Hilary Duff lança o íntimo e maduro “luck… or something”

A espera de mais de uma década por um novo disco de inéditas acabou. Nesta sexta-feira (20), a eterna princesa do pop dos anos 2000, Hilary Duff, abriu o coração e lançou seu aguardado sexto álbum de estúdio: luck… or something. Já disponível nas plataformas digitais via Atlantic Records (com distribuição da Warner Music Brasil), o projeto de 11 faixas mostra uma artista que deixou a urgência adolescente no passado para abraçar o caos, a clareza e as inseguranças da vida na casa dos 30 anos. Preço de “ter tudo” Coescrito por Hilary e produzido por seu marido, o vencedor do Grammy Matthew Koma (conhecido por trabalhos com Britney Spears e P!nk), ao lado de Brian Phillips (blink-182), o álbum é um mergulho profundo no universo interior da cantora. Dividida entre a maternidade, o casamento e a busca por si mesma, Hilary precisou fazer escolhas difíceis para que este álbum existisse. “Existe aquela pergunta sobre se as mulheres podem ter tudo, e, durante esse processo, aprendi que precisei abrir mão de algumas coisas para colocar o álbum em primeiro lugar”, compartilha a cantora. “Por mais difícil que isso seja, ainda acredito que está tudo bem se escolher às vezes e fazer o que te dá medo de verdade.” Singles e aclamação de Hilary Duff A nova era foi antecipada pelo irônico e envolvente single Mature, que combina uma produção pop vibrante com muita vulnerabilidade, ultrapassando 5 milhões de streams logo na primeira semana. Na sequência, veio Roommates, faixa que já está subindo nas rádios e foi cravada pela Rolling Stone como “uma das suas melhores músicas”. Para coroar o lançamento de hoje, a artista liberou um audiovisual lindíssimo para a faixa de abertura, Weather For Tennis. E a “lucky me tour”? Para celebrar o lançamento, Duff fará sua primeira turnê mundial de grande escala como headliner em quase duas décadas. A lucky me tour passará por arenas icônicas como o Madison Square Garden (Nova York) e a The O2 (Londres). A agenda de 2026 e 2027 abrange sete países: Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e México (o mais próximo que ela chegará do Brasil por enquanto, com shows na Cidade do México em fevereiro de 2027). A turnê contará com aberturas de peso, incluindo a vencedora do Grammy, La Roux. “O título do álbum é a minha forma de responder a como consegui manter os pés no chão depois de crescer nessa indústria”, reflete Hilary.
Michael Monroe lança “Outerstellar”, uma aula de rock de sobrevivência

Em um mundo ideal e justo, Michael Monroe seria uma estrela colossal. Entre 1979 e 1985, como frontman do Hanoi Rocks, ele e seus parceiros finlandeses praticamente inventaram o visual hair metal e o hard rock glamouroso e caótico antes mesmo das bandas americanas dominarem a MTV. O destino, porém, foi cruel: quando o aclamado álbum Two Steps From The Move (1984) prometia o estrelato global, o baterista Razzle morreu em um trágico acidente de carro dirigido por Vince Neil (Mötley Crüe), levando ao fim precoce da banda. Mas Monroe nunca parou. Décadas depois, aos 63 anos, ele nos entrega Outerstellar, um de seus melhores e mais variados trabalhos solo. Uma banda, não apenas músicos de aluguel para acompanhar Michael Monroe Para quem acompanha a carreira solo do finlandês, o nível de excelência não é surpresa. Ele mantém a mesma formação estelar há mais de uma década: os velhos parceiros Sami Yaffa (baixo, ex-Hanoi Rocks) e Steve Conte (guitarra, ex-New York Dolls), além de Rich Jones e Karl Rockvist. Essa coesão fica evidente. A banda se tornou uma unidade muito mais afiada e musculosa com o passar dos anos, criando um som distinto que não se apoia apenas na nostalgia, mas no realismo e na paixão. Destaques de “Outerstellar” Se a performance vocal de Monroe sempre balançou entre a bravura rasgada do punk e a narrativa comovente, a musicalidade de Outerstellar acompanha essa ambição sem nunca soar pedante. Aos 63 anos, ele não tem medo de arriscar:
Yungblud lança “Idols II” e celebra a vida no novo capítulo de sua saga

O dia finalmente chegou. Coroando a semana mais vitoriosa de sua carreira após fazer história no Grammy, Yungblud liberou nesta sexta-feira (20) a aguardada segunda parte de seu formidável álbum conceitual. Idols II já está disponível em todas as plataformas via Island Records/Locomotion. Para acompanhar a chegada do disco, o britânico também lançou um poderoso visualizer animado para a faixa-foco do projeto, Suburban Requiem. Celebração da sobrevivência em Idols II Se a primeira parte do projeto (lançada em junho de 2025) serviu para que o artista de 28 anos recuperasse sua identidade no momento mais sombrio de sua vida, o novo disco é o oposto: é uma injeção de adrenalina pura. “A Parte 2 é sobre perceber que estou vivo, que sou real, que essa jornada em que estive não me matou”, compartilhou Yungblud. “É sobre perceber que você pode se sentir invencível quando realmente sente a si mesmo. É sobre compreender que meu coração está batendo e que meus pulmões estão se enchendo de ar.” Além de Suburban Requiem, o disco traz outras cinco faixas inéditas e, claro, a já celebrada e indicada ao Grammy Zombie, que conta com a colaboração monumental do The Smashing Pumpkins. Ano de ouro do “Príncipe do Rock” O lançamento de Idols II consolida uma era de ouro para o artista de Yorkshire: Para os colecionadores de plantão, uma edição física definitiva chamada Idols (Complete) (com vinil duplo de 180g e CD reunindo as 19 faixas de ambas as partes) já está em pré-venda, assim como uma versão em vinil transparente prateado exclusiva de Idols II.
Leigh-Anne lança o álbum de estreia “My Ego Told Me To”

A cantora britânica Leigh-Anne coroa sua nova fase artística com a chegada de My Ego Told Me To, seu álbum solo de estreia. Lançado de forma 100% independente pelo seu próprio selo, Made In The 90s, o trabalho é um verdadeiro grito de libertação criativa. Após acumular mais de 120 milhões de streams globais e emplacar hits no Top 40 do Reino Unido, a artista assume agora o controle total de sua narrativa, estética e, principalmente, do seu som. Sonoridade caribenha e time de peso para acompanhar Leigh-Anne Com 15 faixas, o disco mergulha fundo nas raízes caribenhas de Leigh-Anne. O resultado é uma fusão deliciosa e autêntica de pop, R&B, dancehall e reggae. Para construir essa identidade sonora, ela colaborou com um time de produtores e compositores de elite, incluindo: Entre os destaques do tracklist estão os singles Been A Minute, Dead & Gone, Most Wanted (com Valiant e Rvssian) e a emocionante Heaven, que conta com os backing vocals das próprias filhas da cantora. “Este álbum é a representação mais verdadeira de quem eu sou. É pessoal e impossível de rotular. Você vai ouvir meu mundo ali, minhas filhas, meu casamento, minha luta por poder e o momento em que abracei minha força mais incendiária e disse: chega. Agora o show é meu”, declara a artista. Conexão especial com o Brasil Para o público brasileiro, o lançamento tem um sabor ainda mais especial. Leigh-Anne escolheu o Brasil para viver os momentos que antecederam a chegada do disco. A cantora esteve no país curtindo o Carnaval de 2026, repetindo a dose de sua visita no ano anterior. Durante sua estadia em São Paulo, ela promoveu uma audição exclusiva e gratuita do álbum na casa noturna ZIG, proporcionando um momento de aproximação direta e calorosa com uma de suas maiores bases de fãs no mundo. My Ego Told Me To não é apenas um álbum; é a consolidação de uma era de independência artística e protagonismo absoluto para Leigh-Anne.
Conheça a Alem do Front, o peso do nu-metal e hardcore que pulsa em São Paulo

Se alguém ainda ousa dizer que o rock está perdendo a força nas ruas, é porque ainda não cruzou com o som da Alem do Front. Nascida em 2023 no ABC Paulista e com integrantes vindos das Zonas Sul e Leste de São Paulo, a banda é a prova viva de que a música pesada continua pulsando e se reinventando nas metrópoles. Carregando diferentes histórias e vivências, o grupo encontra sua voz em riffs pesados, letras intensas e uma energia que não pede licença para entrar, ela simplesmente invade. DNA: nu-metal, hardcore e rap A sonoridade da Alem do Front bebe diretamente da fonte do nu-metal, mas as influências não param por aí. É nítida a presença do hardcore e do rap na espinha dorsal da banda. O resultado é um som visceral, com uma pegada própria e sem nenhum medo de experimentar. Mas a Alem do Front vai além da música: é um manifesto. Cada composição funciona como um grito de resistência e liberdade. Nos palcos, eles entregam shows explosivos, abordando temas do cotidiano, autoconhecimento e uma forte crítica social. A missão é ser verdadeiro, autêntico e sem filtros, conectando fãs que acreditam na força transformadora da música. Formação O peso sonoro e a presença de palco são garantidos por um quinteto de peso: Discografia Desde a sua fundação, a banda vem construindo um catálogo sólido que já conquistou espaço em playlists e rádios independentes. Confira os lançamentos e assista aos clipes: 1. A Cicatriz é Uma Dádiva (2023): a faixa de estreia já ditou o ritmo do que a banda veio fazer na cena. 2. Poesia Bélica (2024): com rimas afiadas e guitarras pesadas, a faixa é um verdadeiro soco no estômago. 3. Simples Ato (2024): mantendo a constância, a música aprofunda a identidade do grupo. 4. Primeiro Aplauda (2025): o lançamento mais recente consolida a evolução técnica e lírica do quinteto.
Depois das Dunas lança o single “Tempo” e anuncia novo EP

A banda Depois das Dunas acaba de lançar o single Tempo, faixa que abre os caminhos para o aguardado EP Memória de Tempos Perdidos. Se você curte guitarras densas, camadas melódicas envolventes e aquela dose de melancolia urbana típica do indie rock nacional, essa é a pedida ideal para a sua playlist de fim de semana. Peso das lembranças Sonoramente, Tempo transita entre o indie atmosférico e a intensidade emocional. A letra propõe uma jornada introspectiva sobre a passagem dos dias, as marcas que o relógio deixa em nós e o peso inevitável das lembranças. É uma faixa sensível, que mostra o amadurecimento das composições do grupo. De Osasco para a cena Formada em Osasco, a Depois das Dunas conta com Denis Scapin (vocal e guitarra), Wesley Santana (vocal e bateria), Paulo Brito (vocal e guitarra) e Arthur Pasini (vocal e baixo). A estética do quarteto bebe direto da fonte de grandes nomes do rock alternativo e do emo nacional atual. Entre as principais influências, eles citam Molho Negro, Terno Rei, Jovens Ateus e Menores Atos — uma mistura que garante autenticidade, energia e reflexão na mesma medida. Caminho até o novo EP O single se junta a lançamentos anteriores que já vinham desenhando a identidade do novo EP. Entre eles, estão Anseio (que ganhou um clipe imerso na atmosfera da cidade) e Marcela (que explora o despertar de um amor com a participação especial do saxofonista Rômulo Luis). Com mais três canções previstas para completar Memória de Tempos Perdidos, o projeto consolida a maturidade da Depois das Dunas e crava o nome da banda como uma das grandes promessas da nova geração independente.
Party On Wacken 2026: maior festival de metal do mundo ganha esquenta oficial no Brasil

O Wacken Open Air, meca sagrada do heavy metal mundial, completará 35 anos de história em 2026 com uma iniciativa sem precedentes. Intitulado Party On Wacken 2026, o evento celebrará a data de forma simultânea em 35 países, e o Brasil, com sua legião apaixonada de metalheads, obviamente não ficaria de fora. A edição nacional vai acontecer no dia 18 de abril (sábado), na Audio, em São Paulo. A realização é do Bangers Open Air, com produção da HonorSounds, garantindo que o espírito do vilarejo alemão seja perfeitamente traduzido para o público brasileiro. Força do metal nacional Para representar o Brasil nessa celebração global, a organização montou um line-up que é uma verdadeira aula de peso e brutalidade. O palco da Audio receberá quatro instituições do metal extremo brasileiro, unindo diferentes gerações: Essa escolha reforça a relevância do nosso cenário no exterior. A relação do público brasileiro com o Wacken é histórica e vem sendo construída desde 2001, impulsionada pelo apoio da revista Roadie Crew, que atua como ponte oficial do festival no país há mais de duas décadas. Uma festa global Ao todo, a festa acontecerá em 35 nações, incluindo Estados Unidos, Japão, Reino Unido, Argentina, Chile e Austrália. O projeto promete shows ao vivo, ativações especiais, festas temáticas e conteúdos oficiais que conectam a comunidade global do heavy metal. É a chance de viver a energia de Wacken sem precisar atravessar o oceano. 🎫 Serviço: Party On Wacken 2026 | Edição Brasil Ingressos: Os ingressos já estão à venda online.
Dreko transforma queda em resiliência no single “Subir de Novo”

A cena do trap nacional ganha um lançamento que troca a ostentação vazia pela honestidade emocional. O cantor, compositor e produtor Dreko liberou o single Subir de Novo, uma faixa que funciona como um manifesto direto sobre queda, reconstrução e resiliência. Com a participação do artista Diih, a música antecipa o clima do aguardado álbum Metamorfose, chancelando a fase mais madura da carreira do produtor, com lançamento via Cósmica Records. Dor sem vitimismo A faixa inicia no território das lembranças, revisitando um amor do passado marcado por excessos e abandono. Dreko não tem medo de expor suas feridas e sua vulnerabilidade ao admitir: “Sinto falta, confesso que não sou tão forte assim”. O grande trunfo da composição é não romantizar a dor e nem cair no vitimismo. A frustração é transformada em movimento contínuo, culminando em um refrão que bate como um lema de sobrevivência: “Se eu cair de volta nessa merda, eu vou subir de novo”. Foco e lealdade de Dreko A virada narrativa acontece com a entrada de Diih. O artista de Teresina conduz a música para a importância do foco, da disciplina e de manter os pés no chão. Seus versos destacam que, por trás do sucesso, existe o peso de uma caminhada solitária, onde apenas as raízes importam: “No processo, tu tá sozinho / Só fica os irmão”. Rumo à “metamorfose” Dentro da narrativa do álbum Metamorfose, Subir de Novo representa o momento exato em que a dor deixa de ser uma prisão e vira impulso para o futuro. É o trap contemporâneo servindo de veículo para reflexões profundas sobre crescimento e propósito.
Mumford & Sons lança “Prizefighter” com Hozier e Chris Stapleton

A cera do aguardado álbum Rushmere mal teve tempo de secar e o Mumford & Sons já ataca novamente nesta sexta-feira (20). Chegando logo na sequência, Prizefighter é um disco que não pede licença e já chega quebrando expectativas logo nos primeiros segundos. Curiosamente, quando você dá o play, não é a voz familiar de Marcus Mumford que te recebe. Quem abre os trabalhos é o gigante vencedor de múltiplos Grammys, Chris Stapleton, que empresta seu peso country-blues à faixa de abertura, “Here”. Convidados de luxo em Prizefighter E os pesos-pesados não param por aí. Hozier espalha sua magia em Rubber Band Man, soando tão em sintonia com a banda que perfeitamente poderia ser um quarto irmão Mumford. O álbum também abre espaço para a nova geração: Gigi Perez (colega de gravadora) entrega uma performance maravilhosa em Icarus, enquanto a estrela pop-folk Gracie Abrams ilumina a faixa Badlands, criando uma mistura cultural que soa como um filme de Terrence Malick para o século 21. Mão de Aaron Dessner e a energia do estúdio Na cadeira de produtor, temos Aaron Dessner (The National), que já havia trabalhado com a banda no disco Wilder Mind. Aqui, ele captura de forma brilhante o caráter fluido e ágil das sessões de gravação. É possível sentir uma atmosfera de “poucos takes” e muita diversão transbordando em faixas como The Banjo Song e Run Together. Baladas cruas e euforia alt-rock No meio do disco, a dupla de baladas indie-folk Alleycat e a faixa-título Prizefighter se destacam por serem cruas, diretas e francamente honestas. Já Begin Again resgata aquele alt-rock eufórico que o Mumford & Sons faz com os pés nas costas. Para fechar a obra, Clover surge como uma ode pastoral ao contentamento e à serenidade da vida doméstica, trazendo os trabalhos para uma conclusão extremamente satisfatória. Ouça Prizefighter: