Mukeka di Rato lança lyric video de “Roubar”; assista!

A banda capixaba Mukeka di Rato lançou o lyric video de Roubar, do álbum Boiada Suicida (2022). O vídeo, dirigido por Alexandre Kool, traduz quase que literalmente a letra dessa faixa. O baixista Mozine conta o que inspirou essa “ode ao roubo para se sustentar”. “A ideia da música surgiu do aumento de preço das coisas no Brasil. Aumento do preço do arroz, feijão, da comida básica. Começamos a ver aquelas cenas das pessoas comprando pé de galinha, ossos, coisas que até então eram dadas ou jogadas fora. Então escrevemos essa letra como uma relfexão: e ai, o que fazer com uma mãe de família que é pobre e entra no super mercado e é pega roubando um pedaço da carne? A gente prende? Na música a gente estimula o roubo, é isso mesmo, “não tenho dinheiro, vou é roubar”. É uma ode ao roubo para se sustentar”, comentou o baixista Mozine. Boiada Suicida está sendo lançado em CD, vinil, cassete e nos aplicativos de música.

Black Circle mostra caminhos para o amor genuíno em Puzzle

A Black Circle, banda carioca que ganhou projeção internacional como banda tributo ao Pearl Jam admirada e reconhecida pelo próprio Eddie Vedder, acaba de lançar a balada potente Puzzle, segundo single do novo álbum que chega ao streaming no mês de outubro. Puzzle retrata a natural dificuldade de alguns em acreditar no sentimento genuíno. O medo e até mesmo a comicidade que há em acreditar no “para sempre” pode ser um reflexo de mágoas e decepções passadas. Apesar do tema áspero, a mensagem é positiva e abordada de forma poética, seja nas letras como na melodia. A Black Circle comenta sobre o tema escolhido para este novo single. “Em dias em que todos são independentes e ninguém precisa de ninguém, o amor romântico genuíno perde espaço e, consequentemente, se torna inacreditável”. O primeiro single desta nova fase da Black Circle, lançado no início de setembro, foi Indigo Child, uma música que carrega a verve grunge aliada ao rock anos 2000 para falar, tanto do ponto de vista esotérico como científico, das crianças e pessoa Indigo. Todas as novas composições da Black Circle foram gravadas e mixadas no estúdio Overloud, no Rio de Janeiro, pelo também guitarrista da banda, Sergio Filho. Filho ainda divide a produção das músicas com o outro guitarrista, Luiz Caetano.

Pavilhão 9 comemora 30 anos de carreira e lança Lados Opostos

Em 2022, a banda Pavilhão 9, formada por Rhossi e Doze (vocais), Leco Canali (bateria), Rafael Bombeck (guitarra), DJ MF e Beto Braz (baixista convidado) comemora 30 anos de carreira com uma série de lançamentos. Primeiro single, que dá início às comemorações, Lados Opostos foi produzido por Daniel Krotozinsky, que também trabalhou no álbum Antes Durante Depois, e mixado e masterizado por Apollo 9, que já trabalhou com Planet Hemp, Otto, Rita Lee, entre outros artistas de peso do Brasil. Na letra, escrita por Rhossi e Doze, os autores mostram as diversas facetas do cotidiano, tocam em assuntos relevantes, como a diferença social, o capitalismo, bem como a diversidade e a importância de saber conviver “todos juntos, todos misturados” e seguir sempre em frente sem perder a fé. Todos juntos, todos misturados No meio da cidade, cada um vai pra um lado É subindo e descendo, se movendo e parado E dia ou de noite, tudo junto e separado Trecho A música marca também a volta do vocalista Doze ao Pavilhão 9, que ficou três anos afastado para desenvolver projetos pessoais. Aliás, lembra outro sucesso da banda, Trilha do Futuro, como afirma Rhossi. “Essa música lembra bastante a Trilha do Futuro e marca a volta do meu parceiro de longa data, o Doze. Estou feliz em gravar mais uma música com ele, o cara tem a manha no estúdio, e nossos vocais combinam muito bem”.

Andreas Kisser reúne Sandy, João Gordo e Nando Reis no Patfest

A perda da companheira Patricia Kisser, em julho deste ano, em decorrência de um câncer de cólon, sensibilizou Andreas Kisser, guitarrista da banda Sepultura, para as questões que permeiam os cuidados paliativos e a forma de encarar a morte de quem se ama. Em homenagem à Pati, que foi empresária e produtora, o artista realiza o festival solidário Patfest, no próximo dia 28 de setembro, na Audio, em São Paulo, ao lado de convidados especiais. No lineup, estão nomes de artistas amigos da família Kisser e que “estavam sempre nas playlists da Pati”, explica Andreas. A proposta do encontro, que terá participações de Sandy, Junior Lima, Chitãozinho e Xororó, João Gordo, Céu, Nando Reis, Pitty, Dinho Ouro Preto, Esteban Tavares, entre outros, é arrecadar fundos para a ONG Comunidade Compassiva, que atua em comunidades periféricas no Rio de Janeiro e em Minas Gerais prestando apoio a pacientes em situação de vulnerabilidade que estão em quadros irreversíveis. O valor dos ingressos (acesse aqui) será 100% revertido para a entidade, que foi uma escolha de Andreas. O evento também contará com apresentação do projeto Os Pitais, grupo do qual o guitarrista participa e que leva música a hospitais e instituições beneficentes. “A Pati passou por um processo de cuidados paliativos nos últimos dias e foi a partir da experiência que tive com minha família que pesquisei o trabalho da ONG”, conta o guitarrista. Ele completa: “Já o festival foi um pedido dela, porque ela queria um show para celebrar o fim da primeira fase da quimioterapia. Infelizmente, a doença voltou muito rápido e não deu tempo. Decidimos, então, celebrar a vida dela, que era muito querida por músicos, roadies e pessoas das casas de show”. Para Andreas Kisser, o festival também tem o papel de romper tabus sobre os temas da morte e do luto. “A gente precisa falar da morte de uma forma mais leve e não ver como uma punição, mas como parte da vida. Entendendo isso, a gente pode ter uma vivência muito mais intensa e significativa. O festival tem a bandeira de trazer essa discussão para a sociedade, ela não deve ficar somente entre médicos”. Nada melhor do que a música para promover essa celebração à vida de Pati. “Música é sinônimo de respeito e foi por ela que a Pati conheceu as pessoas e as pessoas conheceram a Pati. A música me ajuda em tudo, não só no processo de luto. Música é vida”, completa o guitarrista. ServiçoPatfest @ Audio, SPData: 28 de setembro (quarta-feira)Horário: a partir das 20hLocal: AudioEndereço: Av. Francisco Matarazzo, 694, Água Branca, São PauloIngressos

Vivi Rocha reflete sobre as incertezas da vida no single e clipe “Vagalume”

Depois de cantar sobre as obras do acaso e subverter expectativas românticas nos singles recentes Um recado pra mim e Com você, a cantora Vivi Rocha faz da inédita Vagalume uma reflexão sobre o que não podemos controlar e sobre as luzes que nos guiam para longe da escuridão. O single chega junto de um clipe, filmado na noite paulistana. Embora o vídeo tenha uma atmosfera urbana, foi numa noite de verão na casa onde morava, no interior de São Paulo, que Vivi Rocha escreveu Vagalume. É na primavera e no verão que esses pequenos insetos fazem, em lugares onde ainda há verde, um show de luzes espetacular, desses capazes de hipnotizar qualquer pessoa vinda da cidade grande. É um espetáculo com época marcada (no resto do ano, os vagalumes são larvas) e horário certo – o anoitecer. A partir desse reencontro com a natureza, a cantora e compositora paulistana reflete sobre as incertezas da vida, as esperas, os momentos de escuridão e iluminação. Produzida por Habacuque Lima, a canção conta com a voz de Vivi e os pianos de Danilo Andrade. Este é o terceiro lançamento do projeto Impermanente, financiamento coletivo para a construção do segundo álbum da cantora. O videoclipe, dirigido por Habacuque Lima e Pedro Leme, dialoga com a cidade e suas luzes que piscam e lembram vagalumes. Também trata dos ciclos da vida e das memórias antigas que são substituídas, com o tempo, por novas. A capa do single e algumas das imagens utilizadas no videoclipe foram construídas por meio do software de inteligência artificial Midjourney.

Locomotiva Festival 2022 traz 12 bandas em alta da música alternativa

Após dois anos longe do público, o Locomotiva Festival, em Piracicaba, retorna ao formato presencial nos dias 8 e 9 de outubro. São 12 bandas que se apresentam no palco do Cevada Pura. Apresentam-se no primeiro dia do Locomotiva, no sábado, as bandas Black Pantera, Chão de Taco, Far from Alaska, gorduratrans, Pluma e Sophia Chablau e Uma Enorme Perda de Tempo. No segundo e último dia de festival, no domingo, tocam Bahsi, Bebé, Jadsa, Maguërbes, menores atos e Odradek. Uma novidade desta edição é a parceria com o Kapivara Fest, que apresenta o power trio punk Black Pantera (uma das bandas nacionais mais elogiadas no Rock In Rio 2022) dentro do Locomotiva. O Kapivara acontecerá em Piracicaba no dia 17 de dezembro deste ano, com lineup de peso: Fresno, CPM 22, Planet Hemp, Tasha & Tracie e Mato Seco, além de outras que serão anuncidas em breve. Serviço – Locomotiva Festival 2022Data: 8 e 9 de outubro de 2022Horário: a partir das 14 horasLocal: Cevada PuraEndereço: Avenida Doutor João Teodoro, 35, Vila Rezende – Piracicaba/São Paulo IngressoMeia solidária – R$ 85,00 (+ R$ 8,50 taxa) – 3º LoteInteira – R$ 170,00 (+ R$ 17,00 taxa) – 3º LoteLote 2×1, Lokomotiva + Kapivara Fest – R$ 150,00 (+ R$ 15,00 taxa) Venda on-line

Arann lança single duplo Mitomaníacos e vídeo de O Ditador

A banda Arann lançou o single duplo Mitomaníacos, composto pela faixa-título e O Ditador. Aliás, a segunda canção ganhou um videoclipe também. Mitomaníacos é um single duplo com músicas que criticam por meio de comparações e trocadilhos o uso e compartilhamento das fakes news no Brasil, e o desgoverno que as propaga como senso comum. Pelo excesso dessa ferramenta de manipulação nas redes e prevendo o momento caótico que viria com as eleições. O single foi escrito no início de 2021 por Wil Viana e gravado em 2022 às vésperas das eleições por entender ser um momento crucial de posicionamento me reflexão. Com o som característico pelo seu riff e melodias marcantes, Arann mais uma vez surpreende com sua identidade sonora e visual.

Nova Orquestra faz tributo ao Charlie Brown Jr e lança concerto inédito

No ano em que a banda Charlie Brown Jr completa 30 anos, a Nova Orquestra, grupo que se apresentou todos os dias no Rock in Rio 2022 com o espetáculo Uirapuru, realiza a turnê Dias de Lutas, Dias de Glória – Um tributo à Charlie Brown Jr. Sob a regência do maestro e diretor artístico da Nova Orquestra Eder Paolozzi, músicos do conjunto se unem a jovens músicos integrantes do Programa Vale Música para apresentar versões orquestradas de canções inesquecíveis como Zóio de Lua, Só os Loucos Sabem, Proibida pra Mim, entre outras. A turnê passará por quatro cidades, começando pelo Rio de Janeiro, dia 20 de outubro, com apresentação no Teatro Clara Nunes. Em seguida, irá para Brasília, dia 21, no Auditório Planalto, partindo depois para Corumbá, Mato Grosso do Sul, dia 23, no Moinho Cultural, e por último, São Luís, dia 25, no Teatro Arthur Azevedo. Os concertos são gratuitos ou a preços populares. Éder Paolozzi, regente titular da Nova Orquestra, destaca a importância de fazer um tributo na efeméride de 30 anos da banda. “É com muita alegria e entusiasmo que nos debruçamos na obra de uma das maiores bandas do rock nacional, que está completando 30 anos, o que é muito emblemático. Uma banda que não perdeu sua relevância e que abraçou uma juventude sedenta por um novo som, um novo rock, com letras que falam de temas do dia a dia de nossos músicos e do público e que não perdem a atualidade. Já tínhamos passado por bandas ícones do rock internacional e agora visitamos a obra dessa banda tão querida por todos e com uma sonoridade muito marcante que buscaremos reproduzir dentro da linguagem orquestral. São clássicos que merecem e comportam essa homenagem e celebração”, comenta. O efetivo será formado por 35 participantes do programa Vale Música, sendo 11 do Moinho Cultural – Corumbá, no Mato Grosso do Sul, 12 de Serra, no Espírito Santo, e mais 12 integrantes da Nova Orquestra, do Rio de Janeiro. Essa é a terceira vez que a Nova Orquestra e o programa Vale Música lançam um projeto em parceria, sendo a segunda turnê pelo país. Em abril, o concerto Exagerado, com sucessos de Cazuza, passou por quatro estados com apresentações esgotadas. Serviço – Nova Orquestra Charlie Brown Jr Nova Orquestra edição Vale música: “Dias de Luta Dias de Glória” – Um tributo ao Charlie Brown Jr. Regência: Eder Paolozzi Datas 20/10 – Rio de Janeiro (RJ) Local: Teatro Clara Nunes Horário: 20h Classificação: Livre Valores: R$ 10 (inteira)/ R$ 5 (meia) Ingressos 21/10 – Brasília (DF) Local: Auditório Planalto Horário: 20h Classificação: Livre Valores: R$ 10 (inteira)/ R$ 5 (meia) Ingressos 23/10 – Corumbá (MS) Local: Moinho Cultural Horário: 20h Classificação: Livre Ingressos: gratuitos 25/10 – São Luís (MA) Local: Teatro Arthur Azevedo Horário: 20h Classificação: Livre Valores: R$ 10 (inteira)/ R$ 5 (meia) Ingressos

Incrível! Mulamba recria álbum “Será Só Aos Ares” em libras

Depois de lançar mais um álbum elogiado, Será Só Aos Ares, a banda Mulamba tornou suas canções ainda mais impactantes com maior acessibilidade às suas narrativas. No Setembro Azul, mês da conscientização sobre a visibilidade da comunidade surda, as artistas revelaram nove visualizers com tradução em libras, já disponíveis no canal de YouTube do grupo. Os novos vídeos se unem a Bença, que já havia ganhado um visualizer com tradução acessível em abril, quando o single – um feat com Luedji Luna – foi lançado. Agora, Mulamba reafirma seu compromisso com uma música diversa e inclusiva. Todo o conteúdo foi traduzido e coordenado por Jonatas Rodrigues Medeiros, da Fluindo Libras, uma produtora cultural bilíngue de arte surda e estúdio de tradução audiovisual. Cerca de metade dos intérpretes que aparecem nos visualizers são surdos. “A importância é a de juntar o máximo possível de almas numa mesma intenção, a intenção de comunicar. A importância de agregar a diversidade é urgente e necessária para que a sociedade ‘normativa’ entenda que no mais somos todes diferentes”, explica Cacau de Sá. Além dela, a banda é formada por Amanda Pacífico, Érica Silva, Caro Pisco, Fer Koppe e Naíra Debértolis. O lançamento dos vídeos amplia o impacto de Será Só Aos Ares, segundo disco da Mulamba. Desde sempre cantando as complexidades e lutas do cotidiano, a banda mostra um outro lado da sua sonoridade, incorporando elementos da música brasileira à potência do rock que guiou seu primeiro e aclamado álbum homônimo. Agora, as novas canções amadurecem estética e sonoramente a atuação de artistas que têm muito a dizer e fazem da sua arte uma oportunidade de provocar e resistir. Exemplo disso é a iniciativa de transformar quase todas as canções do novo disco em narrativas acessíveis. O lançamento dos visualizers em setembro mostra a importância de uma sociedade mais inclusiva, somando à pauta do mês que inclui o Dia Mundial da Língua de Sinais (10/09), o Dia Internacional da Língua de Sinais (23/09), o Dia Nacional dos Surdos (26/09) e o Dia Internacional do Surdo e Dia Internacional da Tradução e do Tradutor/Intérprete (30/09). “Na língua de sinais, o álbum Será Só Aos Ares recebe corpo, imagens e desenhos performáticos. A Libras é uma língua que explicita o que quer mostrar. As performances surdas que co-traduzem as faixas não são a tradução da letra, mas sim a tradução do corpo, sentimento, ritmo e ação do que cada palavra cantada evoca. Na língua de sinais, corpo é texto, imagem, performance, ritmo e melodia. É suavidade e fúria. A música sinalizada é expressão facial, expressão corporal, ritmo da pulsão dos sinais, explosão de dedos, encontro de braços, olhares rápidos, expressões ágeis, marcantes, mãos e seguras da imagem que se sustenta no corpo”, resume o coordenador do projeto, Jonatas Rodrigues Medeiros. Os vídeos estão disponíveis no canal de YouTube da banda, e o álbum, nas principais plataformas, através do selo PWR Records. Representatividade importa Fluindo Libras é uma produtora cultural bilíngue de arte surda e estúdio de tradução audiovisual em Libras. A equipe de intérpretes, tradutores, artistas e produtores ouvintes e surdos atuam no cenário teatral, audiovisual e literário, traduzindo e produzindo conteúdo artístico em Libras. A produtora circula em diversas estéticas surdas, bilíngue e bicultural, propondo uma olhar atravessado pelos saberes surdos e o traduzir como espaço de transformação.