Singles do início da carreira David Bowie

Embora para muitos a história de David Bowie comece com Space Oddity, apresentada originalmente em 1969, Bowie já estava lançando singles desde 1964. Primeiro na gravadora Vocalion e depois, após um intervalo, através da Parlophone e Pye com a Deram, a partir de 1966. Estas faixas envolventes e curiosas representam um trabalho em progresso de um artista prestes a alcançar a genialidade. Laughing with Liza é um compilado destes lançamentos. O projeto, que foi apresentado para o Record Store Day (22 de abril) deste ano, agora também estará disponível em todas as plataformas digitais.
Ed Sheeran lança seu álbum “-” (Subtract); ouça!

Um álbum que revisita as raízes do cantor e compositor Ed Sheeran, e que foi escrito em um cenário de luto e esperança pessoal, “-” (Subtract) apresenta o músico em seu estado mais vulnerável e honesto. Antes do lançamento do álbum, Ed liberou duas faixas – a emocionante Eyes Closed, que rendeu ao artista seu 14º single número 1 no Reino Unido, e Boat. “-” (Subtract) é o resultado de Sheeran ultrapassando os limites de sua arte musical ao entregar as composições mais profundas de sua carreira. Em parceria com o músico Aaron Dessner (membro e fundador da banda de rock The National), na composição e produção – após a dupla ter unido forças em uma apresentação da amiga em comum Taylor Swift –, Ed começou a criar o álbum em fevereiro do ano passado. Escrevendo mais de trinta canções no período de um mês no estúdio em Kent, Reino Unido, as 14 faixas do projeto são perfeitamente unidas por uma produção requintada, de texturas e tendências folk a arranjos orquestrais e mais ousados. Após o anúncio do seu novo álbum, Ed disse: “Eu vinha trabalhando no Subtract por uma década, tentando esculpir o álbum acústico perfeito, escrevendo e gravando centenas de músicas com uma visão clara do que eu achava que deveria ser. Então, no início de 2022, uma série de eventos mudou minha vida, minha saúde mental e, finalmente, a maneira como eu via música e arte. Escrever músicas é minha terapia. Isso me ajuda a dar sentido aos meus sentimentos. Escrevi sem pensar em quais seriam as músicas, apenas escrevi o que quer que fosse. E em pouco mais de uma semana, substituí o trabalho de uma década pelos meus pensamentos mais sombrios e profundos. No espaço de um mês, minha esposa grávida foi informada de que ela tinha um tumor sem tratamento até depois do parto. Meu melhor amigo Jamal, um irmão para mim, morreu repentinamente e me vi ainda no tribunal defendendo minha integridade e carreira como compositor. Eu estava em um espiral de medo, depressão e ansiedade. Eu senti como se estivesse me afogando, com a cabeça abaixo da superfície, olhando para cima, mas sem conseguir respirar. Como artista, eu não sentia que poderia colocar no mundo um projeto que não representasse com precisão onde estou e como preciso me expressar neste momento da minha vida. Este álbum é puramente isso. É abrir o esconderijo da minha alma. Pela primeira vez, não estou tentando criar um álbum que as pessoas gostem, estou apenas lançando algo que é honesto e verdadeiro, que estou vivenciando em minha vida adulta. Esta é a anotação do diário de fevereiro passado e minha maneira de entendê-la. Isso é Subtract”. Para comemorar o lançamento de “-”, Ed Sheeran vai lançar ainda 14 videoclipes oficiais no YouTube. Após a estreia, os fãs poderão ir também para a Ed’s After Party na plataforma, onde ele apresentará uma performance acústica exclusiva do single Eyes Closed.
Enio Berlota & A Nóia unem rock e poesia urbana no álbum “Lágrimas de Toscanini”

A crueza das ruas cariocas surge de modo explosivo em Lágrimas de Toscanini, disco de estreia de Enio Berlota & A Nóia. Consolidando uma jornada de diversos nomes do underground do Rio de Janeiro, o álbum já chega com aura de um registro histórico pela Caravela Records. “Nossa inspiração foi de deixar registrado o calor de nossa apresentação, as canções que nascem uma nas outras através dos arranjos, a dinâmica dos instrumentos. O disco foi gravado ao vivo, em um dia. Então tem essa energia brutal, elétrica de pessoas tocando juntas”, reflete Enio Berlota. Enio é poeta e uma figura icônica da contracultura carioca, conhecido pela acidez dos seus versos, cantados a plenos pulmões com urgência. Ele formou sua banda com grandes artistas. Após diversos experimentos, a formação atual consolida o que poderia ser um projeto solo com uma realização coletiva. A banda Enio Berlota & A Nóia conta com o baixista Antônio Paoli, que é presença constante em todas as encarnações do projeto desde seu início e assina ainda como diretor musical do álbum. Ele e o guitarrista Christian Dias tocaram juntos no power trio instrumental Astro Venga e trazem essa química para o novo projeto. Fecha o grupo o multi instrumentista Gabriel Loddo na bateria. Loddo, como baixista, já trabalhou com artistas como Elza Soares, Abayomi e Illy. Lançado pelo selo Caravela e produzido por Dias e Loddo, o álbum foi gravado no Estúdio Carolina, em Santa Teresa, bairro boêmio carioca. O disco traz em seu nome e capa uma amostra do conceito do projeto. “O título Lágrimas de Toscanini também faz uma ironia com o maestro, que com certeza não aprovaria a sua estética, simples e bruta. Aprovaria talvez mais pela ousadia de eu ter conseguido fazer uma obra musical – um cara, que à primeira vista é só um gordinho careca, mas que consegue emoldurar em canções sua poesia naif. Agradeço profundamente aos amigos músicos que acreditam no meu potencial profissional, em minha poesia e melodias. A capa é a fusão de quatro caras num só: através do talento individual conseguimos dar uma coesão única ao som que fazemos”, resume Enio.
Com o blues na alma, na voz e no corpo, Sonja lança “Calma”

Dona de uma voz potente e uma presença marcante, Sonja lançou Calma, primeiro single de seu segundo disco autoral, acompanhado de videoclipe, nesta sexta-feira (5). A música dá o pontapé inicial ao trabalho que se influencia pelo blues e resulta em uma música brasileira contemporânea e altamente espiritualizada. O single reflete os dias atuais e traz uma mensagem motivadora para os ouvintes através de uma rica produção musical com influências de Rita Lee e Etta James. A faixa mostra que todos nós passamos por momentos de ansiedade, medo e insegurança. “A minha própria falta de calma, em várias situações da minha vida, me fizeram escrever essa letra com afirmações que faço pra mim mesma quando preciso entender que, naquele momento, eu preciso ter calma. Então, ela vem muito como um respiro.”, explica a artista. “Se alinharmos a mente e o espírito, reconheceremos o real tamanho das coisas que, geralmente, parecem muito maiores do que realmente são.” Seus últimos três anos foram dedicados exclusivamente à preparação do disco, produzido por Marco Lacerda, com co-produção de Ygor Helbourn, e dela mesma. Sim! Sonja participa ativamente da produção musical deste trabalho e conta que cada uma das faixas será representada por uma carta – do baralho cigano e do Tarot de Marselha. Calma, por exemplo, é uma música que veio a ela através da espiritualidade e é representada pela carta Temperança, que simboliza equilíbrio, paz e paciência, revela Sonja. A tarefa de escolha das cartas correspondentes contou com a ajuda de uma taróloga. A canção autoral, descrita como um “blues brasileiro”, é composta e co-escrita por Marco Lacerda, e todo o disco em português vem pra reforçar a conexão do Blues com a música brasileira.
Integrante do Vanguart, Reginaldo Lincoln lança single e clipe “Ai de Mim”

Vocalista e multi-instrumentista da banda Vanguart, Reginaldo Lincoln aproveitou o recesso da sua banda para entrar em estúdio e registrar algumas canções. Ele, que é compositor e co-autor de sucessos do Vanguart como Meu Sol, Todas as Cores, Demorou pra Ser e Intervenção Lunar, entre outras, lançou a canção Ai de Mim. “Essa letra fala sobre a mão estendida que antecede o abraço, o aconchego do colo conhecido e amado. É possível se perder em bons sentimentos quando se está aberto para aprender, mesmo que seja errando”, comentou ele. O arranjo da música mescla instrumentos acústicos com samples e timbres eletrônicos trazidos pelo produtor Fabio Pinczowisk, que também toca as guitarras. Kezo Nogueira completa o time tocando bateria e percussão de forma sublime e delicada. “Ter a chance de experimentar coisas novas no estúdio é o que me motiva a seguir gravando essas canções”, finaliza. O vídeo que acompanha o clipe foi dirigido pelo artista visual Gabriel Barretto e utiliza uma ferramenta que gera imagens através de inteligência artificial, combinada com imagens do Reginaldo tocando. Além dos seis álbuns de estúdio com o Vanguart, Reginaldo Lincoln lançou o disco solo Nosso Lugar em 2014.
Sick Dogs in Trouble divulga Better Be Alone, single do álbum de estreia

A banda paulistana Sick Dogs in Trouble, formada em 2018, lançou nesta quarta-feira (3) o videoclipe do single Better Be Alone. A faixa faz parte do álbum de estreia Dead Lovers, previsto para o próximo dia 31. A canção, composta pelo vocalista e guitarrista Raul Signorini, versa sobre momentos em que o isolamento precisa ser compreendido, segundo o músico, de forma generosa e paciente. Quando cortar laços se torna realmente necessário. “Sabe aquele ditado: ‘é melhor estar sozinho do que mal acompanhado’? A música nasceu num momento em que eu me sentia exatamente assim: embora acompanhado, havia um profundo sentimento de solidão. Então compreendi que deveria transformar a solidão em solitude”. Com influências de Social Distortion e Backyard Babies, Better Be Alone sintetiza o que o público pode esperar do primeiro álbum da Sick Dogs in Trouble. “A faixa tem um riff hard rock, um refrão pop, uma ponte onde a música fica mais pesada e tem solo de guitarra. Enfim, tudo que a gente adora”, diz Signorini. O guitarrista Felipe Skid concorda, e revela ainda: “Na ponte para o solo quisermos nos aproximar um pouco da sonoridade do HIM, que é uma banda a qual Raul e eu amamos, mas que foge bastante do Sick Dogs, então tentamos colocar ali de forma discreta”. Better Be Alone foi mixado e masterizado por Raul Zanardo e ganhou um videoclipe dirigido por Nanda Arantes da produtora Red Rat, que agradou a banda. “O resultado ficou incrível”, diz Signorini. “Acho que as cores do clipe é o que mais vai chamar a atenção do público. Realmente sem palavras. Destaque pro nosso amigo Daniel Casanova que fez a iluminação”, completa Skid. Além de Raul Signorini (guitarra e voz) e Felipe Skid (guitarra), atualmente fazem parte da banda, Junior Drummer (bateria) e Fabiones (baixo).
Mulamba anuncia fim da banda; Despedida terá três shows em SP

A banda curitibana Mulamba, que pulsa força e poesia unindo influências que vão do rock à música erudita, formada por Amanda Pacífico (vocal), Cacau de Sá (vocal), Caro Pisco (bateria), Érica Silva (guitarra), Fer Koppe (violoncelo) e Naíra Debértolis (baixo), anunciou nesta quinta-feira (3) o fim de suas atividades. Conhecidas pelo discurso contundente em reiterar os anseios e as inquietações de quem transforma a luta pela igualdade de gênero em batalha diária, a banda faz três shows gratuitos de despedida em São Paulo: 4 de junho, no Centro Cultural Tendal da Lapa, às 16h; 8 de junho, no Centro Cultural Diversidade Sul Pinheiros, às 20h; e 18 de junho, no WME Conference na Casa Natura Musical. Confira abaixo a íntegra da carta de despedida da Mulamba “Uma história é construída junto, nós construímos uma história e formamos uma família há mais de sete anos. O começo foi como tem que ser todo começo, despretensioso e único. Cada pessoa e sua singularidade, formando a potência chamada MULAMBA. A banda nasceu de uma simples ideia de fazer um som em homenagem à Cassia Eller e outras artistas, que entre um som e outro tocava uma autoral e assim foi. Chegamos aqui, 2023, dois discos, muita estrada, asfalto, mato, show em boteco, teatro, festival, na rua, na praça, risada, muito perrengue, coisa séria, brincadeira, som bom, muito bom, na verdade. Junção de coração bonito e mais som. Foram mais de sete anos de muita coisa, e chegou a hora de pisar no freio, voltar pra casa ou sair dela, hora de descansar o coração ou acelerar mais ainda. A gente simplesmente não tem palavras pra agradecer a esse mundo de gente que acreditou na MULAMBA. Todo afeto que recebemos, guardamos no coração! Agradecemos o crescimento que tivemos em cada show, agradecemos a quem nos fez teatro, poesia e até questão de prova de escola e faculdade. Isso que é importante, saber que somamos de alguma forma! Assim como somaram conosco para que a banda acontecesse: produção, diretoras, atrizes, vídeo, áudio, fotografia, limpeza, montagem, som, palco, nossa… é tanta coisa que não dá pra enumerar aqui! Acima de tudo, agradecemos ao público, aos fãs, nossas famílias, amigues, sem vocês isso nunca teria acontecido, nunca teria sido possível e isso é inestimável, ecoar em coro em suas vozes sempre é emocionante. E como o mundo é grande e as estradas são muitas, com a sensação de dever cumprido e mensagem transmitida, chegou a hora de quem caminha nessa trilha continuar seu rumo, só não mais como banda. Nos encontraremos no trajeto da vida, e que essa força, chamada MULAMBA, perdure, e que nossa música continue ressoando nos quatro cantos. Que seja um novo despertar. Fica nosso abraço, nosso som, nosso carinho e nosso amor a quem nos acompanhou até aqui. Valeu, gente! 🧡”
Em EP de virada na carreira, Riko Viana cria jukebox do subúrbio

Inspirado nas músicas ouvida nos bares, rodoviárias, celulares e ruas da extrema Zona Oeste do Rio, Riko Viana busca a beleza de abraçar as raízes de um modo pop, brega, funkeado, sensual e brasileiríssimo. Metarmofose marca uma fase do artista entre o pop e o bregapunk unindo elementos do hip hop, baião, afrobeat, reggaeton, funk, tecnobrega fazendo referências ao candomblé, em um trabalho que celebra a identidade do cantor, compositor e produtor musical para muito além do pertencimento à multidão. “Quando se pensa em hip-hop, pensamos logo naquele modelo estadunidense, sem batucada, mas o conceito popular do que é hip-hop é de música feita por pessoas periféricas, com pouco recurso e de alcance de massa, e que transformam esse pouco recurso em linguagem. Quando olhamos para o Brasil, quais músicas são feitas com pouco recurso por pessoas periféricas e que tem alcance de massa? Então o samba é em parte hip-hop, o funk e o brega também são”, reflete Riko. Após anos com um trabalho voltado para a MPB nos EPs Anelo e Ao Vivo no Estúdio PlayRec, Riko Viana abraçou suas raízes nordestinas e suburbanas ao se reinventar no que chama de XAMEGARIA, um som para ouvir junto, tropical e sexy. Porém, esse reencontro veio de um processo de dor. “Eu já estava numa jornada de mergulhar na minha ancestralidade nordestina, após sofrer um episódio de xenofobia. Fui chamado de nordestino em tom pejorativo dentro de um supermercado em um bairro nobre do RJ e desde lá mudei como pessoa e como artista. Fiz meu barraco, não deixei por baixo. Mas aquilo fez eu me reconectar com minhas raízes nordestinas”, conta Riko, que faz de sua arte uma reflexão sobre a vivência como fruto do êxodo nordestino se misturando à cultura das favelas e periferias cariocas. Este é um lançamento do selo 2Bit Records, iniciativa baseada em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, que é ao mesmo tempo o bairro mais populoso do Brasil e uma área com pouco olhar da mídia e autoridades. Capitaneado por Xavier2bit e Riko Viana, o selo visa a trazer as sonoridades do subúrbio real, indo do rap ao funk, do Piseiro ao Trap, amplificando vozes e mensagens que se comunicam diretamente com as pessoas de forma popular, fazendo música popular de verdade.
The Hives anuncia The Death of Randy Fitzsimmons com single Bogus Operandi

O The Hives anunciou seu primeiro álbum de estúdio em mais de uma década. The Death Of Randy Fitzsimmons chegará ao mercado em 11 de agosto de 2023 via FUGA. O anúncio veio acompanhado do lançamento da faixa de abertura do álbum, Bogus Operandi. Aliás, o single também recebeu um videoclipe dirigido por Aube Perrie (Harry Styles e Megan Thee Stallion). O anúncio do novo álbum e o single precedem os shows de Los Angeles e New York neste mês e uma turnê no segundo semestre pela Europa com o Arctic Monkeys. Tracklist de The Death Of Randy Fitzsimmons Bogus Operandi Trapdoor Solution Countdown To Shutdown Rigor Mortis Radio Stick Up Smoke & Mirrors Crash Into The Weekend Two Kinds Of Trouble The Way The Story Goes The Bomb What Did I Ever Do To You? Step Out Of The Way