Marcos Valle e Marcelo Tofani. A faixa que dá nome ao EP é o fio condutor dessa vida adulta descrita por Henrique. Impossível traduz o sentimento diante das oportunidades que aparecem no dia-a-dia para continuarmos acreditando nos nossos sonhos, apesar das dificuldades. Como ele canta: “E quando o sol aparecer / O que é impossível deixa de ser“. E nessa busca por propósito de uma geração que sente diariamente na pele as mudanças da modernidade, o amor parece ser a coisa mais simples que desejam – como ele descreve nas faixas Maior que o Mar e Paixão (música de Kledir Ramil da dupla Kleiton e Kledir), com versos “não sou galã, não sei dançar, só sei pensar e te querer” e “ser feliz é tudo que se quer. Ah!, esse maldito fecho ecler“. A simplicidade do amor chega em seu átomo indivisível na canção Laiaraiá, em que Henrique interpreta com Marcos Valle e os dois concluem que, para falar de amor, é mais fácil recorrer à melodia do que às palavras: “Algumas palavras são / Feito um monte de pedras na estrada entre nós / Em que a gente tropeça na pressa do amor / Eu só peço que agora nos deixem a sós / Sério, me deixa tentar de novo / Na melodia é que eu me resolvo”. Mas os versos cinematográficos do artista não retratam só o amor. A tristeza também aparece na canção A Chuva (composta por Henrique, Frejat e Mauro Santa Cecília), em que Portugal e Frejat descrevem sobre a sensação de lavar a alma com a chuva. Já em Sonhei Com Você, Portugal e Marcelo Tofani praticamente escreveram sobre a saudade como uma crônica: “hoje senti o sabor da sua língua e mais / deu vontade de voltar atrás / só que não é bem assim“.

Supergrupo The Guapos lança single “Nunca Te Quise”; ouça!

O supergrupo The Guapos, formado pelos indicados ao Grammy Latino e multi-instrumentistas Adán Jodorowsky, El David Aguilar, Jay de La Cueva y Leiva, lançou nesta sexta-feira (19) Nunca Te Quise, o segundo single que antecede o seu álbum de estreia. Produzido por Adán Jodorowsky e gravado nos estúdios Reliable Recorders, em Chicago, Nunca Te Quise é uma canção escrita pelos quatro Guapos. A faixa chega acompanhada de um videoclipe. “A letra da música é uma paródia de um amante que, por insegurança (ou não), age de forma arrogante diante de um possível rompimento e até mesmo disposto a assumir seus defeitos. Tem cinismo. A ironia é que apesar das letras ácidas, a música é realmente muito doce, e esse contraste é talvez o que sempre gostamos na música. O videoclipe, por outro lado, dá uma conclusão justa à história ao ter os personagens principais da música traídos e eliminados por um assassino não identificado no meio de uma realidade absurda”. A equipe do videoclipe é uma arte à parte. Foi dirigido pela diretora americana Charlotte Kemp Muhl, com direção de fotografia de Kenji Katori e produzido por La Catrina. A filmagem foi realizada em dois dias em vários locais da Cidade do México e Querétaro. Nos meses de junho e julho, a banda embarca para uma turnê na Espanha, onde se apresentarão nos principais festivais de verão.

Diretor e roteirista Patrick Hanser apresenta Bacará com single Cores

Conhecido pelo seu trabalho com diretor e roteirista, que inclui a série Quebrando o Tabu (GNT) e Sociedade do Cansaço (Globoplay), Patrick Hanser debuta o projeto Bacará. Como o próprio define, essa é a sua forma de unir a música ao cinema. Cores é seu single de estreia, e traz a visão da importância de viver o agora para não perder tudo de vista. A música tem inspiração no grunge dos anos 90, mas foi repaginada para o contexto atual. Com um riff mais moderno, Cores trouxe a Patrick a chance de experimentar a música. O single ainda vem acompanhado de um clipe criado utilizando ferramentas de inteligência artificial, trazendo justamente uma explosão de cores para a tela.   “Eu sabia que o clipe tinha que ser estimulante, rápido e colorido, igual a música. E por estar fazendo o projeto todo de forma super independente, pensei em soluções que me permitissem fazer em casa, com pouca ajuda externa. Então, pedi pro meu irmão mais novo, Brian, me gravar tocando guitarra no quintal e comecei a manipular as imagens com inteligência artificial. Depois dessas imagens iniciais, fui filmando várias coisas no meu celular: fui no aquário e peguei umas imagens, fui no show e gravei algumas umas imagens, fui no Museu do Inseto e por aí vai. Então quando olho para o clipe hoje, vejo um mosaico da minha vida nos últimos 6 meses, um diário. É muito pessoal nesse sentido, assim como a música, por falar sobre as angústias relacionadas à passagem do tempo”, explica Patrick. O diretor, roteirista — e agora músico – conta que foi durante a pandemia que começou a mexer com a guitarra, que estava há tempos abandonada pela casa. Mas, com pouco tempo de prática, saíram riffs, versos e até algumas músicas completas. Foi assim que ele começou a registrar, gravando no celular as melodias, comprando um microfone para complementar e depois plugando no GarageBand. Depois de dois anos, Patrick já tinha composto mais de 80 músicas e, ao juntá-las, tendo o trabalho de refinar letras e encontrar tópicos comuns, ele chegou ao álbum Bichos + Insetos, que será lançado ainda no final de 2023. Por enquanto, Cores é o primeiro e único contato que o público poderá ter com a música, mas o artista promete mais dois singles antes do lançamento: Mariposa e Corpos. “Em toda faixa eu e o Luigi Sucena [amigo e produtor musical] trabalhamos as músicas para inserir elas nesse universo maior de bichos e insetos. Então pra quem escutar atentamente, vai ouvir que tem muitas patinhas andando pelas guitarras, muitas cigarras cantando junto com a percussão. As letras falam sobre como a natureza humana é em sua essência animalesca, por mais que tentamos nos esconder por trás de roupinhas e contratinhos, somos só bichos”, define o artista. 

Titãs lançam clipe para a faixa “Papai e Mamãe” em forma de animação

O Titãs lançou o clipe de Papai e Mamãe, música que compõe o álbum de inéditas Olho Furta-cor, disponibilizado ano passado em comemoração aos 40 anos de banda. O audiovisual já está disponível no YouTube. Em Papai e Mamãe, Sérgio Britto tem um olhar cúmplice para o momento que a filha adolescente passava e que ele mesmo já vivenciou um dia: “Deixem que eu fique assim/ dançando comigo/ buscando dentro de mim/ o que eu preciso// porque eu não quero viver essa vida/ que querem que eu viva/ Não quero viver essa vida/ que ninguém acredita“. “Fiz essa canção inspirado, em parte, na adolescência difícil pela qual passei e pela qual muitas pessoas passam. Em tempos de pandemia isso pareceu ganhar uma proporção maior ainda. Minha filha mais nova, assim como tantos outros adolescentes, caiu nesse redemoinho. O processo de crescimento é muitas vezes doloroso e solitário e por vezes deixa marcas pro resto da vida. Explosões de raiva, isolamento e, finalmente, redenção fazem parte do caminho. É bonito notar como está tudo ali no vídeo de maneira alegórica, bela e poética”, comenta Britto. Segundo Nico Matteis, diretor e roteirista do curta, a primeira conversa foi para fazer uma radiografia dos sentimentos que a canção expressava e decidir as linhas e os caminhos estéticos que iriam seguir. O clipe traz traços que lembram o Mangá, mas com uma direção de arte muito brasileira. Com uma paleta de cores mais colorida em momentos alegres e mais dessaturada nos momentos densos, a estética transita juntamente à inquietação da personagem principal. “Incrível a qualidade e as leituras que essa animação propõe sobre a música. Desde a concepção à criação dos personagens e ambientes, tudo foi feito com um capricho e apuração incríveis”, finaliza Britto.