Oasis terá loja física em São Paulo a partir de 20 de novembro

A febre do retorno do Oasis chega a São Paulo com a abertura da fan store oficial da turnê Oasis Live ‘25. O espaço, que funcionará na Projeto 2005 (Rua Martim Carrasco, 66, Largo da Batata, em Pinheiros), abre as portas do dia 20 a 28 de novembro oferecendo uma experiência única para os fãs brasileiros. Após o sucesso das lojas oficiais que acompanharam os shows no Reino Unido e na Irlanda, a capital paulista será a única cidade do Brasil a receber a fan store, que antecede a aguardada passagem da turnê pela América do Sul com ingressos esgotados em todo o mundo. No local, serão vendidos produtos oficiais da turnê, incluindo itens de edição limitada, roupas masculinas, femininas e infantis, além de acessórios como camisetas, moletons, jaquetas e muito mais. Entre os destaques está a colaboração Adidas X Oasis, sucesso mundial que estará disponível em quantidades limitadas na pop-up store de São Paulo. A coleção terá preços que começam em R$ 279,99 e podem chegar a R$ 999,99, de acordo com informações divulgadas pelo site da Adidas. As camisas mais procuradas, do modelo Jacquard Jersey, com design inspirado em uniformes de futebol, custarão R$ 499,99 (azul) e R$ 699,99 (preta). A loja também trará camisetas exclusivas com artes de álbuns e singles clássicos, como Definitely Maybe, (What’s The Story) Morning Glory?, Wonderwall e Supersonic. Outro item imperdível é o famoso bucket hat, chapéu de pescador eternizado por Liam Gallagher nos anos 1990 e símbolo do estilo britpop e da cultura de Manchester. A entrada é gratuita, mas recomenda-se reservar o horário de visita antecipadamente para evitar filas. O público pode confirmar presença por meio de cadastro online. A loja funcionará de segunda a sexta-feira, das 11h às 20h; sábado, das 11h às 19h e, no domingo, das 11h às 18h. O Oasis se apresenta no Brasil nos dias 22 e 23 de novembro de 2025, no Estádio Morumbis, em São Paulo. Os ingressos para ambos os shows já estão esgotados.

Story of The Year lança “Gasoline”, música mais pesada da carreira, após passagem pelo Brasil

O Story of the Year anunciou o oitavo álbum da carreira, A.R.S.O.N., com lançamento previsto para 13 de fevereiro de 2026 pela SharpTone Records. Para marcar a nova fase, a banda divulgou o single “Gasoline (All Rage Still Only Numb)”, descrito como uma das faixas mais pesadas e intensas de sua trajetória. O lançamento chega logo após a elogiada participação da banda na I Wanna Be Tour e nos sideshows em São Paulo e Rio de Janeiro. Produzida por Colin Brittain (Linkin Park), a música traz guitarras distorcidas, vocais viscerais e uma letra que fala sobre explosão emocional e a vontade de “queimar tudo para recomeçar”. Em entrevista ao Blog N’ Roll, o vocalista Dan Marsala comentou sobre trabalhar novamente com Brittain. “No último álbum, Tear Me to Pieces, o produtor Colin Britton foi muito importante para capturar a mesma energia dos primeiros dias. Trabalhamos muito para trazer de volta a energia jovem de 20 anos atrás. Gravamos outro álbum com ele, que será lançado em breve, e seguimos o mesmo processo: fazer música que amamos. Isso não mudou”. Já para o guitarrista Ryan Phillips, o novo trabalho representa um mergulho mais profundo na combinação de peso e melodia que consagrou o quarteto desde Page Avenue (2003). Com A.R.S.O.N., o grupo, que conta também com Josh Wills e Adam Russell, promete uma sonoridade ainda mais agressiva e emocional, mantendo o espírito do post-hardcore vivo mais de duas décadas depois.

Jéssica Falchi anuncia estreia solo com single “Moonlace” e prepara EP autoral para 2026

A guitarrista e compositora brasileira Jéssica Falchi, conhecida por sua passagem pela banda de death metal Crypta, inicia uma nova fase da carreira com seu projeto solo instrumental, batizado simplesmente de Falchi. O trabalho marca o início de um caminho pautado pela liberdade criativa e pela busca por uma sonoridade pessoal. O primeiro single dessa nova etapa, “Moonlace”, chega às plataformas de streaming no dia 31 de outubro e já está disponível para pré-save neste link. A faixa abre uma série de quatro singles produzidos em parceria com o guitarrista Jean Patton (ex-Project46), que serão lançados entre o fim de 2025 e o início de 2026, culminando no primeiro EP da Falchi, previsto para 23 de janeiro de 2026. A data coincide com a presença da artista na tradicional feira da indústria musical NAMM Show, em Los Angeles (EUA). “Quero que minha música alcance não só músicos, mas pessoas que se conectam com o som de forma emocional”, explica Jéssica, que aposta em composições instrumentais capazes de transitar entre intensidade e delicadeza. “Cada música traz uma abordagem diferente, mas sempre parte do rock e do metal, com uma pitada das minhas referências brasileiras”, complementa. Inspirada por nomes como Joe Satriani, Steve Vai, Kiko Loureiro e bandas como Metallica, Pink Floyd e Leprous, Falchi constrói um repertório que combina técnica e emoção. Antes de embarcar na carreira solo, a guitarrista tocou com Aquiles Priester, gravou com Elana Dara e chamou a atenção nas redes sociais, onde soma mais de 300 mil seguidores, além de ter sido notada pelo próprio Metallica por seus vídeos de performance. Com passagens por turnês nas Américas, Europa e Ásia durante sua trajetória na Crypta, Jéssica agora se volta para dentro: seu novo projeto é um convite à introspecção, à liberdade musical e à redescoberta do som como forma de existência.

Entrevista | Sabaton – “Estou orgulhoso do Legends, é um álbum variado e forte”

O Sabaton lançou seu 11º álbum de estúdio, Legends, pela Better Noise Music, inaugurando uma nova fase em sua carreira. O disco mergulha em personagens históricos como Joana D’Arc, Genghis Khan, Júlio César e Napoleão, costurando batalhas, filosofia e momentos marcantes em músicas que equilibram peso e melodia. Com produção de Jonas Kjellgren e arte de Peter Sallai, o álbum busca sintetizar figuras que ajudaram a moldar o mundo, funcionando como uma coletânea de histórias que o grupo sueco queria contar há muito tempo. Em entrevista ao Blog n’ Roll, o vocalista do Sabaton, Joakim “Jocke” Brodén, falou sobre o processo criativo do novo disco, a escolha das figuras históricas e os desafios de transformar temas tão grandiosos em canções. Ele também comentou a forte conexão com o público brasileiro, a história por trás da guitarra da Hello Kitty no Bangers Open Air e a possibilidade de abordar conflitos atuais em trabalhos futuros. O que inspirou o conceito de Legends e a escolha dessas figuras históricas? Há muitos personagens que queríamos escrever, mas nunca tivemos um tema comum. Napoleão, por exemplo: poderíamos fazer um álbum inteiro só sobre ele, mas e os outros? O mesmo com Júlio César, que renderia muitas histórias sobre o Império Romano. Percebemos que César, Napoleão, Genghis Khan, Vlad, Joana D’Arc tinham algo em comum: todos eram lendas. Então pensamos em Legends como uma espécie de grandes sucessos das figuras que queríamos abordar, mas que nunca tinham se encaixado em um conceito único. Pela primeira vez todos os membros do Sabaton participaram das composições dentro do mesmo álbum. Como isso mudou o processo criativo? Vou dar uma resposta meio chata e te frustrar (risos): nada mudou. Hannes, nosso baterista, não costuma compor, tinha escrito só uma música antes, mas desta vez ele trouxe uma ideia. Os outros já eram ativos no processo, mesmo em álbuns passados. Foi mais uma coincidência de todo mundo ter músicas prontas, mas eu gosto de escrever junto, é melhor do que trabalhar sozinho. Você citou Napoleão, Joana D’Arc e Genghis Khan. Qual lenda foi o maior desafio de transformar em música? Para mim, foi Miyamoto Musashi. Eu só conhecia ele como samurai, mas nas pesquisas o descobri como autor e filósofo. Isso mudou todo o conceito das letras. Os pré-refrões da música Duelist vieram do seu livro O Livro dos Cinco Anéis. Achei importante mostrar esse outro lado dele, não apenas o guerreiro. Há planos de lançar documentários, materiais visuais ou até mesmo um jogo para expandir a narrativa do álbum? Queremos continuar com os vídeos no canal Sabaton History no YouTube, junto com o Indy Neidell, mas é complicado. Para falar de guerras modernas, usamos fotos e vídeos de arquivo. Mas como ter imagens do Egito antigo, por exemplo? A Inteligência Artificial seria uma solução, mas muita gente não aceita. Ainda estamos pensando como resolver isso. Houve alguma figura histórica que vocês imaginaram no álbum, porém ficou de fora? Queríamos muito Alexandre, o Grande. Até comecei a compor, mas a música não funcionou. Quero voltar a isso em algum momento. Acredita que o álbum Legends irá marcar uma nova fase na carreira do Sabaton? Difícil dizer. Fizemos o nosso melhor, mas agora depende dos fãs. Se eles gostarem, ótimo. Se não, talvez tenhamos que mudar o caminho. Estou orgulhoso, acho que é um álbum variado e forte. A turnê de Legends deve vir ao Brasil? Esse é o plano e nosso desejo. Ficamos devendo parte das turnês de The Great War e The War to End All Wars por causa da pandemia. Agora queremos trazer Legends. Vocês tocaram no Brasil no Bangers Open Air. Por que escolheram o país para abrir a agenda de 2025? A pergunta é por que não começar pelo Brasil? Tivemos que começar em algum lugar, e o Brasil parecia perfeito, ainda mais em um festival. É sempre uma loucura tocar aí, os fãs são incríveis e queríamos que fosse uma festa para começar o ano. Vocês tem uma música sobre o Brasil na guerra. Como você descreveria a conexão da banda com o país? Muito forte. Lembro quando conhecemos José Maria, um dos Smoking Snakes, em Juiz de Fora. Ele disse para o Hannes que seria o primeiro a cair em combate por ser o mais alto. Depois, quando falamos que o show seria intenso, ele respondeu: “Sobrevivi aos nazistas, posso sobreviver a um show de metal.” Essa frase foi lendária. Qual a história por trás da guitarra da Hello Kitty? Foi uma pegadinha. Eu esqueci uma vez de deixar minha guitarra no carregamento e pedi ajuda. A equipe me entregou uma guitarra da Hello Kitty. Desde então, virou tradição. Toda vez que viajo, minha guitarra “some” e eles colocam outra no lugar. Acho que só vou rever a original quando morrer. Com tanto conflito e guerra no mundo, vocês pensam em abordar guerras atuais em futuras músicas? Talvez, mas é preciso tempo. A forma como conflitos são noticiados varia muito de país para país, e nós não confiamos em jornalistas nem políticos. Não somos historiadores, somos apaixonados por história, mas precisamos da distância para que especialistas registrem os fatos de maneira objetiva e imparcial. O que os fãs podem esperar da turnê do Legends? Estamos preparando um palco totalmente novo. Depois dos últimos três shows, tudo será reformulado. Dá um frio na barriga, mas é empolgante. Como era a cena de rock na Suécia quando vocês estavam começando? Não era enorme, mas estava lá. Eu tinha quatro anos e vi na TV I Wanna Rock, do Twisted Sister. Fiquei paralisado. O metal nunca foi esquecido na Suécia, mas também nunca foi mainstream. Hoje ele está maior do que nunca. Para encerrar, qual a mensagem para os fãs brasileiros? Obrigado pelas boas horas e que venham muitas mais em breve.

Entrevista | Wolf Howl Harmony – “Queremos muito ir cantar e dançar no Brasil”

Em meio à ascensão global do J-pop, um novo nome tem chamado a atenção dentro da poderosa engrenagem da EXILE TRIBE: o quarteto Wolf Howl Harmony. Formado por Hiroto, Ryoji, Suzuki e Ghee, este último nipo-brasileiro que viveu parte da infância em São Paulo, o grupo vem se destacando pela mistura de pop contemporâneo, rap e influências multiculturais e já atingiu mais de 100 mil seguidores no Instagram. Revelados em 2023 após um rigoroso processo seletivo que envolveu mais de 48 mil candidatos, os quatro conquistaram o público japonês e vêm expandindo fronteiras com singles como “Bossa Bosa” e “BAKUON”, que dialogam com o público jovem por meio de batidas dançantes e estética vibrante. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Ghee falou sobre o processo de formação, a relação com a EXILE TRIBE e a importância das raízes brasileiras nessa jornada de internacionalização. Entre histórias curiosas, referências musicais e planos para o futuro, o nipo-brasileiro mostra por que o grupo é apontado como um dos nomes mais promissores da nova geração do pop asiático. Me conta um pouco dos bastidores de vocês serem escolhidos entre 48 mil pessoas no Icon Z. Fiquei muito emocionado, porque trabalhei muito até o dia em que cheguei aqui. Eu cantava em muitos lugares, às vezes só tinham quatro pessoas assistindo, mas mesmo assim eu continuava cantando, cantando, cantando.Cada vez que eu cantava, eu pensava no meu sonho, e consegui alcançar esse sonho. Foi muito emocionante. E sobre o nome de vocês, Wolf Howl Harmony, tem algum significado simbólico? O que esse nome representa? posso explicar em japonês? Porque é muito importante. (A tradutora explica)O nome Wolf Howl Harmony foi criado por Hiro-san. Ele criou o nome baseado em como essas quatro pessoas se conectam, cada uma com sua história única. Ele quis dar esse nome porque acreditava que, com nossas histórias diferentes, nós poderíamos criar uma harmonia, uma bela história juntos. Como é formar uma banda com desconhecidos? Geralmente a gente forma banda com amigos. Como é essa rotina? No começo foi difícil, porque viemos de lugares diferentes. Eu sou brasileiro e eles são japoneses. Era complicado no início, mas a gente se deu bem. Eles gostaram de mim, e todos nós gostamos de música, de cantar. A música faz o nosso coração se unir, sabe? Acho que é por isso que conseguimos estar juntos até hoje, porque temos a música. No começo foi difícil, mas agora está muito bom. Estamos cantando as músicas que queremos, tentando até fazer músicas brasileiras, funk carioca. Estamos nos sentindo bem. Já que você falou de funk, vocês também têm elementos de rap. Vocês se veem mais como um grupo pop ou preferem algo mais amplo? É difícil dizer. A gente gosta do rótulo J-pop, porque nascemos no Japão. Queremos levar o J-pop para o mundo.Mas não gostamos muito quando as pessoas nos chamam de “ídolos”. Não é que a gente não goste, mas é estranho. Porque o que a gente ama é a música. Queremos espalhar música: R&B, rock, hip-hop, J-pop. Queremos tentar todos esses estilos no futuro. Falando sobre o Brasil, você tem alguma lembrança ou referência daqui? Uma música ou algo da infância? Eu jogava muito futebol, sempre descalço. Também brincava de bola de gude com meus amigos. Tinha um chocolate que eu amava, que saía como se fosse cabelo, acho que era “Belão Cabelão”! Eu via Pokémon, Dragon Ball, Turma da Mônica, Scooby-Doo. Comia pastel, feijoada, pão de queijo. Tenho muitas lembranças boas do Brasil. E qual foi a reação do público brasileiro quando descobriram que havia um brasileiro num grupo de J-pop? Acho que eles ficaram surpresos. Muita gente comentou: “Ele é brasileiro mesmo? Não parece!”.Nunca tinham visto um brasileiro num grupo japonês. Mas comecei a responder no TikTok em português, e eles escreveram “Te amo, Ghee!”, “Estamos esperando vocês no Brasil!”. Fiquei muito feliz com esses comentários. Acho que eles gostaram, e eu também gostei muito do carinho deles. Vocês planejam uma vinda ao Brasil? Eu quero muito ir ao Brasil! E não sou só eu, os outros também já amam o Brasil e querem cantar aí.Já apresentei minha mãe e minha avó para eles, elas já conversaram pelo telefone com o grupo.Todos estão ansiosos para conhecer o Brasil algum dia. Eles vivem falando “Rio, Rio, Rio de Janeiro!”. Estão sempre pesquisando sobre o país. Mas há planos concretos ou planejamento para vir? Ainda não temos nada definido, mas estamos tentando criar um plano para isso. Queremos muito ir ao Brasil e contamos com a ajuda de vocês para divulgar. Tem música que eu já cantei em português, como “Evidências”. Eu cantei essa música, e eles também cantaram comigo. Por isso quero que vocês nos ajudem a realizar esse sonho. Pode deixar que vamos ajudar! Falando em Brasil, “Bakuon” tem elementos de funk. Como surgiu essa ideia? Essa ideia veio de um cara chamado DJ Daruma. Ele é como um pai pra gente. Desde o começo, ele é nosso diretor e produtor. Ele disse: “O Ghee é brasileiro, então por que não tentamos fazer um funk carioca?”. E assim começou. Eu sempre mostro músicas brasileiras pra eles ouvirem, e todo mundo gosta. Então criamos “Bakuon” inspirados nisso. Qual música você indica para os brasileiros conhecerem o Wolf Howl Harmony? “Bakuon”, claro! E também “Bossa Bosa”. Essa música tem influência da bossa nova do Brasil.Começamos com “Bakuon”, depois “Bossa Bosa”, e já estamos preparando outra música inspirada no Brasil. Ainda não terminamos a letra, mas vem aí. O Rising Star Award foi um marco pra vocês. Como foi aquela noite? Parecia um sonho. Estavam lá vários artistas que eu só via na televisão. E de repente, nós estávamos cantando no mesmo evento. Foi muito emocionante e ficamos muito felizes. “Frozen Butterfly” esteve entre as músicas mais ouvidas no Japão. Qual foi o momento em que você sentiu que o sucesso estava realmente acontecendo? Difícil escolher! A gente ama “Bakuon”, mas também ama “Frozen Butterfly”. Ela tem um estilo que lembra o N

Coletivo SHN celebra 25 anos com livro comemorativo e lançamentos em Americana e São Paulo

Um dos coletivos mais emblemáticos da arte urbana brasileira, o SHN comemora 25 anos de trajetória com o lançamento de um livro que reúne os 26 projetos mais marcantes de sua história. Produzida em parceria com o estúdio Colletivo, a publicação é uma edição especial de capa dura e tiragem limitada, resultado de três anos de curadoria, direção de arte e diagramação dedicadas a traduzir em papel o impacto visual e conceitual do grupo. O livro “SHN – 25 anos” será lançado em dois eventos neste fim de semana. O primeiro acontece em Americana (SP), cidade natal do coletivo, na sexta-feira (17/10), na Rua Silvino Bonassi, 840, a partir das 18h. No sábado (18/10), o lançamento chega à capital paulista, no Balsa Bar (Rua Capitão Salomão, 26, 3º andar), a partir das 13h. Os exemplares estarão à venda nas duas ocasiões, e quem participou da pré-venda poderá retirar o livro pessoalmente e garantir o autógrafo dos artistas. A publicação bilíngue (português e inglês) combina textos, fotos e ensaios de convidados que ajudam a reconstruir a trajetória do grupo — de suas origens no interior paulista às intervenções realizadas em espaços públicos de diferentes partes do mundo. Ícones visuais como a boca aberta colorida e os adesivos “Obrigado Vida”, que se espalharam por muros e ruas de todo o país, são revisitados em páginas que revelam bastidores e contextos de criação. Entre os projetos destacados estão a participação do SHN na Virada Cultural de 2023, com bandeiras erguidas no Vale do Anhangabaú, e a instalação “Paixão Tropical”, realizada na Arábia Saudita a convite dos curadores Cedar Lewisohn e Basmah Felemban. No festival, o coletivo ocupou uma parede de 14 metros em Riyadh com um mosaico de pôsteres criados especialmente para o evento. O livro também traz textos de nomes que acompanharam de perto a trajetória do grupo, como Gustavo Sartori Barba, diretor da +Um Hits, que descreve a energia cultural que impulsionava os artistas desde os tempos de Americana: “Eram tomados por uma voracidade cultural que os fazia enfrentar longas viagens de ônibus para São Paulo, vivenciando o luto da infância e as turbulências da adolescência”. Com edição refinada e design que reflete o espírito do coletivo, o livro “SHN – 25 anos” é um registro visual e histórico da arte que ultrapassa as fronteiras das galerias para ocupar as ruas — o espaço onde o grupo consolidou sua identidade e seu legado criativo. ServiçoLançamento do livro “SHN – 25 anos”• Americana (SP) – Sexta-feira, 17/10, às 18h – Rua Silvino Bonassi, 840• São Paulo (SP) – Sábado, 18/10, às 13h – Balsa Bar (Rua Capitão Salomão, 26, 3º andar)Exemplares à venda nos eventos.

Entrevista | Eagle-Eye Cherry – “Queria levar para Become a Light essa energia que vem do palco e do público”

Desde os tempos de Save Tonight, Eagle-Eye Cherry construiu uma carreira marcada por reinvenção e honestidade musical. Filho do lendário jazzista Don Cherry, ele sempre transitou entre os mundos do jazz, do rock e do pop com naturalidade e curiosidade artística. Ao longo das décadas, manteve-se fiel ao palco, dizendo que ali se sente “em casa”, mesmo em meio às mudanças da indústria da música. Em Become A Light, seu sétimo álbum de estúdio, ele retoma as guitarras e capta a energia e o sentimento do rock e do pós-punk com os quais cresceu ouvindo. Metade do disco foi gravada em Los Angeles, ao lado de Jamie Hartman e Mark Stoermer (The Killers), e a outra metade na Suécia, com Peter Kvint. O primeiro single, Hate To Love, nascido de uma sessão espontânea no Sunset Marquis, mostra bem esse espírito de fluidez criativa e conexão com o instante. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Eagle-Eye Cherry nos leva para dentro desse processo de retomada artística: ele fala de memórias da origem do seu nome, o primeiro instrumento que aprendeu, da influência do legado familiar, da escolha de covers no setlist, das relações entre os ambientes americano e sueco de gravação, e das emoções da perda de sua mãe que alimentaram o álbum. Você quer explorar mais o rock nesse álbum. De onde veio esse desejo de revisitar esse som? Acho que foi algo natural, porque é uma continuação do que eu estava fazendo no meu último álbum, Back on Track. Eu queria capturar a energia que tínhamos nos shows ao vivo, então entrar com a banda no estúdio o mais cedo possível depois de tocar foi essencial. Queria levar para o disco essa energia que vem do palco e do público. Depois, comecei a escrever músicas que senti que faltavam no setlist, canções com mais energia e movimento. Foi um processo bem espontâneo, e naturalmente o som acabou ficando mais alto e com mais guitarras. Durante a pandemia, você mencionou revisitar discos da sua adolescência, como London Calling, do The Clash. Quais outros álbuns te inspiraram nesse processo? Durante a pandemia, comecei a ouvir os discos que comprava quando era adolescente. Não é que eu quisesse fazer algo que soasse como The Clash ou Sex Pistols, mas queria resgatar aquela sensação de energia e descoberta musical que eu tinha naquela época. Isso me inspirou muito a compor novamente. Musicalmente, porém, acho que estou mais próximo do universo do Tom Petty, que sempre soube equilibrar a sensibilidade pop com o som do rock americano tradicional. Como foi trabalhar com Mark Stoermer, do The Killers, nesse álbum? Foi ótimo. Nós nos conhecemos em Los Angeles, e logo começamos a escrever Hate to Love. Estávamos desenvolvendo a ideia do verso quando o Jamie Hartman apareceu no estúdio, ouviu o que estávamos fazendo e trouxe a ideia do refrão. Em poucas horas, a música estava pronta. Foi um processo muito fluido e inspirador. Foi realmente uma boa dobradinha. Qual é a principal diferença entre gravar nos Estados Unidos e na Suécia? Por eu ser meio americano por parte de pai e meio sueco por parte de mãe, é algo muito natural para mim. Quando estou nos Estados Unidos, me sinto sueco. Quando estou na Suécia, me sinto americano. Gosto de ir e vir, visitar as duas partes de mim mesmo. Tenho grandes conexões com músicos suecos, e a maioria da minha banda é de lá, então é natural gravar também na Suécia. Esse equilíbrio me faz bem. O título Become A Light carrega uma forte carga emocional, especialmente ligada à memória da sua mãe. Como isso se refletiu nas músicas? Sim, essa é a essência do álbum. A faixa-título nasceu num dia em que eu estava lembrando o funeral da minha mãe, que faleceu em 2009. A canção fala sobre aquele sentimento de perda, mas também sobre estar vivo e sentir o vento, os cheiros, as pessoas em volta. Era como se ela ainda estivesse ali, transformada em luz. Foi uma experiência muito profunda, e é daí que vem o nome Become A Light. Seu pai, Don Cherry, teve grande influência artística. Qual parte do legado dele você mais tenta honrar? Meu pai sempre dizia para manter as coisas simples. Quando eu tentava complicar demais na bateria, ele me lembrava disso. Até hoje, ouço essa voz na minha cabeça no estúdio. Ele também me ensinou a dar espaço aos músicos, a deixá-los se expressar. Às vezes, as ideias deles são até melhores do que as minhas. Essa generosidade musical é algo que herdei dele. Já que você falou de tocar na infância, qual foi o primeiro instrumento que você aprendeu a tocar? Bateria. Na verdade, eu quebrei o dedo quando era criança tocando, então aprendi do jeito difícil. Mais tarde, descobri a guitarra, que acabou sendo o instrumento que realmente me abriu as portas para o meu som e onde sinto que minha voz combina melhor. Você costuma dizer que o palco e a estrada são seus lugares favoritos. Por quê? Acho que porque cresci assim. Meu pai levava a família nas turnês, e quando comecei a excursionar com meu primeiro álbum, percebi que aquele era meu segundo lar. Tudo faz sentido quando estou na estrada — as composições, as gravações, as entrevistas. Tocar ao vivo é o coração de tudo. Hoje é mais confortável, claro, mas ainda mantenho essa essência. E é importante ter boas pessoas na equipe, porque uma só pode arruinar toda a harmonia. E já que a vida é na estrada, onde você está neste exato momento? Estamos em Dijon, na França. Tocamos em Bordeaux há alguns dias e agora estamos seguindo para a Alemanha. Esses shows já são da turnê nova, então gostaria de saber como têm sido os primeiros shows da tour Become A Light? As reações do público surpreenderam você? Foi incrível. O público tem reagido muito bem às novas músicas, e estamos misturando faixas de vários álbuns. Na França, tenho uma ótima relação com os

Entrevista exclusiva | Manapart – Conheça a banda russo-armênia comparada ao System of a Down

Misturando elementos étnicos do Oriente com o peso do nu metal e metal moderno, a banda Manapart vem se tornando um dos nomes mais falados da nova cena do Leste Europeu. Surgida em 2020, em meio a pandemia, o grupo traz em suas letras temas introspectivos, espirituais e simbólicos, muitas vezes inspirados nas complexidades políticas e culturais da Armênia, país de origem de parte dos integrantes. Com melodias densas e atmosferas melancólicas, o Manapart busca mais do que entretenimento: uma experiência emocional e quase ritualística. Nesta entrevista exclusiva ao Brasil, a banda fala sobre suas raízes, semelhanças e diferenças para o System of a Down, a espiritualidade presente nas letras, o cenário atual da Armênia e o carinho pelo público brasileiro, que hoje é representado pelas cinco cidades com maior base de ouvintes da banda no Spotify. Em uma conversa descontraída com o Blog N’ Roll, Arman Babaian e Zakhariy Zurabian mostram que são uma banda consciente de seu papel artístico e político, mas que mantém viva a paixão genuína pela criação musical. Como o Manapart nasceu e o que inspirou o nome da banda? Originalmente fomos uma banda cover de System of a Down com Arman e Artyom, nossos vocalistas. O nome da banda era WishUp, e se alguém procurar no YouTube por WishUp Toxicity, vai encontrar nossos primeiros covers do SOAD. Depois de alguns anos e alguns shows, decidimos que poderíamos produzir nossa própria música. Nosso ex-baixista, Pete, deixou a banda porque tinha ideias diferentes, e começamos a escrever nosso próprio material. Então nós escolhemos o nome Manapart. Para ser honesto, não tem um significado específico. Quando pensei no nome, era Man Apart, mas já existia uma banda com esse nome, então decidi tirar o espaço. Assim nasceu Manapart, um nome sem nome. Não deixa de ser original… Sempre acreditei que o nome de uma banda deve ser fácil de ler e pronunciar em qualquer idioma. Manapart é simples, fácil de lembrar e funciona em inglês, armênio, russo ou português. Isso faz diferença. Eu nunca gostei de bandas que usam números no nome, acho estranho, mas claro, Blink-182 e Sum 41 têm suas histórias. Vocês surgiram em 2020, quando o nu metal ainda estava adormecido. Esse revival do estilo abriu portas para vocês? Sim, mas nós não começamos por moda. Gostamos genuinamente do gênero. Temos entre 30 e 35 anos, então crescemos ouvindo nu metal. Pensamos em fazer algo mais moderno, mas decidimos seguir o que realmente amamos. Acreditamos que tentar compor algo que você não sente é um erro. Então seguimos pelo caminho natural: fazer o som que gostamos. Muito se fala em comparações entre vocês e o System of a Down. Mas o que eu mais quero saber de vocès é o que diferencia o Manapart do SOAD e como vocês definem o próprio som? Nós temos mais elementos étnicos na música, com instrumentos orientais e uma identidade armênia mais acentuada. O System também tem isso, mas decidimos ampliar esse aspecto. Não foi planejado para soar igual ou diferente, foi natural. Claro que há inúmeras semelhanças, pois somos parcialmente armênios e compartilhamos influências culturais. O vocal também pode lembrar o Serj Tankian, o que ajuda a chamar atenção, mas nossa música é mais sombria e melancólica. Enquanto o System é mais agressivo e político, nós exploramos temas pessoais, espirituais e introspectivos. As letras de vocês exploram temas psicológicos e espirituais. Isso é intencional, pessoal… Exatamente. Tentamos escrever letras mais abertas, para que cada pessoa possa interpretar de forma pessoal. Quando você define demais um tema, tira a conexão emocional do ouvinte. Então, prefiro deixar espaço para que cada um insira sua própria experiência na canção. Aprendemos muito sobre a Armênia com o System of a Down. Na visão de vocês, como está o país hoje? Acho que as palavras que descrevem a Armênia são “complicada” e “trágica”. É um lugar lindo, com uma história profunda, mas que vive um momento difícil politicamente. Eu me sinto triste quando vou lá, por tudo o que acontece, mas é um país seguro para se visitar. A Armênia tem uma posição geopolítica muito delicada, cercada por Turquia, Azerbaijão, Irã e uma pequena fronteira com a Geórgia. É imprevisível o que pode acontecer no futuro, mas acreditamos que, enquanto a cultura for preservada, a Armênia continuará viva. E como é a cena musical na Armênia? Há artistas incríveis. Um dos meus favoritos é Tigran Hamasyan, um pianista de jazz que mistura música armênia com estruturas complexas e modernas. Ele representa o orgulho musical do país. Vocês já foram elogiados por Serj Tankian. Qual a relação de vocês com os integrantes do System of a Down? Quando começamos, enviávamos demos e materiais para eles. Temos amigos em comum nos Estados Unidos. O John segue o Instagram do Zakko, por exemplo. Sabemos que o Serj conhece a banda, e o Shavo também. O único com quem temos menos contato é o Daron, mas mantemos uma boa comunicação com pessoas próximas a ele. O single com o Tardigrade Inferno teve ótima recepção. Esperavam esse impacto? Há planos de novas colaborações? Sim, nós somos amigos do Tardigrade Inferno, da mesma cidade, então foi natural. Queríamos algo divertido e sabíamos que a Dasha, vocalista, traria uma energia única. Gostamos do resultado. Também colaboramos recentemente com a banda Shira, que tem saxofone e vocais femininos incríveis, queríamos criar algo inesperado e funcionou. “Delirium” foi lançado como um single. Vocês pensam em álbuns conceituais ou preferem lançar faixas isoladas? Depende do momento de inspiração. Quando temos muitas ideias, gravamos tudo. Às vezes, algumas músicas se conectam e formam um EP. Outras funcionam melhor sozinhas. Não forçamos a criação de álbuns, preferimos deixar fluir naturalmente. O Brasil tem as cinco cidades que mais ouvem o Manapart no Spotify. Como veem essa conexão com o público brasileiro? É incrível. Temos ouvintes em São Paulo e Campinas, e isso nos deixa muito felizes. Além do Brasil, nossos maiores públicos estão na Rússia, Alemanha, Estados Unidos e Armênia. E vocês têm

Entrevista | Street Bulldogs – “Eu que acredito que essa volta vai mexer com o Léo”

Após mais de uma década longe dos palcos, o Street Bulldogs volta à ativa para uma série especial de quatro shows em março de 2026. O retorno de uma das bandas mais influentes do punk/hardcore nacional passará por três capitais brasileiras: Curitiba (13/03, Stage Garden), São Paulo (14/03, Carioca Club e 19/03, Hangar 110) e Belo Horizonte (15/03, Galpão 54). As apresentações serão pontuais e marcam o reencontro do grupo com uma base de fãs que se manteve fiel mesmo após o fim das atividades em 2010. Formado em Pindamonhangaba (SP), em 1994, o Street Bulldogs construiu uma trajetória sólida na cena independente, com discos que se tornaram referência do gênero, como Street Bulldogs (1998), Question Your Truth (2001), Unlucky Days (2003) e Tornado Reaction (2004). A sonoridade crua e direta, marcada por letras que equilibravam crítica e autenticidade, consolidou o grupo entre os principais nomes do hardcore brasileiro no final dos anos 1990 e início dos 2000. Agora, com o vocalista original Leo vindo da Irlanda especialmente para a ocasião, o Street Bulldogs promete celebrar sua história em quatro noites intensas. A formação que retorna é a mesma que gravou o DVD no Hangar 110, em 2010: Fabio Sonrisal e Rodrigo Koala nas guitarras, Sanmy Saraiva no baixo, Guilherme Camargo na bateria e Leo Bulldog nos vocais. Em entrevista ao Blog N’ Roll, Koala fala sobre o retorno aos palcos, as memórias da banda e o impacto duradouro do Street Bulldogs. O que motivou a volta do Street Bulldogs aos palcos depois de tanto tempo? Fui pego de surpresa, pra ser sincero. Acho que o Guilherme, nosso baterista, e o Léo estavam conversando e eu nem sabia. Fui saber quando já estava decidido. Fiquei muito feliz, porque eu sempre quis voltar, mas o Léo era o cara que dizia que não queria mais. A gente até teve proposta no ano passado, mas ele não topou. Quando ele avisou que viria pro Brasil e que queria tocar, foi um choque bom. Acho que foi quando a gente parou de pedir que ele resolveu fazer. Foi tranquilo reunir todo mundo e definir a formação? Sim. A gente tem um grupo no celular e se fala direto, o que facilita muito. O que mora mais longe é o Sonrisal, em Pindamonhangaba, e o Léo, que vem da Irlanda. Então vamos deixar a banda redonda antes dele chegar. Quando ele estiver aqui, faz uns ensaios com voz e pronto. Eu e o Sonrisal estamos tocando direto, então estamos com ritmo. O Guilherme, que é batera, talvez sinta mais, ele está ativo com outros projetos, porém são músicas mais lentas. Já dá pra adiantar algo sobre o setlist? Ainda estamos escolhendo. Tem gente dando ideia de tocar músicas que nunca fizemos ao vivo ou que ficaram muito tempo fora. Vai ter surpresa, com certeza. E também deve ter participações. O plano é fazer algo inesquecível, principalmente no Hangar. Com dois soldouts rápido em São Paulo, existe chance de novas reuniões ou até músicas inéditas? Tudo pode acontecer. Hoje o Léo é muito resistente à ideia de voltar pra valer ou gravar algo novo. Fazer um show já é quase um milagre. Mas a música tem esse poder, né? Às vezes o cara pisa no palco e muda tudo. Se ele se animar, vou ser o primeiro a apoiar. Com a tecnologia, dá pra gravar à distância tranquilamente. Eu acredito que essa volta vai mexer com ele. O punk brasileiro começou em português, com Cólera, Inocentes, Invasores de Cérebro… Mas o hardcore dos anos 90 foi majoritariamente em inglês com o Garage Fuzz, Hateen, Rivets e até mesmo Dead Fish chegou a cantar em inglês. Por quê? A gente não tinha muita referência de como fazer hardcore em português. Parecia que o idioma não encaixava. A influência vinha toda de fora, e cantar em inglês era natural no underground. Bandas como o Sepultura também mostraram que dava pra ser brasileiro e cantar em inglês, e isso inspirou muita gente. A virada pro português veio mais pro final dos anos 90, e o CPM 22 foi essencial pra provar que dava pra soar bem cantando em português. O Street também tem também algumas músicas em português… Sim. Tem Padrão, Tarde Demais, Adolf… e talvez mais alguma. A gente deve tocar algumas delas nessa volta. Qual show marcou mais, tanto positivamente quanto negativamente, na sua carreira? Teve um com o Pulley no Volkana em São Bernardo que foi meio chato por causa do produtor. A banda era legal, mas o cara era mala. A banda era muito legal, os caras super gente fina, mas o produtor tinha um dentinho, a gente aprendeu ele de Tooth. Já experiências ruins com bandas, quase nenhuma. A gente sempre se surpreendeu positivamente. O hardcore tem isso, as pessoas costumam ser acessíveis e gente boa. O que mais dava problema eram contratantes tentando dar calote. A gente tinha fama de bravo, mas era só cara de pedreiro mesmo, nunca batemos em ninguém. Eu sei histórias, por exemplo, eu não estava na banda, mas quando o Agnostic Front veio para o Brasil, eles fizeram uma turnê com o Street, eu não estava no Street ainda. Eles foram fazer a Argentina junto. E o baterista do Street na época era o Gordinho, lá de Pinda. E o Gordinho dormiu no carro. Aí ele deitou a cabeça no ombro do vocalista. Bem do Miret, do Roger Miret. Deitou a cabeça no ombro do Miret, né, cara? E o Léo dirigindo falou que olhou assim, cara, falou, puta, fodeu, né, meu? Cara gigante, boladaço. Esse gordo filha da puta deitou a cabeça no ombro do cara, que ela vai matar a nós. Aí falou o cara, pôs a sua mão nele assim, ele é um bom garoto, deixa ele dormir aqui e tal. Então acho que essas coisas, tipo… Ele me conta isso com muito carinho, assim, né? Você tem falado sobre sua rotina mais saudável. Como enxerga esse novo rock mais “careta”? Pra mim