Festival Polifonia ouve fãs e vende ingressos sem taxa de conveniência para edição de Verão

O Festival Polifonia promete ser o primeiro festival de Rock de 2026, agendado para dia 11 de janeiro, no Vivo Rio. A proposta é simples: celebrar a chegada da estação mais quente do ano com um lineup que mescla rock alternativo, revelações da cena e, claro, o regional “riocore”. De tanto ouvir os fãs nas redes sociais, o evento inovou e promove 48 horas de ingressos sem cobrança de taxa alguma, seja de conveniência ou administração. O prazo encerra amanhã à noite (13/11). Mostrando uma curadoria eclética, o evento terá o Supercombo como headliner ao lado do cantor Kamaitachi. Do Riocore, os escolhidos foram Dibob e Catch Side para trazer o ar de nostalgia e teletransportar o público para os anos 2000, e a revelação Melton Sello, banda de pop punk. E, para fechar, a tetracampeã mundial de skate Karen Jonz acrescenta seu indie pop/rock com camadas que vão do emo ao grunge. O evento abre a temporada de 2026 do Polifonia, que completa 11 edições e prepara novidades para os próximos meses. O “Polifonia Verão” é apenas o primeiro capítulo dessa nova fase, que deve contar com o “Emo Vive 2” e o Polifonia “Tradicional”. Os ingressos já estão disponíveis pela Sympla. Supercombo Principal banda do evento, o Supercombo lançou recentemente o aclamado Caranguejo Parte 1. O trabalho demorou cerca de um ano para ficar pronto, porém caiu nas graças dos fãs. Em agosto, conversamos de maneira exclusiva sobre o lançamento, incluindo um faixa-a-faixa feito pelo vocalista Léo Ramos. O nome nasceu de uma piada interna na pré-produção. Um amigo disse que algumas músicas da banda pareciam o próprio bicho, ou seja, algo estranho, indo para um lado e depois para o outro. A banda abraçou a ideia, transformou o crustáceo em símbolo e deu nome ao disco que marca um retorno às raízes, mas sem medo de se aventurar em novos horizontes. Em festivais, a banda tem tocado este trabalho praticamente na íntegra, acrescentando seus hits, como “Piloto Automático”. ServiçoPolifonia VerãoData: 11 de janeiro de 2026 (domingo)Local: Vivo Rio – Av. Infante Dom Henrique, 85, Praia do Flamengo, Rio de JaneiroHorário: Abertura da casa às 15hClassificação: 18 anosIngressos: sympla.com.brValores: de R$ 70 a R$ 260 (1º lote, pista e camarote)
Do Morumbis à Fórmula 1, Linkin Park coloca o rock como protagonista em São Paulo

O Linkin Park voltou a São Paulo para provar que a nova fase é muito mais do que um simples revival momentâneo. A banda lotou o Morumbis com 68 mil pessoas e foi protagonista do GP Brasil de Fórmula 1 em Interlagos, com Mike Shinoda dando a bandeirada. Poppy faz bom show de abertura, porém é fria com os fãs A cantora Poppy foi a escolhida para abrir os shows do Linkin Park em toda a América do Sul. Após um elogiado show solo no Cine Joia, ela perdeu apenas a oportunidade de entender melhor como funciona um show no Brasil para angariar mais fãs. Por ser um público apaixonado, a cartilha mostra que o brasileiro reage melhor com artistas que interagem com os fãs. Mesmo com um show muito bem executado e uma banda habilidosa, Poppy entrou e saiu de maneira fria do palco. Com um tempo curto de palco, o setlist contou com oito músicas, sendo seis focadas nos álbuns I Disagree (2024) e Negative Spaces (2020). Completaram a noite V.A.N., música colaborativa com o Bad Omens, e Scary Mask do EP Choke (2019). Linkin Park foca em Mike Shinoda e consolida nova fase Mesmo com a garoa fina que caiu sobre São Paulo, o Linkin Park voltou à São Paulo sabendo que o público estava na mão e o jogo estava ganho. A presença de fãs de diferentes gerações ficou evidente: quem descobriu a banda no início dos anos 2000 pôde reviver clássicos entendendo a nova fase e o papel da Emily Armstrong em sua retomada. Já quem chegou mais tarde e virou fã através da nova fase, vibrou com as novas músicas. É impossível dissociar esse show do momento de reinvenção que a banda atravessa. Em pouco mais de um ano, foi um turbilhão que remontaria uma história de uma década: a volta, troca de vocalista, o nariz torcido de uma minoria de fãs que não aceitam a nova fase, álbum novo, versão deluxe e participações de sucesso em festivais e intervalo da Champions League. Emily mostrou mais conforto e familiaridade com o repertório antigo, soando estar muito mais à vontade e com menos peso nas costas de executar as canções da fase Chester. A abertura se deu com uma dobradinha do álbum Meteora com “Somewhere I Belong” e “Lying From You”, simbolizando um resgate imediato do DNA da banda. A sequência “Up from the Bottom” e “New Divide”, sucesso do filme Transformers, preparou terreno para “Emptiness Machine”, uma das músicas que foi cantada mais alto neste sábado e que encerrou o primeiro ato. No entanto, o segundo ato mostrou uma queda de rendimento. A aposta em deixar hits como “Crawling” e “Giving Up” de fora para incluir duas músicas do Fort Minor, de Mike Shinoda, mostram que o líder queria reforçar seu protagonismo. Carismático, ele foi para a galera e protagonizou um momento fofo ao trocar de boné com uma fã mirim. O único grande hit desta parte foi “One Step Closer”, que contou com a já esperada participação de Poppy. Com um espaço curto, o ato 3 contou com apenas com três músicas com as baladinhas Lost e Good Things Go, que prepararam terreno para What I’ve Done. Houve também espaço para um momento inusitado: a banda parou o show para uma brincadeira de chá revelação a pedido de uma fã grávida. Quando Emily anunciou “It’s a girl”, o Morumbis comemorou e tremeu como se fosse um gol do São Paulo. Logo depois, o ato 4 dedicou espaço para hits como “Numb”, “In the End” e “Faint”, trazendo de volta o público ao catarse com sinalizadores acesos no estádio e clima de coro e choros coletivos. Uma pausa ensaiada e o bis contou com “Papercut”, “Heavy is the Crown” e “Bleed it Out” que, para mim, funciona muito mais como encerramento do que “Faint”, a escolhida em outros setlists. Por fim, o show do Linkin Park focou em “From Zero”, com 9 músicas, e prova que a banda não soa só como um simples recomeço sem memória, mas como afirmação de que legado e renovação podem conviver. Linkin Park e Poppy voltam ao palco nesta terça para encerrar a turnê brasileira em Brasília. Confira abaixo os setlists completos dos dois shows. Setlist da Poppy Setlist do Linkin Park Fotos por Kelin Gnoatto/Brazil News
Humberto Gessinger se transforma em vocalista de Heavy Metal com a banda It’s All Red

O encontro entre o ícone do rock brasileiro Humberto Gessinger e a banda de Porto Alegre It’s All Red resultou em um dos lançamentos mais curiosos do ano. A faixa “Pertencimento — pt.2”, que foi lançada hoje (07/11), marca a estreia de Gessinger no universo do heavy metal. Um videoclipe registrado durante as gravações será lançado em breve. Misturando o peso do metal moderno à identidade melódica e poética de Gessinger, a canção aposta em uma sonoridade prog metal guiada por violinos e teclados, que intensificam o tom dramático da composição. Os arranjos foram criados por Vini Möller, parceiro recorrente da banda e coautor do single. O solo de violino, gravado em uma única tomada, é assinado por Maria do Carmo. A letra reflete sobre as travessias humanas, migrações, deslocamentos e a busca por pertencimento. Inspirada em histórias de imigrantes que vieram ao Brasil, também dialoga com a atual crise dos refugiados. Gessinger contribuiu com a letra e melodias vocais, enquanto o vocalista da It’s All Red, Tom Zinsk, acrescentou versos em inglês e alemão, reforçando o caráter universal da música. A sintonia foi tanta que a canção acabou dividida em duas partes: o trecho inédito fará parte do próximo álbum da banda, atualmente em produção. “Estamos muito ansiosos para ver a reação do público do Humberto, que tem um dos fãs mais fiéis do país”, comenta o guitarrista Rafael Siqueira. O vocalista Tom Zinsk complementa com bom humor: “Os fãs do Humberto são tão incríveis quanto os do Iron Maiden. Se conquistarmos eles, teremos algo para lembrar pra sempre.” A amizade que virou parceria A conexão entre Gessinger e o It’s All Red nasceu dentro do estúdio Soma Music Hub, em Porto Alegre. Rafael Siqueira conheceu o músico enquanto participava das gravações de “Sem Piada Nem Textão” e da pré-produção do álbum “Revendo o que Nunca Foi Visto”. A afinidade se transformou em troca criativa. “Gessinger postou uma foto com o livro Mês dos Cães Danados, do Moacyr Scliar. Comentei que daria pra fazer uma música sobre a obra e ele respondeu: ‘Pensei em ti quando postei’. Convidei pra fazermos um som juntos, e ele topou”, relembra Siqueira. Heavy metal sem fronteiras A estreia de Gessinger no gênero pode surpreender, mas suas referências deixam pistas. “Minha árvore genealógica é Zeppelin–Purple–Maiden–Motörhead (por causa do baixo). Sempre fui mais progressivo do que metaleiro, mas aos 60 anos essas gavetas ficam pequenas demais pra tanta música boa”, explica. Sobre a parceria, o guitarrista Rafael destaca o impacto de ouvir a voz de Humberto em uma base pesada: “Foi emocionante. Dá vontade de fazer um disco inteiro.” Durante as gravações, as conversas sobre bandas e estilos fluíram naturalmente. “Falamos sobre Opeth e Ghost enquanto experimentávamos ideias. Parecia que a gente era uma banda só”, brinca Tom Zinsk. It’s All Red Com 18 anos de estrada, o It’s All Red é uma das bandas mais consistentes do metal gaúcho. Já dividiu palco com nomes como Megadeth, Cavalera Conspiracy, Paul Di’Anno e Ratos de Porão, e lançou três álbuns e quatro EPs. O grupo conquistou destaque internacional com os discos “The Natural Process Of…” (2010) e “Lead By The Blind” (2015), lançados também na Europa. Entre seus trabalhos mais recentes estão os singles “H5N1”, que ganhou uma inusitada versão para meditação, e “Moment”, que reflete sobre o medo das multidões em tempos de incerteza.
Gloryhammer estreia no Brasil com show em São Paulo no dia 16 de novembro

A banda escocesa Gloryhammer, um dos nomes mais originais do power metal atual, se apresenta pela primeira vez no Brasil no dia 16 de novembro, no Carioca Club, em São Paulo. O show marca a estreia do grupo no país e promete uma imersão no universo épico e fantasioso criado pelo tecladista e fundador Christopher Bowes, também conhecido por liderar o Alestorm. Os ingressos estão à venda. A realização é da Overload. Formado em 2010, o Gloryhammer se tornou referência no power metal europeu ao unir guitarras velozes, coros grandiosos e arranjos orquestrados que remetem a trilhas sonoras de cinema. Com influências de Rhapsody of Fire e Sabaton, o grupo encontrou um caminho próprio, equilibrando técnica e teatralidade com doses de humor britânico. As músicas funcionam como capítulos de uma saga interplanetária protagonizada por Angus McFife, um herói que atravessa dimensões e enfrenta criaturas míticas. As letras, cheias de fantasia e ironia, criam um universo que mistura mitologia, ficção científica e sátira, sem deixar de lado a grandiosidade do gênero. O álbum de estreia, Tales from the Kingdom of Fife (2013), apresentou o Reino de Fife, território fictício inspirado na Escócia natal da banda, e o embate entre Angus McFife e o vilão Zargothrax. Em seguida, Space 1992: Rise of the Chaos Wizards (2015) levou a narrativa ao espaço, ampliando a escala da aventura. Com Legends from Beyond the Galactic Terrorvortex (2019), o Gloryhammer consolidou seu nome entre os principais expoentes do estilo, e o mais recente trabalho, Return to the Kingdom of Fife (2023), marcou o retorno às origens, resgatando o espírito heroico do início e expandindo a mitologia da saga. No palco, o grupo é conhecido por apresentações que beiram o teatro, com figurinos medievais, armaduras reluzentes e encenações que transformam o show em uma experiência cinematográfica. Essa combinação de humor e espetáculo fez do Gloryhammer uma presença constante em grandes festivais como Wacken Open Air e Bloodstock Open Air. ServiçoGloryhammer em São Paulo – 1º show no BrasilData: 16 de novembro de 2025 (domingo)Horário: 18h30 (abertura da casa) | 20h (show)Local: Carioca Club (Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo/SP)Ingressos: www.clubedoingresso.com/evento/gloryhammer-saopauloClassificação: 16 anos
Do hardcore ao caos psicodélico: Drain e Portugal. The Man lideram os lançamentos da semana

A nova investida da banda norte-americana Drain confirma sua reputação de “banda mais simpática do hardcore”. Gravado em meio a adversidades, já que o baterista Tim Flegal enfrentou recentemente um diagnóstico de câncer, o álbum explode com a energia característica do HCNY, riffs frenéticos e refrões que misturam otimismo e intensidade. Faixas como “Stealing Happiness From Tomorrow” trazem hinos com o mantra “Life is not a contest, but I’ve already won!”, enquanto “Darkest Days” e “Scared Of Everything And Nothing” exploram ansiedade, vulnerabilidade e superação. Os vocais de Sammy Ciaramitaro não escondem os demônios pessoais, e é justamente essa honestidade que torna o disco tão potente. No fim, “Is Your Friend” serve tanto como trilha de mosh-pit quanto como manifesto de união, reafirmando que o hardcore do Drain é sobre comunidade, não apenas brutalidade. Portugal. The Man Enquanto isso, o Portugal. The Man retorna com seu décimo álbum, “Shish”, expandindo fronteiras sonoras com uma mistura de indie rock, distorção pesada e colagens experimentais. O disco traz a fórmula de sucesso que mistura psicodelia, eletrônico e indie pop. John Gourley e Zoe Manville mergulham em suas próprias raízes para criar faixas que vão do crust punk agressivo de “Pittman Railliers” aos momentos contemplativos de “Knik” e “Tanana”. Algumas escolhas arrojadas, como o refrão de “Angoon” que lembra o saudoso Kurt Cobain, mostram uma banda que não teme errar para seguir explorando. “Shish” é denso, cheio de texturas e nuances, e recompensa quem escuta com atenção. É uma obra de liberdade criativa e autoconhecimento, um retrato de uma banda que prefere se reinventar a repetir fórmulas. Esses dois lançamentos mostram caminhos opostos, mas igualmente pulsantes do rock atual. O Drain mantém viva a essência do hardcore visceral e coletivo, enquanto o Portugal. The Man se aventura por um território mais caótico e inventivo. Em comum, ambos reafirmam que a música continua sendo um espaço de intensidade e renovação. ServiçoDrain – “Is Your Friend” (lançamento: 7 de novembro de 2025, Epitaph Records)Portugal. The Man – “Shish” (lançamento: 7 de novembro de 2025, Thirty Tigers)
Dois Girassóis lança o álbum “Coisas Boas” e celebra uma década de estrada

O duo formado por Luiza Novaes e Aloisio Oliveira chega ao primeiro álbum autoral com “Coisas Boas”, trabalho que marca os dez anos de trajetória do Dois Girassóis. O disco, lançado pela Tratore e disponível em todas as plataformas digitais, abre um novo ciclo para os artistas, reconhecidos em 2024 com o Prêmio Inezita Barroso de Música Caipira e Cultura Popular. A dupla soma passagens por projetos como Ruas Abertas, Virada Cultural (2016–2025) e feiras literárias pelo país, além de turnês pelos Estados Unidos, Argentina e Peru. Gravado no Estúdio 185, o álbum tem produção de Rodrigo Carraro e masterização de Beto Mendonça. As faixas transitam entre o baião, o folk celta, o reggae e o cururu, misturando influências nordestinas e da música popular brasileira. “É um convite para acordar a criança do adulto e fazer dormir o adulto da criança”, resumem os músicos. Entre os destaques estão “Lua Gira Sol”, que reflete sobre as fases da lua e seus efeitos sobre os sentimentos, “Coisas Boas”, composta à beira-mar como um chamado à energia positiva, e “Beijo”, que resgata a leveza das brincadeiras de roda. Já “Repense”, escrita no Dia do Meio Ambiente, reforça a importância dos sete R’s; “Deixa” fala sobre o perdão; e “Tudo ou Nada”, em ritmo de forró, aborda a dificuldade de colocar emoções em palavras. Outras faixas ampliam o universo poético do álbum, como “Acerola no Quintal”, que celebra a natureza em compasso 7/8, e “Intransitivo”, sobre o amor que existe por si só. O clipe dessa última já ultrapassou 120 mil visualizações após sua exibição no festival La Mission. O disco termina com “Eu Não Tô Só”, canção que lembra que sonhos se realizam em conjunto. O álbum conta com participações de Márcio Maresias (gaita), Lucas Tornezze (viola caipira), Marcos Coin (violão e guitarra), Rodrigo y Castro (flauta), Ramiro Marques (saxofone), Humberto Zigler (bateria e moringa) e Max Dias (baixo). A capa, assinada por Warley Kenji, foi registrada nos trilhos de trem que levavam o duo às aulas de yoga, o mesmo caminho onde nasceram várias composições, simbolizando a busca pela luz mesmo em dias nublados. O lançamento vem acompanhado de um videoclipe dirigido por Alécio Cezar, que mostra os bastidores da gravação. Viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do município de Guararema, o projeto celebra a arte como força transformadora. “Coisas Boas” é, acima de tudo, um disco sobre esperança, parceria e o poder de encontrar beleza no simples.
N4T! lança “Lighthouse” com Jason Lancaster em faixa que celebra a nostalgia pop punk dos anos 2000

Depois de parcerias com nomes como Kellin Quinn (Sleeping With Sirens) e We The Kings, a artista brasileira N4T! apresenta “Lighthouse”, faixa que marca uma das colaborações mais emocionais e cinematográficas de sua carreira. A música conta com a participação de Jason Lancaster, lendário vocalista e compositor que marcou o pop punk dos anos 2000 à frente do Go Radio e do Mayday Parade. Gravada na Geórgia (EUA) e produzida por Zack Odom e Kenneth Mount, dupla responsável pelo som de álbuns icônicos da cena, como A Lesson in Romantics (2007), do Mayday Parade, “Lighthouse” combina arranjos de piano, violinos e vocais intensos para construir uma narrativa sobre amor e esperança. A canção fala sobre encontrar luz em meio à escuridão e retoma a estética emocional dos anos 2000, sem perder a identidade contemporânea de N4T!. “Trabalhar com o Jason foi surreal”, conta N4T!. “Ele é uma das vozes que mais me influenciaram quando comecei a compor. E poder gravar essa música com os mesmos produtores do álbum que marcou minha vida, A Lesson in Romantics, foi um sonho realizado.” Com atmosfera cinematográfica e produção refinada, “Lighthouse” chega como um hino moderno sobre amor, fé e conexão. Uma verdadeira ponte entre a nostalgia do pop punk e a nova geração do gênero.
Entrevista | Chet Faker – “Assisti vários shows no Rock The Mountain e fiquei impressionado com a música brasileira”

O cantor e compositor australiano Chet Faker, também conhecido por seu nome de batismo Nick Murphy, está no Brasil para duas datas no festival Rock The Mountain e vive uma nova fase criativa. Após o elogiado Hotel Surrender (2021), o artista prepara o lançamento de A Love for Strangers, que chega em 13 de fevereiro de 2026 pela BMG. O disco promete marcar um retorno às composições mais diretas e orgânicas, com menos dependência da produção eletrônica. Em faixas como This Time for Real, Inefficient Love e Far Side of the Moon, Faker resgata a autenticidade que o consagrou, ao mesmo tempo em que explora novas sonoridades inspiradas nos anos 1990 e 2000. Após um show hipnótico no último fim de semana no festival Rock the Mountain, em Petrópolis, Chet Faker retorna ao palco neste sábado para sua segunda apresentação no evento. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o artista falou sobre o novo álbum, a relação com o Brasil e a fusão entre suas identidades artísticas. Seu novo álbum, A Love for Strangers, marca uma nova fase na sua carreira. O que mudou no seu processo criativo desde Hotel Surrender até esse novo projeto? Acho que muita coisa mudou. Mas a principal foi me afastar da produção mais complexa, com loops e camadas no computador, e focar mais na escrita tradicional das músicas. Muitas faixas desse disco foram gravadas com apenas um instrumento, do começo ao fim. Quase todas eu posso tocar no piano ou no violão, sem depender de samples ou elementos eletrônicos que dificultam a execução ao vivo. Então foi uma volta ao básico, à composição pura, deixando isso guiar o processo. O novo single, This Time for Real, fala sobre esperança e autenticidade. Essa música veio de uma experiência pessoal recente? Com certeza. Tudo o que eu escrevo vem de experiências pessoais. É curioso, porque quase tirei essa faixa do álbum, já que o estilo dela é um pouco diferente do resto. Ela foi escrita na época do Hotel Surrender, então tem essa transição. A canção fala sobre lidar com o fato de que algumas músicas chegam a públicos maiores e o que isso significa na indústria. Tem um pouco de ironia também, especialmente no videoclipe, que me mostra dirigindo carros esportivos e andando de jet ski. No fundo, é uma música sobre aprender a lidar com o sucesso. E isso é como aprender a andar de bicicleta pela primeira vez no meio de um furacão. Sua música sempre flutua entre eletrônica, soul, pop e até elementos de rock. Nesse momento, há algum som ou gênero que esteja te inspirando mais? A Love for Strangers é provavelmente o primeiro álbum em que tentei recriar o sentimento de quando eu era criança ouvindo música nos anos 1990 e 2000. Eu jogava Playstation 1 com meu irmão, e muitos dos jogos japoneses tinham trilhas com batidas de jungle e rave. Ao mesmo tempo, eu ouvia pop no carro da minha mãe, como David Gray, e também grunge e música de guitarra. Essa mistura me marcou muito. Então esse disco tenta capturar essa sensação de ser uma criança cercada por sons completamente diferentes vindo de todos os lados. Sobre o Rock the Mountain, como foi a experiência do show neste último semana e o que achou do festival, que apresenta tantas sonoridades diferentes? Foi um show ótimo. O público estava incrível, cheio de energia. E o lugar é lindo, cercado pela natureza. Antes da minha apresentação, fui dar uma caminhada e acabei assistindo a várias bandas brasileiras. Foi uma experiência muito boa, porque é tudo música ao vivo, com muita gente tocando instrumentos de verdade. Fiquei impressionado com a força da música brasileira. É uma das mais ricas do mundo. Você vai se apresentar novamente neste fim de semana. Podemos esperar algo diferente no setlist? Ainda não decidi. Costumo definir o repertório de acordo com o que estou sentindo no dia, você acredita? Mas estou muito animado. Você alternou os nomes Nick Murphy e Chet Faker ao longo da carreira. Hoje, como vê a diferença entre essas duas identidades? Para mim, é mais uma sensação do que uma definição clara. No começo, o Chet Faker tinha muitas limitações, era um projeto mais específico. Mas com o tempo, tudo começou a se misturar. Acho que o Chet Faker se tornou uma espécie de marca, e há músicas que simplesmente não se encaixam nele, mesmo que façam parte de mim. É algo intuitivo. Hoje eu sinto quando uma canção pertence a esse universo, e quando não pertence. Se você pudesse escolher, quais cinco músicas tocaria para sempre em seus shows? Essa é boa. Eu iria de Talk Is Cheap, Gold, Inefficient Love, 1998 e Far Side of the Moon. Essas são as que eu mais gosto de tocar.
Festival DoSol 2025 anuncia lineup com Terno Rei, Rancore e Black Pantera

O Festival DoSol 2025 chega à sua 22ª edição consolidado como um dos maiores eventos da música independente brasileira. Entre os dias 13 e 29 de novembro, o festival ocupará cinco cidades do Rio Grande do Norte: Natal, Mossoró, Caicó, Assu e Currais Novos, com mais de 80 shows que vão do indie ao punk, passando pelo samba, reggae e música eletrônica. Reconhecido como Patrimônio Cultural e Imaterial do estado, o evento terá entrada gratuita no interior e ingressos a preços populares na capital. O lineup deste ano destaca nomes como Terno Rei, Rancore, Mukeka di Rato, The Mönic e Black Pantera, além de atrações internacionais como os portugueses Linda Martini e o sul-coreano Octopoulpe. Fiel à sua proposta de valorizar a produção local, o Festival DoSol 2025 também apresenta novos talentos potiguares, como Bixanu, Dani Cruz, Gracinha, Sourebel e Taj Ma House, além de reencontros marcantes com Talma&Gadelha, Camarones Orquestra Guitarrística e Dusouto. Em Natal, o evento ocupará o Centro Histórico da Ribeira, distribuído por cinco palcos: Largo da Rua Chile, Galpão 292, Armazém Ribeira e Frisson (interno e externo), em dois dias de maratona cultural que seguem até o amanhecer. Já nas cidades do interior, a proposta é democratizar o acesso à música com apresentações totalmente gratuitas. “O DoSol nasceu e cresceu ocupando espaços da cidade e do estado. Incluir o interior na nossa agenda é sempre um desafio, mas também é nossa maior alegria”, afirma Ana Morena, coordenadora geral do festival. Com 22 anos de história, o Festival DoSol segue como símbolo de resistência cultural e experimentação artística, integrando a Associação Brasileira de Festivais Independentes (Abrafin) e fortalecendo a cena alternativa no país. O evento tem patrocínio da Cerveja Sol, via Lei Câmara Cascudo, e da Unimed Natal, via Lei Djalma Maranhão, além de apoio do Governo do RN, Fundação José Augusto, Prefeitura de Natal e parceiros culturais locais. Serviço22ª edição do Festival DoSol13, 14, 23 e 27 de novembro – Sede Cultural DoSol (Natal/RN)15 de novembro – Caicó/RN16 de novembro – Currais Novos/RN21 de novembro – Assu/RN22 de novembro – Mossoró/RN28 e 29 de novembro – Natal/RN Entrada gratuita no interior e na primeira hora em NatalIngressos: outgo.com.br/festivaldosol2025Mais informações: instagram.com/festivaldosol