Primavera Sound confirma terceira edição em São Paulo

Com colaboração da Bonus Track, o festival Primavera Sound está de volta a São Paulo. A terceira edição do festival no Brasil será realizada nos dias 5 e 6 de dezembro de 2026, no Autódromo de Interlagos. O anúncio foi feito há poucos minutos pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, em um vídeo em suas redes sociais. O Primavera Sound encontrará mais uma vez seu público fiel e entusiasmado do outro lado do Atlântico. Dessa forma, levará sua personalidade inconfundível, construída cuidadosamente desde 2001, a um país que sempre acolheu o festival de braços abertos: de Barcelona à América Latina, sem perder um pingo de sua singularidade em uma jornada tão longa. Desde sua primeira edição, o Primavera Sound São Paulo conquistou uma conexão muito forte com o público e com a cidade. Isso aconteceu pelo fato de terem valores em comum como paixão pela música, criatividade, diversidade e sustentabilidade. Foram mais de 50 mil pessoas em cada dia de evento nos dois anos, felizes de ver grandes nomes da música e também ávidos por descobrir novos sons. Mais detalhes sobre esta nova edição serão anunciados em breve. Também está confirmado o Primavera Sound Buenos Aires, nos dias 28 e 29 de novembro de 2026.
Quase um ano após último single, Julies revela “Quando o Amor Chamar”

O cantor Julies, destaque do pop reggae nacional, está de volta com uma novidade: quase um ano após lançar a parceria com a Hevo84 (Olha Pra Mim), o artista soltou o single Quando o Amor Chamar, que tem produção de Zain – responsável por alguns hits de Anitta, Bruno Gadiol e ZAAC. Com uma vibe romântica e sensual, a letra reforça que o amor é para se viver de forma intensa e sem receio de perder. Julies, que fez aniversário na quinta (16), assina a composição ao lado de Deko, Tales de Polli – vocalista do Maneva – e Tauã Cordel, filho de um dos maiores compositores brasileiros, Nando Cordel.
Rancid revela versão de Sex and Death para tributo ao Motörhead

O Rancid lançou seu cover de Sex and Death do Motörhead , uma prévia final de Killed By Deaf – A Punk Tribute to Motörhead antes do lançamento do álbum em 31 de outubro. A escolha do cover é acertada, já que Sex and Death — do álbum Sacrifice, de 1995 — soa como se tivesse sido escrita por uma banda punk como o Rancid. “É tipo, é a música perfeita do Motörhead para mim”, disse Frederiksen sobre Sex and Death, por meio de um comunicado à imprensa. “Você sabe tão bem quanto eu o quanto o Lemmy era fã dos Ramones. E me parece a versão dele, o Motörhead tocando Ramones. Mas tem aquele solozinho de guitarra ali. E foi a música mais no estilo Rancid que o Motörhead fez, que eu achei que chega perto o suficiente de uma música que escreveríamos.” São dois covers que já ouvimos do álbum tributo, sendo o outro a versão de Pennywise para Ace of Spades.O restante da coletânea tributo inclui covers de The Bronx, Lagwagon, FEAR, GBH e outros. A faixa de encerramento, uma colaboração inédita entre Lemmy e The Damned tocando Neat Neat Neat deste último, foi lançada quando o álbum foi anunciado em setembro.
Ace Frehley, lendário guitarrista do Kiss, morre aos 74 anos

Ace Frehley, guitarrista da formação original do Kiss, morreu nesta quinta-feira (16) aos 74 anos. A informação foi confirmada pela página oficial do músico no Instagram. De acordo com o site TMZ. Frehley estava respirando com auxílio de ventilação mecânica há algum tempo, mas seu quadro não apresentou melhora, conforme a publicação. Frehley estava hospitalizado em estado grave após cair em seu estúdio há semanas. Há cerca de sete dias, todas as apresentações do músico marcadas para este ano foram canceladas. Representantes do guitarrista divulgaram comunicado. “Estamos completamente devastados e com o coração partido. Em seus últimos momentos, tivemos a sorte de poder cercá-lo de palavras, pensamentos, orações e intenções amorosas, atenciosas e pacíficas enquanto ele deixava esta Terra. Guardamos com carinho todas as suas melhores lembranças, suas risadas e celebramos a força e a bondade que ele dedicou aos outros”. Ace Frehley foi o guitarrista do Kiss entre 1973 e 1982, antes de deixar o grupo por “diferenças criativas”. Ele seguiu em carreira solo, voltou à banda de 1996 a 2002, e depois voltou a se apresentar sozinho. Por fim, o músico Ace Frehley também fundou a banda Frehley’s Comet, com a qual lançou o single Into the Night.
Atração de abertura dos shows do Linkin Park no Brasil, Poppy anuncia show solo no Cine Joia

Além de ser convidada especial dos shows do Linkin Park no Brasil, a cantora norte-americana Poppy, conhecida pela sua versatilidade e experimentações sonoras, acaba de anunciar um show solo no dia 6 de novembro, em São Paulo, no Cine Joia. A venda de ingressos para o público geral estará disponível a partir desta sexta-feira (17), começando às 10h online e às 11h na bilheteria oficial. Os ingressos, que podem ser adquiridos em até 3x sem juros, estarão disponíveis online e na bilheteria oficial (sem taxa de serviço). Um espírito criativo sem limites impulsionou a carreira de Poppy, que já passou por vários cantos do mundo da arte e da música. Em cada projeto, ela mostra um lado diferente de uma verdadeira visionária — que não se prende a gêneros, não liga para convenções e está sempre surpreendendo. É justamente essa mistura de estilos que fez Poppy conquistar fama como uma artista que quebra barreiras e redefine a cultura a cada passo. De performer provocadora, a diretora de clipes, autora de graphic novels de ficção científica, e cantora que viaja o mundo com um repertório que vai desde breakdowns brutais de metal e bubblegum vibrante dos anos 60, até trap-pop e grunge-punk, absolutamente nada está fora dos limites quando se trata de Poppy executar com maestria sua variada visão artística. Em 2021, Poppy foi indicada ao Grammy de Melhor Performance de Metal com Bloodmoney — a primeira vez que uma mulher solo apareceu nessa categoria. E em 2025, conseguiu a segunda indicação, dessa vez pela parceria com a banda Knocked Loose na faixa Suffocate. Ela é tipo um camaleão musical: muda de fase o tempo todo, deixa os fãs curiosos com o que vem a seguir e, ainda assim, cada mudança soa inconfundivelmente “Poppy”. Negative Spaces continua a vibe experimental do single industrial new way out, lançado na primavera, e traz parcerias com o produtor Jordan Fish (ex-Bring Me the Horizon). O resultado vai de um pop delicado (yesterday), aos gritos intensos de have you had enough, passando pelo clima retrô-futurista dos anos 80 em crystallized e a energia pop-punk dos anos 2000 em Negative Spaces. É o som de uma artista em constante evolução redefinindo seu legado. Os últimos anos de Poppy foram memoráveis, entre turnês com 30 Second to Mars e Avenged Sevenfold, Baby Metal e lançamentos de singles colaborativos de sucesso com nomes como Bad Omens (V.A.N.), Knocked Loose (Suffocate) e Baby Metal (from me to u). A situação só melhora, com a artista solo agora mergulhando fundo em sua próxima era ousada com o lançamento de seu quinto álbum multiversal, Negative Spaces. SERVIÇO – POPPY EM SÃO PAULO Data: 6 de novembro de 2025 (quinta-feira) Local: Cine Joia Abertura dos portões: 18h Horário do show: 20h Endereço: Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade, São Paulo – SP Ingressos: a partir de R$ 175,00
Planet Hemp anuncia Emicida, Pitty e Seu Jorge como convidados em show no Allianz Parque

O show da turnê de despedida do Planet Hemp em São Paulo ganhou o reforço de Emicida, Pitty e Seu Jorge como convidados especiais. A apresentação será no dia 15 de novembro, no Allianz Parque. A apresentação única da tour em São Paulo também terá BaianaSystem nesta noite de celebração. Restam poucos ingressos para a data pelo site da Eventim. “Nosso som ainda ecoa para muitas pessoas e vai seguir fazendo barulho por muito tempo. Tocar essas músicas vai ser ainda mais emocionante com nossos amigos. Construímos uma relação fraternal com essa galera que vai além da música. Somos uma turma que faz questão de trazer pra perto quem cresceu com a gente e apoiou nosso trabalho ao longo desses anos todos”, conta Marcelo D2. O Planet Hemp tem sua história marcada por colaborações e reencontros com grandes nomes da música brasileira, reforçando sua relevância ao longo de três décadas. Emicida, um dos principais representantes do rap nacional, também soma sua voz ao legado da banda, participando do espetáculo de 30 anos e dividindo festivais emblemáticos com o grupo. Já Pitty, ícone do rock brasileiro, foi convidada tanto para a gravação do DVD comemorativo quanto para apresentações em grandes palcos, como o Rock in Rio, celebrando a união de estilos e a força coletiva que sempre pautaram o Planet Hemp. Para completar a noite, o sexteto convida ainda Seu Jorge, que além de participar do projeto audiovisual Baseado em Fatos Reais: 30 anos de Fumaça (ao vivo), de 2024, e de shows emblemáticos da banda no último ano, também atuou como percussionista do grupo na turnê A Invasão do Sagaz Homem Fumaça, no início dos anos 2000.
Samuel Rosa lança mais uma faixa do “Rosa Sessions” com a participação de Duda Beat

Dando continuidade ao lançamento do álbum Rosa Sessions, Samuel Rosa disponibiliza a segunda faixa do projeto. Tudo Agora já está em todas as plataformas digitais e foi escolhida para ganhar a participação especial de Duda Beat. O clipe, com cenas gravadas no Sonastério também foi lançado no Youtube do cantor. Com uma letra romântica, Tudo Agora (Samuel/Rodrigo Leão) é um reggae soul, que, no início, estava caminhando para ser um reggae no padrão que Samuel já fez bastante, mas ele mudou o percurso. “Eu queria que a música caminhasse para outro lado e a banda trouxe um lado mais hip hop. Tem um pouco também da soul music dos anos 70 e pegou também um tempero mais black music, com uma batida mais moderna”, contou Samuel Rosa. Por ser uma das canções mais radiofônicas do álbum Rosa, segundo Samuel, ela foi escolhida para ganhar uma participação especial no projeto Rosa Sessions e a escolha foi Duda Beat. “Gravar com a Duda é um sonho antigo, que ainda não tinha se concretizado somente por conta de agenda”, lembra Samuel. “Eu acho essa faixa mais dentro da praia dela porque é uma música com uma letra que remete ao flerte, à malícia. Achei a cara dela e fiquei muito feliz quando ela aceitou o convite”, completa. Samuel destacou também o fato de Duda ser de uma geração e uma região diferente da dele e que essa aproximação é muito saudável e produtiva. “Temos viés musicais diferentes e dialogar com artistas que não são do mesmo segmento é importante demais pra mim. Além disso, eu tenho uma admiração grande por ela, pela cantora e compositora que ela é”. Duda Beat também comemorou a parceria com o cantor mineiro. “Cantar com o Samuel é sempre um prazer, uma alegria. Eu sou muito fã e estar com ele nesse projeto, nesse passo novo do disco solo e regravar essa canção que é tão linda, foi maravilhoso para mim”, comemora Duda. “Foi a realização de um sonho porque o Samuel foi um artista que sempre me apoiou muito. Se ele quiser me convidar para mais coisas, eu estarei sempre junto”, completou. A cantora contou também um pouco sobre a experiência no Sonastério. “Estávamos todos juntos lá, as outras pessoas que participaram do projeto também. Foi um dia muito gostoso no Sonastério, que é um lugar incrível, maravilhoso e que inspira”, completa. O “Rosa Sessions” é um projeto especial que traz gravações audiovisuais das dez canções do Rosa, primeiro álbum solo de Samuel Rosa. As imagens foram gravadas no estúdio Sonastério, com as montanhas de Minas Gerais como cenário, e três das faixas chegam como uma participação especial. A primeira delas Não Tenha Dó, foi disponibilizada em agosto e contou com a participação de Seu Jorge.
Terror confirma apresentações em São Paulo e Curitiba para janeiro de 2026

A banda norte-americana Terror, um dos principais nomes do hardcore contemporâneo, retorna ao Brasil em janeiro de 2026. O grupo californiano tem dois shows confirmados no país: dia 24/01 em Curitiba, no Belvedere, e dia 25/01 em São Paulo, no City Lights Music Hall. A turnê, realizada pela ND Productions, traz a banda de volta ao país após o lançamento de seu oitavo álbum de estúdio, Pain Into Power (2022). Histórico e formação do Terror Fundado em 2002 em Los Angeles, o Terror é liderado pelo vocalista Scott Vogel e pelo baterista Nick Jett, membros fundadores ainda ativos na formação. Com mais de duas décadas de estrada, o grupo é conhecido por mesclar a estética do hardcore old school com elementos modernos do gênero, acumulando uma discografia que inclui oito álbuns, além de diversos EPs e registros ao vivo. O repertório das apresentações deve abranger desde os primeiros trabalhos até as composições mais recentes, mantendo a proposta de letras focadas em temas sociais e resistência. Serviço – São Paulo
Codeine envolve público de São Paulo entre a calmaria e a explosão

Matheus Degásperi Ojea Quem só escutasse o som do show dos nova iorquinos do Codeine no último sábado (11) no City Lights Hall, em São Paulo, poderia chutar que tinha mais do que três pessoas no palco. O cultuado trio nova iorquino fez a sua estreia no Brasil com alguns anos de atraso, mas fez valer a espera de muita gente que talvez nem acreditasse que um dia a banda viria, com um show bonito e ensurdecedor Daquelas bandas ao mesmo tempo influentes e desconhecidas do público em geral, o Codeine é um expoente do slowcore, gênero de ‘rock triste’ que aposta no andamento mais lento para construir as suas paisagens sonoras sempre com altas doses de distorções. Tecnicamente, a banda durou de 1989 até 1994, tendo se reunido uma vez em 2012 e uma segunda em 2023, retorno que dura até hoje. Durante este ano, eles só tocaram ao vivo três vezes, incluindo o show de São Paulo. Pelo histórico, fica fácil de entender porque a frase que mais se repetia entre os presentes que encheram a casa de shows era algo do tipo ‘não acredito que esses caras estão aqui’, sentimento ecoado inclusive pelo vocalista Stephen Immerwahr no palco e em conversas com quem o abordava após o show. Imersão Foi nesse clima de deslumbramento que o público recebeu a porrada sonora que a banda deu por pouco mais de uma hora. Alternando momentos de calmaria e intensidade, o som do Codeine se traduziu muito bem ao vivo e deixou claro o ponto forte tanto do grupo como do estilo que eles ajudaram a criar: o de gerar atmosferas imersivas capazes de transportar a audiência e envolver o ambiente em que eles tocam. A qualidade impecável do som durante a noite também foi essencial para que tudo funcionasse da maneira certa. Além de Immerwahr, que também é baixista, o trio é formado por John Engle na guitarra e pelo baterista Chris Brokaw, que toca baixo em músicas que não contam com percussão, como Pea, Summer Dresses e Broken-Hearted Wine. A banda tocou colocando pressão no som aparentemente sem fazer muito esforço, com a tranquilidade de quem sabe o que está fazendo mesmo com os intervalos na carreira e os shows mais escassos. A apresentação começou logo com uma das favoritas dos fãs, a música D, que também abre o clássico Frigid Stars LP, disco que emprestou 6 das 16 músicas do setlist. A plateia acompanhou tudo quase como se estivesse prestando reverência ao grupo. Não houveram grandes coros ou danças na pista, que, com exceção de algumas pessoas berrando nomes de música entre uma canção e outra, acompanhou tudo com atenção, na mesma sintonia da viagem que a banda propunha no palco. Guandu Vale mencionar que a produção do show foi do selo independente Balaclava Records, que vem trazendo alguns nomes destes que pareciam meio impossíveis de vir tocar aqui, como foi o Karate no ano passado, banda com um histórico semelhante com o do Codeine. Para a abertura do show de sábado, as redes sociais do selo publicaram pedidos de indicação de artistas e os escolhidos foram os paulistanos do Guandu. O show do trio formado por Caique Lima, Cleozinhu e João Corte foi uma grata surpresa para mim, que não conhecia a banda antes. Claramente influenciado pelo pessoal do Codeine, que viu o show da pista, o grupo apostou em um repertório com várias músicas ainda não lançadas, além de um cover de Morrer, do Ratos de Porão, em versão slowcore, surpreendentemente bom. Para algumas músicas, o show teve participação da cantora Marina Mole, que casou muito bem com o som e parecia fazer parte da banda. No geral, foi uma escolha certeira para começar os trabalhos da noite. SETLIST – CODEINE D Cigarette Machine Barely Real Loss Leader Median Washed Up Tom Jr Sea Pickup Song Atmosphere (cover do Joy Division) Pea BIS: Cave-In Promise of Love (cover do MX-80 Sound) Summer Dresses Broken-Hearted Wine