Conexão Planetária estreia projeto em EP com crônicas urbanas; ouça!

Na faixa que dá nome ao projeto e seu EP de estreia, o duo carioca Conexão Planetária apresenta o caos momentâneo que uma aparição de outros corpos celestes no céu causou em uma cidade e como, logo após, foi substituído pela volta da rotina. Essa sensação de presenciar um pequeno conto, uma crônica urbana, com ironia e bom humor por algum tempo antes de voltar ao dia-a-dia, é a marca das quatro faixas do debute, que chegam junto do clipe Garota de Cabelo Colorido. Formado pelo vocal de Mariana Moulin e a guitarra de Marco Lima, o próprio conceito de conexão é parte do processo criativo, unindo o conhecimento musical e espírito inquieto de Lima com as letras de Moulin. “Há uma conexão na nossa forma de dar vida às músicas. Cada um faz sua parte, e é assim que as músicas têm um pouco da identidade de nós dois”, conta Mariana. Ela se dedica hoje a encontrar sua voz como compositora, após criar uma voz musical com aulas desde a infância e como intérprete em covers. Já Marco cresceu em um lar musical, se apresentou ao lado de orquestra e se dedica a diversos instrumentos, desenvolvendo um ambiente de criação ininterrupta. Com produção musical de Marco e Lourival Franco, o EP da Conexão Planetária está disponível em todas as plataformas de música. E o público carioca poderá conferir em primeira mão, com o show de estreia do projeto no Solar de Botafogo, no próximo dia 17.
Com indie pop/lo-fi em atmosfera anos 00, Zuana lança single Anestesia

O cantor e compositor gaúcho Zuana lançou o single Anestesia. Embalada por um indie pop/lo-fi, a canção fala sobre o não sentir nada e o videoclipe, produzido pela Zepp Filmes, ilustra o sentimento através de um relacionamento em uma atmosfera anos 00. “A música é um pouco de reflexo da pandemia misturada com experiências pelas quais passei. É sobre não querer sentir nada. Mas ao longo da música se entende que é impossível não sentir nada. É como um efeito de anestesia que em algum momento passa ou pode simplesmente não funcionar”, explica Zuana. “No final cada pessoa acaba tendo sua própria interpretação de uma música, mas eu penso também que “Anestesia” fala sobre ter que aceitar determinadas coisas/situações ou sentir-se paralisado, inerte diante de algo ou alguém.” O single é o primeiro de uma série de quatro, compostos, gravados e produzidos por diferentes produtores, marcando um novo ciclo na carreira do artista gaúcho. “Até então eu tinha lançado apenas composições minhas (fora um feat com o Carlinhos Carneiro, que foi uma versão em português de uma música minha que já tinha lançado em inglês com minha antiga banda Missing Takes). Mas diferente disso, esses novos singles apresentam novos caminhos, cada produtor trouxe suas influências e eu gosto disso, me obriga a pensar diferente. É como se fosse um desafio achar esse lugar comum entre o meu universo e o dos produtores. E além disso, fazer com que essas músicas, embora diferentes entre si, façam sentido dentro do Projeto Zuana”. Com produção da Zepp Filmes, o clipe de “Anestesia” apresenta um universo caótico onde um casal vive um relacionamento conturbado, misturando realidade com fantasia, em uma atmosfera anos 00. “Mostramos vários momentos de um casal junkie (não traduzido ao pé da letra, mas um casal com uma vida agitada, uma vida de excessos, e que como qualquer pessoa, passa por momentos bons e ruins). Paralelo a isso, temos uma cirurgia, que acontece em um plano de fantasia, e ao decorrer da história, descobrimos o casal envolvido nesse universo à parte e o papel de cada um. A construção dos personagens e da narrativa aconteceu naturalmente enquanto planejamos o clipe, mas é claro que traz muito das experiências pessoais”, diz Zuana.
Após estrear no Rock in Rio, Karen Jonz confirma show em São Paulo

Após estrear nos palcos no último dia de Rock in Rio, a cantora, compositora e campeã mundial de skate vertical Karen Jonz se apresenta em São Paulo. A artista traz o show de lançamento de seu elogiado álbum de estreia Papel de Carta para o Cineclube Cortina no dia 1 de dezembro, às 22h30. Os ingressos variam entre R$ 30 e R$ 100 e a classificação é 18 anos. A noite contará ainda com show de Gab Ferreira, e Karen receberá no palco a participação especial de Lucas Silveira (Fresno) – que também produziu o álbum – para um show que promete surpresas. “Estou me dedicando muito junto do meu time pra fazer um show bonito e divertido. Eu sei que tenho o apoio que preciso para isso. Tocar essas músicas ao vivo tem sido extremamente gratificante pra mim. Olho a banda às vezes e penso ‘nossa, são outras pessoas tocando as músicas que eu fiz, e nem tô obrigando ninguém! Eles estão fazendo porque estão curtindo também’. Você saca quando a galera tá curtindo e nos ensaios tem sido muito leve e divertido pra todos nós”, conclui Jonz. O trabalho da artista, que é um dos ícones do esporte brasileiro, traz bedroom pop, rock alternativo e lo-fi de um modo inédito, levando o ouvinte para uma viagem interna pelos pensamentos de Karen, com letras confessionais, melodias cuidadosas e faixas leves e pesadas ao mesmo tempo. Santista morando em São Paulo, Karen passou a infância no ABC Paulista. Lá começou a andar de skate e tocar em bandas no colégio. Uma das pioneiras do skate feminino, ela adquiriu desde jovem um forte espírito de do-it-yourself. Depois de se tornar a primeira brasileira campeã mundial de skate vertical, comprou um computador e aprendeu a se gravar e produzir. Atualmente, Jonz prepara uma live com as faixas ao vivo e uma versão especial do álbum, com faixas inéditas e participações especiais. O merch da artista já conta com camisetas, moletons, tatuagens, adesivos e um shape de skate pro model, em edição especial, pensando especialmente na sua histórica carreira de atleta. Tudo para celebrar a conexão com o público nesse novo momento, que poderá ser vivenciado ao vivo. SERVIÇO – KAREN JONZ + GAB FERREIRA @ CINECLUBE CORTINA Data: 01/12/2021 (quinta-feira) Local: Cineclube Cortina Endereço: Rua Araújo, 62 – República – São Paulo – SP Horário: 22h30 – Abertura da casa: 21h Ingressos Meia: R$ 20 (esgotada) – Inteira: R$ 40 (1º lote) Meia: R$ 30 – Inteira: R$ 60 (2º lote) Meia: R$ 40 – Inteira: R$ 80 (3º lote) Meia: R$ 50 – Inteira: R$ 100 (4º lote)
Der Baum lança lyric video de Phoenix

Em sua fase mais performática e com figurino customizado pela estilista Fernanda Cerantola, a banda Der Baum lançou o lyric video de Phoenix, dirigido por Ian Veiga. A faixa integra o recém lançado álbum autointitulado da banda, que passa pelo post punk, new wave, synthwave e industrial. “Alguns vídeos foram produzidos para serem projetados no show de lançamento do disco, no Sesc Av. Paulista, especificamente para essa ação ao vivo com o público. Gostamos muito do resultado e escolhemos lançar o lyric de Phoenix, também por ser uma faixa cantada em português, mostrando que não nos esquecemos da nossa origem brasileira e que o disco também reflete isso”, explica o trio.
Rock brega psicodélico: LunaLibre lança seu terceiro EP “Amasso”

LunaLibre, banda brasileira de rock brega psicodélico, lançou seu terceiro EP, Amasso. Desta vez, artistas exploram um lado mais romântico, flertando, também, com temas políticos e existenciais. O grupo estreou no final de 2020, durante a pandemia, e já conta com três EPs lançados, além de um single e três videoclipes. A LunaLibre mistura as letras sentimentalistas e cotidianas, como pede uma boa canção brega, com uma sonoridade típica do rock psicodélico: riffs, distorções, reverbs, delays, além das programações eletrônicas. A ideia é explorar a suposta contradição entre os estilos emo e tropical para buscar identificação com o público. A formação da banda traz Thiago Lucas (vocal e baixo), Vicente Jacomini (guitarra), Rafael Pacheco (guitarra), Gustavo Carvalho (teclado) e Thiago Gomes (bateria). A sonoridade do repertório, neste novo trabalho, dá continuidade ao projeto estético experimentado em HUM (2020) e Queria Que Você Gostasse (2022). Amasso é, então, o fechamento da trilogia de EPs que marcam a estreia do grupo. “Estamos felizes com essa estreia. Queremos emocionar, queremos tocar as pessoas, queremos divertir e entreter”.
John Bianchi adiciona mais eletrônicos ao rock em Não Quis Confiar

Finalista do Aceleração Musical LabSonica 2.0 – Toca do Bandido (em parceria com a Oi Futuro), o cantor e compositor carioca John Bianchi estreou no selo Toca Discos com o single Não quis confiar, em que incrementa ainda mais seu rock alternativo com elementos eletrônicos. Com mais elementos pop e eletrônicos do que os lançamentos anteriores, ‘Não Quis Confiar’ sugere em melodias e palavras o sentimento de medo de iniciar e confiar em relações. A mensagem em Não Quis Confiar também recai sob a capa do single, que aposta em um conceito setentista: traz John flutuando na água em movimento, lutando para se manter na superfície, metáfora para não querer se aprofundar no amor e trazendo referencia também ao livro Amores Líquidos de Bauman, o qual fala sobre o amor nos tempos modernos. Não Quis Confiar é uma das oito faixas do EP que antecede o primeiro disco do artista, previsto para sair em julho de 2023 pelo selo Toca Discos. O disco, conta John, está em produção desde novembro de 2021 “com carinho e cuidado”. “São faixas muito viscerais e emocionantes. Queremos entregar algo com muita qualidade e arte. Já gravamos bateria, baixo, teclados, guitarras, faltando os últimos detalhes da produção, edição, mix e master”, ele completa. É possível contribuir para os detalhes finais do álbum por meio de uma acessível campanha de financiamento coletivo. Ouça Não Quis Confiar, do John Bianchi
Trio alternativo dozaj estreia com clipe para “parede alta vista curta”

dozaj é um trio instrumental formado por Gabriel Arbex (guitarras e programações), Luccas Villela (bateria) e Fernando Dotta (baixo). Os integrantes transitam há mais de uma década na cena underground do país, músicos nas bandas Zander, E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante e Single Parents, respectivamente. Com lançamento pelo selo Balaclava Records, o single de estreia parede alta vista curta traz influências variadas que remetem ao rock alternativo dos anos 1980 e 1990. A faixa, assim como em todo o álbum, conta com as percussões da multi-instrumentista carioca Larissa Conforto. Gravada em dezembro de 2021 no Estúdio Sítio Romã em Araçoiaba da Serra, interior de São Paulo, a música dá início ao lançamento do disco de estreia água envenenada e vem acompanhada de videoclipe, com montagem e direção por Luccas Villela.
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Primavera Sound: saiba o que funcionou ou não no festival

A primeira edição brasileira do Primavera Sound chegou ao fim no último domingo (6), com um saldo muito positivo. Curadoria cuidadosa, divisão de palcos e horários muito boa, além de uma programação paralela de tirar o fôlego. Confira abaixo o que funcionou ou não. FUNCIONOU 1 – Headliners de pesoDifícil falar quem é headliner em um lineup tão recheado de nomes de peso. Mas Björk, Arctic Monkeys, Travis Scott, Lorde, Charli XCX, Mitski e Phoebe Bridgers, só para citar alguns, mostraram que a primeira edição teve uma curadoria impecável. E, no palco, todos corresponderam às expectativas. 2 – Mix de artistas brasileirosDe L7nnon a Amaro Freitas, de Hermeto Pascoal a Tasha & Tracie, passando por Tim Bernardes, Terno Rei e Medulla. Sim, a primeira edição do Primavera Sound contou com tudo isso. E tudo correu da melhor forma possível. Todas as apresentações contaram com forte apoio do público. E o melhor exemplo disso foi o show de L7nnon logo após o Arctic Monkeys, ambos no Palco Beck’s. Quem achou que a pista ficaria vazia, se surpreendeu com o que viu. 3 – Seleção espanholaConfesso não ser o maior especialista em música espanhola, apesar de morrer de amores por Hinds e Wake Up, Candela. Mas Amaia, Carolina Durante e Los Planetas saíram do festival com uma base de fãs ainda maior. Eu fui um deles. Que mantenham isso nas próximas edições. O intercâmbio foi um golaço da curadoria. 4 – Horários estendidosUm festival tão grande dividido em apenas dois dias? Isso não foi problema para o Primavera Sound, principalmente pela agenda estendida, que invadiu a madrugada nos dois dias. Quem ficou até o fim, conseguiu assistir shows incríveis como Charli XCX, Boy Harsher, Father John Misty e Beach House. Ou seja, valeu demais madrugar. 5 – Primavera na CidadeSe a programação principal do festival foi de encher os olhos, o que dizer do Primavera na Cidade? Palácio das Convenções do Anhembi, Cine Joia e Audio receberam dezenas de shows de alto nível. Só para citar três lineups diários, destaco: Bebé, Amaia, Juçara Marçal, Céu e Liniker no Palácio das Convenções do Anhembi; Molho Negro, Black Pantera, Crypta, Ratos de Porão e Dead Fish na Audio; Gab Ferreira, Brvnks, Ana Frango Elétrico, Deekapz e Vhoor, no Cine Joia. 6 – Ocupação totalO Primavera Sound foi o primeiro festival de música a ocupar a totalidade dos quase 400 mil metros quadrados do Distrito Anhembi. Sim, aproveitou toda a área para construir seus cinco palcos, praça de alimentação, entre outras atrações. NÃO FUNCIONOU 1 – Palco Beck’sO Palco Beck’s foi alvo do maior número de reclamações dos fãs. O motivo? A quantidade de árvores tapando a visão do público. Confesso que só fui me dar conta disso após publicações nas redes sociais. Como cheguei cedo no sábado e fiquei com foco na programação do Palco Beck’s, estava muito próximo ao stage. Tive a melhor visão possível dos shows. Mas quem fez a rota de migrar de um palco para o outro ao longo do dia, sofreu uma grande decepção na hora do Arctic Monkeys. O espaço destinado para esse palco é muito bom, mas talvez seja mais interessante deixar para shows mais intimistas. 2 – Rota entre os palcosApesar de uma grande pista conectando um palco ao outro, o deslocamento ficava prejudicado ao término de shows maiores. Ou seja, quem assistiu Arctic Monkeys certamente perdeu boa parte do Beach House, que se apresentou no Palco Primavera, do outro lado do Distrito Anhembi. O trânsito era muito intenso nesse horário. 3 – Transmissão via TikTokA ideia de transmitir o festival por uma rede social tão popular como o TikTok seria um grande acerto não fosse a instabilidade no sinal, a falta de divulgação prévia das atrações que seriam transmitidas, além do bloqueio de alguns nomes. Claro que o último ponto não tem a ver com a produção. O mesmo acontece com o Multishow em outros festivais.