Djavan lança “Um Brinde”, primeiro single de seu 26º álbum de estúdio

Djavan apresentou Um Brinde, primeiro single de Improviso, seu 26º álbum de estúdio. O projeto, com lançamento confirmado para 13 de novembro, reúne 12 faixas e marca um novo capítulo na trajetória do artista. A canção mistura pop e jazz, com o suingue característico do cantor alagoano, unindo poesia e sofisticação musical em versos como “Ir atrás do amor é um jazz / Mas se você quiser me seguir / Tudo é mais simples que beijar sem morder”. Gravada com um time de músicos de longa parceria, Um Brinde reúne Felipe Alves (bateria), Marcelo Mariano (baixo), João Castilho (guitarra), Paulo Calasans (piano), Renato Fonseca (teclado), Jessé Sadoc (trompete), Marcelo Martins (sax tenor) e Rafael Rocha (trombone), além do próprio Djavan em voz e violão. Como parte do lançamento,  o cantor apresentou no TikTok a ação “Improvise com Djavan”, no início deste mês. O artista liberou um trecho de um minuto de “Um Brinde”, cantado sem letra e convidou os fãs a criarem novas versões a partir da melodia inédita. A iniciativa, que antecipou o lançamento oficial da faixa, teve ótimo engajamento e aproximou ainda mais novas gerações de ouvintes à sua música. Com Improviso, Djavan segue explorando novas sonoridades e reafirmando seu lugar único na música brasileira, em plena atividade criativa, às vésperas de celebrar 50 anos de carreira em 2026.

Poppy abrirá shows do Linkin Park no Brasil

A cantora Poppy abrirá os shows da próxima turnê sul-americana do Linkin Park, que acontece entre outubro e novembro. O Brasil recebe os três últimos concertos a tour, em Curitiba (05/11, Estádio Couto Pereira), São Paulo (08/11, Estádio MorumBIS) e Brasília (11/11, Arena BRB Mané Garrincha). Será a segunda passagem da cantora americana pelo Brasil. A primeira aconteceu em outubro do ano passado, quando se apresentou na edição mais recente do Knotfest local, no Allianz Parque, na capital paulista. Sua discografia conta com seis álbuns de estúdio. O mais recente, Negative Spaces, saiu em 2024. A sonoridade mistura elementos de metalcore, synthpop e rock alternativo.

Nilüfer Yanya anuncia primeiro show no Brasil; confira data e local

A cantora Nilüfer Yanya se prepara para a sua primeira apresentação no Brasil, marcada para o dia 12 de novembro, no Cine Joia, em São Paulo. Os ingressos estarão disponíveis para compra a partir de amanhã (26), ao meio-dia, no site da Eventim. Mesclar sons e usar as camadas da voz grave assinam a marca que trouxe bastante reconhecimento para Nilüfer Yanya. A fluidez entre o indie rock com elementos de R&B e lo-fi e a honestidade lírica brutal criaram não só uma ampla comunidade de admiradores, como também agradaram a crítica. Nilüfer Yanya deu novos passos para que 2025 fosse um ano marcante em sua carreira. A artista ainda se apresentou pela terceira vez no Festival Glastonbury (Reino Unido) no primeiro semestre, mesmo período em que lançou o EP Dancing Shoes, com quatro músicas, incluindo Kneel, faixa que já chegou aos quase 2 milhões de plays no Spotify. O novo trabalho sucede o excelente My Method Actor (2024), álbum do sucesso Like I Say (I runaway), listado entre as Melhores Músicas do Ano pela NME. Além da passagem pelo Brasil em novembro, a artista ainda se apresenta nas turnês do cantor americano Alex G, entre setembro e outubro, passando por Estados Unidos, Canadá e Grã-Bretanha; e na Ultrasound World Tour da artista neozelandesa Lorde, que explora o álbum Virgin e vai de setembro a dezembro pela América do Norte e Europa. Em ambos os casos, Nilüfer Yanya é responsável pelos shows de abertura das tours.  * SERVIÇOÍndigo: Nilüfer Yanya @São Paulo Data: 12 de novembro de 2025 (quarta-feira)Local: Cine Joia – Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade – São Paulo/SPValores: Pista: R$ 212,50 (meia-entrada) | R$ 425,00 (inteira)Venda geral: 26 de setembro, 12h, online e na bilheteria oficialVendas online Bilheteria oficial: Bilheteria A no Allianz Parque – Rua Palestra Itália, 200- Água Branca – São Paulo/SPFuncionamento: Terça a sábado das 10h às 17h*Não tem funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

Júnior Cordeiro lança álbum Brenha, Vasto Profundo; ouça!

A vastidão da memória coletiva das gentes brasileiras é notável, explícita, infindável, nesse álbum que já está nas plataformas digitais. Os traços culturais fincados na alma do nosso povo aparecem em profusão dentro de todos os campos da vida social, mesmo em levas de grandes aviltamentos da identidade cultural em tempos hodiernos. O imaginário popular e as ancestralidades são perenes, fortes, indestrutíveis. “O Brenha é um regresso, uma revisita aos temas iniciais da minha discografia: Nordeste Mítico e Místico, Religiosidade Popular, Herança Ibérica/Mourisca…”, define Júnior Cordeiro. Concentrado em reavivar, reacender e revigorar os elementos mais enraizados das nossas tradições populares, Júnior Cordeiro, em seu décimo primeiro álbum, volta aos temas primevos de sua poética, de seu discurso musical: o Sertão Profundo, O Nordeste mítico e místico de fabulosa tradição. “Nos últimos discos eu tinha me dedicado mais a expor temáticas mais ligadas à filosofia, à existência e à condição humana. Agora voltei para as brenhas da memória coletiva brasileira, do sertão nordestino, meu berço cultural”, conta o artista. Brenha, Vasto Profundo é uma longa viagem poético-sonora que se debruça sobre temas cujos quais o artista paraibano conhece de perto, por empirismo e estudos: crendices populares, sertão mítico, catolicismo rústico e sertanejo, lendas, herança ibérica-moura, ancestralidades ameríndias e africanas, sebastianismo e tudo que remeta ao que há de mais profundo e mais mágico no inconsciente coletivo do povo brasileiro, sobretudo nordestino. O disco soa como uma ode à alma brasileira, uma grande apologia ao fecundo caldeirão de elementos culturais que gestaram a nossa feição enquanto povo, em sua diversidade e originalidade. Nessa busca da nossa gênese cultural, o Sertão, sacralizado pelo artista em grande parte de sua obra, é visto como um espaço onde o tempo não corrói a memória popular, que persiste e ainda brilha mesmo em épocas tão globalizantes. Na senda sonora, o álbum aponta para uma concepção mais intimista e “sertânica” da obra de Júnior Cordeiro, cujas matrizes musicais estão fincadas muito mais na enorme variedade de gêneros de música nordestina, e até ibérica-mourisca, do que no rock, outro acento forte e premente na discografia do artista. Não obstante esse “regresso” a bases mais nordestinas, o compositor ainda guarda pitadas explícitas de psicodelia e rock progressivo em parte das canções. Sem mais, Brenha é vasto, é profundo sabor do povo brasileiro. Brenha é vasta senda fantástica que habita em nós. As brenhas culturais brasileiras precisam ser mais revisitadas na nossa música. “Um Júnior Cordeiro de safra: é assim que defino este álbum. Resolvi mostrar a face mais espinhenta de minha obra, a mais sertânica, a mais nordestina possível… Não que eu tenha deixado de lado o hard rock, o progressivo e o blues.  Mas o conteúdo disto está menos visível nesse novo álbum. Entretanto, a psicodelia é premente em todas as canções: poesia ácida e viagens sonoras movidas muito mais pela viola do que pela guitarra… O Brenha é uma viagem de volta, um reencontro com os ermos, com o Nordeste mítico de fabulosa tradição, que sobrevive apenas na memória coletiva, frente à voracidade do tempo e da internet”, conclui Júnior Cordeiro. Júnior Cordeiro é um poeta, cantor e compositor da Paraíba. Em sua discografia, conta com 11 álbuns gravados, diversos clipes e dois DVDs. Em 20 anos de carreira, possui indicações a prêmios importantes da nossa música, bem como análises musicais enobrecedoras sobre sua obra, por importantes críticos brasileiros. O Bruxo do Cariri Velho, como ficou conhecido no meio musical, viaja por praticamente todos os segmentos de música nordestina, da toada ao baião, bem como de vários segmentos do bom e velho Rock’n’Roll, desde o Progressivo/Psicodélico ao folk/blues, estabelecendo um acento musical que o próprio artista conceitua como Rock-Baião. Com sua música, Júnior Cordeiro conseguiu firmar uma forte característica: a peculiaridade dos temas abordados em seus discos. O Nordeste mítico, a herança ibérica, a tradição oral, o realismo fantástico, a metafísica, o existencialismo e tantos outros intricados assuntos, juntam-se numa ideia fixa de verificação dos males da coisificação do homem na pós-modernidade líquida, em rico campo imagético, onde o imaginário coletivo está sempre revigorado. Análises sobre a formação cultural do povo brasileiro também fazem parte do discurso do artista.

Frejat retorna a São Paulo com a turnê Ao Vivo

O cantor Frejat retorna a São Paulo com a turnê Ao Vivo, em apresentação marcada para o dia 27 de setembro, no Tokio Marine Hall. Ainda há ingressos disponíveis pelo site da Eventim. Os portões para o público serão abertos a partir das 19h e a apresentação tem previsão de início às 21h. Adolescentes de 16 a 17 anos de idade deverão estar acompanhados dos pais ou responsáveis legais; já a entrada para menores de 16 anos é proibida. O espetáculo Ao Vivo faz um passeio pela trajetória do artista, tendo como trilha sonora algumas das parcerias mais conhecidas com Cazuza, como Exagerado, Bete Balanço, Maior Abandonado, Por que a Gente é Assim? e Pro Dia Nascer Feliz. Hits da carreira solo, como Por você, Amor pra Recomeçar, Segredos, além dos clássicos da MPB Amor Meu Grande Amor, de Angela Ro Ro e Ana Terra; e Malandragem, letra de Cazuza e Frejat eternizada na voz de Cássia Eller, que também fazem parte do setlist do show. “É um show cheio de sucessos pra gente cantar, dançar e se divertir muito”, comenta Frejat. A apresentação ainda investe em um formato com duas guitarras, baixo, bateria e teclados, revelando as canções pop sofisticadas, baladas bluseiras, MPB revistada e rock do bom.   No palco da turnê Ao Vivo, Frejat é acompanhado de Rafael Frejat (guitarra e vocal), Bruno Migliari (baixo e vocal), Humberto Barros (teclados e vocal) e Marcelinho da Costa (bateria e vocal). Frejat Ao Vivo SÃO PAULOData: 27 de setembro de 2025 (sábado)Horário: 19h (abertura da casa) | 21h (previsão de início do show)Local: Tokio Marine Hall – Rua Bragança Paulista, 1.281 – Várzea de Baixo –  São Paulo/SPClassificação Etária: Entrada e permanência de crianças/adolescentes de 05 a 15 anos de idade, acompanhados dos pais ou responsáveis, e de 16 a 17 anos, desacompanhados dos pais ou responsáveis legais. Ingressos:Pista: R$ 132,50 (meia-entrada legal) | R$ 265,00 (inteira)Cadeira Alta: R$ 132,50 (meia-entrada legal) | R$ 265,00 (inteira)Frisa: R$ 162,50 (meia-entrada legal) | R$ 325,00 (inteira)Camarote: R$ 182,50 (meia-entrada legal) | R$ 365,00 (inteira) Início das vendas: 25 de agosto, ao meio-dia (on-line) | 26 de agosto, às 13h na bilheteria oficialVendas online  Bilheteria oficial: Allianz Parque – Rua Palestra Itália, 200 – Portão A – Perdizes – São Paulo Funcionamento: Terça a sábado das 10h às 17h | *Não há funcionamento em feriados, emenda de feriados, dias de jogos/eventos

Yo La Tengo fará show especial e acústico em São Paulo como sideshow do Balaclava Fest

O selo e produtora Balaclava Records realizará um sideshow especial e desplugado de seu festival com apresentação do emblemático trio norte-americano Yo La Tengo no dia 10 de novembro no Cine Joia. O repertório do show trará músicas do grupo em versões acústicas e extremamente únicas em seus formatos, reforçando ainda mais a ligação especial da banda com o público brasileiro. Os ingressos já podem ser adquiridos online no site da Ingresse e, para quem reside em SP e deseja comprar sem taxa de conveniência, o Takkø Café é o ponto de venda físico oficial, localizado no bairro Vila Buarque.  A banda se apresentará em sua versão plugada no Balaclava Fest. O festival acontece no dia 9 de novembro, no Tokio Marine Hall, em São Paulo. O lineup de peso conta ainda com as atrações Stereolab, Geordie Greep, Fcukers, Jovens Ateus, Gab Ferreira e Walfredo em Busca da Simbiose. Por mais de quatro décadas em atividade, o Yo La Tengo continua sendo uma das mais adoradas e influentes bandas do rock alternativo. O grupo foi formado em Hoboken, Nova Jersey, pelo guitarrista Ira Kaplan e pela baterista Georgia Hubley em 1984, acompanhados pelo baixista James McNew em 1991. Seus gostos são tão variados quanto se poderia esperar de uma banda que evoluiu de um trio de rock amante de The Kinks para uma instituição eclética de troca de instrumentos, que salta alegremente entre folk suave, jams atmosféricas, experimentos com bateria eletrônica, surtos de guitarra, R&B e baladas de coração aberto. A carreira de Yo La Tengo é um exemplo perfeito do que pode acontecer quando uma banda segue seus instintos. Sua música deriva de uma variedade eclética de influências, como Velvet Underground, Soft Boys, Mission of Burma e The Clean. Eles podem desencadear nove minutos de frenesi de feedback gritante e passar para canções de ninar atmosféricas e silenciosas no intervalo de um álbum, devido à sua extraordinária versatilidade e habilidade musical segura.  Tendo permanecido desafiadoramente independentes por quinze anos, eles possuem uma ambição criativa sem fim, misturando ingredientes de toda a tradição musical americana, da New Wave ao Punk Rock e ao Garage Rock dos anos 60, de bandas como Television, The Feelies e DB’s. Os vocais introvertidos e meio falados de Kaplan e as guitarras lembram Lou Reed, enquanto a bateria firme de Hubley e as voltas de apoio ofegantes evocam simultaneamente memórias da Maureen Tucker. A discografia do grupo conta com 17 álbuns de estúdio, sempre aclamados pela crítica, combinando espontaneidade lírica com música experimental de uma forma totalmente única. Trabalhos como Painful (1993), Electr-o-pura (1995), I Can Hear The Heart Beating As One (1997), And Then Nothing Turned Itselt Inside-Out (2000) projetaram a carreira da banda mundialmente e os colocaram em um novo patamar na música indie norte-americana. O registro de inéditas mais recente do grupo é o elogiado This Stupid World de 2023. Balaclava Fest sideshow com Yo La Tengo (EUA) em São Paulo Data: 10 de novembro de 2025 Local: Cine Joia – Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade Próximo à estação Liberdade (Linha Azul) Horários: Portas 19h / Show 21h Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal Ingressos

Street Bulldogs anuncia três shows de reunião; confira datas e locais

A clássica banda punk/hardcore Street Bulldogs anunciou três shows de reunião para março de 2026. Serão apresentações especiais e pontuais, marcando encontros únicos entre o grupo e seu público em três capitais: dia 13/03 em Curitiba (PR), no Stage Garden, dia 14/03 em São Paulo (SP), no Carioca Club, e dia 15/03 em Belo Horizonte (MG), no Galpão 54. A realização é da Powerline Music & Books. Formada em 1994, na cidade de Pindamonhangaba (SP), Street Bulldogs construiu uma trajetória de respeito dentro da cena independente, com uma sonoridade crua e intensa que marcou o punk/hardcore nacional no final dos anos 1990 e 2000. A discografia inclui álbuns como Street Bulldogs (1998), Question Your Truth (2001), Unlucky Days (2003) e Tornado Reaction (2004). Após encerrar atividades em 2010, os integrantes já se reuniram em ocasiões passadas em momentos especiais. Agora, voltam a se encontrar nos palcos para revisitar canções que atravessaram gerações de fãs, mantendo viva a energia que os consolidou como referência do estilo. Fábio Sonrisal, na banda desde 1997, fala sobre estes shows de reunião e a vontade de colocar o Street Bulldogs mais algumas vezes em palco. “De verdade, não esperávamos por isso, mas no ano passado fizemos uma jam com participação de alguns ex-membros e com outros vocalistas se revezando nas músicas. E foi um show incrível, bateu uma vontade de fazer de novo”. A reunião do Street Bulldogs quase que materializada, agora precisava de uma logística, que ficou à cabo da Powerline Music & Books, que já trabalha com a agenda do Hateen e Ratos de Porão, entre outras. “O Leo, nosso vocalista original, que hoje mora em Dublin, na Irlanda, então se dispôs a vir fazer alguns shows. Estamos muito felizes, super empolgados”, revela Sonrisal. O último show oficial do Street Bulldogs aconteceu em 2008, em São Bernardo do Campo, abrindo para o Face to Face. “A banda acabou depois, em dezembro de 2010. Ainda nos reunimos para dois shows no Hangar 110 para gravar o DVD”. A formação que retorna em março de 2026 será a mesma que gravou o DVD: Fabio Sonrisal e Rodrigo Koala nas guitarras, Sanmy Saraiva no baixo, Guilherme Camargo na bateria e o Leo Bulldog nos vocais, a mesma formação desde 2005 do Street Bulldogs. Sonrisal não entrega o repertório, claro, mas garante que vão tocar músicas de todos os álbuns e EPs. “Fatalmente passando por toda história, sem focar mais em nenhum disco específico sobre outro”, ele conta. O que Sonrisal revela de antemão é que os três shows serão registrados em vídeo para gerar conteúdo de um documentário. Para tanto, a banda viajará com dois videomakers. Street Bulldogs em Curitiba Data: sexta-feira, 13 março 2026 Local: Stage Garden (Avenida Mal. Floriano Peixoto, 4142 – Prado Velho, Curitiba – PR) Ingresso Street Bulldogs em Belo Horizonte Data: domingo, 16 março 2026 Local: Galpão 54 (Rua Francisco Soucasseaux 54, Belo Horizonte, MG) Ingresso Street Bulldogs em São Paulo Data: sábado, 14 março 2026 Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde 2899, São Paulo, SP) Ingresso

Otoboke Beaver anuncia show no Cine Joia, em São Paulo

O grupo japonês Otoboke Beaver confirmou mais um show em São Paulo. A banda se apresenta no Cine Joia, em São Paulo, no dia 31 de outubro. Os ingressos começam a ser vendidos amanhã (25), ao meio-dia, no site oficial da Eventim. A exibição do Otoboke Beaver no Tiny Desk Concert, projeto da rádio pública norte-americana NPR disponível pelo YouTube, revela o encanto dos espectadores pela irreverência do quarteto. “A banda punk mais autêntica que já vi desde os tempos áureos” e “A energia delas é incomparável” são alguns dos comentários presentes no post do registro audiovisual. Participações em festivais importantes como o Coachella (EUA), o Glastonbury (Reino Unido) e o Lollapalooza (EUA) também reforçam o sucesso da banda pelo mundo. Formado por Accorinrin (guitarra e vocal), Yoyoyoshie (guitarra e vocal), Hirochan (baixo e vocal) e Kahokiss (bateria e vocal), o Otoboke Beaver  está em atividade desde 2009 e produziu os álbuns Okoshiyasu!! Otoboke Beaver (2016), ITEKOMA HITS (2019) e Super Champon (2022). Além do show no Cine Joia, vale lembrar que o grupo também estará no Parque Ibirapuera, no dia 2 de novembro, em São Paulo, ao lado das bandas Weezer e Bloc Party, como parte do Índigo, projeto curatorial da 30e. SERVIÇOÍNDIGO: Otoboke Beaver @São Paulo Data: 31 de outubro de 2025 (sexta-feira)Local: Cine Joia – Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade – São Paulo/SPValores: Pista: R$ 157,50 (meia-entrada) | R$ 315,00 (inteira)Ingressos Início das vendasVenda geral: 25 de setembro, 12h, online e na bilheteria oficialBilheteria oficial: Bilheteria A no Allianz Parque – Rua Palestra Itália, 200- Água Branca – São Paulo/SPFuncionamento: Terça a sábado das 10h às 17h*Não tem funcionamento em feriados, emendas de feriados, dias de jogos ou em dias de eventos de outras empresas.

De Férias na Europa: Kraftwerk transforma Palácio Real de Bruxelas em festa a céu aberto

MATHEUS DEGÁSPERI OJEA O sol ainda estava terminando de se pôr quando o Kraftwerk subiu no palco montado no jardim do Palácio Real de Bruxelas no último dia 14 de agosto, por volta de umas 21h. Um de cada vez, a começar pelo líder e membro fundador Ralf Hütter, os quatro integrantes da entidade alemã pioneira da música eletrônica entraram já ao som da introdução de Numbers, que foi acompanhada por projeções nos telões que seguiam a contagem de 1 até 8 feita no começo da música. Do meu lado na pista, provavelmente o maior fã de Kraftwerk da Bélgica contava junto em alemão, em êxtase por acompanhar mais um show da banda, o quarto que veria na vida. Pouco antes, ele conversava animadamente com qualquer pessoa em volta, exaltando os louros do grupo que redefiniu os rumos da música pop. Parecia estar acompanhado de dois outros caras que trocavam ideia com ele em inglês pela maior parte do tempo. “A gente acabou de conhecer ele”, eles explicaram depois, entre risadas. No meu caso, é a primeira vez vendo a banda, apesar das suas passagens até que frequentes pelo Brasil – a última no primeiro C6 Fest, em 2023 – e também é o meu primeiro dia na cidade, após ter pego um expresso trans-europeu (rsrs) direto de Amsterdam, onde estava antes (conto mais sobre isso no primeiro dessa série de textos (https://blognroll.com.br/resenha-de-shows/de-ferias-na-europa-gibby-haynes-toca-butthole-surfers-com-adolescentes-em-uma-igreja/)). “O show é bom?” Eu pergunto e o cara me olha como se eu tivesse feito a pergunta mais imbecil da face da Terra. “Claro que o show é bom, é o Kraftwerk!” (Ele pronuncia o nome do jeito foneticamente correto, algo como ‘crrraftvârk’). E apesar desse cara ter jogado pro espaço as expectativas de todo mundo em volta, superando as barreiras da língua até entre os nativos – a mulher do meu lado falava francês, os dois caras que eu citei antes, holandês – com nada além do seu puro amor pelo crraftvârk, ninguém saiu desapontado no final. Foram duas horas de uma apresentação irretocável, em alto e bom som, que passeou pela carreira do grupo entre pouquíssimas palavras, que são desnecessárias, uma vez que é o Kraftwerk. UM SHOW EM UM PALÁCIO BELGA No ano da graça de 2025, os palácios reais deveriam servir apenas como atração turística pras pessoas botarem a mão no coração e pensarem se valia a pena mesmo sustentar aquele pessoal ali (não valia). No caso da Bélgica, apesar de eles terem encontrado outro uso pro local, o país segue sendo uma monarquia constitucional. Desde 2013, o Rei dos Belgas é Filipe I, o que é surpreendente quando você pensa que, até então, nunca tinha tido um Filipe no trono, um dos nomes mais básicos de monarca do mundo. Apesar do obstáculo de ter um rei, os promotores belgas não se acanham com isso e realizam uma série de eventos batizada de Royal Palace Open Air no jardim do lugar, que já teve até show do Neil Young neste mesmo ano. O palácio é a residência oficial do monarca, mas ele passa a maior parte do tempo em um castelo em outro lugar, o que impede que Filipe I reclame do barulho do show tal qual um morador do bairro do Morumbi. A estrutura montada para o evento foi muito boa tanto em organização, com banheiros e bares em boa quantidade, quanto no quesito do som. Mesmo recebendo alguns milhares de pessoas, a pista estava bem confortável, inclusive perto da grade, que também não era tão difícil de chegar, não tendo divisão de pista premium. A paisagem também roubava a cena. Não é todo dia que se tem o Kraftwerk tocando do lado de um prédio histórico e de frente pro pôr do sol, apesar de que eu tenho certeza que a Praça Mauá, em frente ao Paço Municipal de Santos, também está pronta pra receber esse evento. KRAFTWERK EM 2025 Os quatro integrantes do Kraftwerk hoje em dia são Ralf Hütter, Henning Schmitz, Falk Grieffenhagen e Georg Bongartz, sendo que Hütter é o único que esteve presente em todas as várias formações do grupo. A ausência mais sentida pelos fãs não poderia deixar de ser Florian Schneider, falecido em 2020. Atrás de suas mesas, no entanto, os músicos formam uma das imagens mais icônicas da história da música, inconfundível, do tipo de banda que é maior do que as suas partes individuais ou do que quem está no palco. Afinal, não é qualquer um que consegue emendar músicas do calibre de Authoban, Computer Love e The Model uma seguida da outra, ainda pela metade do show. Também não é qualquer um que toca por duas horas sem um ponto baixo ou um momento em que a coisa esfrie, sem ter que apelar pra nenhum tipo de firula além da música e as projeções nos telões. O aspecto visual do show dos caras é muito exaltado desde sempre e continua fazendo jus à reputação. Os alemães usam todo o espaço do palco para projetar imagens, dando a impressão de se apresentarem dentro de um telão. As projeções compõem a viagem pela discografia que sempre apresentou conceitos visuais quase tão fortes quanto a música. QUEM SÃO OS ROBÔS? Ao som de Musique Non Stop, os quatro ‘robôs’ saíram do palco como entraram, um de cada vez, deixando Ralf Hütter por último para terminar o set sozinho e ovacionado por todos os presentes. Ainda sobrou tempo para um bis, com a incontornável We Are Robots, música que ganha novos contornos na era da inteligência artificial, bem como grande parte da obra do grupo. Hoje a gente tem a tal da música de robô, só que ela é bem ruim e nem se compara com gente de verdade fingindo ser robô. O show do Kraftwerk em 2025 escancara esse paradoxo. Por mais que a apresentação busque ser impessoal e que a estética do grupo mire na máquina, isso nos diz mais sobre a criatividade humana de imaginar cenários e possibilidades do que qualquer