Reggae dançante marca lançamento de Yutaka em parceria com Sttu

Saia rodando, tranças no cabelo, um olhar atento e admirado deu vida à ela que será a canção mais dançante do EP de estreia de Yutaka, Dona de um Olhar. A faixa, parceria com Sttu, chega com clipe no YouTube. Composta pelos próprios artistas e produzida por Bruno Duprê – que trabalhou com nomes como Maneva, Rael, Viegas, entre outros, Dona de um Olhar apresenta um flow com groove e uma letra bem detalhada de feições da face, saia girando e tranças no cabelo! “É uma canção divertida trazendo uma admiração e encanto, em uma possível conquista! Mostra o quanto quem está apaixonado almeja se aproximar e quem sabe iniciar um romance”, explica Yutaka. O clipe, dirigido por Rodrigo Pysi, segue a mesma linha. “Tem muito movimento e uma saia rodada dando completo charme e cor para o clipe! Trazemos as paletas de roxo e verde que compõe bem a terra e os pés no chão em passos de dança”, completa. Sobre a parceria, o artista afirma que teve o privilégio de ouvir o EP inteiro do Sttu em uma das sessões no homestudio do Duprê. “Ali eu notei tamanho talento, flow e muito Groove! Eu tinha um começo de composição que eu queria que ficasse dançante! Foi aí que pensei no Sttu! Mandei esse trecho pra ele e ele gostou! E fomos criando versos e montando a canção por WhatsApp mesmo”, finaliza. Cantor e compositor Phillipe Yutaka, ou simplesmente Yutaka, é um dos novos e mais promissores nomes do reggae brasileiro. Nascido em São Paulo e com apenas dois anos de carreira, suas canções já impactaram quase 1 milhão de pessoas nos apps de música, além de já ter realizado importantes parcerias com Maneva e Viegas.
Chorou Bebel reflete os múltiplos modos de se viver o afeto em álbum

O trio capixaba Chorou Bebel reescreve sonoridades de todo o mundo de um modo brasileiro em seu disco de estreia. P/ QUEM TEM CORAGEM DE AMAR explora a vulnerabilidade como uma força, a saudade como parte da vida e o ciúme como marca da existência de uma paixão. Trazendo diversos modos de se pensar o afeto, eles convidam o ouvinte a explorar o dia a dia com mais carinho. O grupo foi formado em 2019 por Bozi, Rany Baby e Gabriel Bebici, um trio de compositores que se destacou no cenário musical da capital do Espírito Santo com uma roupagem particular em suas interpretações. Chorou Bebel foi reunindo referências até se consolidar na estreia com P/ QUEM TEM CORAGEM DE AMAR. O disco caminha entre pop, xote, samba, trap, bossa, world music, baião, R&B e piseiro, com sonoridades sessentistas e setentistas misturadas com a contemporaneidade. A produção é assinada por Gabriel Bebici com co-produção de Gabriel Tosi. Rodolfo Simor assina as faixas ME INVADE e PELO AVESSO.
Entrevista | The Aces – “O modo como mostramos de onde viemos nos fez sentir vulneráveis”

A banda de indie pop norte-americana The Aces revelou, na última sexta-feira (28), o quarto single de seu terceiro álbum de estúdio, I’ve Loved You For So Long, que será lançado em 5 de junho. A faixa-título apresenta melodias de violão que evocam um som nostálgico dos anos 1990, de bandas como The Cranberries e é dedicada ao amor entre as integrantes da The Aces, que se apoiam mutuamente desde a infância, quando começaram a tocar juntas. O clipe, dirigido pela vocalista Cristal Ramirez, reflete a relação forte entre elas e a vibração nostálgica da música do The Aces. Cristal compartilhou sua inspiração para a música que dá nome ao projeto novo do The Aces. “Percebi rapidamente que o amor da minha vida é essa banda. Nunca amei nada como amo essa banda. Mesmo em tempos de inspiração entorpecida, de questionar tudo, sempre sou lembrada de que é exatamente onde eu deveria estar”, reflete. A guitarrista Katie Henderson, a baixista McKenna Petty, a baterista Alisa Ramirez e a vocalista e guitarrista Cristal Ramirez conversaram com o Blog n’ Roll, via Zoom, sobre o novo álbum, influências, Brasil e o cenário musical de Provo, em Utah, terra-natal delas. Como foi o processo de produção do novo álbum? Alisa: Escrevemos este álbum ao longo de um ano e meio, começamos em meio a pandemia em 2020, e terminamos no começo de 2022. Foi um longo processo, mas divertido e nos aprofundamos muito nele, nos levou a um lugar que não esperávamos ir, então foi muito legal. Teve algum desafio maior para lançar esse álbum? O que diferencia ele dos outros dois? Por que? Cristal: Falamos muito nesse álbum sobre nossas trajetórias e de onde viemos, e isso foi muito vulnerável para nós, pois nunca fizemos isso na nossa música. Então naturalmente, quando pensamos em mostrar isso ao mundo, nos apoiamos muito umas nas outras, pois o modo como mostramos de onde viemos nos fez sentir vulneráveis, e assustadas, mas também muito animador pensar que o mundo nos conhecerá de uma forma muito verdadeira. Então, assustador, mas animador. Os primeiros singles mostram algo bem diverso na sonoridade. Como funciona esse caldo de influências para vocês? Cristal: Acho que nascemos com muita influência de bandas como Paramore, com guitarras pesadas, pop punk, então isso está no nosso DNA, e sai naturalmente no nosso trabalho. Mas também gostamos de outras coisas, tipo Michael Jackson, então o casamento entre rock and roll, new wave, batidas de pop dance é muito a cara da banda, devido ao gosto de nós quatro. Então você ouvirá isso no disco, uma menção a coisas que ouvimos crescendo, mas também coisas eletrônicas que foi uma forma com a qual a nossa música cresceu. McKenna: Acredito que também nos inspiramos em como fazíamos música quando mais jovens neste disco, então voltando a ter as coisas analógicas, assim como a música que crescemos ouvindo, mas com um toque moderno. Vocês são de Provo, uma pequena cidade em Utah. Existe uma cena musical? Alisa: Sim, uma bem grande. Tinham lugares, que não serviam álcool, onde nós tocamos. Menciono isso de não servir álcool pois no começo da banda éramos muito novas e não nos deixavam entrar em lugares que serviam álcool. Mas este lugar nos deu uma oportunidade de construir uma base de fãs entre os jovens, e as pessoas da cidade, surpreendentemente, têm muita disposição de apoiar os músicos. A família apoiou vocês nessa trajetória inicial? McKenna: Toda a família, sempre tivemos muito apoio da nossa família e nos ajudaram muito. Alisa: Minha mãe, e da Cristal, era a nossa empresária, ela era muito engajada, levava a gente na minivan dela, carregando a bateria, ligava para as pessoas deixarem a gente tocar no aniversário de seus filhos. Cristal: Temos uma família que sempre nos apoiou, e nos encorajou, não é o caso para todos que são músicos, então temos muita sorte. Qual som predomina em Provo? Cristal: É mais o folk. Nós éramos bem únicas na cena, provavelmente a única banda de meninas, eram poucas artistas femininas. Nós nos destacamos muito, o que tem seu lado bom e ruim, no começo não entendiam muito a gente. A cena era muito folk, e nós no indie pop rock, bem alto na sua cara, e a cena era tão quieta e calma, fomos disruptivas de alguma forma. Alisa: Isso pode não fazer sentido, mas tínhamos mais um som de Salt Lake, e a nossa cidade era tudo mais tranquilo, com violões, com músicas suaves, e nós tocando pop rock. Ficavam confusos, se perguntavam com quais artistas podíamos tocar. A gente se diferenciava na cena. Cristal: Sendo uma banda apenas de mulheres também, em uma cidade religiosa, sendo repressiva de uma maneira muito específica com mulheres, demorou mais tempo para entenderem e quererem ser fãs. McKenna: Especialmente quando começamos a fazer isso de maneira mais séria, as pessoas estavam achavam que não era uma coisa séria, então demoraram para entender. Excursionar com 5 Seconds of Summer ajudou a aumentar o alcance de vocês? Alisa: Completamente! Acredito que fazer a turnê com o 5SOS, logo quando lançamos nosso primeiro álbum, foi uma grande virada de jogo para nós, eles são caras muito legais e nos levaram em uma turnê com ingressos esgotados em diversas arenas. Isso quadruplicou nosso número de fãs de um jeito incrível, conseguimos vender nossa própria turnê. Somos muito gratas às bandas que nos projetaram, pois fazem muita diferença. Como era o contato entre vocês durante a turnê? Cristal: Sempre foram muito gentis conosco, muito solícitos, fãs do que fazíamos, e nós deles. Alisa: Acho que eles sempre souberam que sua base de fãs é basicamente de jovens meninas, acho legal eles colocarem uma banda de mulheres para tocar para essa fãs, para inspirar elas a tocarem, ou apenas para ver algo diferente, pois estão acostumadas a sempre verem caras no palco. Acho muito legal eles pensarem em trazer mulheres para elas se inspirarem. Nunca achamos que iríamos fazer turnê com bandas grandes
Aerosmith anuncia turnê de despedida dos palcos

O Aerosmith anunciou que fará uma turnê de despedida dos palcos nos próximos meses. A banda de hard rock informou que vai encerrar sua carreira de mais de cinco décadas em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (1º). Foram anunciados 40 shows na América do Norte, a partir de setembro deste ano, na Filadélfia, nos Estados Unidos, até janeiro de 2024, em Montreal, no Canadá. Chamada de “Peace Out”, a turnê conta com um show em Boston, cidade natal da banda, no ano novo. Por enquanto não tem datas no Brasil. “Depois de 50 anos, dez turnês mundiais, tocando para mais de 100 milhões de fãs… É hora de uma última vez”, diz o texto publicado no perfil do Aerosmith. “Os fãs vão ver uma das mais significativas bandas americanas de rock da história pela última vez nesta imperdível turnê derradeira.”
Entrevista | Freya Ridings – “A indústria musical diz para não fazer, mas me rebelei”

Blood Orange é o disco que Freya Ridings precisava fazer. No auge da pandemia e com um coração partido, a inglesa mergulhou nos altos e baixos de um período de incertezas para oferecer ao público novos hinos de amor próprio e celebração da vida. As 14 faixas de Blood Orange, que chegou ao streaming nesta sexta-feira (28) apresentam Freya Ridings mais segura de sua voz – de intérprete e compositora – indo do piano intimista aos sintetizadores da disco music. O atual momento de Freya Ridings inclui ainda a participação na coroação do Rei Charles III e a estreia no Glastonbury. Recentemente, Freya Ridings conversou com o Blog n’ Roll, via Zoom, sobre o novo álbum, o convite para cantar na coroação do Rei Charles III, além das comparações com Florence Welch. Como foi para você receber o convite para cantar na coroação do Rei Charles III? É tão surreal, eu sou uma grande apreciadora da história da família real, amo os Tudors, Elizabeth I, Rainha Vitória. Não sou obcecada, mas as histórias, amo, minha mãe também, ficou muito animada quando a contei pelo telefone. Terão 14 milhões de pessoas assistindo, tenho que ensaiar, mas será ótimo. Te surpreendeu de alguma forma esse convite? Nem imaginei que seria uma opção, por isso amo tanto esse trabalho, você nunca sabe as oportunidades que aparecerão para você. Sou fã do Rei Charles, por tudo que ele fez ao longo dos anos para empoderar os jovens. Minha mãe era de um grupo de teatro fundado por ele, então é uma honra participar deste momento. Você já sabe o que vai cantar na coroação? Na coroação será apenas uma música, e não será minha, é um cover muito bonito, que será tocado com uma orquestra, será muito bonito. Blood Orange mistura reflexões sobre solidão e a busca pelo reencontro de si. Como foi retornar para a casa dos seus pais e trabalhar nesse álbum? Foi tão surreal, acredito para todos. Eu estava triste atrás do piano, tinha acabado de encerrar uma turnê pela Austrália. Estava tão desmantelada, genuinamente, pronta para parar, e acho que usei a adrenalina de estar em turnê para ficar longe desta dor, por muito tempo. De repente tive tempo e espaço para pensar sobre, e foi muito assustador, mas também muito libertador sentar atrás do piano, sem gente da indústria musical interferindo, devido a pandemia, mas ainda tinha que lançar meu segundo álbum. Pensando em como fazer isso, me direcionei para os fãs, comecei a fazer lives semanais no Instagram, e eles escreviam nos comentários quais músicas gostavam, quais não gostavam. Basicamente foi o que me salvou, me ajudou a escolher as músicas que colocaria no álbum. Não sei o que faria sem eles, não tinha como fazer shows, nem como a indústria me ajudar, e eles ajudaram. Espero que sintam como fizeram parte desse álbum, e como me esforcei para agradecer a eles. A indústria musical diz para não fazer isso, e me rebelei fazendo. A pandemia acabou sendo um fator complicador na produção do seu segundo álbum. Pensou em desistir ou achou que poderia levar ainda mais anos para concluir sua obra? Estava muito perto de desistir antes de voltar para casa na pandemia, não achava que tinha algo ainda. Então tive esse tempo e espaço, para sentir. O motivo de amar a música é poder cantar para as pessoas que amo o que sinto por elas. Mas, de repente, a música na minha vida ficou acima das pessoas que amo, e senti que era errado, estava fora de equilíbrio. Então tive tempo de reencontrar esse equilíbrio, fazer terapia, e ter algum tempo para ser mentalmente saudável. É um trabalho que foi se jogar de alma, e não voltar para casa por muito tempo, acho que por isso muitos caem no abuso de substâncias químicas, é um trabalho solitário. Para mim, lutar pela minha relação e minha saúde mental se tornou algo muito importante, e ter o tempo de me apaixonar novamente, crescer como pessoa, voltar para a casa dos meus pais, dar uma volta de carro, as pequenas coisas que não faço há muito tempo. E colocar algo que acho valioso nesse álbum, para mim e para outras pessoas, pois antes não tinha vivido o suficiente para dizer nada, só pensava em escrever sobre a dor emocional que tinha, e a composição me tirou dessa dor. Seu álbum de estreia teve uma repercussão muito grande com público e crítica. Você se sente pressionada com Blood Orange? Senti tanta pressão que no começo tive um bloqueio criativo, não conseguia escrever uma palavra. Não conseguia entrar no estúdio sem começar a chorar, percebi que era um problema, que a pressão estava me matando. Foi quando comecei a terapia, dois anos e meio atrás, fui para lá para entender de onde vinha essa pressão, talvez era interna, algo invisível que diz que se eu fizer uma vez, na próxima tenho que fazer mais. E comecei a me questionar quem diz isso, e se você pensa bem, comecei a tocar com 11 anos, e fiz isso sem fama e dinheiro por dez anos, eu faria isso de graça, e tinha que lembrar disso. O motivo pelo qual fiz sucesso foi por dizer as coisas que queria dizer, da forma que queria, e não eram “maneiras”, nem um pouco, me diziam para fazer o oposto disso. Mas me mantive firme, quando disse que queria escrever uma balada, música romântica, me disseram que tinha que escrever músicas alegres, por baladas são um saco, e eu insisti. E depois me falaram que eu era a garota das baladas, não poderia fazer pop, as pessoas gostam de falar merda. No final das contas quando me permiti fazer o álbum que amo, criticaram até o nome que escolhi, Blood Orange, e eu disse que não trabalharia mais com essa pessoa. E foi bom, encontrei pessoas maravilhosas que amaram a minha ideia. Você só tem que tentar, mas me levou muito tempo. Nesse álbum pude trabalhar
Fresno apresenta registro ao vivo de “Agora Deixa”

Depois que uma música é lançada, ela ganha vida própria e segue o caminho que o público delinear. Foi isso que aconteceu com Agora Deixa. A sexta faixa do álbum mais recente da Fresno, Vou Ter Que Me Virar (2021), foge sonoramente do que os fãs estão acostumados, mas ela se destacou ao longo dos shows da turnê e, agora, ganha um registro ao vivo no canal de YouTube do grupo. Este vídeo antecipa o próximo projeto da banda: o disco VTQMV Tour (Live), previsto para maio. “Não era exatamente uma faixa que a gente esperava ser destaque do disco, mas, hoje, é bem óbvio, ainda mais vendo como ela bate forte nos shows”, comenta Lucas Silveira, que integra a Fresno ao lado de Gustavo Mantovani (Vavo) e Thiago Guerra (Guerra). O desempenho de Agora Deixa nas apresentações foi, inclusive, o que motivou a escolha dela para ganhar o registro ao vivo e dar início a essa sequência de lançamentos. Várias podem ser as explicações que levaram essa canção a se tornar uma das preferidas dos fãs. Uma delas, levantada pela própria banda, é que Agora Deixa chama atenção por ter uma sonoridade não tão explorada pela Fresno. “Esse som mostra um lado diferente nosso, a gente até brinca chamando de sensual, mas acredito que desde Cada Acidente, ou até antes, com Astenia, a gente vinha flertando com ele”, explica o vocalista. O uso de sintetizadores é a peça-chave para entregar essa estética e, ao mesmo tempo que pode causar certa estranheza aos fãs da banda, também é responsável por levá-los a novos espaços e pessoas. “Não é exatamente algo que todos do nosso público amam, mas é algo que tenho muito apreço e que é parte indissociável do nosso DNA”, comenta Lucas. Agora Deixa abre caminho para o lançamento de VTQMV Tour (Live), previsto para o próximo mês. Nele, a Fresno apresenta registros que fizeram ao longo da tour. “A gente sentiu que precisava eternizar a turnê do VTQMV. São os maiores shows que já fizemos e, para nós, o mundo precisava ver isso”, finaliza Lucas.
Gabriel Aragão anuncia disco solo produzido por Marcelo Camelo

O cantor e compositor cearense Gabriel Aragão, conhecido pelo seu trabalho com a banda Selvagens à Procura de Lei, anunciou o lançamento de seu primeiro disco solo com o single e clipe Ainda Está no Ar. Com produção de Marcelo Camelo e gravado em Portugal, o trabalho aproxima o artista de uma MPB contemporânea e um folk brasileiro, com um olhar de crônicas urbanas e poéticas de um autor eternamente em busca de novos caminhos. “Ainda Está No Ar fala sobre o sopro de ar fresco, o cabelo ao vento, o movimento, a estrada a ser trilhada, essa antecipação do bom que está por vir, é o passo que se dá após reconhecer que, se está tudo ruim, vamos chacoalhar essa sujeira e mirar no horizonte. Eu particularmente precisava muito dessa música na minha vida naquele momento”, reflete Gabriel Aragão. O álbum chega em uma fase de renovação artística para ele. O artista recentemente lançou o primeiro EP solo, Abrecaminhos, e a releitura de Caminando, Caminando, uma canção de resistência e liberdade composta por Víctor Jara que Aragão regravou ao lado de Mateo Piracés-Ugarte (francisco, el hombre). Os lançamentos vieram na sequência da sua estreia literária, O Livro das Impermanências (Editora Letramento, 2021), do lançamento da trilha para o filme Malhada Vermelha (recentemente indicada ao 30° Prêmio da Música Brasileira) e de mais de uma década à frente da banda Selvagens à Procura de Lei, referência no indie rock nacional. Composta com Daniel Medina, Ainda Está no Ar marca o início dessa virada.
Last Sheep lança o segundo EP Sonhos e Promessas

Com quatro faixas e videoclipe para o single Mentiras Disfarçadas, Sonhos e Promessas é o segundo EP da banda de hardcore melódico Last Sheep, já nas plataformas de streaming e Youtube. As músicas são Mentiras Disfarçadas, Sonhos e Promessas, Ela e Descartáveis. Sonhos e Promessas é um registro que marca a maturidade e cuidado com o profissionalismo da Last Sheep, em todos os processos, da composição à pós-produção de dois meses. O registro foi produzido por Ali Zaher, produtor e baixista do CPM 22, gravado no Flat Hall Studio, em Rio do Sul (Santa Catarina). Como destaca o guitarrista Rafa, as músicas trazem questionamentos acerca de conflitos e dilemas da sociedade na qual vivemos. O vocalista Biel complementa que a sonoridade do EP continua com bastante energia em músicas rápidas e refrões marcantes, que já fazem parte do estilo da banda, sem deixar de lado características do hardcore melódico. O produtor Ali afirma que, durante todo o processo, rolou uma ótima química, com muito companheirismo e aprendizado. Foram cinco dias de trabalho para captar tudo da melhor maneira possível. “Os caras estavam super preparados e também abertos ao meu input criativa. Essa troca foi ótima para chegarmos num produto final que adoramos. São músicos muito criativos e, mesmo em momentos de mudança na hora de gravar, eles foram rápidos em se adequar e executar”, fala Ali. A produção de Sonhos e Promessas foi viabilizada graças por meio do Edital de Cultura Nodgi Pellizzetti 2022, que também vai render duas oficinas voltadas para músicos e um show gratuito na Fundação Cultural de Rio do Sul, com acessibilidade em Libras. O primeiro lançamento referente ao EP foi o videoclipe de Mentiras Disfarçadas, com direção e fotografia de Jean Goral e Guilherme Galdino, antigos parceiros da Last Sheep. A música aborda angústias vividas por muitas pessoas que se colocam dentro de uma “casca” para poderem estar adequadas ao mundo atual, mas, na verdade, elas não queriam estar ali. “Como é uma canção com uma pegada hardcore e uma melodia forte, a escolha do cenário para o clipe foi um dos ambientes da FCRsl: uma construção antiga com estilo bem industrial”, fala a banda sobre a locação. O show que marca o lançamento nos palcos de Sonhos e Promessas será dia 20 de maio, em Rio do Sul, cidade onde a banda foi criada, em junho de 2021. O evento também terá apresentação do Sugar Kane. “Essa será uma oportunidade muito massa para divulgar nosso novo trabalho, já que vamos abrir para o Sugar Kane que é uma grande referência de som para gente e também uma banda que acompanhamos há muito tempo”, finalizam.
Hurricanes traz a essência do blues e rock dos anos 70 em “Purple Clouds”

A banda Hurricanes lançou o single Purple Clouds. A faixa, que sucede The Bird’s Gone, faz parte do disco de estreia que será disponibilizado ainda em 2023 viaForMusic Records. A nova canção, marcada por cativantes riffs de guitarra, revela mais uma vez o que se pode esperar do primeiro álbum do grupo: uma combinação do blues e rock dos anos 70 com a sonoridade contemporânea. A faixa também acompanha um clipe, com imagens da gravação no estúdio. “Purple Clouds é uma conhecida de quem frequenta nossos shows”, revelou o guitarrista Leo Mayer. “Foi uma das primeiras músicas escritas por mim e pelo vocalista Rodrigo Cezimbra, logo quando chegamos em São Paulo em 2018. Até então ela só havia sido lançada em uma live session mais crua. Essa versão mais completa conta com Jimmy Pappon no hammond e Júlia Danesi e Lucille Berce nos backing vocals, além de uma produção mais refinada!”. Formado em 2016 no sul do Brasil, Hurricanes integra, além de Leo e Rodrigo, o baixista Henrique Cezarino e baterista Guilherme Moraes. A discografia da banda, por sua vez, começou a ganhar forma a partir de 2019, com os singles Through The Lights, Flowers e Burn Down My Soul. O grupo, que recentemente abriu a apresentação do The Black Crowes no país, realizará um show pela primeira vez no House of Legends, na capital paulista. A enérgica performance autoral acontece neste domingo (30), com ingressos já disponíveis via Sympla.