Duo garageiro Morcegula lança segundo álbum, Caravana dos Desajustados

O Morcegula, um “duo casal interestadual de rock n´roll trevoso”, lançou, através do selo Goma Base, o álbum Caravana dos Desajustados. O disco, já disponível nos principais tocadores digitais, conta com uma edição limitada de 150 cópias em vinil colorido. Formado por Rebeca Li nos vocais e na bateria – que ela toca em pé e sem pratos, e por Badke na guitarra e voz, o Morcegula é descrito pelo duo como “uma união de grave de surdo e bumbo, com agudos distorcidos da guitarra da cidade do Rio de Janeiro com Uberlândia, da Rita Lee com Ramones, da energia masculina com a feminina”. Morando em estados diferentes, Rebeca, baterista da banda punk uberlandense Pulmão Negro, e Badke, também guitarrista e vocalista da carioca Carbona, se conheceram na estrada e lá permaneceram, fazendo dela seu ponto de encontro e sua casa. Caravana dos Desajustados, produzido por David Pacote, conta com 13 faixas, e é o segundo álbum da banda, que carrega na bagagem o disco de estreia “Dia das Bruxas” e o EP No Ritmo da Assombração. “O primeiro álbum nos ajudou a materializar a ideia do duo e foi feito como uma experimentação, representou uma busca de sonoridade. No ‘Caravana’ a gente já partiu sabendo o que a banda realmente era, e todas as composições foram já pensadas deste prisma. Uma banda que tem graves no bumbo e surdo, e uma guitarra flying v barulhenta. Exploramos muito mais os dois vocais e mostra exatamente o que é nosso duo”, conta Badke. Rebeca Li diz ainda, que o nome do novo trabalho traz uma simbologia significativa para a dupla. “O Carro, arcano 7 do tarot, é a carta que guiou nossos passos no primeiro ano de atividade. Tem a característica de passar por cima dos desafios, e de ser um duo à distância. Os Desajustados são todos aqueles que cantam nossas músicas, vestem nossas camisetas e aparecem nos shows para curtir com a gente. Caravana dos Desajustados é a energia de seguir em frente numa eterna celebração com os fãs”. A faixa de trabalho escolhida pelo Morcegula para divulgar o álbum é Ratazanagem, que mistura influências de Rita Lee e The Cramps. “É um Rock n Roll frenético e bem-humorado, que fala sobre relações ardilosas, falsas amizades, competição velada, trairagem, sacanagem, crocodilos, ratazanas e cascavéis”, revela o guitarrista.
Tiny Moving Parts faz show único no Brasil em julho

A combinação balanceada e dinâmica entre o math Rock, emo e post-hardcore define muito bem a banda norte-americana Tiny Moving Parts, que faz a sua estreia na América Latina em julho deste ano, com shows no Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica e México. A realização é da ND Productions. O show único no Brasil acontece dia 13 de julho, em São Paulo, na Casa Rockambole, como uma edição especial do Banda de Casinha, criado pela jornalista e editora do Downstage, Bia Vaccari. Zero to Hero, Chão de Taco e Glover completam o lineup. O trio, já descrito pela conceituada revista Alternative Press como “uma das bandas mais emocionantes do emo revival moderno”, está na ativa desde 2013 e se diferencia pelas músicas com riffs técnicos e complexos amparadas pelas letras emotivas e confessionais. O guitarrista Dylan Mattheisen usa muito a técnica de tapping, criando linhas melódicas intricadas e rápidas. As músicas frequentemente mudam de andamento e estrutura, dando uma sensação de imprevisibilidade. Vocais, intensos e às vezes gritados completam a aura autêntica do Tiny Moving Parts. A banda é formada por Dylan Mattheisen na guitarra/vocal e os irmãos Billy e Matt Chevalier na bateria e baixo, respectivamente. Midwest emo é outro termo usado para definir a sonoridade da banda. A discografia contém sete álbuns de estúdio – Deep in the Blue é o mais recente, de novembro de 2024, que reforça a identidade sonora da banda, mantendo a mistura característica de riffs intrincados, letras emotivas e energia punk. SERVIÇO Tiny Moving Parts em São Paulo Data: 13 de Julho de 2025 (domingo) Local: Casa Rockambole (Rua Belmiro Braga 119, São Paulo, SP) Ingresso: 1º Lote – Meia Entrada / Solidária: R$ 110,00 | Inteira: R$ 220,00 Venda
Pulp anuncia primeiro álbum em 24 anos; ouça single de apresenta

O Pulp anunciou seu novo álbum More, o primeiro em quase 24 anos, que será lançado pela Rough Trade Records em 6 de junho de 2025. O álbum foi gravado e mixado no Orbb Studio em Walthamstow E17. Edições limitadas do álbum estarão disponíveis em vinil. Junto com um LP duplo de 45 rpm, que será exclusivo da loja do Pulp e da loja virtual da Rough Trade Records, há também quatro prensagens em vinil colorido que foram escolhidas a dedo e nomeadas pessoalmente por Jarvis Cocker. Além do LP preto, há também um LP verde Theresa disponível em todas as lojas, um LP Blue Sky Thinking, exclusivo para lojas de discos independentes, um LP South Yorkshire Sunset disponível apenas nas lojas de Sheffield e “Isha Kriya”, um design com manchas de tinta, exclusivamente nas lojas do Pulp e da Rough Trade Records. Com uma combinação de sintetizadores, violino e guitarra slide, amplificada pelo produtor James Ford (Arctic Monkeys, Fontaines DC), que também produziu o álbum, Spike Island é o primeiro single revelado pela banda. Em termos de letra, a ideia de Spike Island veio de Jason Buckle (Relaxed Muscle), que coescreveu a música e foi ao infame show do Stone Roses em Spike Island. Um DJ de lá gritou “Spike Island, come alive!” o dia todo, irritando todo o mundo. Isso ficou na mente de Jarvis Cocker, inspirando-o a escrever uma segunda música sobre Spike Island, apesar de não ter ido ao show. “Minha ideia inicial era produzir uma espécie de vídeo “making of” que mostrasse como as fotos tiradas foram, mas assim que coloquei a primeira foto no aplicativo de IA, percebi que isso não aconteceria. Então, decidi “seguir o fluxo” e ver onde o computador me levaria”, diz Jarvis sobre o videoclipe de Spike Island. Este é o primeiro álbum do Pulp desde We Love Life, de 2001. “Bem, quando começamos a fazer uma nova turnê em 2023, praticamos uma nova música chamada Hymn of the North durante os testes de som e acabamos tocando-a no final da nossa segunda noite na Sheffield Arena. Isso pareceu abrir as comportas: criamos o restante das músicas desse álbum durante a primeira metade de 2024. Algumas são reavivamentos de ideias do século passado. A letra de uma canção foi escrita por Richard Hawley. A música de outra foi escrita por Jason Buckle”, comenta Jarvis. “O álbum foi gravado durante três semanas por James Ford em Walthamstow, Londres, a partir de 18 de novembro de 2024. Esse é o menor período de tempo que um álbum do Pulp já levou para ser gravado. Obviamente, ele estava pronto para acontecer.”
Após shows no Brasil, Garbage divulga single There’s No Future In Optimism

Ícones do rock alternativo, o Garbage retorna com There’s No Future In Optimism após uma recente turnê pelo Brasil. A faixa, que traz a união de pop, rock e característica eletrônica da banda, chega junto de um videoclipe cinematográfico. Este é o primeiro single do novo álbum da banda, Let All That We Imagine Be The Light , que será lançado em 30 de maio. “Eu amo o título desta música. A banda me invejosa e eu pensei: ‘Isso é ótimo. Vou ficar com ele.’ Mas a letra é uma ação contra esse título Porque, se permitirmos que nosso fatalismo ou negatividade realmente assumam, vamos desmoronar” , conta a vocalista Shirley Manson. “A música é sobre uma cidade – no meu caso, Los Angeles – mas poderia ser qualquer lugar onde coisas ruínas estão acontecendo. Depois do assassinato de George Floyd, que é uma das poucas coisas na minha vida que eu gostaria de nunca ter visto: fui completamente transformada ao ver aquelas imagens do policial ajoelhado no pescoço do George Floyd. Em Los Angeles, houve enormes protestos e muita descoberta depois disso. Acima da nossa casa em Hollywood, havia helicópteros o dia todo, durante vários dias. Foi realmente precário, caótico e assustador ”.
Lachryma, segunda amostra de novo álbum do Ghost, chega com vídeo

O Ghost revelou Lachryma, o segundo lançamento antecipado do novo álbum Skeletá, que chega em 25 de abril pela Loma Vista Recordings. Lançada junto a um videoclipe que mais parece um pesadelo lúcido, apresentando a primeira performance completa de Papa V Perpetua como o novo frontman antibatizado, Lachryma é possivelmente o exemplo mais emblemático até hoje do equilíbrio específico do Ghost entre a escuridão lírica ameaçadora e uma melodia irresistivelmente edificante. Vindo logo após o primeiro single de Skeletá , Satanized, Lachryma substitui os ganchos demoníacos de seu antecessor por uma púrpura de nuances sonoras que fazem algo ainda mais insidioso: um verdadeiro hino moderno de rock. O sexto álbum do Ghost, Skeletá, é sua obra mais introspectiva até hoje. Enquanto os álbuns anteriores tratavam em grande parte de temáticas exteriores — como as meditações sobre a ascensão e queda dos impérios em Impera ou as evocações das devastações causadas por indiretas em Prequelle —, as letras de Skeletá retratam os diferentes cenários emocionais de cada uma das dez faixas de forma íntima, quase como um diálogo consigo mesmo diante do espelho. O resultado é uma coleção singular de sentimentos atemporais e universais, todos filtrados por uma perspectiva pessoal única. A partir de 15 de abril na AO Arena, em Manchester (Reino Unido), o Skeletá ganhará vida com a turnê mundial Skeletour World Tour 2025. A experiência ritualística da turnê promete expandir a comunidade do Ghost e atrair seu público mais numeroso e diverso até agora.
Popload Gig anuncia Kim Gordon e The Lemon Twigs para shows no Cine Joia

Idealizado pelo Popload e realizado pela Time for Fun, o Popload Gig segue consolidando sua história como uma das principais plataformas de música ao vivo no Brasil. Neste ano, o projeto leva ao Cine Joia, na capital paulista, dois shows que reafirmam sua identidade e compromisso com a música alternativa global: na sexta-feira, dia 30 de maio, o duo The Lemon Twigs sobe ao palco com seu pop psicodélico inspirado nos anos 70. No domingo, dia 1º de junho, Kim Gordon , ícone do rock experimental e fundadora do Sonic Youth, encerra a concorrida programação de shows oferecidos pelo Popload. Na noite do The Lemon Twigs, Tim Bernardes será atração de abertura com um DJ set em vinil. Já para a apresentação de Kim Gordon, que sobe ao palco é Moor Mother. Camae Ayewa (Moor Mother) é musicista em turnê nacional e internacional, poeta, artista visual e professora de composição na USC Thornton School of Music. Seu trabalho abrange diversos gêneros, desde a música eletrônica até o free jazz e a música clássica. Suas obras já foram apresentadas no Museu Guggenheim, no The Met, no Carnegie Mellon e no Carnegie Hall, na Documenta 15, no Festival de Jazz de Berlim e no Festival de Glastonbury. Com mais de 50 edições realizadas em São Paulo e outras capitais, esta série de apresentações é considerada a mais consistente em atividade no país. Desde 2009, o Popload Gig já trazia ao Brasil nomes como Nick Cave & The Bad Seeds, LCD Soundsystem, Air, Tame Impala, Feist, Metronomy e mais recentemente Travis, The Hives e Franz Ferdinand, sempre oferecendo ao público uma curadaria inovadora e relevante. Agora, Kim Gordon e The Lemon Twigs se unem essa história. Além das noites no Cine Joia, Kim Gordon e The Lemon Twigs também integram o line-up do Popload Festival 2025 ao lado de Norah Jones, St. Vincent, Terno Rei & Samuel Rosa e Tássia Reis, que acontece em 31 de maio no Parque Ibirapuera, reunindo artistas de diferentes vertentes e gerações da música. Os ingressos para os shows paralelos de Kim Gordon e The Lemon Twigs no Cine Joia já estão disponíveis para compra no site oficial e ponto de venda oficial. Um lote promocional limitado e com valor especial oferece ingressos a R$175,00 (meia-entrada legal) e R$350,00 (inteira). Mais informações podem ser obtidas nos canais oficiais do Popload e no site da Tickets for Fun. POPLOAD GIG 2025 Realização: Popload The Lemon Twigs Data: 30 de maio, sexta-feira Local: Cine Joia, São Paulo Horário: 21h00 Capacidade: 900 pessoas * Kim Gordon Data: 1 de junho, domingo Local: Cine Joia, São Paulo Horário: 20h00 Capacidade: 900 pessoas Ingressos venda geral – Lote Promocional : Meia Entrada: R$ 175,00 Inteira: R$ 350,00 Ingressos venda geral – Primeiro Lote (a partir dos ingressos do lote promocional esgotados) : Meia Entrada: R$ 190,00 Inteira: R$ 380,00
Balaclava Fest anuncia ícones do indie Stereolab e Yo La Tengo; confira lineup completo

A Balaclava Records, marca que atua desde 2012 no país como selo musical e produtora cultural, apresenta hoje os nomes que irão compor a 15ª edição de seu festival, o Balaclava Fest. Considerado um dos principais eventos da música indie e alternativa da América do Sul, o festival acontece no dia 9 de novembro , domingo, em São Paulo. Os ingressos já estão disponíveis no site Ingresse.com nos setores de pista, camarote, frisas e cadeiras altas. Em seu quarto ano consecutivo, o evento será realizado no Tokio Marine Hall , renomada casa de shows localizada na zona sul da capital paulista. O espaço tem capacidade para quatro mil pessoas e contará com 2 palcos e 7 shows, em horários não conflitantes. Quatro atrações internacionais de forte relevância na música alternativa mundial se apresentarão no Balaclava Fest em 2025. Dois nomes icônicos dos anos 90 encabeçam a edição, trazendo performances completas com 1h30 de duração cada: o avant-pop inventivo da banda anglo-francesa Stereolab , influenciada pelo krautrock, jazz, música brasileira e pop francesa dos anos 1960; e o trio indie norte-americano Yo La Tengo , com sua sonoridade única e emblemática, que une o rock alternativo e de vanguarda com a música experimental, noise pop, art rock e folk. Entre os destaques internacionais do festival, estão ainda: a fusão inusitada do jazz, música latina, rock progressivo e pop barroco do músico e compositor inglês Geordie Greep – que ganhou reconhecimento mundial à frente da banda black midi -, apresentando seu aclamado álbum The New Sound de 2024, acompanhado no palco por um talentoso time de músicos brasileiros que participaram das apresentações de seu disco; e a grande sensação nova-iorquina do ano Fcukers , com um show dançante e altamente contagiante, reunindo a house music dos anos 90/00, trip hop e indie rock, em um clima de festa sem fim. Três nomes nacionais pertencentes ao casting da Balaclava Records, com lançamentos de álbuns inéditos programados para este ano, também estão escalados no line up do evento: o pós punk melancólico e oitentista com beats eletrônicos da banda Jovens Ateus ; o pop leve e moderno da cantora e compositora Gab Ferreira ; e a mistura de MPB, dream pop e psicodelia do multi instrumentista Lou Alves com seu projeto Walfredo em Busca da Simbiose . Conheça mais sobre todas as atrações do festival abaixo. serviço: Balaclava Fest 2025: com Stereolab, Yo La Tengo, Geordie Greep, Fcukers e mais Data: 9 de novembro de 2023, domingo Local: Tokio Marine Hall – R. Bragança Paulista, 1281 – Várzea de Baixo Próximo à estação João Dias (Linha 9-Esmeralda CPTM) Horários do festival: Portas 15h / Encerramento 23h Classificação etária: 16+ Entradas Ponto de venda física (sem taxa de conveniência): Café Takkø R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
The Hives anuncia novo álbum e libera primeiro single; veja vídeo

O novo álbum de The Hives, intitulado The Hives Forever Forever The Hives, será lançado no dia 29 de agosto de 2025, através da Play It Again Sam. Este álbum, composto por três faixas meticulosamente elaboradas com compromisso, intensidade e habilidade na Suécia, foi criado em parceria com os produtores estimados Pelle Gunnerfeldt e Mike D (Beastie Boys). O primeiro single do álbum, Enough Is Enough, chega acompanhado de um videoclipe filmado na grandiosa cidade de Bucareste, onde a banda assume diferentes papéis sob a direção magistral do renomado cineasta Eik Kockum. “Quem, em sã consciência, começaria uma música assim? Ninguém além do The Hives. Eles estão de volta mais cedo do que você esperava e já perdeu a paciência com todo mundo neste ponto. Daí o título. Sacou?”, disse a banda em comunicado enviado à imprensa. Seu último álbum, The Death of Randy Fitzsimmons (2023), marcou um retorno triunfal após uma década de silêncio, rendendo shows no mundo todo, incluindo o Brasil. A criação do mais novo The Hives Forever Forever The Hives ocorreu nos estúdios Yung Lean/YEAR0001 e Riksmixningsverket—este último pertenceu a ninguém menos que Benny Andersson, do lendário ABBA, em Estocolmo. Sob a orientação de seu colaborador de longa data, Pelle Gunnerfeldt (conhecido por seus trabalhos com Viagra Boys, Yung Lean e Elvira), a banda também contou com a participação especial de Mike D, dos icônicos Beastie Boys, que os recebeu em seu estúdio em Malibu. Além disso, Josh Homme, do Queens of the Stone Age, também ofereceu sua valiosa orientação.
Marina Sena lança “Coisas Naturais”, terceiro álbum de estúdio

Com o dom raro de transformar sentimentos em poesia e melodias que ecoam na alma, Marina Sena está de volta com o álbum Coisas Naturais, o terceiro trabalho de estúdio. A cantora e compositora mineira, conhecida por sua danos e sensibilidade única, entrega mais uma obra-prima, reafirmando seu lugar como um dos grandes nomes da música contemporânea. O novo trabalho reafirma a singularidade artística de Marina, que aprofunda sua sonora. Trazendo uma rica coleção de recortes de ritmos, o disco é uma verdadeira “marinada” musical, em que diferentes influências se entrelaçam com naturalidade, resultando em um som autêntico e cheio de personalidade. Entre as faixas, está Numa Ilha, lançada em dezembro do ano passado, além de Ouro de Tolo, faixa foco do projeto, lançada junto com um videoclipe. O processo criativo do álbum teve início há mais de um ano e foi marcado por uma intensa atenção, em uma fazenda, no interior de São Paulo. Foi nesse cenário inspirador que as primeiras composições tomaram forma, onde a espontaneidade e a experimentação foram os principais guias. Músicos de diferentes trajetórias se uniram a Marina nesse percurso, incluindo integrantes de A Outra Banda da Lua , de Montes Claros, criando um ambiente fértil para a composição da artista. As sessões organizadas em outros espaços, como a Casa da Música Brasileira (ZUCA) – equipamento cultural idealizado por Marina, em um estúdio intimista montado especialmente para a cantora e compositora, onde puderam concluir o processo de confecção do novo álbum. Foram mais de 12 meses de dedicação, com cada detalhe sendo lapidado até os últimos dias antes do lançamento. “Esse álbum foi muito diferente de tudo o que já fiz. O processo de composição começou há mais de um ano e foi muito intenso. A gente montou um estúdio no meio da sala, numa fazenda, e tudo foi surgindo de forma muito espontânea, com a banda tocando junto, experimentando. Foi um trabalho de criação coletiva, algo que eu queria muito viver. Esse sempre foi um sonho da Marina de Taiobeiras: poder reunir um pessoal, com uma estrutura legal e fazer uma aquisição, alugar uma fazenda e criar música desse jeito. Mas, no começo da minha carreira solo, com os primeiros discos, eu ainda não consegui parar, porque tinha toda uma agenda a cumprir, uma corrida enorme. Dessa vez, eu consegui esse tempo para realizar esse sonho e fazer o álbum exatamente da forma que eu imaginava”, se empolga Marina. Além da sonoridade plural, Coisas Naturais também marca um novo momento na performance vocal de Marina Sena. Durante a preparação para o álbum, a artista passou por um processo intenso de aprimoramento técnico ao lado da preparadara vocal Blacy Gulfier. Esse mergulho profundo na própria voz permitiu que Marina Sena explorasse novas nuances e expandisse suas possibilidades interpretativas, trazendo ainda mais soluções e emoções para cada faixa. O resultado é um disco que não apenas amplia seu repertório musical, mas também evidencia sua constante evolução como cantora e compositora. “Me dediquei muito ao estudo da minha voz para este álbum. Chegamos a um ponto na produção em que eu disse: ‘Quero cantar assim’, e então fui moldando minha interpretação com precisão, encontrando o tempo e a expressão certos para cada faixa. Foi um processo intenso, uma pesquisa profunda. Acho que todas as vozes do álbum soam diferentes do que eram antes, porque me desafiei a sair da minha zona de conforto e explorar novos lugares na minha forma de cantar”, ressalta o artista.