Massive Attack e Cavalera farão show no Espaço Unimed, em São Paulo

O Massive Attack será a atração principal de um show exclusivo no dia 13 de novembro – em colaboração com os artistas brasileiros Cavalera (co-fundadores do Sepultura, Max e Iggor Cavalera) – com o intuito de apoiar e dar visibilidade aos esforços dos povos indígenas do Brasil e do G9 da Amazônia (organizações indígenas de nove países amazônicos) em alcançar justiça climática, reconhecimento e proteção imediatos das terras indígenas no país. Realizado pela 30e,o espetáculo é chamado de A Resposta Somos Nós e acontece em São Paulo, no Espaço Unimed, com ingressos disponíveis a partir desta terça-feira (16), ao meio-dia, no site da Eventim. Este show singularmente diverso será executado enquanto líderes mundiais, corporações globais e o movimento climático em geral chegam ao Brasil para a cúpula da COP 30, sediada na região amazônica de Belém. Enquanto outros eventos culturais serão promovidos por marcas transnacionais e ONGs ocidentais, o Massive Attack e o Cavalera projetaram este evento em São Paulo com intervenções em coordenação direta com grupos indígenas, em apoio às demandas urgentes dessa comunidade. Representantes desses povos estarão presentes no show e as duas bandas ainda promoverão esforços no Brasil para apoiar demandas do movimento indígena da Amazônia, acomodadas e engajadas no mais alto nível político. Mais anúncios sobre essa atuação serão feitos em breve. “É uma honra para nós colaborar com Iggor e Max em apoio à extraordinária integridade e ao papel vital dos povos indígenas do Brasil e de toda a região amazônica. Isso é mais do que uma simples troca de palavras. É uma oportunidade de ouvir o conhecimento, a autoridade moral e a sabedoria das alianças indígenas e ajudar a garantir que sejam ouvidas nas salas de negociação da COP30. Nunca precisamos tanto da presença deles nesse espaço político distorcido quanto agora”, comenta Robert Del Naja (3D), que forma o Massive Attack ao lado de Grant “Daddy G”. “Nós, povos indígenas, subiremos ao palco como quem acende um fogo antigo no coração da noite. Ao lado de Massive Attack e Cavalera, transformaremos o som em levante. Nossas vozes – vivas, ancestrais, indomáveis – vão rasgar o ar, atravessar fronteiras e unir povos, da Amazônia ao Pacífico. Somos raíz que resiste, futuro que insiste. Nunca deixamos de estar aqui. Viemos lembrar que a Terra tem memória. E, por nós, ela pede: o desmonte da máquina que a devora. A resposta já está entre nós – ela brota do chão que pisamos coletivamente. A Resposta Somos Nós. Todos nós. Avançaremos”, comentam os movimentos COIAB, APIB & G9. “Em tempos de polarização tão presente, quando as pessoas se sentem divididas e distraídas, temos a honra de unir forças com o Massive Attack e os Povos Indígenas do Brasil e da Amazônia para tecer uma narrativa de positividade e mudança. Estamos muito animados para trabalhar ao lado de uma banda como o Massive Attack e somos fãs há muitos anos. Cultivamos uma relação próxima com os povos indígenas e trabalhamos ao lado deles há muitos anos. É um privilégio dividir o palco com ambos”, declaram Max e Iggor Cavalera. A apresentação do Massive Attack em São Paulo é parte de ÍNDIGO, ecossistema de curadoria musical da 30e, que tem como objetivo (re)unir comunidades a partir de uma label curatorial com foco em sons indie, do underground ao mainstream.

De férias na Europa: Gibby Haynes toca Butthole Surfers com adolescentes em uma igreja

Matheus Degásperi OjeaPoucos textos que começam com a frase “eu estava de férias na Europa”, ou alguma variação dela, realmente valem a pena. Acontece que em agosto deste ano eu realmente estava de férias na Europa e meio que vai ser sobre isso mesmo, então não tenho muito pra onde correr. Claro que estaria escrevendo para o blog errado se fosse só a viagem, mas aproveitei a minha estadia por aquelas bandas para ver alguns shows e é disso que eu pretendo falar nesse e em mais uns quatro ou cinco textos que devem começar de maneira menos estranha. Inicialmente planejando realizar um sonho antigo e casar o rolê com um dos grandes festivais do verão europeu, fui impulsionado pelo mantra ‘só se vive uma vez’ e pelo mesmo tipo de irresponsabilidade financeira que deu origem à viagem e acabei vendo dois festivais e alguns shows solo em três países pelo caminho, incluindo aí artistas que devem vir para o Brasil (eu vi a Chappell Roan, mas só estou adiantando o nome dela pra gerar interesse pros próximos posts), outros que provavelmente não vão vir, como o desse texto, e um que era pra ter vindo mas que não rolou por conta de uma hérnia. Tudo isso aconteceu há quase um mês, mas eu não ia escrever na hora, afinal, estava de férias. Como foi à meio mundo de distância, como diria o Oasis (que eu ainda não vi), tomei a liberdade de violar o imediatismo jornalístico, bem como algumas outras regras, e acreditar que ainda assim exista algum interesse no que eu tenho a dizer. Sem mais delongas, o primeiro show que eu vi foi do Gibby Haynes, vocalista do Butthole Surfers, lá em Amsterdam, na lendária casa de shows Paradiso, no dia 12 de agosto. Paradiso A Paradiso é a melhor casa de shows do mundo. Se a Terra funcionasse de acordo com a minha vontade, ela ficaria em Santos e todos os shows do planeta seriam feitos lá (obviamente eu resolveria algumas outras coisas antes disso). O local funciona há décadas no que era uma antiga igreja perto de um dos canais de Amsterdam. Por dentro, os vitrais ficam atrás de onde hoje é o palco, dando um visual único para qualquer apresentação ou festa. Além disso, a acústica combinada com o equipamento do lugar e, claro, os profissionais envolvidos, produzem um dos sons mais perfeitos que eu já ouvi ao vivo, capaz de fazer estudantes de conservatório parecerem a melhor banda do mundo. Eu não tô exagerando, eu vi uma banda de conservatório tocando lá, mas já vamos chegar nisso, assim que eu terminar de elogiar a Paradiso. Além de mundialmente famosa, a casa é motivo de orgulho para os holandeses. Um dia depois do show, enquanto eu fazia a coisa mais de turista possível na cidade – das que não envolvem o café que vendem lá – e andava de barco pelos canais, o timoneiro, nascido e criado em Amsterdam, nos conduziu pela frente do lugar e o apresentou dizendo que “praticamente todas as bandas do mundo já tocaram aí”. A guia que acompanhava, uma italiana que vive na cidade há alguns anos, complementou dizendo que as bandas maiores costumam tocar no Ziggo Dome, outro espaço da cidade que comporta a capacidade de uma arena, ao que o timoneiro prontamente retrucou dizendo que “não, as bandas grandes também tocam aí porque eles gostam”. E ele tem razão. A casa, que tem capacidade pra umas 1.500 pessoas, até hoje conta com uma programação bem variada e, só nesse ano, já recebeu artistas como Lucy Dacus, The Wombats, Franz Ferdinand, Nação Zumbi e Liniker (sim, os ‘nossos’ Nação Zumbi e Liniker). Mesmo as bandas grandes que não têm a vontade de ‘encolher’ por uma ou duas noites para tocar no local têm grandes chances de terem passado por lá antes de ficarem maiores. Provavelmente esse longo preambulo já deixou clara a minha empolgação para ver um show na Paradiso. A minha estadia em Amsterdam coincidiu com a apresentação do Gibby Haynes. Apesar de gostar do som da antiga banda dele – que não toca desde 2016 – e me divertir com grande parte das entrevistas que ele já deu, eu não sabia bem o que esperar de um show solo e o local do evento com certeza pesou na hora de comprar o ingresso. O resultado foi uma noite de algumas surpresas, a começar antes do show principal. Scott Thunes Institution of Musical Excellence Pouco depois de eu entrar na Paradiso e comprar uma Heineken – o local não aceita dinheiro em espécie e o cartão de débito que fiz pra viagem não passava lá (e nem na principal rede de mercados da cidade, que também não aceita dinheiro em espécie, então na dúvida é bom levar mais de um tipo de cartão, coisa que eu não fiz, apesar dos vários avisos como o que eu acabei de dar que eu recebi), mas a casa disponibiliza um cartão próprio para carregar com euros físicos na bilheteria – o primeiro show de abertura começou. A já citada banda de conservatório era do norte-americano Scott Thunes Institution of Musical Excellence, formada por músicos de 16 a 24 anos, que apresentou um repertório de covers predominantemente de punk rock, com bandas como Minutemen e Dead Kennedys. Os membros se revezavam entre os instrumentos e, apesar de não ser a escolha mais empolgante para abrir um show, a apresentação foi honesta e a presença deles ali seria ainda seria justificada. Evischen rouba a noite Depois da primeira apresentação, a mesa de DJ mais estranha que eu já vi na vida foi colocada no meio da pista da casa. O que se seguiu foi tão bizarro quanto a mesa, pelo menos eu nunca vi ao vivo nada como o set da norte-americana Victoria Shen, mais conhecida como evischen. Com um trabalho completamente experimental, a DJ parecia capaz de fazer música estranha – ou, como muitos vão preferir chamar, não sem razão,

Damiano David lança versão estendida do álbum solo Funny Little Fears Dreams

Damiano David, vocalista da Måneskin, lançou uma versão estendida de Funny Little Fears Dreams. A nova edição traz cinco faixas inéditas como presente especial para os fãs antes de sua grande turnê mundial. Ao anunciar o lançamento surpresa em suas redes sociais na última semana, Damiano disse: “Transformei meus medos em sonhos. Este é meu presente para vocês e para todos que vão me acompanhar na turnê.” A nova versão abre com o single Talk to Me, em colaboração com a sensação sul-africana e vencedora do Grammy Tyla, além do lendário Nile Rodgers. A faixa une o estilo vocal marcante de Tyla ao groove inconfundível de Nile Rodgers. “Damiano me enviou essa música e eu me apaixonei instantaneamente pela sensação nostálgica que ela traz. Me imaginei nela logo de cara. Estou animada com o quanto isso soa novo para mim, meus tygrs vão amar muito”, comentou Tyla. “Quando recebi a música de Damiano e Tyla, adorei a vibe e quis que minha guitarra fosse a terceira voz. Talk To Me foi muito divertido de trabalhar!”, completou Nile Rodgers. O álbum continua com Cinnamon, em parceria com Albert Hammond Jr (The Strokes). Uma faixa vibrante, guiada pela guitarra, em que os riffs característicos de Hammond Jr se entrelaçam à intensidade melódica de Damiano, trazendo uma energia contagiante à coleção. Em Naked, Damiano apresenta uma balada íntima e minimalista, explorando vulnerabilidade e honestidade emocional. Mysterious Girl traz uma atmosfera de dark-pop cinematográfico e envolvente, com um refrão irresistível, mostrando a habilidade de Damiano em criar intriga através da música. A última faixa inédita da versão estendida é Over, uma canção catártica e arrebatadora em que a dor da desilusão se transforma em esperança, encapsulando perfeitamente a jornada do álbum do medo ao sonho. Damiano David se apresenta em 7 de novembro, no Tokio Marine Hall, em São Paulo. Os ingressos já estão esgotados, assim como em boa parte da turnê.

Emmano saúda Iemanjá e mergulha em nova fase com o single Rainha do Mar

Entre marés e melodias, um novo ciclo nasce para Emmano. Batizado na umbanda, o cantor entrega ao mundo Rainha do Mar, um canto sagrado que reverencia Iemanjá, a grande mãe das águas, guardiã dos mistérios e acolhimento. “Poder transformar minha fé e minha entrega espiritual em música, reverenciando a energia, proteção e o acolhimento de Iemanjá é uma realização pessoal e um convite para sentir a vibração, mergulhar nas ondas da fé e celebrar a religião com respeito e devoção”, compartilha o artista, que tem raízes musicais fincadas no reggae. Com 156 mil seguidores em seu Instagram e mais de 11 mil ouvintes mensais no Spotify, Emmano carrega o legado do pai, Vagner Beraldo (Água de Coco), mas agora sua voz se ergue como prece. O novo momento tem viralizado nas redes sociais e atingiu um novo público ao mostrar sua fé e devoção pelo sagrado.  Gravada na Blessed Records, estúdio pioneiro e especializado em reggae, Rainha do Mar foi produzida por Thiago Jahbass — que já assinou obras ao lado de nomes como Armandinho e Hélio Bentes — e ganhou corpo com Bruno Chelles (3030) e Gabriel Gimenez. Juntos, deram forma a uma melodia que desliza como onda serena, evocando a leveza do axé e a imponência da ancestralidade.  O videoclipe, filmado nas praias do Rio de Janeiro sob a direção de Diego Barral (que também comandou o registro de “Mais que Desejo”, parceria das bandas Ponto de Equilíbrio e Maneva), é um ritual imagético. As águas, o horizonte e o corpo do cantor em comunhão revelam um elo profundo entre natureza e religiosidade afro-brasileira. “Reverencio a energia, a proteção e o acolhimento da grande Orixá das águas salgadas diretamente do lugar que sinto essa comunicação e conexão fluindo com ela”, afirma Emmano, em entrega plena. Não se trata apenas de mais um lançamento. É o anúncio de uma nova fase: o artista agora assume sua caminhada espiritual como parte inseparável da sua arte. E prepara, ainda para este ano, um álbum que trará sonoridade brasileira, ritmos afro-brasileiros e a força de um chamado ancestral.

Twenty One Pilots lança álbum “Breach”, que conclui fase de dez anos

A banda Twenty One Pilots lançou o álbum Breach, pela Atlantic Records, com distribuição nacional da Warner Music Brasil. Junto ao lançamento, o duo compartilhou o videoclipe de City Walls, faixa de abertura do disco, dirigido por Jensen Noen. O vídeo dá continuidade à narrativa iniciada em Paladin Strait (também dirigido por Noen) e culmina em uma batalha que leva dez anos para se concretizar. Breach reúne os singles já lançados Drum Show e The Contract, este último marcou a maior estreia da carreira da banda. Fruto de uma trajetória de mais de uma década, Breach oferece a tão aguardada conclusão da história iniciada com Blurryface. Nesse período, o Twenty One Pilots realizou turnês esgotadas em estádios ao redor do mundo, inclusive com datas no Brasil, acumulou bilhões de streams e tornou-se um dos apenas 18 artistas no planeta a conquistar múltiplas certificações de Diamante pela RIAA.

Entrevista | A Olívia – “Houve uma curadoria consciente das músicas”

A Olívia lançou recentemente o álbum Obrigado Por Perguntar, trabalho que marca um novo momento na trajetória do grupo paulistano. Com 13 faixas que transitam entre o rock, reggae, punk, indie e referências da música brasileira, o disco é resultado de um processo coletivo, diverso e reflexivo. Ideia Maluca, uma das faixas em destaque do novo álbum, ganhou um videoclipe internacional gravado em Buenos Aires. Aproveitando sua primeira turnê fora do país, A Olívia registrou todos os momentos que antecederam os shows na capital da Argentina em junho passado. O clipe passa por alguns dos principais bairros de CABA (Cidade Autônoma de Buenos Aires) e foca na arte de rua, nos museus, nas paisagens inusitadas e nos personagens da cultura pop que unem o universo latino americano. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o vocalista e guitarrista Louis Vidall e o baixista Pedro Tiepolo falaram sobre as temáticas do álbum, o processo criativo, a experiência de gravação, a parceria com a ForMusic e os discos que mais os influenciaram. Confira abaixo. O novo álbum reflete bastante o momento atual do mundo. Como as inquietações globais influenciaram o processo criativo? Louis: A gente tenta soar atual, tanto na sonoridade quanto nas letras. Duas músicas centrais do disco, Boa Tarde e Insustentável, foram escritas em 2017 e continuam atuais. Isso mostra como temas como guerra e sustentabilidade sempre voltam. A rotina traz essas questões pra perto, mesmo sem a gente querer. Mesmo compostas anos atrás, as letras ainda soam atuais. Como vocês enxergam isso depois da pandemia? Louis: Muitas faixas vieram de antes, mas a pandemia trouxe um olhar mais introspectivo. Quando entrei na banda, passamos a falar de temas mais amplos e, no álbum, conseguimos amarrar tudo em um conceito claro. Pela primeira vez houve uma curadoria consciente das músicas que realmente fariam sentido juntas. Como surgiu o título Obrigado Por Perguntar? Louis: Foi uma síntese das letras e intenções. É reflexivo e desabafo, mas também tem ironia: ninguém perguntou, mas a gente quis falar. A frase vem de Boa Tarde e traduz essa ideia de desabafar quando alguém pergunta se está tudo bem. O pano de fundo é a empatia, esse espaço de conversa que a capa do disco também simboliza. A sonoridade é bastante diversa. Isso é planejado ou acontece naturalmente? Louis: Os dois. Temos influências variadas e fomos encontrando o som da Olívia ao longo dos EPs. No álbum, mais da metade das músicas foram feitas em 2023, e a diversidade veio de forma intuitiva: ora reggae, ora mais pesado, sempre lapidando até soar como Olívia. Não seguimos uma lista de estilos. A ideia é justamente não ter preconceito com os caminhos sonoros. Quais as influências mais presentes no som da banda? Louis: Trago muito do indie mais atual, mas também gosto dos clássicos. O Pedrão é mais ligado ao rock clássico e jazz, o Murilo vem do hardcore, o Marcelo puxa pro Deep Purple e solos de guitarra. Todos têm pontos em comum: Beatles, Talking Heads, Red Hot Chili Peppers, Clube da Esquina. Entre as nacionais, Titãs e Paralamas são referências diretas, inclusive já tocamos cover deles. O disco teve parte da gravação na Serra da Cantareira. Como foi essa experiência? Louis: Gravamos bateria e baixo na Da House, vozes no Flap Studios e as guitarras na Serra. Eu cresci lá, então fez sentido. Como eram muitas guitarras, seria inviável pagar horas de estúdio. Na Serra tivemos tempo, tranquilidade e até a companhia da cachorra, que ajudava a aliviar a tensão. Isso deixou o processo mais leve. O que representa a parceria com a ForMusic? Pedro: Foi natural, até porque já trabalho lá. Sempre existiu essa possibilidade, mas quisemos esperar o momento certo. Agora a banda cresceu e precisava desse apoio. Estar com a ForMusic dá corpo ao projeto. Saímos da lógica de adiar decisões para um compromisso real, com mais profissionais envolvidos. Isso fortalece a banda. Quais os três discos que mais influenciaram vocês? Louis: Cabeça de Dinossauro (Titãs), London Calling (The Clash) e a coletânea azul dos Beatles. Pedro: Speaking in Tongues (Talking Heads), Vamos Pra Rua (Maglore) e Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not (Arctic Monkeys).

Entrevista | André Rossi – “Essa experiência me moldou e acabou aparecendo nas letras”

O cantor e compositor André Rossi vem colhendo bons frutos com o single Ska Punk, faixa que antecipa seu primeiro álbum de estúdio, Errado é Não Correr o Risco, que deve ter mais um som revelado em breve. Com fortes influências de Charlie Brown Jr., NOFX e nomes do pop punk californiano, Rossi mistura energia, crítica social e sonoridades que vão do ska ao hardcore. Em entrevista ao Blog n’ Roll, ele falou sobre a parceria com a banda DuPont, a cena underground, o conceito do novo disco e os álbuns que marcaram sua trajetória. Como foi misturar ska e punk no seu novo single? Tem tudo a ver com Charlie Brown Jr., mas também com Nofx. Essa mistura já existe há anos, mas sempre me fascinou porque são origens muito diferentes: o ska vem do reggae jamaicano, o punk nasceu como movimento na Inglaterra. Juntos, eles criam um choque de ritmos e de ideologias. No single, tentei trazer o ska, o punk e o ska punk em si, somando ainda influências de Blink-182 e Offspring. Você disse que a música é um grito contra as amarras sociais. O que te inspirou? Na verdade, é um reflexo pessoal. Saí de casa aos 16 anos e passei por muitas situações de indiferença e frieza. Vindo do interior de Minas, onde tudo é mais caloroso, foi um choque. Essa experiência me moldou e acabou aparecendo nas letras. O single nasceu também da conexão com a Dupoint, banda que se tornou minha família nessa caminhada. E essa parceria com a Dupoint? Vocês já trabalharam juntos antes? É natural. Somos amigos e dividimos referências. A música foi mostrada ao Thiago e ele já topou gravar. Não é algo comercial, é verdade. O mesmo acontece com outras bandas próximas, como Navala e Banana Kush. Criamos um movimento baseado em amizade e troca real, não em business. Quais bandas da cena atual você tem acompanhado? No Brasil, cito Dupoint, Banana Kush, Navala, Lil House e Frizz, além do Piedro, novo artista lançado pela Base. De fora, gosto de Jack Kays e The Paradox, ligados ao Travis Barker, e também artistas como Yungblud. Tem muita coisa nova surgindo. O que pode adiantar do álbum Errado é Não Correr o Risco? O nome resume minha trajetória: sair de uma cidade de 20 mil habitantes para tentar a sorte em São Paulo. O disco tem 11 faixas produzidas pela Base Company, cada uma com uma sonoridade diferente, ska, hard rock, pop punk. Depois de Ska Punk, o próximo single será Fodas, mais leve e divertido, mas ainda com pegada de protesto. A ideia é lançar cerca de quatro faixas antes de liberar o álbum inteiro ainda este ano. Quais três álbuns mais te influenciaram?

The Weeknd retorna ao Brasil em 2026 com a After Hours Til Dawn Stadium

A estrela pop The Weeknd anunciou a extensão de sua turnê After Hours Til Dawn Stadium, que quebrou recordes e teve ingressos esgotados, com uma série de datas no México, Brasil, Europa e Reino Unido no próximo ano. No Brasil, os shows acontecem no dia 26 de abril de 2026 no Rio de Janeiro, no Estádio Nilton Santos, e nos dias 30 de abril e 1º de maio, em São Paulo, no Estádio MorumBIS. A turnê After Hours Til Dawn Stadium celebra a aclamada trilogia de álbuns de The Weeknd — After Hours (2020), Dawn FM (2022) e Hurry Up Tomorrow (2025). Os ingressos para as datas no Brasil estarão disponíveis inicialmente na pré-venda do artista, a partir de segunda-feira (8), às 10h. Já a pré-venda para os demais clientes do banco Santander acontece no dia 9 de setembro. Neste caso, todos os cartões são elegíveis, exceto os de viagens. A venda para o público geral começa no dia 10 de setembro. Clientes Santander podem parcelar em até 5x sem juros e de 6 a 10x com juros. já clientes em geral, contam com parcelamento de até 3x sem juros e de 4 a 8x com juros.  Tanto na pré-venda quanto na venda geral os ingressos estarão disponíveis a partir das 12h pelo site da Ticketmaster e a partir das 13h na bilheteria oficial (sem taxa de serviço). Será permitido comprar até seis ingressos por CPF, limitados a duas meias-entradas. A turnê After Hours Til Dawn foi lançada originalmente em 2022 e se tornou a maior turnê de R&B da história. A turnê viajou para países do mundo todo nos últimos três anos, com apresentações em estádios na América do Norte, Europa, Reino Unido, América do Sul e Austrália. * SERVIÇO – THE WEEKND RIO DE JANEIRO Data: 26 de abril de 2026 (domingo)  Abertura dos portões: 16h Horário do show: 21h Local: Estádio Nilton Santos – Engenhão Endereço: R. José dos Reis, 425 – Engenho de Dentro, Rio de Janeiro – RJ Ingressos: a partir de R$290,00 (ver tabela completa) Classificação: 16 anos. De 5 a 15 anos, apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.* *Sujeito a alteração por Decisão Judicial. PREÇOS CADEIRA SUPERIOR LESTE: R$ 290,00 meia-entrada e R$ 480,00 inteira  CADEIRA SUPERIOR OESTE A: R$ 290,00 meia-entrada e R$ 480,00 inteira  CADEIRA SUPERIOR OESTE B: R$ 290,00 meia-entrada e R$ 480,00 inteira  PISTA: R$ 375,00 meia-entrada e R$ 750,00 inteira CADEIRA SUL: R$ 405,00 meia-entrada e R$ 810,00 inteira CADEIRA INFERIOR LESTE: R$ 475,00 meia-entrada e R$ 950,00 inteira CADEIRA INFERIOR OESTE: R$ 475,00 meia-entrada e R$ 950,00 inteira BILHETERIA OFICIAL – SEM COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA Mais informações serão divulgadas em breve.  VENDA PELA INTERNET – SUJEITO À COBRANÇA DE TAXA DE CONVENIÊNCIA O único canal de vendas oficial é o www.ticketmaster.com.br Obs: não adquira ingressos em qualquer outra plataforma. Parcelamento: Clientes em geral – Parcelamento em até 3x sem juros; de 4 a 8x com juros Clientes Santander – Parcelamento em até 5x sem juros; de 6 a 10x com juros Clientes em geral podem comprar até 6 ingressos por CPF, sendo 2 meia-entrada. MEIA-ENTRADA Todas informações no link: https://bit.ly/TicketMasterBrasil_MeiaEntrada  * SÃO PAULO Data: 30 de abril de 2026 (quinta-feira)             01 de maio de 2026 (sexta-feira) Abertura dos portões: 16h Horário do show: 21h Local: MorumBIS Endereço: Praça Roberto Gomes Pedrosa, 1 – Morumbi, São Paulo – SP Ingressos: a partir de R$275,00 (ver tabela completa) Classificação: 16 anos. Menores de 08 a 15 anos, apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.* *Sujeito a alteração por Decisão Judicial. PREÇOS ARQUIBANCADA: R$ 275,00 meia-entrada e R$ 550,00 inteira  PISTA: R$ 375,00 meia-entrada e R$ 750,00 inteira CADEIRA SUPERIOR: R$ 455,00 meia-entrada e R$ 910,00 inteira CADEIRA INFERIOR: R$ 470,00 meia-entrada e R$ 940,00 inteira

Ouça em primeira mão! Lado Blue lança álbum de estreia

Estilhaços é o primeiro disco da Lado Blue, banda de rock formada por Michelle Marques, Matheus Leche e Pedro Emanuel em Montes Claros, Minas Gerais. Com nove faixas, o álbum – que está sendo lançado hoje (05) – percorre temas como vivências afetivas, dores geracionais, saúde mental e as pressões da vida contemporânea, traçando um caminho sonoro que atravessa o blues, o grunge, o indie e o rock alternativo. A construção do disco começou com Lava, primeira música escrita por Michelle, vocalista da banda. A faixa havia sido registrada inicialmente em formato live session e passou a integrar os shows da banda. Durante esse processo “(…) chegamos em nove músicas prontas que deram vida ao Estilhaços”, conta Michelle. A escolha do título veio do entendimento coletivo de que essas composições partiam de fragmentos: experiências pessoais, rupturas, angústias e afetos atravessados por um tempo de desgaste emocional. Concebido com o propósito de expressar uma sonoridade direta e crua, próxima à linguagem dos ensaios, o repertório, em maior parte, retrata experiências pessoais da vocalista. “As músicas que abordam temas de relacionamento sempre trazem o ponto de vista de uma relação homoafetiva ou sáfica”, afirma Michelle. A gravação aconteceu em 2024 no Estúdio Casa, em Montes Claros (MG), com produção de Tiago Fonseolli. “Ele entendeu bastante como a gente queria soar e conseguiu captar os timbres e os sons que a gente queria pra cada música”, comenta. Marcado pelas influências de blues, que atravessam a construção harmônica e a sonoridade do álbum em diálogo com o grunge, o indie e o rock alternativo, Estilhaços também reflete referências da banda a artistas como Pitty, Supercombo, The Pretty Reckless, Arctic Monkeys, Cleopatrick e Nirvana. O disco conta com a participação de Renê Veloso, músico de Montes Claros que colaborou com arranjos de gaita nas faixas Lava e Danço Com Você.  O lançamento de Estilhaços é acompanhado pelo videoclipe do single Fracasso, cuja proposta visual aborda a exaustão provocada pela rotina e a desconexão com a realidade, tendo a música como ponto de escape e identificação. Nessa produção audiovisual independente, o roteiro foi assinado por Pedro Emanuel — baixista da banda, formado em cinema pela PUC-BH — e a direção ficou a cargo de Túlio Gustavo, que incorporou referências visuais da série Severance (Ruptura), com uso de luzes frias e cenários minimalistas. O clipe foi filmado em Montes Claros (MG), em junho de 2025, com realização viabilizada por meio da Lei Paulo Gustavo. Faixa a faixa Fracasso aborda a sensação de inadequação diante das exigências da vida adulta e da lógica da produtividade. O arranjo tem influência do indie e do pop.  Estilhaços dá nome ao disco e apresenta referências de blues e bluegrass, especialmente nas linhas de guitarra. A letra trata da saúde mental e da ideia de desistência da vida como tema. Lava é a faixa considerada mais bluesy do disco. Organizada em compasso de slow blues, a canção tem como tema a sexualidade sáfica e conta com a participação do gaitista Renê Veloso. Evaporar é inspirada no filme “Gia” (1998). A composição surgiu após Michelle Marques assistir ao longa e se impactar com a personagem interpretada por Angelina Jolie — uma modelo lésbica que enfrenta dependência química e instabilidade emocional. A letra reflete esse universo, abordando temas como vício, descontrole e isolamento. A sonoridade é mais carregada, com arranjos de slide nas guitarras e um clima denso em contraste com outras faixas do disco. Meio Amargo trata de tentativas de preenchimento afetivo diante da solidão. A música tem estrutura baseada em riffs distorcidos e andamento direto. A faixa já havia sido gravada anteriormente por outro projeto da compositora, com outra voz. No disco da Lado Blue, recebeu uma nova interpretação, agora com a própria compositora nos vocais. No Escuro discute o envolvimento afetivo que persiste mesmo diante da tentativa de manter distanciamento. A estrutura alterna momentos de suspensão e intensidade, com riffs marcados, pausas e distorções que acompanham o movimento da letra. Um Pouco Mais trata de um relacionamento homoafetivo vivido em segredo. A letra descreve o medo da exposição familiar e o limite que isso impõe ao afeto. Musicalmente, aproxima-se de uma estrutura pop e é uma das faixas mais melódicas do disco. Mofo aborda estados depressivos e perda de sentido. A letra descreve uma sensação de apagamento e afastamento da própria identidade. O arranjo se aproxima do rock alternativo, com uso de delay, ambiências mais longas e o solo de guitarra mais extenso do álbum. É também a faixa de maior duração. Danço Com Você encerra o disco com uma cena doméstica entre duas pessoas. A letra descreve um momento de cuidado cotidiano, sem recorrer à narrativa explícita. A música tem participação de Renê Veloso na gaita, que reaparece com arranjos que acompanham a melodia vocal.